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← Blog·Peptídeos18 de junho de 2026· 6 min de leitura

O Que É Motilina? Receptor de Motilina, Eritromicina e Esvaziamento Gástrico

Motilina é um polipeptídeo de 22 aminoácidos secretado pelas células Mo (endócrinas) do duodeno e jejuno proximal em jejum, disparando o Complexo Motor Migrante (CMM) — as contrações gastrointestinais periódicas que ocorrem entre as refeições para 'limpar' o trato GI. Age no receptor MLNR (GRLN, originalmente chamado receptor de grelina, pois motilina e grelina compartilham receptores estruturalmente relacionados). A eritromicina é um agonista do receptor de motilina — daí seu efeito procinético clínico. Análogos de motilina (mitemcinal, camicinal) estão em desenvolvimento para gastroparesia e dismotilidade GI.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Motilina: Estrutura, Células Mo e o Complexo Motor Migrante (CMM)

Descoberta e estrutura

  • Brown et al. (1966-1971): isolamento de fração de extrato duodenal que estimulava a motilidade do estômago de cão → chamada 'motilina'

- Motilina humana: 22aa (FVPIFTYGELQRMQEKERNKGQ) - N-terminal Phe-Val-Pro-Ile-Phe: farmacóforo para receptor MLNR (primeiros 12aa essenciais para atividade) - Sem amidação C-terminal (diferente de muitos outros peptídeos GI) — C-terminal Gln22-OH - Meia-vida circulante: ~4 minutos (degradada por endopeptidases)

Gene MLN e processamento

  • Gene: MLN, cromossomo 6p21.3
  • Pré-pro-motilina (114aa) → clivagem: sinal + peptídeo sinal + pro-motilina → motilina (22aa) + motilina-associated peptide (MAP)

- MAP: 76aa C-terminal de pré-pro-motilina; secretado com motilina; função própria: modula secreção pancreática?

Células Mo — origem da motilina

  • Células Mo (ou M-cells de motilina — não confundir com células M do folículo linfoide):

- Duodeno e jejuno proximal: maior concentração de células Mo - Células endócrinas abertos (abrem para lúmen intestinal) ou fechados (parácrino) - Inervação vagal: estimulação vagal → ↑secreção de motilina? — controverso - α2-adrenérgicos: inibem células Mo → ↓motilina (explica gastroparesia do estresse simpático?)

  • Motilina e serotonina:

- Células enterocromafins (EC) → 5-HT → podem estimular células Mo por via parácrina? - 5-HT4 agonistas (metoclopramida — não seletivo; prucalopride — seletivo): ↑motilidade por via 5-HT mas também possível cross-talk com motilina?

O Complexo Motor Migrante (CMM) — 'housekeeping motor of the GI tract'

  • CMM: atividade contrátil cíclica do estômago e intestino delgado que ocorre em JEJUM (não em pós-prandial)

- 3 fases: 1. Fase I (quiescência): 40-60 min; ausência de contrações; peristaltismo mínimo 2. Fase II (irregulares): 20-40 min; contrações irregulares crescentes; mistura de conteúdo GI 3. Fase III ('activity front'): 5-15 min; contrações propagadas de alta frequência (3/min estômago; 11/min ID) que 'varrem' detritos, bactérias e bile residual do lúmen - Ciclo completo: ~90-120 min; reinicia quando GI está vazio - Abolido imediatamente pela alimentação (ingestão alimentar → CCK + GIP + PYY → suprimem CMM)

  • Motilina e a fase III do CMM:

- Motilina circulante ↑↑ a cada ~90 min em jejum, correlacionando exatamente com o início de cada fase III - Injeção de motilina IV: dispara imediatamente uma fase III prematura - Imunoneutralização de motilina: abolição da fase III do CMM → motilina é o sinal hormonal que 'comanda' a fase III

Receptor de motilina — MLNR (MLN1R)

  • Gene MLNR, cromossomo 13q11-q12

- GPCR Classe A; Gαq → ↑PLC → ↑IP3 → ↑Ca²⁺ → contração do músculo liso - Também: Gαs → ↑cAMP em células neuroentéricas

  • MLNR é estruturalmente homólogo ao GHSR (receptor de grelina)

- Motilina e grelina são peptídeos estruturalmente relacionados? - Não em sequência (motilina 22aa sem acilação; grelina 28aa com acilação em Ser3) - Mas: MLNR e GHSR são receptores parálogos (origem evolutiva comum) — formam uma subfamília - Paradoxalmente, motilina NÃO age no GHSR e grelina NÃO age eficientemente no MLNR

  • Distribuição de MLNR:

- Estômago (antro e corpo): músculo liso gástrico + neurônios mioentéricos - Duodeno e intestino delgado: músculo liso + células de Cajal (ICC) - Vesícula biliar: MLNR → contração biliar - SNC: tronco encefálico (NTS), hipotálamo — possível papel central?

