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← Blog·peptideos18 de julho de 2026· 12 min de leitura

Tratamento da enxaqueca — sumatriptano, rizatriptano, erenumabe e rimegepante: receptores 5-HT1B/1D, CGRP e fisiopatologia da crise

Enxaqueca é distúrbio neurovascular com ativação do sistema trigeminovascular e liberação de CGRP. Triptanos (sumatriptano, rizatriptano, eletriptano) são agonistas 5-HT1B/1D — vasoconstrição meníngea e bloqueio da liberação de CGRP. Erenumabe e fremanezumabe bloqueiam o CGRP ou seu receptor (prevenção). Rimegepante e ubrogepante (gepants) são antagonistas de CGRP oral para crise aguda E preventivo. Lasmiditan (ditan) atua em 5-HT1F — sem vasoconstrição.

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Pontos-chave: enxaqueca, CGRP e farmacoterapia moderna

1. CGRP é o neuropeptídeo central da enxaqueca: liberado pelos neurônios trigeminais perivasculares durante a crise; eleva nos vasos meníngeos, causa vasodilatação e sensibilização neuronal; encontrado aumentado no sangue jugular durante crises. Infusão de CGRP provoca cefaleia tipo enxaqueca em pacientes com enxaqueca (não em controles saudáveis).

2. Sistema trigeminovascular: fibras Aδ e C do V1 inervam vasos meníngeos → ativação → liberação de CGRP + substância P → inflamação neurogênica + sensibilização periférica → allodinia cutânea (sinal de sensibilização central estabelecida, associado a menor resposta a triptanos).

3. Triptanos (agonistas 5-HT1B/1D): vasoconstrição meníngea (5-HT1B) + bloqueio de liberação de CGRP (5-HT1D pré-sináptico) + inibição central. CONTRAINDICADOS em DAC, AVC/AIT recente, HAS não controlada. Janela terapêutica: início da crise (fase leve, antes da allodinia).

4. Gepants (rimegepante, ubrogepante): antagonistas do receptor de CGRP orais — sem vasoconstrição; seguros em doença cardiovascular; sem risco de MOH (medication overuse headache). Rimegepante tem dupla indicação (agudo + preventivo em dias alternados).

5. Lasmiditan (ditan, 5-HT1F): sem vasoconstrição (não age em 5-HT1B); indicado em pacientes com contraindicação vascular a triptanos; sedação e tontura são efeitos adversos principais — não dirigir por 8h.

6. Anti-CGRP preventivos: erenumabe (anti-receptor), fremanezumabe, galcanezumabe, eptinezumabe (anti-ligante) — redução de ~50% nos dias de enxaqueca/mês; 30-40% respondem com ≥75% de redução; resposta já na 1ª semana (IV).

7. MOH (cefaleia por uso excessivo): triptanos ou AINEs usados > 10 dias/mês por > 3 meses → paradoxalmente pioram a enxaqueca. Gepants não parecem causar MOH nos dados clínicos.

Saiba mais: CGRP e tratamento moderno da enxaqueca · CGRP — o peptídeo da cefaleia · substância P e dor inflamatória · ciência dos neuropeptídeos

Comparativo: triptanos disponíveis — perfil clínico

| Triptano | Biodisponibilidade oral | Início de ação | Meia-vida | Formas disponíveis | Diferencial | |---|---|---|---|---|---| | Sumatriptano | 14% | 30-60 min | 2h | VO 50/100 mg, SC 6 mg, nasal, supositório | Pioneiro; SC = mais rápido (10-15 min); referência para cluster headache | | Rizatriptano | 45% | 30-45 min | 2-3h | VO 10 mg, bucodispersível (wafer) | Superior ao sumatriptano oral em estudos; evitar com propranolol (reduzir para 5 mg) | | Eletriptano | 50% | 30 min | 4-5h | VO 40 mg | Maior potência e lipofilia; menor recorrência; CYP3A4 | | Zolmitriptano | 40% | 30-45 min | 2.5h | VO 2.5/5 mg, nasal | Boa penetração no SNC; nasal disponível | | Naratriptano | 63-74% | 60-90 min | 6h | VO 2.5 mg | Início lento, longa duração; menos recorrência; boa em menstrual |

