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← Blog·peptideos22 de junho de 2026· 12 min de leitura

FSH recombinante, HCG, análogos de GnRH (leuprolida, goserrelina) — reprodução assistida, endometriose e mioma uterino

FSH recombinante (Gonal-F, Puregon) e HCG são usados em ciclos de reprodução assistida (FIV, indução de ovulação). Análogos de GnRH agonistas (leuprolida, goserrelina) suprimem estrógeno e são usados para endometriose, miomas e downregulation em ciclos de FIV. Antagonistas de GnRH (cetrorelix, ganirelix) previnem pico de LH prematuro.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Eixo HPG feminino aplicado à reprodução assistida

Reprodução Assistida (RA) — técnicas de fertilidade:

  • Indução de ovulação (IO): estimulação de crescimento folicular em mulheres com disfunção ovulatória (SOP, anovulação hipotalâmica)
  • IIU (Inseminação Intrauterina): colocação de espermatozoides lavados diretamente no útero; com estimulação ovariana controlada (EOC)
  • FIV (Fertilização In Vitro): estimulação folicular múltipla → punção ovariana → fertilização em laboratório → transferência de embrião
  • ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide): variante da FIV; espermatozoide único injetado diretamente no óvulo

Fármacos essenciais no ciclo de RA:

  • Clomifeno/Letrozol: para IO em SOP (via oral; clomifeno = SERM; letrozol = IA inibidor de aromatase, superior em SOP)
  • Gonadotrofinas exógenas (FSH, LH, HCG): para EOC em FIV
  • Análogos de GnRH agonistas ou antagonistas: para supressão do eixo HPG (evitar pico de LH prematuro = "luteinização precoce" do folículo antes da punção)
  • Progesterona/HCG: suporte de fase lútea após transferência de embrião

Por que suprimir o HPG durante a FIV? Em um ciclo natural, o pico de LH ocorre espontaneamente (resposta ao pico de E2 do folículo maduro) e desencadeia a ovulação. Na FIV, se o LH subir antes que todos os folículos atinjam maturidade ideal E antes da punção programada → luteinização prematura → perda dos oócitos. A supressão do HPG com análogos de GnRH previne esse pico → controle preciso do timing da punção

FSH recombinante, LH recombinante, HCG e gonadotrofinas na reprodução assistida

FSH Recombinante (rFSH):

  • Folitropina alfa (Gonal-F® — Merck Serono): rFSH produzido por células CHO (Chinese Hamster Ovary) via DNA recombinante; dose em UI (Unidades Internacionais); SC diário
  • Folitropina beta (Puregon® / Follistim® — Organon/MSD): rFSH; similar ao Gonal-F em eficácia; ligeira diferença de glicosilação; disponível em caneta pré-preenchida para autoapliação SC
  • Corifolitropina alfa (Elonva® — Organon): FSH de ação prolongada (FSH-CTP — CTP = sequência C-terminal da subunidade β do HCG unida ao FSH → prolonga meia-vida); UMA INJEÇÃO SC substitui os primeiros 7 dias de FSH diário na FIV → conveniência; dose: 100 μg (<60 kg) ou 150 μg (>60 kg)
  • Dose de FSH para EOC em FIV: 100-450 UI/dia SC (dependendo da reserva ovariana — AMH e contagem de folículos antrais guiam a dose inicial); menor reserva = dose maior; risco de SHO (Síndrome de Hiperestimulação Ovariana) com doses excessivas ou em pacientes de alta resposta (AMH alto, SOP)

LH Recombinante (rLH — Luveris® — Merck Serono): complementa FSH para maturação folicular; especialmente em mulheres com baixos níveis de LH endógeno (hipogonadotrofismo); combinado com rFSH na proporção FSH:LH ~1:1 ou 2:1

HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana):

  • Produzida pela placenta durante gestação; estruturalmente similar ao LH (mesma subunidade α + β diferente de LH mas liga o mesmo receptor LHCGR)
  • HCG urinária (Pregnyl® — Organon / Profasi®): 5.000-10.000 UI IM; extraída de urina de mulheres grávidas
  • HCG recombinante (Ovitrelle® — Merck Serono): 250 μg SC (equivalente a ~6.500 UI de HCG urinária)
  • Uso no ciclo de FIV: "trigger" ovulatório (desencadeia a maturação final do oócito e a ovulação 34-36h após a injeção — punção é programada para ~35h depois)
  • Alternativa ao HCG para trigger: Agonista de GnRH (leuprolida 0.5 mg SC em ciclos com protocolo antagonista) → provoca pico endógeno de LH + FSH → maturação do oócito sem o longo efeito do HCG → menor risco de SHO grave (preferido em pacientes de alta resposta com risco de SHO)
  • HCG em suporte de fase lútea: 1500 UI q3 dias após transferência de embrião (menos usado → risco de SHO; substituído por progesterona vaginal/IM)

