← Blog·Peptídeos18 de junho de 2026· 7 min de leitura
O Que É Relaxina? O Peptídeo da Gestação e da Fibrose
Relaxina-2 (H2) é um peptídeo similar à insulina produzido durante a gravidez e pelo coração, que relaxa ligamentos pélvicos, dilata vasos e tem potente efeito antifibrótico. Serelaxina foi testada em ICC aguda.
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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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O Que É Relaxina
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Relaxina na Gravidez: Adaptações Cardiovasculares e Pélvicas
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Relaxina e Fibrose: O Efeito Antifibrótico
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Serelaxina: Ensaios em Insuficiência Cardíaca Aguda
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Tabela Comparativa: 7 Membros da Superfamília Relaxina Humana
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Pontos-Chave sobre Relaxina
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Erros Comuns sobre Relaxina
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Quando Procurar Avaliação Profissional
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Aviso Editorial
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.
Perguntas Frequentes
Relaxina é um hormônio da gravidez?+
Sim. O corpo lúteo e a placenta secretam relaxina-2 (H2), com pico no 1º trimestre. Media adaptações cardiovasculares da gravidez (vasodilatação, ↑TFG renal), amolecimento do colo uterino e relaxamento dos ligamentos pélvicos para preparar o canal de parto.
Relaxina tem efeito antifibrótico?+
Sim — esse é seu maior potencial terapêutico. Relaxina inibe TGF-β1, ativa MMPs colagenolíticas e reverte fibrose estabelecida em modelos de fibrose cardíaca, renal e pulmonar. É um dos poucos agentes capazes de reverter fibrose (não apenas retardar) em modelos animais.
Por que serelaxina não foi aprovada para insuficiência cardíaca?+
O estudo pivotal RELAX-AHF mostrou sinal de redução de mortalidade, mas o ensaio confirmatório RELAX-AHF-2 (N=6545) não reproduziu o benefício. Serelaxina não reduziu mortalidade cardiovascular em 180 dias. O programa foi encerrado pela Novartis.
Relaxina e testosterona têm relação?+
Não diretamente. INSL3 (Insulin-like 3), primo molecular da relaxina, é produzida pelas células de Leydig do testículo junto com testosterona. INSL3 regula descida testicular e tem papel na fertilidade masculina. Relaxina-2 (H2) é produzida pela próstata mas sem relação funcional direta com testosterona.
Como relaxina protege o coração contra fibrose?+
Relaxina-2 atua por dois mecanismos antifibróticos sinérgicos: (1) inibe a via TGF-β1/Smad3, reduzindo a diferenciação de fibroblastos em miofibroblastos produtores de colágeno; (2) upregula MMPs colagenolíticas (MMP-1, MMP-13) que degradam colágeno já depositado. Em modelos de fibrose cardíaca, essa combinação reverte fibrose estabelecida — algo que a maioria dos antifibróticos apenas freia.
Relaxina pode causar hipotensão?+
Sim, especialmente em doses terapêuticas elevadas. Relaxina é vasodilatadora sistêmica via óxido nítrico e prostaglandinas. No contexto da gravidez, esse efeito é fisiológico e benéfico. Em ensaios de IC aguda com serelaxina IV, hipotensão foi um efeito adverso observado, particularmente em pacientes já em uso de vasodilatadores.
Relaxina tem papel na endometriose?+
Pesquisas preliminares sugerem que relaxina pode modular a invasão de células endometrióticas via efeitos em MMPs e na matriz extracelular. Estudos pré-clínicos mostram expressão de RXFP1 em lesões endometrióticas. No entanto, não há dados clínicos suficientes para conclusões terapêuticas — é uma área de pesquisa ativa, não uma indicação estabelecida.
É possível medir relaxina no sangue?+
Sim, existem imunoensaios para relaxina-2 disponíveis em laboratórios de pesquisa. Na prática clínica rotineira, o teste não é solicitado habitualmente — é usado principalmente em pesquisas de gravidez, síndrome de hiperestimulação ovariana e ensaios clínicos de IC. Valores normais em não-grávidas são muito baixos (< 50 pg/mL); valores gestacionais chegam a 1.000 pg/mL no 1º trimestre.
Referências Científicas
Bathgate RA, et al. Relaxin family peptides and their receptors.. Physiol Rev, 2013.
Samuel CS, et al. Relaxin: antifibrotic properties and effects in models of disease.. Clin Med Insights Arthritis Musculoskelet Disord, 2009.
Teerlink JR, et al. Serelaxin, recombinant human relaxin-2, for treatment of acute heart failure (RELAX-AHF): a randomised, placebo-controlled trial.. Lancet, 2013.
Hewitson TD, et al. Relaxin: the missing link between metabolism and insulin resistance in chronic kidney disease?. Cell Metab, 2016.
Metra M, et al. Effects of serelaxin in patients with acute heart failure.. N Engl J Med, 2019.
Somanader DVN, Zhao P, Widdop RE et al. The involvement of the Wnt/beta-catenin signaling cascade in fibrosis progression and its therapeutic targeting by relaxin.. Biochemical pharmacology, 2024.
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