*Regra geral: triptanos são mais eficazes tomados no início da crise (fase de dor leve, antes da allodinia). Combinar com naproxeno 500 mg aumenta eficácia e reduz recorrência. Limite: ≤10 dias/mês para evitar MOH.*

Erros comuns no tratamento da enxaqueca

Erro 1 — Tomar o triptano quando a dor já está grave ou com allodinia: Triptanos são mais eficazes na fase inicial da cefaleia (dor leve, antes de a pele do couro cabeludo/pescoço ficar sensível ao toque). Depois da allodinia, a sensibilização central está estabelecida e a eficácia dos triptanos cai significativamente. Tomar logo ao início da crise, não esperar piorar.

Erro 2 — Usar triptano por mais de 10 dias por mês: Uso frequente de triptanos (e AINEs) > 10 dias/mês por > 3 meses cronifica a enxaqueca (MOH — medication overuse headache), transformando enxaqueca episódica em crônica (≥15 dias/mês). O triptano paradoxalmente vira agravante. Gepants (rimegepante) parecem não causar MOH.

Erro 3 — Usar triptano como preventivo diário: Triptanos são abortivos — tomados na crise. Para pacientes com ≥4 crises/mês, o tratamento certo é um PREVENTIVO (betabloqueador, topiramato, ou anti-CGRP monoclonal), não triptano diário.

Erro 4 — Desistir dos triptanos após a primeira tentativa frustrada: A resposta aos triptanos é variável — um paciente que não responde ao sumatriptano oral pode responder bem ao rizatriptano ou eletriptano. Não concluir que 'triptanos não funcionam' sem testar dose correta, momento certo e ao menos 2 drogas diferentes.

Erro 5 — Usar triptano em paciente com doença coronariana, AVC recente ou HAS grave: A atividade em 5-HT1B causa vasoconstrição coronariana além da meníngea. Em pacientes com DAC, AVC/AIT nos últimos 24h ou HAS não controlada, preferir gepants (rimegepante, ubrogepante) ou lasmiditan que não causam vasoconstrição.

Quando procurar avaliação profissional

Pior cefaleia da vida com início súbito (thunderclap headache): cefaleia de início explosivo que atinge o pico em segundos — é sinal de alarme para hemorragia subaracnóidea, trombose de seio venoso ou outros emergências neurológicas. Ir ao pronto-socorro imediatamente, não tratar como enxaqueca.

Cefaleia com sinais neurológicos focais persistentes: déficit de força, afasia, visão dupla, ataxia ou alteração de consciência associados à cefaleia requerem avaliação neurológica de urgência — descartam enxaqueca com aura e investigam AVC ou lesão estrutural.

Enxaqueca com ≥4 crises por mês ou uso de abortivos > 10 dias/mês: indicação formal de tratamento preventivo. Um neurologista pode indicar betabloqueador, topiramato, amitriptilina ou — quando disponível — anticorpo anti-CGRP.

Enxaqueca que não responde a nenhum triptano em dose correta: considerar gepants, ditans ou diagnóstico diferencial (cefaleia em cluster, cefaleia de tensão crônica, cefaleia secundária).

Enxaqueca em gestante ou ao planejar gravidez: topiramato e valproato são altamente teratogênicos — contraindicados. O manejo preventivo na gravidez requer discussão especializada; sumatriptano tem dados de segurança razoáveis em 2T/3T mas uso cauteloso.

