Motilina: Estrutura e o Complexo Motor Migratório
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Eritromicina como Agonista de MLNR
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Análogos de Motilina e Tratamento de Gastroparesia
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Motilina, Grelina e a Família Comum MLNR/GHSR
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Comparativo: agentes procinéticos e seus mecanismos
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Pontos-chave sobre motilina e o CMM
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Erros comuns sobre motilina e procinéticos
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Quando procurar avaliação gastroenterológica
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Motilina no contexto dos peptídeos gastrointestinais
A motilina representa um dos maiores desafios da gastroenterologia moderna: um peptídeo com mecanismo elegante e receptor bem definido, mas com translação clínica limitada pela taquifilaxia e pela complexidade da motilidade gastrointestinal. O receptor MLNR permanece um alvo ativo para desenvolvimento de análogos que superem as limitações da eritromicina. Para uma visão abrangente do ecossistema de peptídeos digestivos, sistema digestivo, microbiota e peptídeos contextualiza o CMM dentro da regulação hormonal do TGI. Para peptídeos de reparo intestinal com perfil distinto, BPC-157 para intestino complementa a perspectiva.\n\nA relação evolutiva entre MLNR e GHSR — com 52% de identidade de sequência e genes adjacentes no cromossomo 3 — é um exemplo fascinante de como a duplicação gênica cria sistemas paralelos com funções distintas mas mecanismos moleculares compartilhados.
Motilina e o eixo intestino-cérebro: implicações fisiológicas
A motilina pertence ao grupo de hormônios gastrointestinais que compõem o eixo intestino-cérebro — um sistema de comunicação bidirecional que integra o estado metabólico periférico com o controle central do apetite e comportamento alimentar. Seu receptor MLNR (GPR38) é expresso não apenas no trato gastrointestinal mas também em estruturas do sistema nervoso central, incluindo o cerebelo e o tronco cerebral, abrindo perspectivas sobre funções na regulação da saciedade e percepção visceral além da motilidade.\n\nA sequência genética da motilina compartilha homologia estrutural com a ghrelina — ambos os peptídeos ligam-se a receptores com 52% de identidade de sequência (MLNR e GHSR). Enquanto a ghrelina atua principalmente no controle central do apetite e na estimulação do hormônio de crescimento, a motilina tem papel predominante na motilidade intestinal. Essa sobreposição estrutural explica parcialmente por que vários análogos de motilina desenvolvidos para gastroparesia foram investigados também como secretagogos de GH — e por que antagonistas de GHSR podem interferir em estudos de motilidade.\n\nA integridade da barreira epitelial intestinal é co-regulada pelo CMM mediado por motilina: as contrações de fase III transportam secreção mucosa para o cólon e reduzem o tempo de contato de antígenos luminais com o epitélio. Quando a motilidade é reduzida — gastroparesia, neuropatia autonômica, hipotireoidismo — pode ocorrer maior permeabilidade por estase e supercrescimento bacteriano (SIBO). Para aprofundar os mecanismos de permeabilidade intestinal, o que é permeabilidade intestinal detalha as junções estreitas e os estímulos que as regulam. Para contextualizar a motilina dentro do ecossistema de peptídeos gastrointestinais, sistema digestivo, microbiota e peptídeos oferece visão integrada das interações hormônio-microbiota no trato gastrointestinal.
