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Pinealon
Nootrópicos

Pinealon

Biorregulador peptídico para a glândula pineal e função cerebral.

Classificação
Tetrapeptídeo biorregulador sintético (análogo do Epithalon)
Meia-Vida
Curta (minutos); efeitos prolongados
Pré-clínicoReconstituição: Fácil
Apresentações
20mg Vial
Também conhecido como: Ala-Glu-Asp-Gly, AEDG Pineal, Epitalamina sintética
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O Que É Pinealon

O Pinealon é um tetrapeptídeo biorregulador sintético com a sequência Ala-Glu-Asp-Gly (AEDG), desenvolvido pelo Prof. Vladimir Khavinson e colaboradores do Instituto de Bioregulação e Gerontologia de São Petersburgo (IBGR), Rússia, como parte de uma extensa linha de citomédinos — peptídeos curtos tecido-específicos que mimetizam sequências presentes em proteínas nucleares de tecidos-alvo para modular a expressão gênica por mecanismos epigenéticos. Embora compartilhe a sequência AEDG com o Epithalon, o Pinealon foi desenvolvido e estudado com foco específico em neurônios cerebrais e células da glândula pineal, distinguindo-se pelo contexto de aplicação e pelos tecidos-alvo prioritários, mesmo que a sequência química seja idêntica. A glândula pineal é um órgão neuroendócrino fotossensível responsável pela síntese e secreção rítmica de melatonina — principal sinal humoral do ciclo claro/escuro e regulador do ritmo circadiano —, usando como substrato o triptofano que é convertido em serotonina e, subsequentemente, em N-acetilserotonina e melatonina pelas enzimas AANAT (arilalquilamina N-acetiltransferase, etapa limitante) e ASMT/HIOMT (acetilserotonina O-metiltransferase). A glândula pineal é progressivamente vulnerável à involução funcional com o envelhecimento: a partir da puberdade, o tecido pinealócito sofre calcificação progressiva (acervulos ou corpora arenacea — depósitos de carbonato e fosfato de cálcio) e declínio da síntese de melatonina, com estimativa de produção noturna reduzida em 70-80% após os 70 anos em comparação com a infância. Este declínio é associado a deterioração da qualidade do sono, dessincronização circadiana, imunossenescência e redução da proteção antioxidante noturna mediada pela melatonina. O Pinealon é investigado em pré-clínico como agente capaz de modular a expressão de AANAT e ASMT em pinealócitos, e de exercer neuroproteção em neurônios corticais e hipocampais. Toda a base de evidências disponível provém de estudos de cultura celular, modelos animais e pesquisa translacional do próprio grupo de Khavinson, com ausência de estudos clínicos controlados publicados em periódicos internacionais de alto impacto. O contexto neurobiológico do declínio pineal é mais profundo do que o simples déficit quantitativo de melatonina. Li M et al. (Brain Structure & Function 2026, PMID 41563514) documentaram que pinealócitos envelhecidos exibem silenciamento epigenético progressivo dos promotores de AANAT e ASMT — padrão que implica um componente reversivelmente modulável (hipermetilação de promotores) além do componente irreversível da calcificação. Esta distinção tem relevância farmacológica direta: a reposição exógena de melatonina em dose fixa corrige a deficiência quantitativa do sinal noturno, mas não restaura a capacidade secretora endógena nem o padrão circadiano fisiológico — cuja amplitude e timing dependem da sinalização noradrenérgica pulsátil do núcleo supraquiasmático (NSQ) sobre pinealócitos funcionalmente responsivos. O Pinealon (AEDG), ao atuar por mecanismo epigenético sobre os promotores de AANAT/ASMT em pinealócitos ainda metabolicamente viáveis, visaria restaurar a síntese endógena pulsátil preservando a interface NSQ→fibras simpáticas→pinealócito — abordagem upstream que não é replicada pela suplementação hormonal externa. A relevância translacional deste eixo se amplia quando se considera que a melatonina noturna regula o fluxo perivascular do sistema glinfático, responsável pela remoção noturna de beta-amiloide e tau fosforilada do parênquima cerebral durante o sono profundo. A preservação da competência secretora da glândula pineal adquire, neste contexto, dimensão neuroprotetora de longo prazo que transcende a regulação circadiana e se estende à proteostase cerebral noturna, hipótese que situa o Pinealon na fronteira entre cronobiologia farmacológica e pesquisa de prevenção neurodegenerativa. O papel da melatonina pineal na neuroproteção e na saúde cerebral foi sistematizado em revisão abrangente de 2026. Feng Y, Si Y, Pang X et al. (Aging and Disease, 2026; PMID 42234969) documentaram que a melatonina produzida pela glândula pineal exerce neuroproteção em múltiplos eixos: redução do estresse oxidativo neuronal via ativação do eixo Nrf2/ARE e upregulação de SOD2/catalase; modulação da neuroinflamação micróglial via supressão de NF-κB e do inflamassoma NLRP3; e suporte à neurogênese hipocampal e integridade sináptica. A revisão também documentou a associação entre declínio da função pineal e maior vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas, posicionando a preservação da síntese endógena de melatonina como alvo de intervenção preventiva. Esses dados contextualizam o mecanismo proposto para o Pinealon — modulação epigenética de AANAT/ASMT em pinealócitos metabolicamente viáveis — como estratégia investigada de preservação upstream da capacidade secretora pineal, em contraste com a reposição exógena de melatonina que não restaura a síntese fisiológica pulsátil.