Eritromicina como Agonista do Receptor de Motilina e Procinéticos

A descoberta acidental: eritromicina → motilina

  • Stacher et al. (1986): pacientes recebendo eritromicina (antibiótico macrolídeo) relatavam cólicas abdominais + defecação acelerada → investigação → eritromicina imita os efeitos da motilina no GI
  • Peeters et al. (1989, Gastroenterology): eritromicina IV → dispara fase III do CMM prematura em voluntários saudáveis, idêntica à motilina IV
  • Mecanismo: eritromicina e análogos macrolídeos (claritromicina, azitromicina) → agem diretamente no MLNR → agonista do receptor de motilina

- Motilina e eritromicina competem pelo mesmo sítio de ligação no MLNR - Eritromicina: agonista MLNR com atividade antibacteriana → efeito 'off-target' descoberto é agora o principal uso

Eritromicina como procinético clínico

  • Gastroparesia diabética:

- Eritromicina IV (3 mg/kg por 20-30 min, infusão): potente procinético — ↑↑ esvaziamento gástrico em gastroparesia DM1 e DM2 - Efeito: mais potente que metoclopramida para aumentar esvaziamento gástrico inicial - Uso: pacientes hospitalizados com gastroparesia grave; necessidade de nutrição enteral que não progride - Limitações: taquifilaxia rápida (downregulation do MLNR em 4 semanas de uso); efeitos auditivos (em altas doses IV) e cardíacos (prolongamento QTc)

  • Gastroparesia pós-cirúrgica (ileus pós-operatório):

- Eritromicina IV: ↑retorno da motilidade GI após cirurgia abdominal - Especialmente em íleo pós-operatório prolongado (PPO): eritromicina → ↓tempo até primeiro flatus e fezes

  • Esvaziamento gástrico antes de intubação de urgência:

- Eritromicina 250-500 mg IV em 30 min antes da intubação de urgência em paciente com estômago repleto → ↑↑ esvaziamento → ↓risco de aspiração - Dados positivos em pequenas séries e estudos retrospectivos

Limitações da eritromicina como procinético

  • Taquifilaxia: receptor MLNR downregulado (dessensibilizado) em 1-4 semanas de uso → perda de eficácia procinética
  • Interação farmacológica: eritromicina → inibe CYP3A4 → eleva níveis de warfarina, digoxina, estatinas, ciclosporina
  • Prolongamento QT: eritromicina pode prolongar o intervalo QT → risco de torsades de pointes (especialmente IV + hipocalemia)
  • Efeitos GI: náusea, diarreia, cólicas — o próprio mecanismo procinético causa desconforto
  • Resistência bacteriana: uso procinético não-antibiótico de eritromicina ainda usa o antibiótico completo → contribui para resistência?

Procinéticos alternativos e comparação | Procinético | Mecanismo | Indicação principal | Limitação | |-------------|-----------|--------------------|-----------| | Eritromicina | MLNR agonista | Gastroparesia grave, ileus | Taquifilaxia, QTc, CYP3A4 | | Metoclopramida | D2 antagonista + 5-HT4 agonista | Gastroparesia, GERD | Discinesia tardia (uso crônico) | | Domperidona | D2 antagonista (periférico) | Gastroparesia (fora dos EUA) | QTc (fora dos EUA com cautela) | | Prucalopride | 5-HT4 agonista seletivo | Constipação crônica, disp. gastroparesia | Cefaleia, aprovado só constipação | | Mitemcinal | Análogo motilina (macrolídeo) | Gastroparesia | Fase II/III, não aprovado | | Camicinal | Análogo motilina (macrolídeo) | Gastroparesia | Fase II, resultados mistos |

Análogos de Motilina, Gastroparesia e Perspectivas Clínicas

Desenvolvimento de análogos de motilina — a busca pelo procinético ideal

  • Racional: macrolídeos sem atividade antibacteriana mas com potência no MLNR → procinético sem resistência e com menor QTc?
  • Mitemcinal (GM-611):

- Análogo macrolídeo de eritromicina sem atividade antibacteriana - Fase II em gastroparesia diabética: ↑esvaziamento gástrico e ↓sintomas vs. placebo — resultados encorajadores - Fase III (GM-611-US-1): resultados inconsistentes em endpoint primário (esvaziamento sólido) vs. sintomas; desenvolvimento pausado

  • Camicinal (GSK962040):

- Análogo não-macrolídeo, pequena molécula agonista MLNR - Fase II em gastroparesia: ↑ aceleração de esvaziamento gástrico; redução de sintomas em subgrupos - Taquifilaxia: menor que eritromicina? — hipótese - Fase II/III: resultados mistos; GSK abandonou o programa

