Resposta direta
Reconstituir o IGF-1 LR3 é dissolver o pó liofilizado em um diluente estéril — tipicamente água bacteriostática — e o volume escolhido define a CONCENTRAÇÃO da solução, não a quantidade de proteína, que é fixa no frasco. A conta-base é a mesma de qualquer peptídeo liofilizado: concentração = massa do frasco ÷ volume de diluente.
O IGF-1 LR3 (*Long R3 IGF-1*) é um análogo do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, com 83 aminoácidos — bem maior que a maioria dos peptídeos de pesquisa. Duas características mudam o preparo: as massas por frasco são pequenas e variam entre apresentações (de microgramas a 1 mg), e, por ser uma proteína com estrutura dobrada, é mais sensível a agitação e a perdas por adsorção do que peptídeos curtos. O que o composto é está em o que é IGF-1 LR3.
> Importante: conteúdo educativo sobre o PREPARO (reconstituição e concentração = massa do frasco ÷ volume de diluente). Não orienta dose, protocolo, frequência nem uso — isso é decisão de um profissional de saúde qualificado.
A conta de concentração
Como a massa varia entre apresentações, a conta é sempre feita com o valor do rótulo. Dois exemplos de referência, em microgramas (a unidade em que o IGF-1 LR3 costuma aparecer):
Frasco de 100 mcg:
| Água bacteriostática adicionada | Concentração final |
|---|---|
| 1 mL | 100 mcg/mL |
| 2 mL | 50 mcg/mL |
Frasco de 1 mg (1.000 mcg):
| Água bacteriostática adicionada | Concentração final |
|---|---|
| 1 mL | 1.000 mcg/mL |
| 2 mL | 500 mcg/mL |
| 5 mL | 200 mcg/mL |
A massa total é sempre a mesma — muda apenas em quanto líquido ela está distribuída. Entre os dois exemplos há uma diferença de dez vezes na concentração para o mesmo volume, o que mostra por que a massa do rótulo é o primeiro dado da conta. A calculadora de reconstituição faz a conta para qualquer massa e volume.
Leitura na seringa graduada (U-100)
A solução reconstituída costuma ser lida em seringas graduadas U-100. A seringa U-100 tem 100 marcações por mL, e cada marcação ("unidade") corresponde a 0,01 mL de solução, qualquer que seja o composto. A unidade da seringa mede VOLUME, não massa nem atividade biológica.
A ligação entre volume e massa vem da concentração: numa solução de 100 mcg/mL, cada 0,01 mL contém 1 mcg; numa de 1.000 mcg/mL, 10 mcg. Em compostos de massa pequena e alta potência biológica, a literatura de preparo descreve concentrações menores (mais diluente) como as que reduzem o impacto de uma marcação de diferença na leitura.
A conversão completa entre massa, volume e marcações está em Como Calcular UI em Peptídeos. Este guia não traz tabela de quantidades por uso: quanto usar é decisão do profissional de saúde responsável.
O composto e o que a estrutura implica para o preparo
O IGF-1 LR3 foi descrito por Francis et al. (1992) como um análogo do IGF-1 humano com duas modificações: uma extensão de 13 aminoácidos na ponta N-terminal e a troca do ácido glutâmico da posição 3 por arginina. O resultado é uma molécula que se liga muito menos às proteínas ligadoras de IGF (IGFBPs) — que no organismo "sequestram" o IGF-1 nativo — e, por isso, mostrou maior potência em culturas celulares que secretam IGFBPs.
O que isso significa no preparo, segundo a literatura de estabilidade de proteínas (Manning et al., 2010):
- Estrutura dobrada com pontes dissulfeto: agitação vigorosa, espuma e interfaces ar-líquido favorecem desnaturação e agregação — processos irreversíveis.
- Adsorção em superfícies: em concentrações muito baixas, uma fração relevante da proteína pode aderir ao vidro e ao plástico. Por isso a literatura de manuseio descreve evitar diluições extremas e transferências desnecessárias entre recipientes.
- Diluente indicado pelo fabricante: fichas técnicas de reagente de laboratório para o LR3 IGF-1 costumam indicar reconstituição em solução ácida diluída (como ácido clorídrico 10 mM ou ácido acético 0,1 M), condição em que a proteína se mantém mais solúvel. Quando o rótulo indica um diluente específico, é ele que prevalece sobre qualquer guia genérico.
Diluentes: água bacteriostática, água estéril e solução ácida
Três diluentes aparecem na literatura de manuseio do IGF-1 LR3:
- Água bacteriostática: água estéril com álcool benzílico a 0,9%, conservante que inibe o crescimento bacteriano entre perfurações. É o diluente mais descrito para frascos de uso múltiplo.
- Água estéril (sem conservante): descrita para preparo de uso único ou quando o conservante é contraindicado; a cada nova perfuração do frasco, o risco de contaminação aumenta.
- Solução ácida diluída: a opção das fichas técnicas de reagente de laboratório, quando indicada no rótulo.
A comparação completa entre os dois primeiros está em água bacteriostática vs água estéril. Água destilada ou filtrada comum não é estéril e não é descrita como diluente aceitável.
Reconstituição: a técnica descrita
Os guias de técnica asséptica e de manuseio de proteínas liofilizadas descrevem, em geral, a seguinte sequência:
- Equalização térmica: o frasco refrigerado é descrito como deixado alguns minutos em temperatura ambiente antes de ser aberto, reduzindo condensação interna.