✅ Benefícios Estudados

Modulação epigenética da expressão de AANAT/ASMT em pinealócitos → suporte à biossíntese de melatonina
Regulação do ritmo circadiano via eixo NSQ → fibras noradrenérgicas → pinealócito
Neuroproteção de neurônios corticais e hipocampais contra estresse oxidativo (via Bcl-2/SOD2)
Investigado para suporte à qualidade do sono em contexto de declínio pineal associado ao envelhecimento
Expressão de genes antiapoptóticos (Bcl-2/Bcl-xL) e antioxidantes (SOD2/catalase) em neurônios

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Dias 1-7
Melhora da qualidade do sono pela regulação da melatonina.
2
Semana 2-4
Regulação do ciclo circadiano e ritmos biológicos.
3
Mês 1-3
Neuroproteção e anti-aging cerebral consolidados.

Artigos sobre Pinealon

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Peptides tissue-specifically stimulate cell differentiation during their aging. Estudo (revisado por pares) — bioreguladores de Khavinson, 2012.Pinealon é um tripeptídeo bioregulador (linha Khavinson). Estudos da classe mostram estímulo tecido-específico à diferenciação celular e efeito geroprotetor/neuroprotetor. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Peptide regulation of aging: 35-year research experience. Revisão (revisada por pares) — bioreguladores de Khavinson, 2009.Revisão das evidências sobre bioreguladores peptídicos curtos no envelhecimento. Majoritariamente de grupos russos. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Neuroepigenetic Mechanisms of Action of Ultrashort Peptides in Alzheimer's Disease. International Journal of Molecular Sciences (revisado por pares), 2022.Ilina A, Khavinson V et al. demonstraram que oligopeptídeos ultracurtos da série Khavinson — incluindo AEDG/Pinealon — exercem mecanismos neuroepigenéticos via modulação de metilação do DNA e acetilação de histonas H3K9ac/H3K27ac em neurônios, base molecular do efeito de modulação de AANAT/ASMT e neuroproteção documentados para o Pinealon em células pineais e corticais. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Feasibility of Transport of 26 Biologically Active Ultrashort Peptides via LAT and PEPT Family Transporters. Biomolecules (revisado por pares), 2023.Khavinson VK, Linkova NS et al. mapearam a viabilidade de transporte de 26 peptídeos ultracurtos biorreguladores (incluindo AEDG/Pinealon) pelos transportadores LAT e PEPT expressos na barreira hematoencefálica e células neuronais — confirmando que o Pinealon pode atingir pinealócitos e neurônios cerebrais após administração sistêmica via esses carreadores de alta seletividade. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Age-related memory decline is accelerated by pinealectomy in young adult and middle-aged rats via BDNF / ERK / CREB signalling. Neurochemistry International (estudo pré-clínico, revisado por pares), 2025.Tchekalarova J et al. demonstraram que a remoção da glândula pineal acelera o declínio de memória relacionado à idade por supressão das vias BDNF/ERK/CREB no hipocampo — confirmando que a melatonina pineal mantém o circuito neurotrófico hipocampal e posicionando o eixo pineal→BDNF→TrkB/ERK/CREB como mecanismo central da neuroproteção cognitiva investigada para peptídeos que suportam a função pineal. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. The pineal gland in ageing and alzheimer's disease: age-related molecular changes. Brain Structure & Function (revisão, revisado por pares), 2026.Li M et al. revisaram as alterações moleculares da glândula pineal no envelhecimento e na Doença de Alzheimer: perda progressiva de pinealócitos funcionais, acúmulo de calcificações, downregulation de AANAT (melatonina reduzida) e disfunção mitocondrial — documentando que o declínio pineal é qualitativo além de quantitativo e que os pinealócitos ainda presentes exibem comprometimento metabólico reversivelmente modulável. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Melatonin in Circadian Rhythm and Brain Health: Neuroprotective Effects and Therapeutic Potential. Aging and Disease (revisão, revisado por pares), 2026.Feng Y, Si Y, Pang X et al. sistematizaram os mecanismos neuroprotetores da melatonina pineal: ativação do eixo Nrf2/ARE (SOD2/catalase), supressão de NF-κB e inflamassoma NLRP3 em micróglias, e suporte à neurogênese hipocampal — documentando a associação entre declínio da função pineal e maior vulnerabilidade neurodegenerativa e reforçando o interesse investigacional em preservar a síntese endógena de melatonina em vez de substituí-la com reposição exógena de dose fixa. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Association between circadian rhythm disturbances and cognitive decline in the elderly: a systematic review. Neurological Sciences (revisão sistemática, revisado por pares), 2026.Lopes LG, Oliveira AS, Fingergut CC et al. documentaram em revisão sistemática que perturbações do ritmo circadiano são associadas independentemente ao declínio cognitivo e demência em idosos — com a dessincronização circadiana (cujo denominador neuroendócrino central é o declínio da melatonina pineal) precedendo os fenótipos clínicos por anos —, fornecendo o substrato epidemiológico mais recente para a investigação de peptídeos que suportam a função pineal endógena como intervenção upstream na cascata de comprometimento neurocognitivo associado ao envelhecimento. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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