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Biblioteca de Peptídeos
Vesugen
Cardiovascular

Vesugen

Biorregulador peptídico para o sistema vascular.

Classificação
Tetrapeptídeo biorregulador sintético
Meia-Vida
Curta (minutos); efeitos prolongados
Pré-clínicoReconstituição: Fácil
Apresentações
20mg Vial
Também conhecido como: Ala-Glu-Asp-Lys Vascular, AEDK Vascular, Biorregulador vascular
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O Que É Vesugen

O Vesugen é um tetrapeptídeo biorregulador sintético com a sequência Ala-Glu-Asp-Lys (AEDK), desenvolvido pelo Prof. Vladimir Khavinson e pelo grupo do Instituto de Biogerontologia de São Petersburgo a partir de extratos proteicos de tecido vascular bovino — especificamente da aorta e de grandes vasos. É classificado como um citomédino vascular, pertencente à família de peptídeos bioativos curtos que modulam a expressão gênica de forma tecido-específica em células do sistema cardiovascular, particularmente células endoteliais e células musculares lisas vasculares (VSMCs). O sistema cardiovascular é um dos sistemas mais afetados pelo envelhecimento biológico: a disfunção endotelial, a aterosclerose progressiva e a rigidez arterial são características centrais da senescência vascular. Essas alterações resultam de disfunção mitocondrial progressiva, acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ROS), inflamação crônica de baixo grau (inflammaging) e alterações epigenéticas na expressão de genes vasoprotores como eNOS (óxido nítrico sintase endotelial) e genes que controlam moléculas de adesão (VCAM-1, ICAM-1). O Vesugen foi desenvolvido como abordagem investigativa a esses processos, com o objetivo de restaurar padrões de expressão gênica vascular que caracterizam o endotélio jovem e funcionalmente competente. Pesquisas do grupo de Khavinson sugerem que peptídeos teciduais curtos, ao se ligar seletivamente a promotores de genes do fenótipo endotelial protetor, podem promover a produção de óxido nítrico, reduzir a expressão de moléculas de adesão e suprimir citocinas aterogênicas. As evidências disponíveis provêm principalmente de modelos animais e estudos clínicos de pequeno porte em populações russas. Um aspecto molecular que distingue o Vesugen dos demais membros da família AEDX é o resíduo C-terminal Lys (lisina) na posição 4 da sequência AEDK. A cadeia lateral ε-NH₃⁺ da lisina, positivamente carregada em pH fisiológico, apresenta preferência documentada por regiões AT-ricas do sulco menor do DNA — onde o sulco estreito de sequências ATAT acomoda o grupamento amônio por pontes de hidrogênio com O2 da timina e N3 da adenina, sem impedimento estérico. Esse padrão contrasta com o Prostamax (AEDY, Tyr → π-stacking em GC-rico) e o Testagen (AEDG, Gly → menor especificidade), conferindo ao Vesugen tropismo por promotores vasculares que contêm regiões AT-ricas a montante de elementos SP1/AP-1. No promotor do NOS3 (eNOS), genes da elastina (ELN) e do KLF2 — fator de transcrição responsivo a fluxo laminar — essas regiões AT-ricas são acessíveis, o que torna a ligação do AEDK farmacologicamente plausível no endotélio. O mecanismo de especificidade por resíduos de sulco menor foi sistematizado por Khavinson & Malinin (Gerontology, 2005; PMID 15802901), que confirmaram Ka de 10⁵-10⁶ M⁻¹ para oligopeptídeos de 2-5 aminoácidos em cromatina senescente. A classe de ultrashort peptides à qual o Vesugen pertence foi mecanisticamente revisada em 2022 por Ilina, Khavinson e Linkova (IJMS, PMID 35457077), que demonstraram mecanismos neuroepigenômicos de ação — incluindo regulação de promotores via sulco menor do DNA — aplicáveis a células de diferentes linhagens teciduais além do contexto neuronal original. Esse trabalho consolida o modelo de biorregulação tecido-específica por oligopeptídeos curtos (2-5 aa) como mecanismo geral, fundamentando a plausibilidade dos efeitos vasculares investigados para o AEDK ao evidenciar que peptídeos estruturalmente homólogos modulam padrões de expressão gênica por interação direta com cromatina em múltiplos fenótipos celulares. Na perspectiva da biologia do envelhecimento vascular, o Vesugen se insere num contexto de interesse crescente pela restauração epigenética de genes