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Teduglutide
Gastrointestinal

Teduglutide

Análogo de GLP-2 aprovado (Gattex/Revestive) para síndrome do intestino curto (SIC). Estimula o receptor GLP-2R nos enterócitos, aumentando proliferação da mucosa intestinal, absorção de nutrientes e redução da dependência de nutrição parenteral.

Classificação
GLP-2 receptor agonista (análogo de GLP-2)
Meia-Vida
~2h (SC)
Aprovado FDA/EMAReconstituição: Moderada
Apresentações
5mg Vial
Também conhecido como: Gattex, Revestive, ALX-0600, GLP-2 analog
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O Que É Teduglutide

Teduglutide é um análogo sintético do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 2 (GLP-2) desenvolvido pela NPS Pharmaceuticals e aprovado pelo FDA (2012, Gattex) e pela EMA (2012, Revestive) para o pesquisa da síndrome do intestino curto (SIC) em adultos dependentes de nutrição parenteral. O GLP-2 endógeno é um hormônio intestinótrófico secretado pelas células L do íleo e cólon em resposta à ingestão de nutrientes; contudo, sua meia-vida natural é de apenas 7 minutos, pois é rapidamente degradado pela enzima dipeptidil peptidase-4 (DPP-4). A modificação de alanina para glicina na posição 2 da sequência confere ao Teduglutide resistência à DPP-4, estendendo sua meia-vida para aproximadamente 2 horas após administração subcutânea. O GLP-2 foi descoberto em 1986 por Daniel Drucker e colegas na Universidade de Toronto ao sequenciar o gene do proglucagon e identificar que o processamento pós-traducional tecido-específico pelas convertases PC1/3 nas células L do intestino gera dois peptídeos distintos do fragmento glicentina: GLP-1 (insulinotrópico) e GLP-2 (intestino-trófico). A descoberta inicial foi publicada no PNAS (1986), mas o papel fisiológico do GLP-2 como promotor de crescimento intestinal só foi caracterizado nos anos 1990 pelo mesmo grupo, que demonstrou que a administração de GLP-2 em roedores aumentava o peso e a superfície absortiva do intestino delgado de forma dose-dependente — lançando as bases para a terapêutica da SIC. A modificação Ala2→Gly2 do Teduglutide foi racional: enquanto no GLP-1 a posição 2 é His (que em GLP-1 não é clivada pela DPP-4 pela presença do N-terminal pGlu), no GLP-2 a Ala2 é clivada pela DPP-4, inativando o peptídeo em ~7 min. A substituição por Gly elimina o reconhecimento pela DPP-4 sem alterar a afinidade pelo GLP-2R, estendendo a meia-vida para ~2h SC. No intestino delgado, o Teduglutide ativa receptores GLP-2 (GLP-2R) nos enterócitos e nas células enteroendócrinas, desencadeando proliferação das células das criptas intestinais, aumento da altura das vilosidades, maior profundidade das criptas e expansão significativa da superfície absortiva total. O trial STEPS (NEJM 2012, n=86) demonstrou redução da necessidade de infusão parenteral em média 4,4 litros por semana, permitindo que 27% dos pacientes atingissem independência total vs 2% placebo. O STEPS-2 (JPEN 2013) confirmou o benefício em 24 semanas em adolescentes e adultos jovens; em 2016 o FDA aprovou o Teduglutide para uso pediátrico (≥1 ano) — tornando-o o único GLP-2 RA com aprovação pediátrica, sustentada por dados de extrapolação PK e eficácia. Um aspecto de vigilância clínica relevante é o efeito pró-proliferativo do Teduglutide no epitélio intestinal: o mesmo mecanismo que reconstrói a mucosa pode, hipoteticamente, acelerar o crescimento de neoplasias pré-existentes. Por isso, guidelines internacionais (ESPEN, ASPEN) recomendam colonoscopia de rastreio antes do início do pesquisa e periodicamente durante uso crônico; pólipos >1cm devem ser removidos antes de iniciar a terapia. O impacto econômico-sanitário é substancial: a nutrição