Use o cupom PRIMEIRA10 e ganhe 10% OFF na primeira compra
← Blog·Peptídeos18 de junho de 2026· 5 min de leitura

O Que É Asprosin? Hormônio Glucogênico do Jejum e Controle de Apetite

Asprosin é um peptídeo de 140aa (30 kDa) descoberto em 2016 por Romere et al. (Cell), derivado do C-terminal do profibrilina-1 (FBN1) por clivagem por FURIN. É secretado pelo tecido adiposo branco durante o jejum, estimula a produção hepática de glicose via PKA/cAMP (efeito glucogênico), suprime o apetite no hipotálamo e está elevado na obesidade e DM2. Sua inibição reduz glicemia e apetite em modelos de obesidade.

B
BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
Compartilhar:

Asprosin: Descoberta, Gene FBN1 e Estrutura Única

undefined

Asprosin e Glicemia: Efeito Glucogênico Hepático

undefined

Asprosin e Apetite: Via AgRP/NPY Hipotalâmica

undefined

Asprosin em Doenças, Desenvolvimento Clínico e Perspectivas

undefined

Asprosin vs Outras Adipocinas: Posição na Família dos Hormônios do Tecido Adiposo

O tecido adiposo branco (TAB) é um órgão endócrino ativo que secreta múltiplas proteínas biologicamente ativas. A asprosin se insere nesse contexto com características incomuns:

| Adipocina | Principal efeito metabólico | Nível no jejum | Nível na obesidade | |---|---|---|---| | Asprosin | Glucogênica (↑glicemia), orexígena | ↑ | ↑ | | Leptina | Anorexígena, ↑gasto energético | ↓ | ↑ (com resistência) | | Adiponectina | Insulinossensibilizante, anti-inflamatória | ↑ | ↓ | | Resistina | Resistência à insulina | Variável | ↑ |

A asprosin se distingue por ser simultaneamente glucogênica (ativa glicogenólise hepática via AMPc) e orexígena (estimula apetite via AgRP/NPY hipotalâmico) — combinação coerente para o estado de jejum, mas problemática quando cronicamente elevada na obesidade e no diabetes tipo 2.

Sua origem em fibrilina-1 (proteína estrutural da matriz extracelular) a separa quimicamente das outras adipocinas, que geralmente são citocinas ou fatores de crescimento — tornando-a um hormônio estruturalmente único dentro dessa família.

Medição de Asprosin: Estado Atual dos Ensaios

A dosagem de asprosin em amostras humanas é feita predominantemente por ELISA com anticorpos específicos. O método foi validado em amostras de soro e plasma (heparina ou EDTA), com algumas diferenças de concentração entre os dois tipos.

Considerações técnicas descritas na literatura:

  • Valores de referência em adultos saudáveis variam amplamente entre estudos (17–200 ng/mL no jejum, dependendo do kit e da população), o que dificulta comparações entre coortes.
  • A asprosin exibe variação circadiana: níveis são mais altos após o jejum noturno e caem no período pós-prandial — padrão inverso ao da insulina.
  • Amostras hemolisadas podem interferir nos resultados do ELISA.

Não existe, até o momento, dosagem clínica rotineira de asprosin em serviços de saúde. Seu uso é restrito à pesquisa — o que significa que valores de referência populacionais ainda estão sendo estabelecidos e não há consenso sobre o que constituiria 'asprosin elevada' em termos clínicos práticos.

Jejum, Restrição Calórica e a Dinâmica da Asprosin

A asprosin é definida como 'hormônio do jejum' — sua concentração sobe durante o déficit energético para sinalizar ao fígado que libere glicose. Essa dinâmica tem implicações para os estudos sobre protocolos de restrição alimentar:

O que a literatura descreve:

  • Em modelos animais, jejum prolongado (24–48h) eleva asprosin no TAB e no plasma, com aumento concomitante da produção hepática de glicose — mecanismo adaptativo de manutenção da glicemia.
  • Em humanos com obesidade, estudos de restrição calórica com perda de peso reportam redução dos níveis basais de asprosin. O mecanismo proposto é que a massa reduzida de TAB produz menos asprosin cronicamente, sobrepondo-se ao efeito agudo do déficit calórico.
  • A relação com GLP-1 é de interesse ativo: GLP-1, liberado em resposta à alimentação, pode antagonizar o efeito glucogênico da asprosin no fígado por vias independentes. A interação entre esses dois eixos — um hormônio do jejum e um do estado alimentado — está sendo investigada como parte da regulação integrada da glicemia.

Limitações: O Que Ainda Não Sabemos sobre Asprosin

Apesar do interesse crescente desde a descoberta em 2016, a literatura sobre asprosin apresenta lacunas relevantes:

O que ainda está em debate:

  • Receptor hepático definitivo: OR4M1 foi proposto como receptor de asprosin no fígado (receptor olfativo atipicamente expresso em hepatócitos), mas estudos independentes não reproduziram consistentemente esse achado. A via de sinalização exata segue sob investigação.
  • Papel causal vs correlacional na obesidade: asprosin elevada e obesidade co-ocorrem, mas os estudos observacionais não distinguem com clareza se a asprosin contribui para a resistência à insulina ou se é consequência do estado metabólico alterado.
  • Tradução humana dos achados murinos: a maioria dos mecanismos foi descrita em modelos de roedores. Estudos de intervenção específica em humanos são escassos.
  • Terapêutica: anticorpos neutralizadores de asprosin reduziram glicemia e apetite em camundongos obesos em modelos publicados. Nenhum candidato terapêutico chegou a ensaios clínicos com resultados publicados em humanos.

