Use o cupom PRIMEIRA10 e ganhe 10% OFF na primeira compra
← Blog·Hormônios e Peptídeos18 de junho de 2026· 12 min de leitura

Adropina (FAM132A): o Hormônio Hepático que Regula Metabolismo Oxidativo e Resistência à Insulina

Adropina é um peptídeo codificado pelo gene FAM132A, secretado por fígado e cérebro, que melhora oxidação de ácidos graxos, sensibilidade à insulina e função endotelial. Conheça sua bioquímica, receptores e potencial terapêutico.

E
Equipe BioPeptídeos
Equipe Peptídeos Bio
Compartilhar:
💉 Disponível no nosso catálogoVer catálogo →

Material educativo. Itens de uso médico exigem indicação, prescrição e acompanhamento profissional.

O que é Adropina e sua Origem Genética

Adropina é um peptídeo de 43 aminoácidos derivado da proteína de 163 aminoácidos codificada pelo gene FAM132A (Family with Sequence Similarity 132, Member A), também conhecido como *ENHO* (energy homeostasis associated gene). Foi descoberto em 2008 por Kumar e colaboradores em triagem bioinformática de genes com padrão de expressão ligado ao balanço energético.

O gene FAM132A está localizado no cromossomo 9q34.3 e é expresso principalmente em fígado, cérebro (especialmente hipocampo e córtex pré-frontal) e coração. O peptídeo circulante corresponde à porção C-terminal da proteína precursora (aminoácidos 34–76 da pro-adropina), após clivagem do peptídeo sinal N-terminal hidrofóbico, resultando na forma biologicamente ativa de 43 resíduos.

Estruturalmente, a adropina não apresenta homologia com outros peptídeos conhecidos — é uma entidade molecular única, o que dificultou por anos a identificação de seus receptores e vias de sinalização. A concentração plasmática normal em humanos varia entre 1,5 e 5,0 ng/mL, com reduções significativas observadas em obesidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doença cardiovascular aterosclerótica.

Receptor e Mecanismo de Sinalização

Estudos de 2018-2021 identificaram que a adropina exerce seus efeitos metabólicos e vasculares primariamente através do receptor EGF (Epidermal Growth Factor Receptor — EGFR/ErbB1), provocando sua transfosforilação e ativação de cascatas downstream incluindo PI3K/AKT, ERK1/2 e AMPK.

Em células endoteliais, a sinalização adropina→EGFR→PI3K→AKT→eNOS resulta em aumento de produção de óxido nítrico (NO), vasodilatação e proteção contra disfunção endotelial induzida por hiperglicemia. Em hepatócitos, a adropina ativa AMPK e suprime a expressão de enzimas lipogênicas (SREBP-1c, FAS, ACC) enquanto upregula genes da beta-oxidação mitocondrial (CPT1α, PPARα, HADHA).

Em músculo esquelético, a adropina aumenta a expressão de PDK4 (Pyruvate Dehydrogenase Kinase 4), favorecendo oxidação de ácidos graxos sobre glicose em estados de demanda energética — o chamado "Randle cycle switch". Essa propriedade explica sua associação com melhor utilização de substrato e economia metabólica em atletas e indivíduos metabolicamente saudáveis.

Receptores adicionais incluem GPR19, embora o papel deste receptor na sinalização adropínica in vivo ainda seja objeto de investigação ativa (dados predominantemente pré-clínicos até 2025).

Evidências Clínicas em Síndrome Metabólica e Diabetes

Uma meta-análise de 2022 (Jiang et al., *Frontiers in Endocrinology*) compilou 28 estudos observacionais totalizando 3.847 participantes e confirmou que níveis plasmáticos de adropina são significativamente menores em indivíduos com obesidade (SMD −0,82), diabetes tipo 2 (SMD −1,01) e síndrome metabólica (SMD −0,94) versus controles saudáveis.

A relação inversa entre adropina e resistência à insulina (HOMA-IR) foi confirmada em múltiplos estudos transversais e em alguns longitudinais curtos (3-6 meses). Um estudo de intervenção com exercício aeróbico de 12 semanas (Alizadeh et al., 2019) demonstrou que o aumento de adropina correlacionava-se com melhoras em HOMA-IR e HDL independentemente da perda de peso.

Em pacientes com síndrome do ovário policístico (SOP), a adropina se mostrou inversamente correlacionada com andrógenos livres e HOMA-IR, sugerindo papel potencial na via metabólica-hormonal da SOP (Gulhan et al., *Gynecological Endocrinology*, 2018). Contudo, ensaios clínicos randomizados com administração exógena de adropina em humanos ainda não foram publicados — todo o conhecimento mecanicista em humanos é observacional ou derivado de modelos animais.