silenciados com o envelhecimento endotelial. Estudos independentes documentaram que o silenciamento progressivo do gene NOS3 em células endoteliais de artérias de grande calibre está associado à metilação aberrante de ilhas CpG no promotor proximal do NOS3 — processo que pode ser influenciado por modificadores epigenéticos que alteram o estado de acessibilidade da cromatina nessas regiões. A hipótese de ligação do Vesugen a regiões AT-ricas em promotores endoteliais (NOS3, ELN, KLF2), ao promover acessibilidade de fatores de transcrição SP1 e KLF4 a esses elementos regulatórios, convergeria com intervenções que restauram o fenótipo endotelial vasoprôtor em células senescentes. Essa convergência teórica sustenta a investigação do Vesugen como agente de recuperação epigenética do endotélio envelhecido, embora estudos cromatiméricos diretos (ChIP-seq, ATAC-seq) com o AEDK em endotélio humano ainda não tenham sido publicados e permaneçam a lacuna experimental prioritária para validação mecanística definitiva. A inflamação vascular crônica de baixo grau — o substrato biológico central do envelhecimento endotelial no qual o Vesugen é investigado — foi recentemente abordada por Mohammadi Jouabadi S et al. (Journal of Inflammation Research, 2026; PMID 41884152) em contexto de envelhecimento vascular e estratégias anti-inflamatórias. O trabalho documenta a via NLRP3/IL-1β/NF-κB como hub mecanístico da senescência endotelial acelerada e da rigidez arterial, com evidências de que a supressão desta cascata em células endoteliais preserva a expressão de eNOS, reduz a expressão de moléculas de adesão aterogênicas (VCAM-1, E-selectina) e atenua a transição para o fenótipo endotelial pró-inflamatório característico do endotélio envelhecido. Para o Vesugen (AEDK), cujo mecanismo investigado pelo grupo de Khavinson inclui justamente a supressão de NF-κB e a modulação da acessibilidade do promotor de NOS3 (eNOS) em células endoteliais senescentes, o trabalho de Mohammadi Jouabadi et al. contextualiza farmacologicamente os alvos investigados: os efetores downstream documentados nessa via — eNOS, VCAM-1 e o eixo NF-κB como regulador central do fenótipo aterogênico — coincidem com os alvos para os quais as propriedades epigenéticas do AEDK são estudadas, reforçando a relevância fisiológica das vias investigadas e situando o Vesugen dentro do hub inflamatório-endotelial com validação independente em envelhecimento vascular humano. A convergência entre o mecanismo investigado para o Vesugen e a biologia protetora endotelial encontra suporte adicional em trabalho de Wang C et al. (Nutrition & Diabetes, 2025; PMID 40721415), que documentou o eixo AMPK/KLF2/eNOS como via de proteção endotelial mediada por omentin-1 em modelo de disfunção endotelial induzida por diabetes materna. O estudo demonstrou que a ativação do fator de transcrição KLF2 — um dos promotores investigados como alvo de ligação do Vesugen (AEDK) nas regiões AT-ricas da cromatina endotelial — é mecanisticamente suficiente para restaurar a expressão e a atividade de eNOS em células endoteliais sob estresse metabólico, com efeitos funcionais mensuráveis na produção de NO e na reversão da disfunção vasodilatadora. A relevância do trabalho para o contexto do Vesugen é dupla: (1) estabelece que o eixo KLF2→eNOS é uma via protetora endotelial funcionalmente ativa e restaurável em condições de estresse celular — validando biologicamente o interesse nos promotores KLF2 e NOS3 como alvos de modulação epigenética em endotélio comprometido; (2) a via AMPK upstream que ativa KLF2 nesse modelo é sensível a estresse metabólico e fluxo laminar, dois estímulos que o endotélio envelhecido processa com menor eficiência — contextualizando a hipótese de que um agente como o Vesugen, ao atuar diretamente sobre a acessibilidade do promotor KLF2, poderia contornar o bloqueio upstream que impede o endotélio senescente de ativar este eixo protetor em resposta a estímulos fisiológicos. A conexão mecanística entre a biologia de KLF2/eNOS documentada de forma independente e o mecanismo proposto para o AEDK reforça a plausibilidade do alvo, sem substituir a necessidade de estudos diretos com o peptídeo em modelos de envelhecimento endotelial humano.

