Resistência à Insulina
Condição em que as células respondem menos à insulina, prejudicando o controle da glicemia.
A resistência à insulina é uma condição metabólica em que as células do organismo — especialmente musculares, hepáticas e adiposas — respondem de forma reduzida à ação da insulina. Para compensar, o pâncreas produz quantidades cada vez maiores do hormônio (hiperinsulinemia), até que, eventualmente, a capacidade compensatória se esgota e a glicemia começa a subir, podendo evoluir para pré-diabetes e diabetes tipo 2. A resistência à insulina está intimamente ligada à obesidade visceral, à síndrome metabólica, à doença hepática gordurosa (MASLD) e a um estado de inflamação crônica de baixo grau. Os peptídeos da classe incretínica — semaglutide, tirzepatide e retatrutide — melhoram a sensibilidade à insulina indiretamente, principalmente através da perda de peso e da redução da gordura visceral e hepática. No caso do retatrutide, o componente de glucagon contribui adicionalmente ao reduzir drasticamente a gordura do fígado, um dos principais motores da resistência insulínica.