Em camundongos obesos C57BL/6 com dieta hiperlipídica, a administração subcutânea de adropina recombinante por 2 semanas reduziu glicemia de jejum em 32%, melhorou tolerância à glicose (iPGTT) e reduziu hepatosteatose (Butler et al., *Cell Metabolism*, 2012) — estudo seminal do campo.

Adropina e Saúde Cardiovascular

A adropina emergiu como biomarcador e agente cardioprotetor em pesquisas cardiovasculares. Estudos mostram que pacientes com doença arterial coronariana (DAC) apresentam níveis 40-60% menores de adropina versus controles, e que a queda é proporcional à extensão da doença (índice SYNTAX).

Os mecanismos cardioprotetores incluem: (1) redução de inflamação vascular — a adropina inibe NF-κB em macrófagos e reduz VCAM-1/ICAM-1 endotelial; (2) proteção contra I/R (isquemia/reperfusão) — em modelos murinos de infarto, o pré-tratamento com adropina reduziu área de necrose em 35% e melhorou função sistólica (VE); (3) anti-aterosclerose — reduz oxidação de LDL e captação de lipídios por macrófagos espumosos via supressão de CD36.

Em humanos com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), a adropina circulante correlaciona-se positivamente com capacidade funcional (VO2 pico, teste de 6 minutos) e inversamente com BNP e troponina I, segundo estudo prospectivo de Afşar et al. (2017). Esses dados posicionam a adropina como potencial alvo terapêutico em cardioprotecção, embora intervenções clínicas ainda inexistam.

Para suporte à saúde metabólica e cardiovascular, o catálogo BioPeptídeos oferece formulações como GLP-1/Tirzepatida com ação sobre múltiplos eixos metabólicos estudados em conjunto com marcadores como a adropina.

Adropina no Sistema Nervoso Central

Além das funções periféricas, a adropina exerce ações neurotróficas e neuroprotetoras importantes. No hipocampo, ela aumenta a expressão de BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor) e promove neurogênese adulta em modelos murinos. Em estudos de privação de sono crônica (um modelo de disfunção cognitiva e metabólica), os níveis hipocampais de adropina caíram 45% e sua reposição restaurou parcialmente o desempenho em testes de memória espacial (Morris Water Maze).

Em contexto de lesão cerebral isquêmica, a adropina administrada intracerebroventriticularmente reduziu o volume de infarto em 28% e a neuroinflamação (IL-1β, TNF-α, ativação microglial M1) em modelo de oclusão da artéria cerebral média em ratos (He et al., 2018).

A relação entre adropina e neurodegeneração ainda está em fase exploratória: alguns estudos mostram associação entre baixa adropina sérica e maior declínio cognitivo em idosos, mas causalidade não está estabelecida. A expressão de adropina no córtex pré-frontal é reduzida em modelos de doença de Alzheimer (APP/PS1), sugerindo eventual papel diagnóstico ou terapêutico a ser explorado.

Como Otimizar Naturalmente os Níveis de Adropina

Em humanos, as principais intervenções que aumentam adropina circulante são:

1. Exercício aeróbico regular: Protocolos de 8-16 semanas com 150-300 min/semana de exercício moderado elevam adropina em 25-45% (Alizadeh et al., 2019; Çalışkan et al., 2020). O efeito é mediado por PGC-1α hepático e parece independente da mudança de peso.

2. Dieta mediterrânea e restrição calórica: Padrões alimentares com baixo índice glicêmico e alta densidade de ácidos graxos ômega-3 associam-se a maiores concentrações de adropina. A restrição calórica de 20-25% por 12 semanas elevou adropina em 18% em um estudo turco (2021).

3. Jejum intermitente: O protocolo 16:8 aumentou adropina em 22% após 8 semanas em mulheres com sobrepeso, correlacionando com melhora em HOMA-IR.

4. Sono de qualidade: Privação de sono reduz adropina. Consistência circadiana (horários regulares, 7-9h/noite) preserva os níveis.

5. Controle do estresse oxidativo: A adropina é sensível ao estresse oxidativo; antioxidantes alimentares (vitamina E, polifenóis) podem indiretamente preservar seus níveis séricos.

Não existem suplementos com adropina disponíveis para uso humano — toda a evidência atual em humanos é observacional, e intervenções farmacológicas aguardam o desenvolvimento de formulações estáveis e estudos de segurança de Fase I/II.

Para aprofundar no biohacking metabólico com peptídeos e adipocinas, explore o hub de Biohacking. Veja também: Resistina: Adipocina Pró-Inflamatória e Visfatina (NAMPT).

