Use o cupom PRIMEIRA10 e ganhe 10% OFF na primeira compra
← Blog·peptideos02 de julho de 2026· 14 min de leitura

Sertralina, escitalopram, fluoxetina e venlafaxina — ISRS e IRSN em depressão e ansiedade: mecanismo de recaptação, indicações, síndrome serotonérgica e descontinuação

ISRSs (sertralina/escitalopram/fluoxetina) inibem o transportador SERT → mais serotonina na fenda sináptica → adaptação de receptores 5-HT em semanas. Venlafaxina e duloxetina (IRSN) também inibem NET (norepinefrina) → mais eficazes em dor crônica neuropática e ansiedade. Síndrome serotonérgica (excesso de 5-HT): hipertermia, clonus, agitação, diaforese — tratada com ciproeptadina. Síndrome de descontinuação ao parar abruptamente, especialmente paroxetina e venlafaxina.

B
BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
Compartilhar:

undefined

undefined

undefined

undefined

undefined

undefined

undefined

undefined

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo devo tomar antidepressivo após o primeiro episódio de depressão?+

As diretrizes recomendam tratamento de manutenção por pelo menos 6-12 meses após a remissão do primeiro episódio de depressão maior — pois o risco de recaída é mais alto nos primeiros 6-12 meses. O que a evidência mostra: parar precocemente (antes de 6 meses de remissão) aumenta muito o risco de recaída imediata; manter por 6-12 meses reduz esse risco em 70-80% (meta-análise de Geddes et al., Lancet 2003). Critérios para extensão além de 12 meses (tratamento de manutenção longa): (1) 2 ou mais episódios de depressão maior na vida → indicação de tratamento de manutenção por 2-5 anos ou indefinidamente; (2) 3 ou mais episódios → recomenda-se tratamento indefinido na maioria dos consensos; (3) Episódio muito grave (ideação suicida, psicose, hospitalização, duração longa) → extensão do tratamento; (4) Idade avançada (risco de recaída aumenta com a idade). Como descontinuar: nunca abruptamente; reduzir 10-25% da dose a cada 2-4 semanas; monitorar por 6 meses após descontinuação. Se recaída: retomar o mesmo antidepressivo que funcionou (geralmente na mesma dose). A decisão deve ser compartilhada entre médico e paciente — alguns pacientes preferem continuar indefinidamente pelo impacto que episódios depressivos têm em suas vidas.

ISRS pode ser tomado na gravidez? Qual o risco para o bebê?+

A depressão não tratada na gravidez é um risco real para mãe e bebê — prematuridade, baixo peso ao nascer, e riscos para a saúde materna; portanto, tratar a depressão gestacional é importante, não opcional. A sertralina é considerada o ISRS com o maior perfil de segurança na gestação: sem aumento documentado de malformações congênitas maiores nos grandes estudos; é o antidepressivo de primeira escolha na gravidez segundo a maioria das diretrizes. Outros ISRSs são geralmente seguros mas com algumas ressalvas: fluoxetina — dados extensos sem aumento de malformações maiores; paroxetina — alguns estudos (controversos) sugeriram associação com defeitos cardíacos septais menores — evitar no 1º trimestre se possível, substituir por sertralina. IRSN (venlafaxina/duloxetina): dados de segurança menores que ISRSs — usar se não houver ISRS adequado. Síndrome de adaptação neonatal: recém-nascidos de mães usando ISRS/IRSN até o parto podem apresentar irritabilidade, choro excessivo, dificuldade de alimentação e tremores por 2-3 dias (autolimitado, sem sequelas) — não é teratogenicidade. Hipertensão pulmonar persistente neonatal: risco muito pequeno com ISRSs usados no 3º trimestre (HR ~2x vs população, mas risco absoluto passa de 0.02% para 0.04% — extremamente raro). Conclusão: para mulheres com depressão moderada-grave, os benefícios de tratar superam os riscos dos ISRSs; sertralina é a escolha preferida; nunca suspender antidepressivo na gravidez sem consulta psiquiátrica.

