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← Blog·Peptídeos18 de junho de 2026· 6 min de leitura

O Que É Relaxina? Gravidez, Fibrose e Coração

Relaxina é um peptídeo homodímero da superfamília da insulina, produzido primariamente pelo corpo lúteo durante a gestação e pelo coração. Age nos receptores RXFP1 e RXFP2 para relaxar ligamentos pélvicos e dilatar o colo do útero no parto. Também tem efeitos sistêmicos: vasodilatação renal (↑TFG na gravidez), antifibrótica (↓colágeno), e cardioproteção. Serelaxina (relaxina-2 recombinante) foi testada em insuficiência cardíaca aguda descompensada no trial RELAX-AHF — resultados promissores mas controversos. Nova geração de análogos em desenvolvimento.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Relaxina: Família, Estrutura e Receptores

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Relaxina na Gravidez e Parturição

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Relaxina como Antifibrótico: Fígado, Pulmão, Rim e Coração

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Serelaxina em Insuficiência Cardíaca Aguda e Perspectivas

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Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O que é relaxina e qual é seu papel na gravidez?+

Relaxina é um peptídeo homodímero (similar à insulina em estrutura) produzido principalmente pelo corpo lúteo durante o primeiro trimestre da gravidez. Age via receptor RXFP1 para: (1) amolecer e dilatar o colo do útero ('ripening' cervical) via ↑colagenases (MMPs); (2) relaxar ligamentos pélvicos (sínfise púbica) para facilitar o parto; (3) aumentar a filtração renal (TFG sobe ~50% na gestação, parcialmente mediada pela relaxina); (4) promover vasodilatação sistêmica. Após o parto, os níveis caem rapidamente.

Relaxina pode tratar fibrose?+

Sim — relaxina é um dos antifibróticos endógenos mais estudados. Via RXFP1 em fibroblastos e células estreladas, inibe a ativação de miofibroblastos, reduz síntese de colágeno e aumenta a atividade de metaloproteases (MMPs) que degradam a matrix extracelular. Em modelos experimentais, melhora fibrose hepática (NASH), pulmonar (FPI), renal e cardíaca. Estudos clínicos em esclerodermia mostraram melhora de fibrose cutânea e pulmonar. O desafio é a meia-vida muito curta da relaxina nativa, necessitando infusão contínua.

O que é serelaxina e por que não foi aprovada para insuficiência cardíaca?+

Serelaxina é a relaxina-2 humana recombinante (Novartis). No trial RELAX-AHF, infusão IV de 48h reduziu significativamente a dispneia em pacientes com insuficiência cardíaca aguda descompensada (ICAD) e mostrou sinal de redução de mortalidade a 180 dias. No entanto, o estudo confirmatório maior (RELAX-AHF-2, n=6545) não confirmou redução de mortalidade cardiovascular — o desfecho primário foi negativo. Sem demonstração de redução de mortalidade, a FDA não aprovou serelaxina para ICAD.

Existe diferença entre relaxina-2 e relaxina-3?+

Sim — são isoformas distintas com funções muito diferentes. Relaxina-2 (H2) é o hormônio circulante da gravidez produzido pelo corpo lúteo, age via RXFP1 em órgãos reprodutivos, rins, vasos e tecido fibroso. Relaxina-3 (H3) é exclusivamente neuronal, expressa apenas no SNC (hipotálamo, amígdala, hipocampo), age via RXFP3 e modula o apetite (orexigênica — ao contrário da H2), memória e resposta ao estresse. São genes diferentes (RLN2 vs RLN3) com receptores diferentes.

Referências Científicas

  1. Bathgate RA, et al. Relaxin family peptides and their receptors.. Physiol Rev, 2013.
  2. Conrad KP. Maternal vasodilation in pregnancy: the emerging role of relaxin.. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol, 2011.
  3. Samuel CS, et al. Relaxin as an anti-fibrotic treatment: potential therapeutic opportunities.. Biochem Pharmacol, 2017.
  4. Teerlink JR, et al. Relaxin for the treatment of patients with acute heart failure (Pre-RELAX-AHF): a multicentre, randomised, placebo-controlled, parallel-group, dose-finding phase IIb study.. Lancet, 2009.
  5. Metra M, et al. Effects of serelaxin in patients with acute heart failure.. N Engl J Med, 2019.
  6. Wang Z, She G, Wang C et al. Serelaxin has greater anti-fibrotic potential than perindopril but maintains its anti-fibrotic efficacy in the presence of perindopril in normotensive mouse models of heart disease. Life sciences, 2026.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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