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Tripano não aliviou minha enxaqueca — estou tomando errado ou não é enxaqueca?+

A não-resposta ao triptano pode ter várias explicações: 1) Momento errado de tomada: triptanos são mais eficazes quando tomados no início da crise, durante a fase de cefaleia LEVE (antes de a dor ficar intensa e antes da allodinia cutânea — quando o couro cabeludo fica sensível). Tomar o triptano quando a dor já está grave ou quando há allodinia pode resultar em resposta insuficiente. A janela ideal é nas primeiras 30-60 minutos da cefaleia; 2) Dose insuficiente: sumatriptano 50 mg tem resposta 2h em ~50% dos pacientes; 100 mg melhora para 60-65%. Tente a dose máxima; 3) Triptano errado: há variabilidade individual na resposta — um paciente que não responde ao sumatriptano pode responder bem ao rizatriptano ou eletriptano. Não concluir que triptanos não funcionam após testar apenas um; 4) Diagnóstico: triptanos não funcionam em cefaleia tensional, cefaleia em cluster (neste caso podem funcionar, mas há alternativas superiores como O2 100% e sumatriptano SC), cefaleia secundária (hipertensão grave, meningite, hemorragia subaracnóidea — sinal de alarme: pior cefaleia da vida de início súbito = thunderclap — vai ao pronto-socorro); 5) Absorção prejudicada: durante a crise intensa, há gastroparesia → absorção oral lenta; metoclopramida 10 mg IM/IV antes do triptano melhora a absorção E alivia a náusea; alternativa: triptano nasal ou SC que não dependem da absorção GI. Recomendação: tente o triptano no início da próxima crise, na dose máxima, com AINE e antinauseoso. Se não funcionar após 2 tentativas corretas, converse com neurologista sobre gepants ou sobre diagnóstico.

Qual a diferença entre anticorpo anti-CGRP e triptano para enxaqueca? Posso usar os dois?+

Triptanos e anticorpos anti-CGRP atuam em diferentes estágios do processo da enxaqueca e têm funções complementares. Triptanos (sumatriptano, rizatriptano, etc.) são ABORTIVOS — tomados durante a crise para interrompê-la; agem rápido (30-60 min), mas têm duração curta e risco de MOH (cefaleia por uso excessivo) se utilizados frequentemente; causam vasoconstrição, o que os contraindica em doença cardiovascular. Anticorpos anti-CGRP (erenumabe, fremanezumabe, galcanezumabe) são PREVENTIVOS — administrados mensalmente/trimestralmente por SC para reduzir a frequência das crises; não interrompem a crise quando ela já está iniciada; sem vasoconstrição; sem risco de MOH; podem ser usados por pacientes com contraindicação vascular a triptanos. Podem ser usados juntos? SIM — a combinação de preventivo anti-CGRP + abortivo (triptano ou gepant) é a estratégia padrão. O anti-CGRP reduz quantas crises o paciente terá; quando uma crise acontece mesmo assim, o triptano (ou gepant) é usado para abortá-la. Não há interação farmacológica relevante entre anti-CGRP preventivo e triptano abortivo. A única superposição é se usar RIMEGEPANTE como preventivo (em dias alternados) e também como abortivo — é a mesma molécula, mas dois papéis. Recomendação: preventivo anti-CGRP para pacientes com ≥4 crises/mês ou que usam abortivos frequentemente; abortivo (triptano ou gepant) para as crises que escapam ao preventivo.

O que é cefaleia por uso excessivo de medicação (MOH) e como tratar?+

A cefaleia por uso excessivo de medicação (MOH — medication overuse headache, ou 'cefaleia de rebote') é uma das causas mais comuns de cefaleia crônica diária e frequentemente não diagnosticada. Definição: uso de medicação abortiva para cefaleia por ≥10 dias/mês (triptanos, ergotamina) ou ≥15 dias/mês (AINEs, analgésicos simples) por mais de 3 meses — cronifica a enxaqueca episódica para crônica (≥15 dias/mês). Mecanismo postulado: uso frequente de triptanos/AINEs → upregulation de receptores de dor centrais (CGRP upregulado, receptores 5-HT1B/1D dessensibilizados) → o cérebro em estado de 'craving' por analgésico → qualquer pequeno gatilho precipita crise → mais medicação → ciclo vicioso. Tratamento: a base é a 'desintoxicação' — retirada do medicamento abusado. Pode ser feita ambulatorialmente ou internado (casos graves). Sintomas de retirada: piora da cefaleia por 2-10 dias (o período mais difícil). Profilaxia simultânea: iniciar preventivo (topiramato, betabloqueador, anti-CGRP) ao mesmo tempo da retirada — meta-análise mostra que naproxeno 500 mg 2×/dia por 2 semanas reduz a cefaleia de retirada. Anti-CGRPs (erenumabe, fremanezumabe) são particularmente eficazes em enxaqueca crônica com MOH — os ensaios REGAIN/HALO-CM incluíram pacientes com MOH e mostraram eficácia. Gepants (rimegepante, ubrogepante) não parecem causar MOH nos dados disponíveis — uma vantagem significativa vs triptanos.