A asprosin representa um hormônio descoberto há menos de uma década — o volume de publicações cresce, mas a tradução clínica requer cautela e estudos controlados de maior porte. O contexto de biohacking e modulação metabólica exige atenção especial a essa distinção entre dado pré-clínico e evidência clínica.

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O que é asprosin?+

Asprosin é um peptídeo de 140aa (30 kDa) descoberto em 2016, derivado do C-terminal da profibrilina-1 (FBN1) por clivagem pela furina. É secretado pelo tecido adiposo branco durante o jejum. Tem dois efeitos principais: (1) estimula a produção hepática de glicose via receptor PTPRD/PKA/cAMP (efeito glucogênico — mantém glicemia durante o jejum); (2) ativa neurônios AgRP no hipotálamo via OR4M1/OR4Q1 → ↑NPY → ↑apetite.

Asprosin está alta no diabetes?+

Sim — uma meta-análise mostrou que asprosin sérica é 70-80% maior em pacientes com DM2 vs. controles. O mecanismo proposto é que a asprosin elevada (produzida em excesso pelo tecido adiposo expandido) continua estimulando a produção hepática de glicose mesmo sem necessidade — contribuindo para a hiperglicemia de jejum do DM2. Anticorpos anti-asprosin em modelos animais de DM2 reduzem a glicemia em ~30%.

Asprosin e apetite: como funciona?+

Asprosin ativa receptores olfatórios ectópicos (OR4M1 e OR4Q1) em neurônios AgRP do núcleo arqueado do hipotálamo → ↑atividade de AgRP e NPY → aumento do apetite. Durante o jejum, asprosin elevada sinaliza ao hipotálamo para buscar alimento (orexígeno) enquanto simultaneamente garante glicose hepática. Na obesidade, asprosin elevada cronicamente contribui para hiperfagia, especialmente quando a leptina já não funciona adequadamente.

O que é a síndrome de Marfan e como se relaciona com asprosin?+

Síndrome de Marfan clássica é causada por mutações no gene FBN1 que afetam o domínio central da proteína fibrilina-1, causando altura excessiva, aracnodactilia e dilatação aórtica. Romere et al. (2016) estudaram pacientes com mutações específicas no C-terminal do FBN1 (que destroem o domínio de asprosin), e encontraram que eles tinham hipoglicemia em jejum e baixo peso corporal — evidência humana de que asprosin mantém a glicemia durante o jejum.

Como a asprosin se relaciona com GLP-1 e outros reguladores de glicemia?+

GLP-1 e análogos como semaglutida estimulam insulina e reduzem glicemia; asprosin faz o oposto — eleva a produção hepática de glicose durante o jejum. Em DM2, ambos estão alterados: GLP-1 reduzido e asprosin elevada. Há dados pré-clínicos de que GLP-1 agonistas reduzem a asprosin sérica como mecanismo adicional, o que tornaria esse eixo interessante para futuras combinações terapêuticas.

Referências Científicas

  1. Romere C, et al. Asprosin, a fasting-induced glucogenic protein hormone.. Cell, 2016.
  2. Li E, et al. SGLT1 inhibition in β-cells sensitizes protein phosphatase 2A leading to decreased glucagon secretion.. Nat Metab, 2020.
  3. Zhang L, et al. Plasma asprosin concentrations are increased in individuals with glucose dysregulation and correlated with insulin resistance and first-phase insulin secretion.. Mediators Inflamm, 2018.
  4. Duerrschmid C, et al. Asprosin is a centrally acting orexigenic hormone.. Nat Med, 2017.
  5. Wang CY, et al. Asprosin: a novel player in metabolic diseases.. Front Endocrinol, 2021.
  6. Kosciszko M, Buczynska A, Duraj E et al. Associations between asprosin, insulin resistance, and oxidative stress in adults with obesity.. Scientific reports, 2025.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

#asprosin#FBN1#profibrilina#glucogênico#jejum#glicemia#apetite#NPY#DM2#obesidade

Muito além deste artigo

Tudo o que você precisa está aqui no site

Protocolos por composto, ferramentas gratuitas e catálogo com laudo — no mesmo lugar.

Conta gratuita · sem cartão

Você está vendo só metade do que temos aqui

Criando sua conta — de graça, em 30 segundos — você desbloqueia o aprofundamento dos artigos e as ferramentas para acompanhar seu protocolo de verdade.

Conteúdo premium dos artigosA parte aprofundada: o que a literatura descreve, faixas observadas em estudos, comparativos e perguntas para levar ao seu médico.
Painel de saúdeAcompanhe peso, medidas, energia, sono e humor ao longo do tempo — e veja sua evolução em gráficos.
Anotações pessoaisOrganize suas observações e mantenha seu histórico de referência num só lugar.
Fichas científicasAcesso completo às fichas dos 160+ compostos e à biblioteca de pesquisa.
Pontos que viram descontoAcumule pontos nas compras e troque por desconto real: 100 pontos = R$ 1,00. Níveis Bronze a Platina.
Favoritos e históricoSalve compostos de interesse e acompanhe seus pedidos e rastreios num só lugar.
Criar minha conta gratuita

Grátis para sempre · sem cartão de crédito · leva 30 segundos

📋 Guias práticos essenciais

Avalie este conteúdo

Seja o primeiro a avaliar

Comentários

Faça login para deixar um comentário.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro.

Gostou? Compartilhe este artigo
Ajude mais pessoas a encontrarem informação séria sobre peptídeos.
Compartilhar:

Pronto para começar?

Explore nosso catálogo de peptídeos com qualidade farmacêutica e COA.

Ver Catálogo →