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Tesamorelin + Ipamorelin (Blend 10mg)
Blends / GH

Tesamorelin + Ipamorelin (Blend 10mg)

Blend sinérgico de dois peptídeos com mecanismos complementares para estimulação do hormônio do crescimento (GH).

Classificação
Blend sinérgico de GHRH + GHRP (análogos peptídicos)
Meia-Vida
Tesamorelin: ~26-38 min; Ipamorelin: ~2h
Clínico Fase II (componentes individuais)Reconstituição: Fácil
Apresentações
5mg + 5mg Blend
Também conhecido como: Tesamorelin + Ipamorelin Blend, GHRH + GHRP Combo, GH Stack Blend
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O Que É Tesamorelin + Ipamorelin (Blend 10mg)

O Blend Tesamorelin + Ipamorelin combina dois peptídeos estruturalmente distintos que atuam por receptores complementares para produzir estimulação sinérgica da secreção hipofisária de hormônio do crescimento (GH). O Tesamorelin (nome comercial: Egrifta) é um análogo sintético do GHRH humano (growth hormone-releasing hormone 1-44) com a sequência completa de 44 aminoácidos modificada pela adição de um grupamento trans-3-hexenoico na porção N-terminal — modificação que protege o peptídeo da degradação pela dipeptidil peptidase IV (DPP-IV), prolongando sua meia-vida plasmática. Foi desenvolvido pela Theratechnologies (Canadá) e recebeu aprovação da FDA em 2010 para o pesquisa da lipodistrofia associada ao HIV — especificamente o excesso de gordura abdominal/visceral em pacientes recebendo terapia antirretroviral. Sua ação é a de um autêntico análogo de GHRH: liga-se aos receptores GHRHR nos somatotrofos hipofisários, desencadeando síntese e liberação de GH endógeno em padrão pulsátil fisiológico. O Ipamorelin é um pentapeptídeo (Aib-His-D-2-Nal-D-Phe-Lys-NH2) desenvolvido pela Novo Nordisk nos anos 1990 como secretagogo seletivo do receptor GHS-R1a (receptor de grelina), aprimorado em relação aos GHRPs anteriores (GHRP-2, GHRP-6). Sua característica definidora é a seletividade: ao contrário do GHRP-2 e GHRP-6, o Ipamorelin libera GH sem elevar significativamente ACTH, cortisol ou prolactina — efeitos colaterais que limitam a utilidade dos GHRPs anteriores. O resíduo D-2-naftilalaninina na posição 3 é crítico para esta seletividade. A justificativa fisiológica do blend GHRH + GHRP está bem documentada em endocrinologia: o GHRH (Tesamorelin) aumenta e mantém o pool de GH disponível nos somatotrofos (lado síntese), enquanto o GHRP (Ipamorelin) desencadeia o evento de exocitose (lado liberação). Os dois atuam em receptores distintos e seus efeitos são supra-aditivos — a combinação produz pulso de GH substancialmente maior que qualquer agente isolado. A aprovação do Tesamorelin pela FDA (2010) para lipodistrofia por HIV estabeleceu o primeiro ponto de ancoragem clínico para um análogo completo de GHRH-44 em adultos — distinto da Sermorelin (aprovada para crianças) pelo comprimento da sequência (44 vs 29 aminoácidos) e pelo contexto de indicação. A meta-análise de Badran et al. (Obesity Research & Clinical Practice 2026, PMID 41545261) consolidou o perfil: redução significativa de gordura visceral, gordura hepática e marcadores metabólicos (colesterol não-HDL, triglicerídeos) sem impacto adverso detectável em glicemia de jejum — relevante porque GH em excesso pode comprometer sensibilidade à insulina, o que não foi observado com Tesamorelin nas doses estudadas. A eficácia manteve-se em pacientes usando inibidores de integrase modernos (dolutegravir, bictegravir) — a classe de antirretrovirais atualmente dominante que causa maior ganho de peso e dislipidemia que os regimes anteriores — como demonstrado por Russo et al. (AIDS 2024, PMID 38905488). Globalmente, a combinação Tesamorelin + Ipamorelin representa uma estratégia de estimulação de GH de dupla via: enquanto a Sermorelin (GHRH 1-29) e o Tesamorelin (GHRH 1-44) diferem pela completude da sequência, ambos convergem sobre o mesmo receptor GHRHR; a adição do Ipamorelin (via GHS-R1a) cria redundância mecanística que produz pulsos de GH mais amplos e com menor dessensibilização do eixo do que qualquer secretagogo único poderia alcançar. Dieguez C, López M, Casanueva F (Reviews in Endocrine & Metabolic Disorders, 2025; PMID 39913072) revisaram a fisiologia do GHRH hipotalâmico, incluindo sua regulação transcricional e a importância crítica da pulsatilidade para o funcionamento do eixo somatotrófico. A revisão contextualiza por que o Tesamorelin — análogo GHRH-44 completo com meia-vida de ~38 min — preserva a pulsatilidade fisiológica de GH que o GH recombinante de longa ação não replica: o GH pulsátil ativa padrões distintos de STAT5b hepático, regula diferentemente a expressão de IGF-1 e IGFBP-3, e preserva a sensibilidade do GHR contra downregulation por exposição contínua. O GHRH endógeno, produzido em neurônios do núcleo arqueado hipotalâmico, alcança os somatotrofos hipofisários em pulsos de ~3 horas via sistema porta-hipofisário — padrão que o Tesamorelin replica ao fornecer análogo de meia-vida moderada que permite pulsatilidade entre doses. A revisão descreve os fatores que diminuem a pulsatilidade de GHRH no envelhecimento: aumento do tônus somatostatinérgico (SRIF) e redução da densidade de neurônios GHRH positivos no núcleo arqueado — dois bloqueios abordados especificamente pelo blend Tesamorelin + Ipamorelin, onde o Tesamorelin compensa o déficit do sinal GHRH→GHRHR/Gαs e o Ipamorelin suprime o tônus SRIF via GHS-R1a, restabelecendo a amplitude dos pulsos de GH investigada em estudos de somatopausa. O espectro de investigação do Tesamorelin está se expandindo além da lipodistrofia por HIV para alcançar o domínio da fragilidade e função física em adultos vivendo com HIV — população com envelhecimento acelerado e sarcopenia desproporcional à idade cronológica. Erlandson KM, Gustafson L, Johnson JE et al. (BMJ Open, 2026; PMID 42419889) publicaram o protocolo do TRIUMPH (Tesamorelin as an Adjunct to Exercise for Improving Physical Function in HIV), um ensaio clínico que testa se o Tesamorelin potencializa os ganhos de exercício resistido na função física — capacidade de marcha, força de preensão, função mitocondrial muscular — em pessoas com HIV e declínio funcional subclínico. O racional biológico é que o GH e o IGF-1 são mediadores centrais da síntese proteica muscular e da biogênese mitocondrial: o IGF-1 ativa PI3K/Akt/mTORC1 (hipertrofia de fibras musculares) e AMPK/PGC-1α (biogênese mitocondrial), enquanto o GH estimula a lipólise visceral simultaneamente. O TRIUMPH, ao combinar Tesamorelin com exercício resistido, testa a hipótese de que a estimulação do eixo GHRH/GH/IGF-1 via análogo de GHRH pode sinergizar com o anabolismo induzido pelo exercício para reverter fragilidade — distinto do efeito isolado na composição corporal documentado nos estudos de lipodistrofia. O blend Tesamorelin + Ipamorelin, ao elevar os pulsos de GH de forma supra-aditiva, amplificaria esse sinal anabólico adicional ao componente de composição corporal, posicionando a dupla via GHRHR + GHS-R1a como investigacionalmente relevante não apenas para gordura visceral mas para a dimensão de função física e frailty em populações de envelhecimento acelerado.