Gonadotrofinas urinárias:

  • HMG (Menogon® / Menopur® — Ferring): menopausas gonadotrofinas humanas urinárias; mistura FSH + LH (1:1); SC diário; mais barata que rFSH em muitos países; utilizada há décadas com boa evidência de eficácia

Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) — complicação grave da EOC:

  • Ocorre por excesso de HCG (endógeno ou exógeno) → ativa receptores VEGF nos folículos → permeabilidade vascular aumentada → fluido "vaza" para terceiro espaço (ascite, derrame pleural) → hemoconcentração → risco de TVP/TEP
  • Classificação: leve (distensão abdominal, náusea, ovários ≤8 cm); moderada (+ ascite ao USG, ovários 8-12 cm); grave (+ derrame pleural, dificuldade respiratória, oligúria, hematócrito >45%, ovários >12 cm); crítica (+ TVP/TEP, SRI, IC)
  • Prevenção de SHO grave:

1. Protocolo antagonista de GnRH + trigger com agonista (em vez de HCG) → LH endógeno → sem o efeito prolongado do HCG → menos SHO 2. Coasting (manter FSH parando até que E2 caia) 3. Freezing all (congelar todos os embriões e adiar transferência para ciclo natural — remove HCG da equação) 4. Albumina IV no dia da punção (evidência limitada) 5. Cabergolida 0.5 mg/dia × 8 dias (agonista dopaminérgico → reduz VEGF → reduz permeabilidade vascular — melhor evidência preventiva em alto risco)

  • Tratamento de SHO grave: hospitalização; monitoramento eletrólitos e hematócrito; hidratação IV (cristaloides, albumina); anticoagulação preventiva (heparina LMWH); paracentese se ascite tensa; suporte

Progesterona no suporte de fase lútea:

  • Após punção ovariana (que remove as células da granulosa e do corpo lúteo) → queda abrupta de progesterona → sem suporte → aborto precoce
  • Reposição: progesterona micronizada vaginal (Utrogestan® 200-600 mg/dia vaginal OU Crinone® gel 8%) — absorção vaginal direta no endométrio via efeito de "primeiro uterino"; OU progesterona IM (Progesterona oleosa 50-100 mg IM/dia — mais dolorosa mas mais uso nos EUA); ou SC (Prolutex®)
  • Manter até 12ª semana (quando a placenta assume produção de progesterona)

Análogos de GnRH agonistas (leuprolida, goserrelina) e antagonistas (cetrorelix, ganirelix) — endometriose e mioma

Análogos agonistas de GnRH para downregulation em FIV:

  • Protocolo longo (down-regulation): leuprolida SC 0.5-1 mg/dia ou buserrelina nasal → estimulação contínua (não pulsátil) → downregulation de receptores de GnRH → supressão de LH e FSH (E2 cai para nível de menopausa em 10-14 dias) → DEPOIS iniciar rFSH para EOC → controle preciso da estimulação sem pico de LH espontâneo; desvantagem: ciclo mais longo (4-6 semanas), mais injeções, mais SHO
  • Protocolo curto ("flare up"): leuprolida iniciado no dia 2 do ciclo → estímulo inicial de FSH endógeno (flare) + FSH exógeno → estimulação ovariana; menos usado atualmente

Antagonistas de GnRH (cetrorelix, ganirelix) — protocolo antagonista:

  • Cetrorelix (Cetrotide® — Merck Serono): 0.25 mg SC/dia (iniciado dia 5-6 do ciclo de estimulação, quando folículos atingem 13-14 mm) → bloqueia competitivamente receptor de GnRH → supressão IMEDIATA de LH (sem flare inicial) → previne pico de LH prematuro
  • Ganirelix (Orgalutran® — Organon): 0.25 mg SC/dia; similarmente eficaz ao cetrorelix
  • Protocolo antagonista: mais curto e simples que protocolo longo; menor dose total de gonadotrofinas; SHO grave menos frequente; menor taxa de cancelamento de ciclo; embora taxas de gravidez globalmente similares ao protocolo longo em boa respondedora, é PREFERIDO em baixas respondedoras e em alto risco de SHO; permite trigger com agonista de GnRH (impossível com protocolo longo)

Leuprolida e análogos de GnRH para endometriose:

  • Endometriose: presença de tecido endometrial funcionante fora do útero → implantes no peritônio, ovários (endometrioma), septo retovaginal → inflamação, aderências, dor pélvica crônica, dispareunia, dismenorreia intensa, infertilidade
  • O endométrio ectópico responde a estrógeno (como o endométrio uterino) → privação estrogênica induz atrofia dos implantes
  • Leuprolida 3.75 mg IM q4 semanas (ou 11.25 mg q3 meses = formulação trimestral = Lupron Depot): estado de "pseudomenopausa médica" → E2 cai a <30 pg/mL → atrofia dos implantes de endometriose → alívio de dor em 80-90% das pacientes
  • Duração: 6 meses no máximo consecutivo (sem "add-back" = reposição de estrógeno); pode repetir ou estender com add-back therapy (norgestrel ou estrogênio + progesterona em baixa dose) para reduzir efeitos da hipoestrogenemia
  • Efeitos da hipoestrogenemia (de classe para todos os agonistas de GnRH a longo prazo): fogachos (85%), ressecamento vaginal, dispareunia, perda óssea (1.5-3% de DMO por 6 meses — reversível após suspensão; add-back previne sem reduzir eficácia na endometriose), disfunção cognitiva leve, alterações de humor
  • Alternativas para endometriose: dienogest (Visanne® — Bayer; progestina com propriedades antiestrogênicas tecido-seletivas no endométrio → atroi implantes com menos hipoestrogenemia sistêmica; 2 mg/dia oral); COC contínuo (reduz progressão mas menos eficaz que GnRH-a em endometriose grave); cirurgia (laparoscopia com excisão de implantes = tratamento mais definitivo)

Análogos de GnRH para mioma uterino (leiomioma):

  • Miomas são tumores musculares benignos do útero; hormônio-dependentes (E2 e progesterona estimulam crescimento)
  • Leuprolida ou goserrelina pré-operatória (3-4 meses antes da cirurgia de miomectomia ou histerectomia):

- Reduz tamanho do mioma em 30-60% - Melhora anemia ferropriva (amenorreia temporária → recuperação de hemoglobina antes da cirurgia) - Facilita acesso cirúrgico (menor tamanho) - NÃO como tratamento definitivo (mioma recrescerá após suspensão do análogo)

  • Ulipristal acetato (Esmya® — Gedeon Richter): modulador de receptor de progesterona (SPRM); aprovado para miomas; oral 5 mg/dia; eficaz para reduzir sangramento e tamanho; retirado do mercado europeu temporariamente por hepatotoxicidade grave (PRAC EMA 2020) → uso restrito com monitoramento intensivo de TFH
  • Relugolix (Orgovyx® — Myovant) + estradiol/noretisterona (Myfembree®): aprovado FDA para miomas sintomáticos em pré-menopáusicas; oral, antagonista de GnRH + add-back → controle de sangramento com menos perda óssea que leuprolida pura
  • Elagolix (Orilissa® — AbbVie) + add-back: antagonista oral de GnRH; aprovado nos EUA para endometriose (150 mg 1x/dia ou 200 mg 2x/dia — dose maior = supressão maior de E2 = mais eficaz para dor mas mais efeitos colaterais); sem add-back em doses altas = limitado a 6 meses; com add-back = 24 meses de uso aprovado

Perguntas frequentes sobre reprodução assistida, endometriose e análogos de GnRH

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O análogo de GnRH (Lupron/leuprolida) para endometriose causa menopausa permanente?+

Não — o análogo de GnRH (leuprolida, goserrelina, triptorrelina) causa uma 'pseudomenopausa médica' reversível. Quando você suspende a injeção, o eixo hormonal (hipotálamo → hipófise → ovários) se recupera, os ovários voltam a funcionar e a menstruação retorna em 4-8 semanas após a última dose (pode demorar até 3-6 meses em algumas mulheres). Os ovários não são afetados estruturalmente pelo análogo — apenas a estimulação hormonal é suprimida. Os sintomas durante o uso (fogachos, secura vaginal, alterações de humor) são reversíveis com a recuperação do estrogênio. O que preocupa mais: a perda óssea durante os 6 meses de uso padrão (1.5-3% de DMO) é geralmente reversível após suspensão, mas pode ser incompleta se já houver déficit ósseo prévio ou se o uso for repetido múltiplas vezes. A add-back therapy (reposição de pequenas doses de estrogênio e progesterona durante o uso do análogo) praticamente elimina a perda óssea sem reduzir o efeito sobre a endometriose — deve ser discutida com o especialista.