  • ABT-239 e outros MLNR agonistas não-macrolídeos: em estágio pré-clínico
  • Desafio principal: todos os agonistas MLNR (peptídicos ou não-peptídicos, macrolídeos ou outros) desenvolvem taquifilaxia rápida por downregulation do receptor → limita o uso crônico

Gastroparesia — o contexto clínico de motilina

  • Gastroparesia: atraso do esvaziamento gástrico sem obstrução mecânica

- Causas: DM1/DM2 (mais comum), pós-cirúrgico (vagotomia, fundoplicatura), idiopático, parkinson, esclerodermia - Prevalência: ~4% da população; subestimada em DM - Sintomas: náusea, vômito, saciedade precoce, plenitude pós-prandial, dor abdominal - Diagnóstico padrão: cintilografia de esvaziamento gástrico (refeição radioativa-marcada — ovo Tc-99m)

  • Papel da motilina na gastroparesia:

- CMM prejudicado: na gastroparesia, especialmente diabética, a fase III do CMM é abolida ou fragmentada - ↓Secreção de motilina? — dados conflitantes (alguns estudos mostram motilina normal; outros ↓) - ↓Sensibilidade do MLNR no músculo gástrico (downsegulation por neuropatia autonômica?) — mais provável - Neuropatia vagal diabética: ↓inervação das ICC (células de Cajal — o marca-passo GI) + ↓resposta ao MLNR

Grelina e motilina — comparação de efeitos procinéticos

  • Grelina também é procinética! GHSR no músculo gástrico → ↑esvaziamento gástrico

- Grelina e motilina: ambos procinéticos, receptores homólogos (GHSR ~ MLNR) - Mas: grelina age mais na fase pós-prandial (↑apetite); motilina age em jejum (CMM) - Análogos de grelina (relamorelin) para gastroparesia: mais avançados clinicamente que análogos de motilina? - Relamorelin (RM-131): agonista GHSR, fase II em gastroparesia diabética → ↑esvaziamento gástrico; fase III - Maior estabilidade e sem taquifilaxia aparente vs. motilina análogos?

Motilina e vesícula biliar

  • MLNR na vesícula biliar: motilina → contração biliar

- Durante fase III do CMM: motilina → vesícula contrai + esfíncter de Oddi relaxa → liberação de bile no duodeno - 'Flush biliar fisiológico' em jejum, preparando para a próxima refeição - Litíase biliar: déficit de fase III? → barro biliar → cálculos? — hipótese

Perspectivas de uso clínico de motilina / análogos | Indicação | Abordagem | Status | |-----------|-----------|--------| | Gastroparesia diabética (aguda) | Eritromicina IV | Prática clínica estabelecida | | Gastroparesia pós-cirúrgica | Eritromicina IV | Prática clínica | | Antes de intubação urgência | Eritromicina IV | Prática em urgência | | Gastroparesia crônica | Análogos de motilina (mitemcinal, camicinal) | Fase II/III, não aprovados | | Gastroparesia crônica | Relamorelin (agonista GHSR, não motilina) | Fase III |

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Motilina como Biomarcador e Interação com o Microbioma

Motilina como biomarcador de função GI

  • Dosagem plasmática de motilina:

- ELISA / RIA disponíveis - Valores de referência em jejum: 10-120 pmol/L (pulsátil a cada ~90 min) - Pós-prandial: ↓↓ (suprimido pela alimentação)

  • Motilina elevada em condições específicas:

- Doença celíaca ativa: ↑motilina plasmática → ↑CMM → diarreia e cólica? - SII (síndrome do intestino irritável) com diarreia predominante: ↑CMM interdigestivo pode contribuir para urgência - Doença de Crohn: ↑motilina em fases ativas?

  • Motilina reduzida:

- Gastroparesia diabética severa: ↓ou normal — mais provavelmente o receptor está dessensibilizado - DM de longa data: neuropatia autonômica → ↓células Mo?

Motilina e microbioma intestinal

  • CMM em jejum: impede supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO)

- Fase III do CMM: 'varre' bactérias e detritos do ID para o cólon - SIBO (small intestinal bacterial overgrowth): freqüentemente associado com CMM disfuncional - Motilina → fase III → ↓SIBO - Na gastroparesia com CMM ausente: ↑risco de SIBO → malabsorção + flatulência + dor → agravamento dos sintomas

  • Ciclo vicioso: SIBO → inflamação mucosa → ↓células Mo → ↓motilina → menos CMM → mais SIBO

Motilina e sono

  • CMM ocorre predominantemente à noite durante o sono NREM (jejum prolongado)

- Motilina pico: noite, especialmente nas primeiras horas após adormecer - 'Intestinal sounds' noturnos: correlacionam com fases III do CMM - Apneia obstrutiva do sono: interrupção dos ciclos CMM durante o sono? — dados escassos

Motilina e envelhecimento

  • Idosos: ↓amplitude da fase III do CMM + ↓frequência → predispõe a SIBO?