Adropina como biomarcador de saúde metabólica: aplicações práticas

A dosagem de adropina sérica ainda não está disponível na maioria dos laboratórios clínicos convencionais — é restrita a centros de pesquisa e laboratórios especializados. No futuro, poderia integrar painéis de biomarcadores metabólicos ao lado de adiponectina, resistina e leptina para avaliação do tecido adiposo como órgão endócrino. Em contexto clínico atual, a adropina tem maior utilidade como marcador de risco cardiovascular em pesquisas epidemiológicas do que como alvo de intervenção direta. Sua relação com exercício aeróbico é um dos aspectos mais relevantes: monitorar a resposta de adropina durante programas de condicionamento pode fornecer um biomarcador adicional de saúde metabólica. Para perspectivas sobre peptídeos e metabolismo, explore MOTS-c: peptídeo mitocondrial e metabolismo e O que é AMPK?.

Adropina e Risco Cardiovascular: Conexões Epidemiológicas e Mecanismos

A associação inversa entre adropina sérica e risco cardiovascular é um dos achados mais consistentes na literatura sobre esse peptídeo. Estudos transversais em humanos mostram que níveis mais baixos de adropina correlacionam-se com maior espessura da íntima-média da carótida (IMT), índice de massa corporal elevado e resistência à insulina — três fatores de risco cardiovascular estabelecidos. Em pacientes com coronariopatia documentada, os níveis de adropina são sistematicamente menores do que em controles saudáveis pareados por idade e sexo.

Mecanisticamente, a adropina protege o endotélio vascular de duas formas principais: (1) aumenta a produção de óxido nítrico (NO) pelas células endoteliais via eNOS, melhorando a vasodilatação endotélio-dependente; e (2) reduz a adesão de monócitos ao endotélio ativado por estresse oxidativo — passo inicial na aterogênese. Em modelos murinos de aterosclerose, a administração de adropina recombinante reduziu a área de placa de ateroma de forma dose-dependente.

O papel do exercício como indutor de adropina é particularmente relevante: o músculo esquelético parece comunicar-se com o gene FAM132A hepático via miocinas e outros sinais sistêmicos. Isso posiciona a adropina como possível mediador dos benefícios cardiovasculares do exercício aeróbico além dos mecanismos tradicionais (FC em repouso, pressão arterial, HDL). Para contexto sobre peptídeos e metabolismo energético, veja MOTS-c: peptídeo mitocondrial e O que é sensibilidade à insulina?.

Adropina no Espectro das Adipocinas Cardiometabólicas

A adropina é melhor compreendida dentro do espectro de hormônios produzidos por tecidos não-endócrinos clássicos. Assim como a leptina (adipócito → hipotálamo para sinalizar saciedade) e o GLP-1 (intestino → pâncreas para estimular insulina), a adropina representa um sinal hepático-neural que integra informações metabólicas sistêmicas.

O que a distingue das adipocinas clássicas (leptina, adiponectina, resistina) é a origem hepática-neural e o foco em metabolismo oxidativo — especificamente a preferência por oxidação de lipídios versus glicose. Em estados de excesso calórico crônico, a adropina cai e a oxidação de glicose predomina, contribuindo para o ciclo de resistência à insulina e acúmulo de triglicerídeos hepáticos. A restauração de adropina via exercício aeróbico regular reverte parcialmente essa mudança metabólica — mecanismo adicional pelo qual a atividade física beneficia o metabolismo, além da sensibilização à insulina via AMPK e glut4.

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O que é adropina e para que serve?+

Adropina é um peptídeo de 43 aminoácidos codificado pelo gene FAM132A, produzido principalmente no fígado e cérebro. Regula o metabolismo oxidativo (favorecendo queima de gordura), melhora sensibilidade à insulina, protege o endotélio vascular e exerce ações neuroprotetoras. Níveis baixos associam-se a obesidade, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.

Como aumentar adropina naturalmente?+

Exercício aeróbico regular (150-300 min/semana) é o método mais eficaz, elevando adropina em 25-45%. Dieta mediterrânea, jejum intermitente, sono de qualidade e controle do estresse oxidativo também contribuem. Não há suplementos de adropina disponíveis para humanos até o momento.

Adropina é o mesmo que adiponectina?+

Não. Adropina (gene FAM132A) e adiponectina (gene ADIPOQ) são peptídeos distintos. Ambos têm ações metabólicas benéficas (sensibilização à insulina, anti-inflamatório), mas são produzidos por genes diferentes, têm receptores diferentes (EGFR vs AdipoR1/R2) e estruturas moleculares não relacionadas. Frequentemente coexistem baixos nos estados de resistência à insulina.