parenteral domiciliar custa entre US$100.000-250.000/ano nos EUA; o Teduglutide, ao permitir a redução ou eliminação da NP, gera economias diretas que superam seu custo após 2-3 anos em pacientes respondedores — lógica que sustenta as aprovações regulatórias mesmo com preço de lista elevado (~US$295.000/ano). No cenário competitivo, o Teduglutide é a referência estabelecida contra a qual glepaglutide (Zealand, aprovado FDA 2023) e apraglutide (fase 3) demonstram superioridade de conveniência via dosagem semanal, enquanto os dados de eficácia absortiva permanecem comparáveis — tornando a frequência de injeção a principal variável de diferenciação clínica para o futuro do mercado de GLP-2 RAs. O substrato biológico do poder intestinotrófico do GLP-2 — e portanto do Teduglutide — foi demonstrado de forma definitiva por Drucker et al. (PNAS, 1996), quando a infusão contínua de GLP-2 murino em camundongos produziu aumento de 30-35% do peso intestinal em 10 dias, com hiperplasia das criptas intestinais e aumento de altura de vilosidades confirmados por histomorfometria — o primeiro estudo a estabelecer o GLP-2 como hormônio intestinotrófico e não apenas como produto de processamento do proglucagon. Esta descoberta fundacional estabeleceu a prova de conceito para usar GLP-2 como agente farmacológico de 'crescimento intestinal regulável', premissa que a substituição Ala2→Gly2 do Teduglutide traduziu em fármaco clinicamente viável. Um aspecto farmacodinâmico de vigilância relevante é o efeito pró-proliferativo do Teduglutide no epitélio colônico: em pacientes com SIC e histórico de neoplasias colorretais, a upregulação de IGF-1 e EGF subepiteliais pelo GLP-2R pode — em teoria — acelerar o crescimento de adenomas residuais. Por isso, colonoscopia de rastreio antes do início do Gattex e remoção de pólipos >1 cm são mandatórias por guideline ESPEN/ASPEN, equilibrando o benefício absortivo com a vigilância oncológica e tornando essa a contraindicação relativa mais relevante do pesquisa a longo prazo. A síndrome do intestino curto (SIC) resulta de ressecção cirúrgica extensa do intestino delgado — por isquemia mesentérica, doença de Crohn, volvulus ou trauma — deixando menos de 200cm de intestino delgado remanescente, insuficiente para absorção adequada de nutrientes, fluidos e eletrólitos. A anatomia do remanescente determina o prognóstico de adaptação: pacientes com jejuno remanescente em continuidade com o cólon (tipo II, ~35% dos casos) têm maior potencial de adaptação ao Teduglutide que pacientes com jejunostomia terminal (tipo III), porque o cólon residual expressa GLP-2R em células enteroendócrinas e pode hipertrofiar funcionalmente. O segmento ileal — quando preservado — tem a maior densidade de células L secretoras de GLP-2 e receptores de sais biliares (ASBT), sendo a região de maior valor funcional: sua perda é o preditor mais forte de dependência crônica de nutrição parenteral. O Teduglutide, ao mimetizar GLP-2 com meia-vida estendida, acelera o processo natural de adaptação intestinal pós-ressecção — que normalmente ocorre ao longo de 1-2 anos — comprimindo essa janela para 12-24 semanas em respondedores. Antes do Teduglutide, o padrão farmacológico para SIC incluía hormônio do crescimento (GH, aprovado FDA 2003 como Zorbtive) combinado com glutamina e dieta hipercalórica: o GH eleva IGF-1 sistêmico, que por sua vez induz proliferação de enterócitos via IGF-1R/PI3K/Akt; a glutamina supre o combustível preferencial dos enterócitos. O regime GH+Gln era clinicamente modesto (~1L/semana de redução de NP), transitório (efeito diminui após suspensão) e limitado por efeitos adversos do GH (edema, artralgia). O Teduglutide superou esse padrão em eficácia (~4,4L/semana no STEPS), permanência do efeito (adaptação estrutural persistente nas vilosidades) e tolerabilidade — estabelecendo um novo paradigma: reparação trófica direta do intestino remanescente via receptor GLP-2R, não estimulação sistêmica indireta via GH/IGF-1. No cenário evolutivo do mercado, a aprovação do glepaglutide (FDA 2023, Zealand Pharma) como análogo de GLP-2 de dosagem semanal introduziu a conveniência de uma injeção por semana versus a injeção diária do Teduglutide — tornando a frequência de administração a principal variável de diferenciação competitiva, enquanto os perfis de eficácia absortiva permanecem comparáveis entre os dois agentes. A segurança do Teduglutide em farmacovigilância pós-marketing foi sistematicamente avaliada por Kudaravalli et al. (Expert Opinion on Drug Safety, 2025; PMID 40219687) na base FAERS da FDA: as reações adversas mais frequentes incluíram náusea (31,8%), dor abdominal (28,6%) e obstrução intestinal (22,3%), com perfil consistente com os estudos registratórios. O sinal de pólipos intestinais — risco teórico pela atividade proliferativa do GLP-2R — foi confirmado como reação de interesse especial com frequência superior ao esperado (OR ajustado 4,2), reforçando as colonoscopias de vigilância mandatórias por guidelines ESPEN/ASPEN. Dados pediátricos de contexto real (Nucci et al., Nutrition in Clinical Practice, 2025; PMID 39263924) documentaram que crianças com insuficiência intestinal que alcançaram independência de NP com Teduglutide demonstraram recuperação de crescimento estatural — efeito indireto da melhora absortiva que permite transição à via enteral plena e normalização das curvas de crescimento em 24 meses, conferindo ao Teduglutide relevância clínica que transcende a redução de volume de NP e inclui o desenvolvimento pediátrico a longo prazo. A análise transcriptômica de célula única longitudinal do pesquisa com análogo de GLP-2 em pacientes com síndrome do intestino curto, realizada por Kudo et al. (JCI Insight, 2025; PMID 40773292), fornece a resolução molecular mais granular já obtida sobre como o Teduglutide remodela o intestino em nível celular: single-cell RNA-seq seriado de biópsias intestinais coletadas antes, durante e após 12 semanas de pesquisa identificou expansão preferencial de células Lgr5+ progenitoras das criptas (ISCs), upregulação de programas transcriptômicos de proliferação via Wnt/β-catenina/Cyclin D1 e, surpreendentemente, ativação de células enteroendócrinas secretoras de PYY e GLP-1 — componentes do 'freio ileal' que retardam o esvaziamento gástrico e amplificam o tempo de absorção luminal. A resolução de célula única também identificou uma subpopulação de células mesenquimais ISEMF (intestinal subepithelial myofibroblasts) com ativação sustentada de IGF-1 após GLP-2 — confirmando em humanos o modelo parácrino proposto por Drucker et al. (1996–2014) como mecanismo central da ação intestinotrófica do Teduglutide. Criticamente, o perfil transcriptômico de resposta correlacionou positivamente com a redução de volume de nutrição parenteral: pacientes com maior expans��o de ISCs Lgr5+ na semana 4 apresentaram 3,2× mais probabilidade de atingir independência de NP na semana 12, identificando biomarcadores de resposta precoce mensuráveis por biópsia que poderiam personalizar o pesquisa e evitar exposições ao Teduglutide em não-respondedores — perspectiva de medicina de precisão para a síndrome do intestino curto que converte dados de single-cell em critério clínico de decisão terapêutica. A efetividade real e de longo prazo do teduglutide na redução de suporte parenteral em adultos com síndrome do intestino curto foi confirmada por Allard JP et al. (Clinical Nutrition ESPEN, 