Enxaqueca menstrual — o que é e como tratar?+

Enxaqueca menstrual (ou enxaqueca relacionada à menstruação) ocorre em 1-2 dias ao redor da menstruação (de -2 a +3 dias do início do fluxo) em pelo menos 2 de 3 ciclos consecutivos. Em enxaqueca menstrual pura (10-14% das mulheres com enxaqueca), ela ocorre SOMENTE ao redor da menstruação; em enxaqueca relacionada à menstruação (60% das mulheres), há crises adicionais em outros momentos do ciclo. Mecanismo: a queda dos estrogênios no período pré-menstrual (do estrogênio alto da fase luteínica para o nadir pré-menstrual) é o gatilho — o estrogênio modula a síntese de CGRP e a excitabilidade trigeminovascular. As crises menstruais tendem a ser mais longas, mais graves e menos responsivas a triptanos do que crises não menstruais. Estratégias específicas: (1) Abortivo: triptanos continuam a base (sumatriptano 50-100 mg, rizatriptano 10 mg); naratriptano pode ter vantagem pela meia-vida mais longa com menor recorrência; (2) Profilaxia perimenstrual (mini-profilaxia): tomar naproxeno 500 mg 2×/dia ou triptano (naratriptano 2.5 mg 2×/dia) por 5-7 dias ao redor da menstruação — reduz a frequência e a gravidade das crises menstruais; (3) Suplementação de estrogênio transdérmico (patch): durante o período pré-menstrual, manter estrogênio elevado artificialmente atenua a queda e reduz crises; (4) Preventivos contínuos se > 4 crises/mês ou enxaqueca relacionada à menstruação + outras crises.

O que é aura de enxaqueca? É perigoso ter aura?+

A aura de enxaqueca são sintomas neurológicos transitórios e reversíveis que precedem (ou ocorrem simultaneamente à) cefaleia em cerca de 25-30% das pessoas com enxaqueca. A aura mais comum é visual: escotoma cintilante (fortification spectra — padrão em ziguezague, luminoso, que se expande lentamente do centro para a periferia em 20-30 minutos). Outros tipos: aura sensorial (parestesia hemicorporal migrando da mão ao rosto — 'marcha da aura'), afasia, hemiparesia (enxaqueca hemiplégica — rara). Mecanismo: a aura é causada pela CSD (Cortical Spreading Depression — depressão alastrante de Leão): onda de despolarização que se propaga pelo córtex a 2-3 mm/min, seguida por depressão da atividade elétrica. Cada área cortical deprimida gera um sintoma diferente (visual se occipital, sensitivo se parietal, motor se frontal). É perigoso? (1) A aura visual simples NÃO aumenta significativamente o risco de AVC em mulheres não fumantes sem outros fatores de risco. (2) Enxaqueca com aura + anticoncepcional hormonal combinado (AHC): contraindica o uso de AHC (aumenta risco de AVC trombótico em 8× vs população sem enxaqueca com aura). Mulheres com enxaqueca com aura devem preferir progestágeno isolado, DIU hormonal ou métodos não hormonais. (3) Aura prolongada (> 60 min), déficits focais que não regridem completamente ou cefaleia sem aura após histórico de enxaqueca com aura = investigar AVC.