✅ Benefícios Estudados

Liberação de GH supra-aditiva: GHRHR (Tesamorelin/Gαs/cAMP) + GHS-R1a (Ipamorelin/Gαq/Ca²⁺) → convergência na exocitose vesicular
Redução de gordura visceral documentada em estudos clínicos com Tesamorelin (aprovação FDA HIV-lipodistrofia)
Perfil seletivo do Ipamorelin: aumento de GH sem elevação de cortisol, ACTH ou prolactina
Aumento de IGF-1 investigado como mediador de efeitos na composição corporal e metabolismo
Melhora da qualidade do sono (fase GH-secretória noturna potencializada)
Sinergia GHRH + GHRP documentada em estudos de farmacologia hipofisária como modelo clássico de co-estimulação

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-2
Melhora imediata da qualidade do sono e recuperação.
2
Semana 3-6
Aumento de IGF-1 e início da mudança na composição corporal.
3
Mês 2-3
Redução de gordura visceral e ganho de massa magra consolidados.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Effects of tesamorelin (GHRH) in patients with abdominal fat accumulation: randomized placebo-controlled trial. Ensaio clínico de fase 3 (revisado por pares), 2010.Componente GHRH do blend: a tesamorelina reduziu significativamente a gordura visceral em ensaio de fase 3. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Influence of chronic treatment with the GH secretagogue Ipamorelin: somatotroph response. Estudo pré-clínico (revisado por pares), 2002.Componente GHRP do blend: o Ipamorelin estimula a liberação de GH de forma seletiva. O blend combina GHRH + GHRP para liberação sinérgica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Body composition, hepatic fat, metabolic, and safety outcomes of Tesamorelin, a GHRH analogue, in HIV-associated lipodystrophy: A meta-analysis of randomized controlled trials. Obesity Research & Clinical Practice (meta-análise, revisado por pares), 2026.Badran AS et al. realizaram meta-análise de ensaios randomizados com Tesamorelin em lipodistrofia associada ao HIV: confirmaram redução significativa de gordura visceral, gordura hepática e melhora do perfil metabólico sem impacto adverso em glicemia de jejum — consolidando o perfil de eficácia e segurança metabólica do componente GHRH do blend. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. The emerging landscape of performance-enhancing peptides modulating GH-IGF1 axis: bridging the gap between clinical evidence and patient self-administration. Frontiers in Endocrinology (revisão, revisado por pares), 2026.Dominikowski PA et al. revisaram o espectro de peptídeos moduladores do eixo GH-IGF1 incluindo Tesamorelin e Ipamorelin, discutindo a sinergia GHRH+GHRP e o equilíbrio entre eficácia de output de GH e fisiologicidade — posicionando o blend Tesamorelin+Ipamorelin no espectro de secretagogos com pulsatilidade preservada. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Efficacy and safety of tesamorelin in people with HIV on integrase inhibitors. AIDS (London) — ensaio clínico (revisado por pares), 2024.Russo SC et al. demonstraram que o Tesamorelin mantém eficácia comparável às coortes históricas em pacientes HIV usando inibidores de integrase modernos (dolutegravir/bictegravir) — antirretrovirais de maior impacto metabólico que geram maior ganho de peso e dislipidemia, confirmando a robustez do efeito do Tesamorelin frente ao padrão atual de terapia antirretroviral. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. The Role of Growth Hormone-Releasing Hormone and the Hypothalamic-Pituitary-Somatotropic Axis in Aging: Potential Therapeutic Applications and Risks. Hormone and Metabolic Research (revisão, revisado por pares), 2025.Oikonomakos I, Siow R, Bornstein SR et al. revisaram o eixo HPS no envelhecimento: a somatopausa resulta de declínio simultâneo da pulsatilidade de GHRH hipotalâmico e aumento do tônus de somatostatina (SRIF) — exatamente os dois bloqueios que o blend Tesamorelin (restaura GHRH→GHRHR) + Ipamorelin (suprime SRIF via GHS-R1a) aborda de forma complementar, com manutenção de pulsatilidade fisiológica e perfil de segurança favorável a longo prazo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Hypothalamic GHRH. Reviews in Endocrine & Metabolic Disorders (revisão, revisado por pares), 2025.Dieguez C, López M, Casanueva F revisaram a fisiologia do GHRH hipotalâmico e a importância crítica da pulsatilidade de GH: o GH pulsátil ativa padrões distintos de STAT5b hepático e preserva sensibilidade do GHR contra downregulation. A revisão descreve o declínio duplo no envelhecimento — redução de neurônios GHRH no núcleo arqueado e aumento do tônus de SRIF periventricular — que o blend Tesamorelin (compensa déficit GHRH→GHRHR) + Ipamorelin (suprime SRIF via GHS-R1a) aborda complementarmente. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Tesamorelin as an Adjunct to Exercise for Improving Physical Function in HIV (TRIUMPH): a clinical trial protocol. BMJ Open (protocolo de ensaio clínico, revisado por pares), 2026.Erlandson KM, Gustafson L, Johnson JE et al. apresentaram o protocolo do TRIUMPH — ensaio que testa Tesamorelin como adjuvante ao exercício resistido para melhora da função física (marcha, força, função mitocondrial muscular) em pessoas com HIV e fragilidade subclínica — expandindo o escopo investigacional do Tesamorelin de composição corporal para frailty e performance física, com racional de sinergismo entre o sinal anabólico GH/IGF-1 (GHRHR via Tesamorelin) e os ganhos do exercício resistido. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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