2026; PMID 42373043) em estudo observacional de coorte incluindo 89 adultos com SBS tratados com teduglutide por mediana de 2,1 anos (máximo 6 anos) em centro canadense de referência. O estudo documentou redução progressiva e sustentada do volume de nutrição parenteral ao longo do tempo de pesquisa: 36% dos pacientes alcançaram independência parenteral total após no mínimo 1 ano de pesquisa, com comprimento de intestino remanescente e níveis basais de citrulina plasmática (biomarcador de massa funcional de enterócitos) como preditores independentes de resposta. A citrulina plasmática basal como preditor de resposta ao teduglutide é mecanisticamente coerente com o alvo do GLP-2R: pacientes com maior massa funcional de enterócitos residual têm mais GLP-2R disponíveis para ativação, maior capacidade de upregular VEGF-A e criptproliferação induzidos pelo teduglutide, e maior comprimento intestinal disponível para ganho de vilosidades — tornando a citrulina um biomarcador de estratificação pré-pesquisa para candidatos ao teduglutide. A manutenção de resposta por até 6 anos sem evidência de taquifilaxia confirma que o GLP-2R intestinal não sofre downregulação clinicamente relevante com agonismo sustentado — distinguindo o teduglutide de secretagogos cujos receptores dessensibilizam com exposição crônica. O horizonte terapêutico do Teduglutide expande-se progressivamente além da síndrome do intestino curto clássica. Attieh P et al. (World Journal of Gastrointestinal Pharmacology and Therapeutics, 2026; PMID 42273249) realizaram revisão sistemática das fronteiras terapêuticas emergentes do GLP-2 em doenças gastrointestinais além da insuficiência intestinal, documentando atividade potencial em: (1) doença inflamatória intestinal ativa — o GLP-2R em enterócitos e neurônios mioentéricos controla a permeabilidade de tight junctions via upregulação de claudina-3/ocludina, com benefício em modelos de colite ulcerativa e doença de Crohn de localização ileal; (2) mucosites por quimiorradioterapia — a ativação de GLP-2R acelera a recuperação da mucosa intestinal após lesão citotóxica via proliferação das ISCs Lgr5+ e upregulação de IGF-1 e EGF parácrinos; (3) intestino permeável e SIBO associados ao envelhecimento — onde a downregulação fisiológica do GLP-2R com o envelhecimento cria deficiência funcional de manutenção da barreira intestinal que o Teduglutide pode compensar. A revisão posiciona o Teduglutide — e o GLP-2R mais amplamente — como eixo terapêutico de reparo de barreira que transcende a nutrição parenteral: sempre que o intestino está estruturalmente comprometido por lesão, inflamação ou senescência, o GLP-2R oferece o sinal proliferativo-trófico que o epitélio comprometido não consegue gerar endogenamente em quantidade suficiente. A validação pediátrica do Teduglutide consolida a universalidade dos mecanismos de adaptação intestinal mediados pelo GLP-2R. Wang Y e Cai W (Pediatric Surgery International, 2026; PMID 42622692) revisaram a eficácia e segurança do Teduglutide em crianças com síndrome do intestino curto — população com características anatomofisiológicas distintas dos adultos, incluindo maior plasticidade intestinal, padrões metabólicos diferentes e respostas regulatórias hormonais em maturação. A revisão documentou desfechos de desmame de nutrição parenteral em lactentes e crianças com SBS de diferentes etiologias (atresia, gastrosquise, vólvulo), perfis de resposta adaptativa intestinal na mucosa imatura, e o perfil de segurança em populações onde a farmacodinâmica do GLP-2R não é idêntica à do adulto. Esses dados pediátricos são mecanisticamente relevantes por duas razões: primeiro, confirmam que o receptor GLP-2R e as vias downstream de adaptação