← Blog·Peptídeos18 de junho de 2026· 6 min de leitura
O Que É Apelina? APLNR, Coração, Hipotensão e Perda de Peso
Apelina é um neuropeptídeo/hormônio de múltiplas isoformas (apelina-36, -17, -13, -12, AP-13) derivado da pré-pro-apelina, que age no receptor APJ (APLNR). Produzida no coração, vasos, adipócitos, hipotálamo e pulmão, apelina é um potente inotrópico positivo e vasodilatador — efeito oposto à angiotensina II apesar de receptor estruturalmente similar ao AT1R. ↑Apelina em exercício físico e ↓em ICC descompensada. Análogos de apelina estão em ensaios clínicos de fase I-II para insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar. O receptor APJ também é co-receptor do HIV-1.
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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Apelina: Descoberta, Isoformas e Receptor APJ (APLNR)
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Apelina no Coração e Sistema Cardiovascular
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Apelina como Adipocina, no SNC e no HIV
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Apelina, Envelhecimento e Perspectivas Terapêuticas
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Aviso Editorial
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.
Perguntas Frequentes
O que é apelina e qual é seu receptor?+
Apelina é um neuropeptídeo/hormônio de múltiplas isoformas (apelina-36, -17, -13, -12) derivado do gene APLN, que age no receptor APJ (APLNR) — um receptor GPCR originalmente órfão com ~30% de homologia estrutural com o AT1R da angiotensina. Apelina é produzida no coração, adipócitos, hipotálamo, vasos e pulmão. Seus efeitos cardiovasculares são opostos aos da angiotensina II: vasodilatação (via NO endotelial) + inotropia positiva (↑contratilidade cardíaca) + aquarese renal. APJ e AT1R formam heterodímeros, onde a apelina atenua os efeitos da angiotensina II.
Por que a apelina está baixa na insuficiência cardíaca?+
Na insuficiência cardíaca descompensada, ocorrem três mecanismos que reduzem a apelina: (1) ↑vasopressina (que suprime a síntese de apelina hipotalâmica); (2) ↑ACE2 circulante (que degrada a apelina-13 ao remover o aminoácido C-terminal); (3) ↓síntese de apelina pelo miocárdio doente. A queda de apelina é proporcional à gravidade da IC — correlaciona negativamente com o BNP. Esse déficit de apelina remove um inotrópico e vasodilatador endógeno, piorando a função cardíaca. Por isso, análogos de apelina estão em ensaios clínicos como tratamento para IC.
Apelina tem efeito no peso corporal?+
Apelina é uma adipocina — secretada pelos adipócitos — com efeitos metabólicos complexos. Em pessoas saudáveis com obesidade, a apelina plasmática pode estar elevada (adipócitos hiperativos produzem mais). Já em IC avançada ou DM2 grave, cai. Exercício físico aeróbico é o maior estimulador de apelina — músculo e coração liberam muito mais apelina durante exercício, e há hipótese de que apelina seja um mediador dos benefícios cardíacos e musculares do exercício. Em idosos sedentários, apelina muscular baixa pode contribuir para sarcopenia, e modelos animais mostram que apelina exógena ↑massa muscular e ↑força em camundongos velhos.
Apelina tem efeito diurético?+
Sim — apelina é aquarética, não diurética no sentido clássico. No rim, age via APLNR para ↑excreção de água livre sem eletrólitos (aquarese), efeito oposto ao da vasopressina/ADH. No hipotálamo, apelina e vasopressina são co-produzidas e têm regulação recíproca: ↑vasopressina suprime apelina e vice-versa. Na IC, o excesso de vasopressina (SIADH-like) suprime apelina → menos aquarese → mais congestão hídrica. Análogos de apelina poderiam funcionar como aquaréticos alternativos/adjuvantes aos vaptans (antagonistas de vasopressina V2R) para tratar hiponatremia e congestão hídrica na IC.
Referências Científicas
Tatemoto K, et al. Isolation and characterization of a novel endogenous peptide ligand for the human APJ receptor.. Biochem Biophys Res Commun, 1998.
Ashley EA, et al. The endogenous peptide apelin potently improves cardiac contractility and reduces cardiac loading in vivo.. J Am Coll Cardiol, 2005.
Japp AG, et al. Vascular effects of apelin in vivo in man.. J Am Coll Cardiol, 2008.
Llorens-Cortes C, Moos F. Apelin and vasopressin: two opponents in the regulation of blood osmolality.. Prog Brain Res, 2008.
Vinel C, et al. The exerkine apelin reverses age-associated sarcopenia.. Nat Med, 2018.
Chapman FA, Melville V, Godden E, et al. Cardiovascular and renal effects of apelin in chronic kidney disease: a randomised, double-blind, placebo-controlled, crossover study. Nature Communications, 2024.
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