Síndrome de Hiperestimulação Ovariana — quando é perigosa e o que fazer?+

A SHO é a complicação mais grave da estimulação ovariana controlada (EOC) e pode variar de desconforto leve a risco de vida. SHO leve (70-80% das que desenvolvem algum grau): distensão abdominal, desconforto pélvico, náusea — geralmente manejo em casa com hidratação oral, analgesia e repouso. SHO moderada: além do acima + ascite detectada ao ultrassom (abdômen tenso), ovários aumentados (8-12 cm) — consulta presencial obrigatória, considerar internação. SHO grave (1-2% dos ciclos de FIV): os sinais de alarme são: dificuldade respiratória/taquipneia (derrame pleural/ascite intensa), oligúria (<1 mL/kg/h), tontura ortostática, dor abdominal intensa, inchaço das pernas (TVP) → EMERGÊNCIA → ir imediatamente à ER ou clínica de fertilidade. Medidas em casa enquanto aguarda atendimento: hidratação oral com líquidos ricos em eletrólitos; evitar exercício intenso (risco de torção ovariana); pesar diariamente (ganho >1 kg/dia = piora). Fatores de risco para SHO grave: SOP, AMH alto, muitos folículos, E2 muito alto no dia do trigger, HCG usado como trigger. A prevenção é feita ANTES da punção: se a equipe detectar risco alto, pode substituir HCG por agonista de GnRH como trigger e/ou congelar todos os embriões (elimina o HCG da gravidez que teria agravado a SHO).

FIV sempre funciona? Quantas tentativas são necessárias?+

A FIV não tem 100% de taxa de sucesso — e as expectativas realistas são importantes para o planejamento emocional e financeiro do casal. Taxa de sucesso por transferência de embrião (dados 2022-2023, cumulativa de todas as transferências de um ciclo de punção): mulheres <35 anos: 40-50% de taxa de nascido vivo por ciclo; 35-37 anos: 30-40%; 38-40 anos: 20-30%; 41-42 anos: 10-20%; >42 anos: <10% com óvulos próprios. Por que não é 100%: muitos embriões têm aneuploidias (especialmente com óvulos de mais idade) → implantação falha; o endométrio pode não ser receptivo; fatores imunológicos e de coagulação. Quantas tentativas: a maioria dos centros recomenda até 3-4 transferências com embriões de boa qualidade antes de revisar o plano. Estudos de cumulatividade: após 3-4 transferências com bom material embrionário, a taxa acumulada de sucesso pode chegar a 60-70% em mulheres <38 anos. Para aumentar as chances: PGT-A (teste genético pré-implantacional para aneuploidias) — seleciona embriões euploides → maior taxa de implantação por embrião transferido; importante especialmente acima de 37 anos. Doação de óvulos: muda o prognóstico radicalmente (taxa de nascido vivo com óvulos de doadora jovem: 55-65%, praticamente independente da idade da receptora).

O que é e como usar progesterona vaginal no suporte de fase lútea?+

A progesterona vaginal no suporte de fase lútea (após FIV, IIU ou indução de ovulação) é essencial para manter a gravidez inicial. O útero precisa de progesterona para transformar o endométrio de proliferativo para secretor (preparado para implantação) e para manter o endométrio receptivo nas primeiras semanas. Formulações disponíveis: Utrogestan® 200 mg cápsulas vaginais (micronizadas): 1 cápsula vaginal 2-3x/dia (100-200 mg 2-3x/dia = 200-600 mg/dia total); Crinone® gel progesterona 8%: 1 aplicador vaginal 1-2x/dia; ambas são farmacologicamente equivalentes nas doses habituais. Como usar: inserir profundamente na vagina usando o aplicador ou o dedo (a cápsula de Utrogestan pode ser usada sem aplicador); efeito de 'primeiro uterino' = a progesterona absorvida localmente na vagina atinge o útero em concentrações muito maiores que as séricas → endométrio bem saturado mesmo com nível sérico de P4 relativamente baixo; efeito colateral frequente: corrimento branco/amarelado (residuo da cápsula dissolvida) — normal, não é infecção; não há como distinguir se é 'mais ou menos' eficaz pelo corrimento. Duração: manter até 10-12 semanas de gestação, quando a placenta assume a produção de progesterona; redução gradual em 1-2 semanas após essa data.

Referências Científicas

  1. ESHRE Guideline Group on Female Infertility (ESHRE FI Guideline 2023) ESHRE guideline: ovarian stimulation for IVF/ICSI (2020 update). Hum Reprod Open, 2020.
  2. Zegers-Hochschild F, et al. (ICMART Glossary — ART definitions) The International Glossary on Infertility and Fertility Care, 2017. Fertil Steril, 2017.
  3. ESHRE Guideline on Endometriosis (2022) Endometriosis — ESHRE Guideline: full version. Hum Reprod Open, 2022.
  4. Donnez J, Dolmans MM. (Uterine fibroid management — review) Uterine Fibroid Management: From the Present to the Future. Hum Reprod Update, 2016.
  5. Kasum M, et al. (GnRH agonist trigger in IVF — review of OHSS prevention) GnRH agonist trigger for prevention of ovarian hyperstimulation syndrome in IVF cycles. Gynecol Endocrinol, 2012.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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