intestinal (IEB-1/ErbB, sinalização de insulina enterocitária, fatores de crescimento epitelial) são funcionais mesmo em mucosa em desenvolvimento — validando que o mecanismo de ação do Teduglutide não é exclusivo do epitélio adulto. Segundo, o desmame de nutrição parenteral em crianças é um desfecho de alta relevância clínica, e sua obtenção com Teduglutide em populações pediátricas diversas confirma que a ativação do GLP-2R produz adaptação intestinal funcional suficiente para sustentar absorção enteral independente — objetivo terapêutico primário tanto em adultos como em crianças com SBS, reforçando que a capacidade proliferativa e trófica do eixo GLP-2/GLP-2R no epitélio intestinal opera independentemente do estágio maturacional. Koehler e colaboradores (Cell Reports Medicine, 2026 — PMID 42901164) demonstraram que peptídeos GLP intestinais atenuam lesão intestinal induzida por células T — documentando mecanismo imunorregulatório direto dos receptores GLP via supressão de linfócitos T ativados na lâmina própria e preservação da integridade epitelial. Para o teduglutide, cujo mecanismo canônico envolve proliferação de enterócitos e melhora de tight junctions via GLP-2R/VIP, essa descoberta adiciona uma dimensão imunológica clinicamente relevante: a supressão de dano linfocítico T via sinalização GLP-2R pode representar segundo eixo de ação mucosal, especialmente para síndrome do intestino curto de etiologia inflamatória (pós-doença de Crohn ou pós-enterite por radiação) — contextos onde o dano auto-imune residual perpetua a má-absorção independentemente da extensão anatômica do intestino remanescente. Essa evidência expande a indicação potencial do teduglutide para além de SBS anatômica pura. A análise pós-hoc das características associadas à resposta ao teduglutide em crianças com síndrome do intestino curto associada à insuficiência intestinal, publicada por Hill S, Carter B, Cohran V et al. (Intestinal Failure, 2026; PMID 42960027), consolidou os preditores de resposta a partir de ensaios de extensão aberta de longo prazo em populações pediátricas. Os autores identificaram que comprimento de intestino remanescente, anatomia com cólon-em-continuidade, nível basal de citrulina plasmática e etiologia da SIC (congênita versus adquirida) são variáveis com poder preditivo independente na resposta ao teduglutide em crianças — dados que permitem estratificar candidatos ao pesquisa e antecipar a probabilidade de desmame de nutrição parenteral. O estudo fornece o mapeamento mais granular disponível de preditores de resposta pediátrica ao teduglutide em uso real de longo prazo, aplicando à pediatria o modelo de medicina de precisão baseado em biomarcadores de massa enterocitária que a citrulina representa. A maior plasticidade intestinal neonatal e pediátrica versus adultos cria janelas de adaptação com cinética e magnitude distintas que os algoritmos de predição baseados em dados adultos (citrulina >20 μmol/L como corte de resposta) não capturam plenamente — e o mapa de Hill et al. 2026 preenche essa lacuna com evidência de mundo real em populações pediátricas heterogêneas que inclui SIC congênita (gastrosquise, atresia, vólvulo neonatal) e adquirida.

✅ Benefícios Estudados

Aprovado FDA/EMA para síndrome do intestino curto (Gattex)
Redução ou eliminação de nutrição parenteral
Proliferação de enterócitos e aumento de vilosidades
Melhora da absorção de nutrientes (fluidos, macronutrientes)
Reparo de barreira intestinal — complementar ao BPC-157

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-4
Início de adaptação intestinal; redução de volume de nutrição parenteral.
2
Semana 4-12
Aumento de absorção de fluidos e nutrientes; melhora de marcadores GI.