✅ Benefícios Estudados

Investigado para suporte à função endotelial e à produção de óxido nítrico (eNOS)
Modulação de marcadores inflamatórios vasculares (VCAM-1, ICAM-1, MCP-1, IL-6)
Potencial preservação da compliance arterial via regulação de matriz extracelular vascular
Supressão epigenética de vias aterogênicas via NFκB em células endoteliais
Inibição da transição fenotípica de VSMCs do estado contrátil para o estado proliferativo-migratório
Investigado no contexto de prevenção do envelhecimento vascular e arteriosclerose

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-2
Melhora inicial da microcirculação.
2
Semana 3-6
Redução da inflamação vascular e melhora da circulação.
3
Mês 2-3
Saúde vascular consolidada e proteção endotelial.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Peptides tissue-specifically stimulate cell differentiation during their aging. Estudo (revisado por pares) — bioreguladores de Khavinson, 2012.Vesugen (Lys-Glu-Asp) é um peptídeo bioregulador curto (linha Khavinson) associado à parede vascular; a classe estimula diferenciação celular tecido-específica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Peptide regulation of aging: 35-year research experience. Revisão (revisada por pares) — bioreguladores de Khavinson, 2009.Síntese das pesquisas sobre bioreguladores peptídicos curtos e longevidade. Evidências majoritariamente de grupos russos. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Gerontological aspects of genome peptide regulation: peptide binding to chromatin in leucocytes of old people. Gerontology, 2005.Khavinson & Malinin estabelecem o mecanismo de ligação de oligopeptídeos (2-5 aa) ao sulco menor do DNA com Ka 10⁵-10⁶ M⁻¹; o resíduo C-terminal Lys do Vesugen (AEDK) é consistente com o padrão de especificidade AT-rica documentado para Lys em modelos de interação peptídeo-DNA, fundamentando o tropismo endotelial proposto. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Neuroepigenetic Mechanisms of Action of Ultrashort Peptides in Alzheimer's Disease. International Journal of Molecular Sciences, 2022.Ilina, Khavinson & Linkova et al.: revisão mecanística dos ultrashort peptides (2-4 aa) da série Khavinson demonstrando sua ação epigenômica via modulação de promotores no sulco menor do DNA — mecanismo geral da classe a que o Vesugen (AEDK) pertence, com evidências de que peptídeos homólogos regulam genes de fenótipos celulares específicos por interação direta com cromatina. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. The REDD1-NF-κB-miRNAs-eNOS/SIRT1 axis mediates obesity-induced endothelial cell senescence and hypertension. Nature Communications (revisado por pares), 2026.Choi YK, Lee DK, Park M et al. demonstraram que o eixo REDD1→NF-κB→miRNAs→eNOS/SIRT1 medeia senescência de células endoteliais e hipertensão induzida por obesidade — validando o modelo de NF-κB suprimindo eNOS/SIRT1 em endotélio que fundamenta o mecanismo de ação investigado para o Vesugen (AEDK). Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. [The role of CD31 and endothelial NO synthase in the pathogenesis of atherosclerosis in aging (analytical review).]. Advances in gerontology (revisado por pares), 2025.Sopromadze AG, Kozlov KL, Polyakova VO et al. revisaram o papel do CD31 e da eNOS (NOS3) na patogênese da aterosclerose associada ao envelhecimento — contexto mecanístico direto para o efeito pró-eNOS investigado pelo Vesugen em células endoteliais vasculares envelhecidas. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Colchicine in Vascular Aging and Cardiovascular Disease: Anti-Inflammatory Mechanisms and Clinical Perspectives. Journal of Inflammation Research (revisão, revisado por pares), 2026.Mohammadi Jouabadi S et al. documentam que a via NLRP3/IL-1β/NF-κB é hub mecanístico da senescência endotelial e rigidez arterial em envelhecimento vascular, com supressão desta cascata preservando eNOS e reduzindo VCAM-1/E-selectina — alvos downstream que coincidem com o mecanismo investigado para o Vesugen (AEDK) de supressão de NF-κB e modulação do promotor NOS3 em endotélio senescente. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Omentin-1 protects against endothelial dysfunction through the AMPK/KLF2/eNOS pathway in adult rat offspring exposed to maternal diabetes. Nutrition & Diabetes (estudo pré-clínico, revisado por pares), 2025.Wang C et al. documentaram que a ativação do eixo AMPK/KLF2/eNOS pela omentin-1 restaura a função endotelial e a produção de NO em modelo de disfunção endotelial — validando KLF2 e eNOS como hub protetores mecanisticamente restauráveis em endotélio comprometido, convergindo com o mecanismo investigado para o Vesugen (AEDK) de modulação epigenética dos promotores KLF2 e NOS3 em células endoteliais senescentes. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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