- Higienização: mãos lavadas, bancada limpa e septos do frasco de diluente e do frasco de proteína limpos com swab de álcool 70%, aguardando secar (cerca de 30 segundos).
- Transferência do diluente: o volume planejado é aspirado do frasco de diluente com seringa e agulha estéreis próprias para reconstituição.
- Sem jato sobre o pó: o diluente é descrito escorrendo pela parede interna do frasco — o jato direto cria turbulência e favorece agregação.
- Dissolução: rotação suave ou inclinação lenta do frasco, nunca agitação. Se restar pó, o frasco é descrito como deixado em repouso alguns minutos e girado de novo.
- Inspeção: a solução íntegra é descrita como límpida e incolor. Turvação, partículas ou espuma persistente são critérios de descarte.
- Etiqueta: data da reconstituição, diluente, volume adicionado e concentração resultante.
Mais detalhes em erros comuns na reconstituição.
Estabilidade e sinais de degradação
O pó liofilizado é a forma mais estável e é descrito como armazenado refrigerado ou congelado, protegido da luz e da umidade, conforme o rótulo. Para a solução reconstituída, o que se descreve:
- Temperatura: refrigerada a 2–8 °C, com o mínimo de tempo fora da geladeira.
- Luz: protegida da luz direta.
- Sem ciclos de congelamento do frasco em uso: o gelo e o descongelamento repetido favorecem agregação.
- Prazo: não há estudo publicado de estabilidade do IGF-1 LR3 de pesquisa em solução que fixe um prazo próprio. Para frascos de uso múltiplo com água bacteriostática, a referência usual é a rotulagem do diluente — até 28 dias após a primeira perfuração —, e o rótulo do fabricante prevalece quando for mais restritivo.
Sinais que a literatura de estabilidade de proteínas associa a degradação: turvação ou opacidade (agregação), partículas em suspensão, coloração amarelada (oxidação) e espuma que não se desfaz. Agregação proteica é irreversível; a solução com qualquer desses sinais é descrita como imprópria. Os princípios gerais estão em como armazenar peptídeos.
Erros comuns descritos no preparo
1. Calcular com a massa "padrão" em vez da massa do rótulo. As apresentações variam até dez vezes; a conta muda na mesma proporção.
2. Confundir mg com mcg. 1 mg = 1.000 mcg. Em compostos de massa pequena, essa troca é a mais comum.
3. Agitar para acelerar a dissolução. Em proteínas, a espuma é sinal de agregação, não de mistura bem-feita.
4. Diluir demais "para facilitar a leitura". Em concentrações muito baixas, a perda por adsorção nas paredes do frasco deixa de ser desprezível.
5. Não etiquetar. Sem data, diluente, volume e concentração anotados, não há como saber o prazo do reconstituído nem interpretar corretamente a leitura na seringa.
O que a literatura científica descreve sobre o IGF-1 LR3
A evidência é essencialmente pré-clínica e de bancada. Francis et al. (1992) mostraram, em culturas de mioblastos e outras linhagens, que os análogos Long IGF-I eram mais potentes que o IGF-1 nativo em células que secretam IGFBPs. Tomas et al. (1992, *Biochemical Journal*) relataram que, em ratos em estado catabólico induzido por dexametasona, o LR3 IGF-I foi cerca de 2,5 vezes mais potente que o IGF-1 em efeitos sobre síntese e degradação de proteína muscular — apesar de se ligar menos ao próprio receptor de IGF-1.
O IGF-1 LR3 é amplamente usado como reagente de cultura celular, mas não há ensaios clínicos publicados com ele em humanos, e o composto não é medicamento aprovado. A revisão de Dominikowski et al. (2026) descreve a distância entre a circulação de compostos do eixo GH-IGF1 e a evidência clínica disponível. O resumo do composto está na ficha técnica do IGF-1 LR3.
Pontos-chave
- A massa do frasco varia entre apresentações (de microgramas a 1 mg); a conta é sempre feita com o rótulo
- Concentração = massa ÷ volume: 1 mg + 2 mL resulta em 500 mcg/mL; 100 mcg + 2 mL em 50 mcg/mL
- A "unidade" da seringa U-100 mede volume (0,01 mL); a quantidade de composto em cada marcação depende da concentração
- Proteína de 83 aminoácidos: sensível a agitação, espuma e adsorção em superfícies
- Quando o rótulo indica diluente específico (inclusive solução ácida diluída), ele prevalece
- Conservação descrita: 2–8 °C, protegida da luz, sem ciclos de congelamento, prazo conforme rótulo
- Evidência pré-clínica; sem ensaios clínicos em humanos
Hub e produtos relacionados
Explore o Hub de Qualidade e Conservação para mais guias técnicos de reconstituição e armazenamento, e o Hub de Performance para o contexto dos compostos do eixo GH-IGF1.
Produto relacionado (educativo): IGF-1 LR3 · diluente: Água Bacteriostática 2ml · Água Bacteriostática 10ml · calculadora de reconstituição
Leitura complementar:
- O que é IGF-1 LR3
- PEG-MGF vs IGF-1 LR3
- Quantos mL usar para reconstituir
- Como diluir peptídeos
- Ficha técnica: IGF-1 LR3 — Biblioteca de Compostos
Conteúdo educativo — não orienta dose nem uso.