- ↓Células de Cajal com o envelhecimento → ↓pacemaker GI → ↓resposta ao MLNR - Constipação do idoso: parcialmente ligada à disfunção do CMM (não só colônica)

Perspectiva futura: agonista MLNR perioral com menor taquifilaxia

  • Pesquisa atual: agonistas MLNR biased (favorecendo Gαq sobre β-arrestina) → menos internalização do receptor → menos taquifilaxia?

- β-arrestina medeia o downregulation → se bloquear a via β-arrestina na sinalização MLNR → agonista sem taquifilaxia? - Biased agonism para MLNR: ainda pré-clínico

  • Combinação MLNR + 5-HT4: duplo-agonista procinético (motilina + serotonina GI) = procinético de amplo espectro?

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Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O que é motilina e qual é sua função principal?+

Motilina é um hormônio peptídico de 22 aminoácidos secretado pelas células Mo (endócrinas) do duodeno e jejuno em jejum. Sua função principal é disparar a fase III do Complexo Motor Migrante (CMM) — contrações rítmicas potentes que 'varrem' o trato gastrointestinal de restos alimentares, bactérias e bile entre as refeições, funcionando como o 'sistema de limpeza' do intestino. Motilina circulante sobe a cada ~90 minutos em jejum, coincidindo exatamente com cada fase III do CMM. A alimentação suprime imediatamente a motilina (e o CMM).

Como a eritromicina (antibiótico) tem efeito procinético?+

A eritromicina age diretamente como agonista do receptor de motilina (MLNR), mimetizando os efeitos da motilina no estômago e intestino. Essa ação foi descoberta acidentalmente quando pacientes tratados com eritromicina IV relatavam cólicas e diarréia. Em doses subantibióticas (3 mg/kg IV em 20-30 minutos), a eritromicina promove esvaziamento gástrico acelerado — mais potente que metoclopramida nesse parâmetro. É usada clinicamente em gastroparesia diabética grave (hospitalizada) e antes de intubação de emergência com estômago cheio. A limitação principal é a taquifilaxia: o receptor MLNR se dessensibiliza em 1-4 semanas de uso, perdendo eficácia.

O que é gastroparesia e qual é o papel da motilina?+

Gastroparesia é o atraso do esvaziamento gástrico sem obstrução mecânica, com sintomas de náusea, vômito e saciedade precoce. A causa mais comum é a neuropatia autonômica diabética, que danifica o nervo vago e as células de Cajal (o marcapasso do GI). Na gastroparesia diabética, o CMM fica abolido ou fragmentado — a fase III (que depende da motilina) não ocorre adequadamente. Embora os níveis de motilina possam ser normais, o receptor MLNR no músculo gástrico pode estar dessensibilizado pela neuropatia. Tanto eritromicina IV quanto análogos de motilina (mitemcinal, camicinal) foram estudados para restaurar o CMM e melhorar o esvaziamento gástrico.

Por que os análogos de motilina não avançaram clinicamente?+

O principal obstáculo é a taquifilaxia — a perda rápida de eficácia por downregulation (dessensibilização e internalização) do receptor MLNR após exposição repetida ao agonista. Tanto a eritromicina quanto os análogos mais seletivos (mitemcinal, camicinal) perdem eficácia procinética em 1-4 semanas de uso contínuo, tornando-os inadequados para tratamento crônico da gastroparesia. Pesquisa atual explora agonistas MLNR 'biased' que favoreceriam a sinalização Gαq (procinética) sobre a via β-arrestina (que medeia a internalização e taquifilaxia), mas ainda estão em fase pré-clínica.

Referências Científicas

  1. Peeters TL, et al. Erythromycin is a motilin receptor agonist.. Am J Physiol, 1989.
  2. Itoh Z. Motilin and clinical application.. Peptides, 1997.
  3. Tack J, et al. The motilin receptor as a therapeutic target for gastrointestinal motility disorders.. Aliment Pharmacol Ther, 2012.
  4. McCallum RW, et al. Effects of mitemcinal (GM-611) on the quality of life and symptoms in patients with symptoms of gastroparesis.. Am J Gastroenterol, 2007.
  5. Camilleri M, et al. Relamorelin reduces vomiting frequency and severity and accelerates gastric emptying in adults with diabetic gastroparesis.. Gastroenterology, 2017.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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