Diferença entre ISRS e IRSN: quando usar cada um?+

ISRSs e IRSNs têm eficácia similar em depressão maior, mas diferem em indicações e perfis de efeitos adversos — o que guia a escolha: ISRSs (sertralina, escitalopram, fluoxetina): primeira escolha para depressão maior, TAG, TOC, transtorno do pânico, TEPT, fobia social; excelente perfil de tolerabilidade; sem efeito significativo em dor neuropática; sem hipertensão; mínima ação noradrenérgica. IRSNs (venlafaxina, duloxetina): indicados quando: (1) Depressão + dor crônica concomitante (neuropatia diabética, fibromialgia, dor lombar crônica — duloxetina aprovada para essas indicações); (2) Depressão refratária a ISRS (a adição da ação NE pode ajudar os não-respondedores); (3) TAG com sintomas físicos proeminentes (tensão muscular, fadiga); (4) Incontinência urinária de esforço feminina (duloxetina — via NE uretral). Quando preferir IRSN com certeza: fibromialgia (duloxetina é 1ª linha junto com pregabalina); dor neuropática diabética periférica (duloxetina aprovada FDA); depressão atípica com sonolência e fadiga intensa (ação NE energizante); paciente que falhou 2 ISRSs (muda-se o perfil farmacológico). Desvantagens do IRSN: mais efeitos adversos (hipertensão — especialmente venlafaxina doses altas; sudorese; boca seca); síndrome de descontinuação mais intensa; maior custo. Em geral: ISRS primeiro; IRSN se dor crônica associada ou falha de ISRS.

Referências Científicas

  1. Geddes JR, Carney SM, Davies C, et al. (Relapse prevention with antidepressants — meta-analysis Lancet) Relapse prevention with antidepressant drug treatment in depressive disorders: a systematic review. Lancet, 2003.
  2. Cipriani A, Furukawa TA, Salanti G, et al. (Comparative efficacy of 21 antidepressants — landmark network meta-analysis) Comparative efficacy and acceptability of 21 antidepressant drugs for the acute treatment of adults with major depressive disorder: a systematic review and network meta-analysis. Lancet, 2018.
  3. Boyer EW, Shannon M. (Serotonin syndrome — review pathophysiology diagnosis management) The Serotonin Syndrome. N Engl J Med, 2005.
  4. Fava GA, Gatti A, Belaise C, Guidi J, Offidani E. (Withdrawal symptoms after selective serotonin reuptake inhibitor discontinuation) Withdrawal Symptoms after Selective Serotonin Reuptake Inhibitor Discontinuation: A Systematic Review. Psychother Psychosom, 2015.
  5. Ornoy A, Koren G. (Selective serotonin reuptake inhibitor use during pregnancy and neonatal outcomes — review) Selective Serotonin Reuptake Inhibitors During Pregnancy: How Safe Are They?. Isr Med Assoc J, 2010.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

#sertralina#escitalopram#fluoxetina#venlafaxina#ISRS#IRSN#depressão#ansiedade#síndrome serotonérgica#SERT#descontinuação

Muito além deste artigo

Tudo o que você precisa está aqui no site

Protocolos por composto, ferramentas gratuitas e catálogo com laudo — no mesmo lugar.

Conta gratuita · sem cartão

Você está vendo só metade do que temos aqui

Criando sua conta — de graça, em 30 segundos — você desbloqueia o aprofundamento dos artigos e as ferramentas para acompanhar seu protocolo de verdade.

Conteúdo premium dos artigosA parte aprofundada: o que a literatura descreve, faixas observadas em estudos, comparativos e perguntas para levar ao seu médico.
Painel de saúdeAcompanhe peso, medidas, energia, sono e humor ao longo do tempo — e veja sua evolução em gráficos.
Anotações pessoaisOrganize suas observações e mantenha seu histórico de referência num só lugar.
Fichas científicasAcesso completo às fichas dos 160+ compostos e à biblioteca de pesquisa.
Pontos que viram descontoAcumule pontos nas compras e troque por desconto real: 100 pontos = R$ 1,00. Níveis Bronze a Platina.
Favoritos e históricoSalve compostos de interesse e acompanhe seus pedidos e rastreios num só lugar.
Criar minha conta gratuita

Grátis para sempre · sem cartão de crédito · leva 30 segundos

📋 Guias práticos essenciais

Avalie este conteúdo

Seja o primeiro a avaliar

Comentários

Faça login para deixar um comentário.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro.

Gostou? Compartilhe este artigo
Ajude mais pessoas a encontrarem informação séria sobre peptídeos.
Compartilhar:

Pronto para começar?

Explore nosso catálogo de peptídeos com qualidade farmacêutica e COA.

Ver Catálogo →