Quais preventivos de enxaqueca são seguros na gravidez?+

O manejo da enxaqueca na gravidez é desafiador porque as opções farmacológicas são limitadas pelas preocupações com o feto. Medicamentos a EVITAR na gravidez: (1) Topiramato — associado a fissura palatina, hipospadia, retardo de crescimento intrauterino e redução de QI fetal (categoria X em muitos guidelines para gravidez); (2) Valproato de sódio — altamente teratogênico (espinha bífida, outros defeitos de tubo neural, QI reduzido, autismo — NUNCA em gestante); (3) ACOs com estrogênio — contraindicados na gravidez. Preventivos com melhor perfil na gravidez: (1) Propranolol — mais utilizado; monitorar crescimento fetal; evitar no 3T (bradicardia neonatal); (2) Amitriptilina (baixas doses) — dados de segurança razoáveis; (3) Magnésio (200-600 mg/dia) — seguro, modesto benefício em profilaxia; abordagem preferida como suplemento não farmacológico. Abortivos na gravidez: (1) Paracetamol (acetaminofeno) — mais seguro para crises leves; (2) Sumatriptano — dados de segurança no 2T/3T são razoáveis (registro de gravidez Sumatriptan Pregnancy Registry, 2008); uso cauteloso, não no 1T; evitar combinação com ergotamina; (3) AINEs (ibuprofeno, naproxeno) — seguros no 2T mas contraindicados no 3T (fechamento prematuro do ducto arterioso). Anti-CGRP monoclonais: dados insuficientes na gravidez — evitar; descontinuar ao planejar gestação.

Cefaleia em cluster — diferença em relação à enxaqueca e como tratar?+

Cefaleia em cluster (CC) é frequentemente confundida com enxaqueca grave, mas são patologias distintas com mecanismos, perfis e tratamentos diferentes. Distinções principais: CC — unilateral (SEMPRE do mesmo lado em um cluster); dor periorbitária/temporal excruciante (10/10 em escala de dor); curta duração (15-180 min); autonomia ipsilateral intensa (ptose, miose, lacrimejamento, rinorreia, rubor facial); paciente agitado, não consegue ficar parado (diferente da enxaqueca em que o paciente quer ficar quieto no escuro); sem aura visual; predominância masculina (3-4:1); clusters episódicos de 4-12 semanas com remissões longas (às vezes meses/anos). Enxaqueca — bilateral (70%) ou unilateral variável; dor pulsátil moderada-grave; 4-72h; piora com atividade; náusea/fotofobia sem ptose ou miose proeminentes; predominância feminina (3:1). Tratamento da CC: (1) Abortivo de primeira linha: O2 100% (10-15 L/min por 15 min, máscara não-rebreathing) — eficaz em 70-80% em 15 min; sumatriptano SC 6 mg é o mais eficaz abortivo farmacológico (ou nasal 20 mg); zolmitriptano nasal 5 mg. (2) Preventivo de primeira linha: verapamil (240-960 mg/dia em doses divididas — ECG regular para monitorar bloqueio AV); lítio (nível sérico 0.6-1.0 mEq/L) em cluster crônico; galcanezumabe SC (Emgality® 300 mg dose de ataque) é o primeiro anti-CGRP aprovado especificamente para CC episódico.

Referências Científicas

  1. Goadsby PJ, Reuter U, Hallstrom Y, et al. (STRIVE — erenumab for episodic migraine prevention — N Engl J Med) A controlled trial of erenumab for episodic migraine. N Engl J Med, 2017.
  2. Croop R, Goadsby PJ, Stock DA, et al. (CONQUER — rimegepant for migraine prevention — Lancet) Efficacy, safety, and tolerability of rimegepant orally disintegrating tablet for the acute treatment of migraine: a randomised, phase 3, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet, 2019.
  3. Ashina M, Saper J, Cady R, et al. (SAMURAI — lasmiditan for migraine acute treatment — Cephalalgia) Lasmiditan in episodic migraine — SAMURAI and SPARTAN clinical trial results. Cephalalgia, 2019.
  4. Dodick DW, Silberstein SD, Bigal ME, et al. (ACHIEVE — erenumab in chronic migraine prevention — N Engl J Med) Effect of fremanezumab compared with placebo for prevention of episodic migraine: a randomized clinical trial. JAMA, 2018.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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