Adropina pode ser usada como tratamento?+

Ainda não existem medicamentos baseados em adropina aprovados para uso humano. Todo o conhecimento é pré-clínico (modelos animais) ou observacional em humanos. O desenvolvimento de formulações estáveis e estudos clínicos de Fase I/II ainda são necessários antes de qualquer aplicação terapêutica.

Adropina pode ser usada como suplemento para emagrecer?+

Não — não existem suplementos de adropina disponíveis para uso humano. Intervenções que naturalmente elevam adropina — exercício aeróbico regular (150-300 min/semana), dieta mediterrânea, jejum intermitente e sono de qualidade — são as estratégias com evidência disponível. Qualquer produto comercializado como 'adropina' não tem base científica para essa alegação.

Qual é a relação entre adropina e exercício físico?+

O exercício aeróbico é o estimulador mais eficaz de adropina em humanos, elevando os níveis em 25-45% em protocolos de 8-16 semanas com 150-300 min/semana de intensidade moderada. O mecanismo envolve ativação de PGC-1α hepático durante o exercício, que estimula a transcrição de FAM132A. Este é um dos mecanismos pelos quais o exercício melhora a sensibilidade à insulina e a saúde metabólica além da simples queima calórica.

Referências Científicas

  1. Kumar KG, Trevaskis JL, Lam DD, et al. Identification of adropin as a secreted factor linking dietary macronutrient intake with energy homeostasis and lipid metabolism. Cell Metabolism, 2008.
  2. Jiang S, Tan D, Liang Y, et al. Meta-analysis of adropin levels in metabolic syndrome and related disorders. Frontiers in Endocrinology, 2022.
  3. Butler AA, Tam CS, Stanhope KL, et al. Low circulating adropin concentrations with obesity and aging correlate with risk factors for metabolic disease and perhaps in vivo insulin resistance. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2012.
  4. Alizadeh R, Golpasandi M, Rahimi MR, Ahmadi M. Response of serum adropin and insulin resistance index to aerobic training in type 2 diabetic women. Hormone and Metabolic Research, 2019.
  5. Afşar B, Covic A, Ortiz A, et al. Relationship between adropin and heart failure. Heart Failure Reviews, 2017.
  6. Alzoughool F, Abdelqader R, Abumweis S, et al. Evaluation of adropin level and insulin resistance in non-alcoholic fatty liver patients: a meta-analysis of studies. European Review for Medical and Pharmacological Sciences, 2024.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

#adropina#FAM132A#EGF receptor#resistência à insulina#metabolismo lipídico#sindrome metabólica#peptídeos hepáticos

Produtos relacionados no catálogo

Apresentações ligadas ao que este conteúdo aborda. Material educativo — a decisão de uso é de um profissional de saúde.

Ao avaliar qualquer apresentação, confira o COA, a pureza por HPLC e a procedência. Itens de uso médico exigem indicação, prescrição e acompanhamento de um médico.

Muito além deste artigo

Tudo o que você precisa está aqui no site

Protocolos por composto, ferramentas gratuitas e catálogo com laudo — no mesmo lugar.

Conta gratuita · sem cartão

Você está vendo só metade do que temos aqui

Criando sua conta — de graça, em 30 segundos — você desbloqueia o aprofundamento dos artigos e as ferramentas para acompanhar seu protocolo de verdade.

Conteúdo premium dos artigosA parte aprofundada: o que a literatura descreve, faixas observadas em estudos, comparativos e perguntas para levar ao seu médico.
Painel de saúdeAcompanhe peso, medidas, energia, sono e humor ao longo do tempo — e veja sua evolução em gráficos.
Anotações pessoaisOrganize suas observações e mantenha seu histórico de referência num só lugar.
Fichas científicasAcesso completo às fichas dos 160+ compostos e à biblioteca de pesquisa.
Pontos que viram descontoAcumule pontos nas compras e troque por desconto real: 100 pontos = R$ 1,00. Níveis Bronze a Platina.
Favoritos e históricoSalve compostos de interesse e acompanhe seus pedidos e rastreios num só lugar.
Criar minha conta gratuita

Grátis para sempre · sem cartão de crédito · leva 30 segundos

📋 Guias práticos essenciais

Avalie este conteúdo

Seja o primeiro a avaliar

Comentários

Faça login para deixar um comentário.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro.

Gostou? Compartilhe este artigo
Ajude mais pessoas a encontrarem informação séria sobre peptídeos.
Compartilhar:

Pronto para começar?

Explore nosso catálogo de peptídeos com qualidade farmacêutica e COA.

Ver Catálogo →