3
Mês 3-12
Potencial eliminação de nutrição parenteral em respondedores.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Regulation of the biological activity of glucagon-like peptide 2 in vivo by dipeptidyl peptidase IV. Nature Biotechnology (revisado por pares), 1997.Drucker et al. demonstraram que a DPP-IV degrada o GLP-2 nativo in vivo e que a modificação Ala2→Gly2 bloqueia essa inativação — a base racional do design do Teduglutide e de todos os GLP-2 receptor agonistas de longa duração subsequentes. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Induction of intestinal epithelial proliferation by glucagon-like peptide 2. PNAS (revisado por pares), 1996.Drucker et al. demonstraram pela primeira vez que GLP-2 induz hiperplasia intestinal e aumento de peso do intestino delgado em camundongos — a descoberta fundacional do GLP-2 como hormônio intestinotrófico que estabeleceu a premissa biológica para o desenvolvimento do Teduglutide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Beyond intestinal failure: Expanding therapeutic frontiers of glucagon-like peptide-2 in gastrointestinal disease. World Journal of Gastrointestinal Pharmacology and Therapeutics (revisado por pares), 2026.Attieh P et al. revisam o espectro expandido de aplicações terapêuticas do GLP-2 e do teduglutide além da síndrome do intestino curto — incluindo doença inflamatória intestinal, MASH e mucosites — documentando o potencial intestinotrófico e anti-inflamatório do GLP-2R em múltiplas condições gastrointestinais emergentes. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Comprehensive analysis of adverse drug reactions associated with teduglutide: post-marketing insights and safety implications. Expert Opinion on Drug Safety (revisado por pares), 2025.Kudaravalli et al. analisaram a base FAERS para teduglutide: náusea (31,8%), obstrução intestinal (22,3%) e sinal de pólipos intestinais (OR 4,2) como reação de interesse especial — reforçando a necessidade de colonoscopia de vigilância mandatória durante tratamento prolongado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Retrospective review of growth in pediatric intestinal failure after weaning from parenteral nutrition. Nutrition in Clinical Practice (revisado por pares), 2025.Nucci et al. documentaram que crianças com insuficiência intestinal que alcançaram independência de NP apresentaram recuperação de crescimento estatural em 24 meses — contextualizando o impacto pediátrico do Teduglutide além da redução de volume parenteral. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Longitudinal single-cell analysis of glucagon-like peptide-2 treatment in patients with short bowel syndrome. JCI Insight (estudo clínico de célula única, revisado por pares), 2025.Kudo Y et al. realizaram análise longitudinal de célula única em pacientes com síndrome do intestino curto tratados com GLP-2 (Teduglutide), documentando expansão de células-tronco intestinais Lgr5+ e ativação de ISEMF via IGF-1 — identificando biomarcadores de resposta precoce que correlacionam com independência parenteral e validando em resolução celular individual o mecanismo de reparação intestinal do Teduglutide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Assessing the health-related quality of life and clinical effect in children with short bowel syndrome receiving teduglutide treatment. BMC Pediatrics (revisado por pares), 2026.Sun F et al. avaliaram prospectivamente a qualidade de vida relacionada à saúde e o efeito clínico em crianças com SIC recebendo teduglutide, documentando melhora de parâmetros absortivos e de domínios de QoL em coorte pediátrica — evidência contemporânea de que os benefícios do teduglutide transcendem a redução de volume de NP e incluem impacto humanístico mensurável em pacientes jovens. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Quality of life for pediatric patients with short bowel syndrome-associated intestinal failure treated with teduglutide. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition (revisado por pares), 2026.Wendel D et al. documentaram desfechos de qualidade de vida em pacientes pediátricos com insuficiência intestinal associada à SIC tratados com teduglutide, demonstrando melhora em bem-estar físico, redução de carga de cuidados e impacto positivo no desenvolvimento — consolidando o teduglutide como padrão terapêutico pediátrico com eficácia clínica e humanística documentadas. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. Association between teduglutide treatment and long-term reductions in parenteral support: An observational cohort study of adults with short bowel syndrome. Clinical Nutrition ESPEN (estudo observacional, revisado por pares), 2026.Allard JP et al. documentaram em coorte de 89 adultos com SBS tratados com teduglutide por até 6 anos que 36% alcançaram independência parenteral total, com citrulina plasmática basal como preditor independente de resposta — confirmando que o efeito proliferativo enterocítico do teduglutide não sofre taquifilaxia com tratamento prolongado e que a citrulina é biomarcador de estratificação pré-tratamento. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  10. Expanding the Frontiers: The Role of Glucagon-Like Peptide-2 in Novel Gastrointestinal Indications. Attieh P et al. World J Gastrointest Pharmacol Ther. 2026, 2026.Revisão sistemática das fronteiras terapêuticas emergentes do GLP-2 e do teduglutide em condições gastrointestinais além da síndrome do intestino curto clássica: os autores documentam eficácia em doença de Crohn, enterite por radiação, intestino curto pediátrico e após ressecção intestinal extensa oncológica, destacando o efeito proliferativo, anti-inflamatório e de redução de permeabilidade intestinal do GLP-2R como mecanismos transversais que sustentam a expansão de indicações do teduglutide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  11. Effectiveness, safety, and quality of life outcomes of teduglutide treatment in adult patients with short bowel syndrome-associated intestinal failure: A systematic literature review of real-world studies. Intestinal Failure (revisão sistemática de estudos de mundo real, revisado por pares), 2026.Paski SC, Becher A, Nazarey P et al. realizaram revisão sistemática de estudos de mundo real sobre teduglutide em insuficiência intestinal associada à síndrome do intestino curto em adultos — consolidando o perfil de efetividade, segurança e qualidade de vida em prática clínica rotineira, com dados que complementam os ensaios controlados (STEPS) e reforçam a generalização do benefício trófico intestinal do teduglutide a populações heterogêneas de SBS. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  12. Efficacy and safety of teduglutide in children with short bowel syndrome: a narrative review. Pediatric Surgery International (revisão narrativa, revisado por pares), 2026.Wang Y e Cai W revisaram a eficácia e segurança do Teduglutide em crianças com síndrome do intestino curto — documentando desfechos de desmame de nutrição parenteral, adaptação intestinal e perfil de segurança em lactentes e crianças com SBS de diferentes etiologias, validando que os mecanismos de adaptação intestinal mediados pelo GLP-2R operam através de grupos etários com características anatomofisiológicas distintas, com implicações para protocolos pediátricos de nutrição parenteral. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  13. Gut-derived glucagon-like peptides attenuate T cell-induced intestinal injury. Cell Reports Medicine (artigo original, revisado por pares), 2026.Koehler JA, Baggio LL, Cao X et al. demonstraram que peptídeos GLP intestinais atenuam lesão intestinal induzida por células T via sinalização GLP-2R, adicionando dimensão imunorregulatória ao mecanismo canônico proliferativo/estrutural do teduglutide. Especialmente relevante para SBS de etiologia inflamatória (pós-Crohn), onde o dano linfocítico residual perpetua má-absorção além da perda anatômica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  14. Safety and long-term effectiveness of teduglutide in children with intestinal failure due to short bowel syndrome: a multicenter, post-marketing cohort study. Pediatric Research (estudo de coorte multicêntrico pós-marketing, revisado por pares), 2026.Jimenez L, Ray A, Mercer D et al. confirmaram em coorte multicêntrica pós-aprovação que o teduglutide é seguro e eficaz em uso prolongado em crianças com síndrome do intestino curto — reduzindo dependência de nutrição parenteral e promovendo crescimento adequado, validando a extensão do benefício além dos ensaios pivotais controlados. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  15. Characteristics associated with response to teduglutide in pediatric short bowel syndrome-associated intestinal failure: Post hoc analysis of open-label long-term extension trials. Intestinal Failure (análise pós-hoc de ensaios de extensão, revisado por pares), 2026.Hill S, Carter B, Cohran V et al. identificaram comprimento de intestino remanescente, cólon-em-continuidade, citrulina plasmática basal e etiologia da SIC como preditores independentes de resposta ao teduglutide em crianças — fornecendo o mapa mais granular de estratificação pediátrica de resposta ao GLP-2 RA em uso real de longo prazo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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