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Biossimilares, Acesso e o Futuro dos Biológicos em Autoimunidade
A chegada dos biossimilares de adalimumabe e infliximabe transformou o acesso ao tratamento de doenças autoimunes graves em todo o mundo. No Brasil, a incorporação de biossimilares de adalimumabe e etanercept ao SUS a partir de 2020-2021 permitiu que pacientes com artrite reumatoide, psoríase e espondiloartrites tivessem acesso a tratamentos antes restritos ao setor privado ou a processos judiciais demorados.
A segurança dos biossimilares está bem estabelecida para os biológicos de primeira e segunda geração. Os estudos de switching — como o NOR-SWITCH com infliximabe (482 pacientes com diferentes indicações) — demonstraram que a troca de originador para biossimilar em pacientes estáveis é segura sem perda de eficácia clinicamente relevante. A diferença fundamental em relação aos genéricos de moléculas pequenas: biológicos são proteínas complexas produzidas por células de mamífero — impossível de replicar com 100% de identidade — por isso são chamados de biossimilares, não genéricos.
As fronteiras da imunologia terapêutica continuam avançando: anticorpos biespecíficos (como o bimekizumabe que bloqueia IL-17A e IL-17F simultaneamente), anticorpos com maior duração de ação (que permitem administração mensal ou trimestral em vez de quinzenal/mensal), e moléculas orais mais seletivas (JAK inibidores de próxima geração com perfis de segurança aprimorados) representam a próxima geração. No contexto brasileiro, o desafio crescente é a incorporação racional via CONITEC de moléculas novas, balanceando benefício clínico incremental, custo e sustentabilidade do sistema de saúde.
Para o contexto de inflamação sistêmica e imunologia básica: Sistema Imunológico, Inflamação e Peptídeos | Inflamação Crônica de Baixo Grau. Hub: Imunidade e Inflamação.