metabolismoOxyntomodulin
Hormônio natural de 37 aminoácidos secretado pelo intestino delgado que ativa simultaneamente GLP-1R e glucagon receptor — o ancestral natural dos coagonistas sintéticos (Mazdutide, Survodutide, Pemvidutide). Reduz ingestão calórica e aumenta gasto energético.
O Que É Oxyntomodulin
Oxyntomodulin (OXM) é um hormônio peptídico gastrointestinal de 37 aminoácidos derivado da clivagem pós-traducional do precursor proglucagon pelas pró-convertases PC1/3 e PC2 nas células L do íleo e cólon, sendo secretado em resposta à ingestão de gorduras e carboidratos. Estruturalmente, a OXM é idêntica ao glucagon (29 aminoácidos) acrescida de um octapeptídeo C-terminal adicional (sequência 30-37), o que explica sua dupla atividade farmacológica: ela é um agonista parcial tanto do receptor de GLP-1 (GLP-1R, com ~50% da potência do GLP-1 nativo) quanto do receptor de glucagon (GCGR, com ~50% da potência do glucagon nativo). Esta coativação dupla e simultânea confere ao Oxyntomodulin um perfil metabólico único e distinto dos incretinomiméticos puros: enquanto a ativação do GLP-1R reduz o apetite, aumenta a secreção de insulina glicose-dependente e retarda o esvaziamento gástrico, a ativação do GCGR aumenta o gasto energético por termogênese no tecido adiposo marrom (BAT), estimula a oxidação lipídica hepática e eleva o metabolismo basal. Esta combinação funcional — redução de ingestão mais aumento de gasto — é mecanisticamente superior à monoterapia com GLP-1 RA puro para controle do peso corporal, teoria que impulsionou o desenvolvimento de coagonistas sintéticos de segunda geração com maior potência, estabilidade e meia-vida: o Mazdutide (IBI362, Eli Lilly/Innovent), o Survodutide (BI 456906, Boehringer Ingelheim) e o Pemvidutide (AZD9550, AstraZeneca/Altimmune). Estudos de infusão subcutânea de OXM em humanos com sobrepeso publicados em Diabetes e Gastroenterology demonstraram redução de ingestão calórica de 19% e modulação metabólica (pesquisa) de 2,3 kg em apenas 4 semanas — prova de conceito fundamental para a classe dos coagonistas duplos. A meia-vida endógena da OXM é muito curta (~12 minutos), pois é rapidamente inativada pela DPP-4 (clivagem N-terminal) e pela neprilisina, tornando impraticável o uso clínico direto do hormônio nativo sem modificação estrutural. A nomenclatura "Oxyntomodulin" reflete um dos primeiros efeitos funcionais documentados: a modulação da secreção ácida pelas células oxínticas (células parietais) do estômago, mecanismo mediado pela supressão de histamina parietal — efeito fisiologicamente distinto e cronologicamente anterior à caracterização dos efeitos metabólicos que tornaram a OXM um composto de interesse clínico. O gene do proglucagon foi clonado por Bell et al. em 1983 (Nature), revelando que um único precursor de 160 aminoácidos gera famílias peptídicas completamente distintas por splicing de processamento pós-traducional tecido-específico: no pâncreas (células α), a convertase PC2 produz glucagon + GRPP; no intestino (células L do íleo e cólon), a PC1/3 produz GLP-1(7-37), GLP-2, glicentina e oxyntomodulin. A OXM é, portanto, o "protótipo endógeno" dos coagonistas GLP-1R/GCGR — um composto que antecipou biologicamente o conceito farmacológico de coagonismo duplo antes de sua formalização terapêutica. O grupo de Stephen Bloom no Imperial College London foi central nos estudos pioneiros de infusão clínica que estabeleceram a prova de conceito metabólica em humanos, publicados entre 2005 e 2009, demonstrando que a ativação simultânea de dois receptores produz déficit energético bidirecional (menos ingestão + mais gasto) que nenhum agente monotarget consegue replicar — fundamento que validou toda a geração seguinte de coagonistas sintéticos. A descoberta da OXM está historicamente vinculada ao estudo de Bell et al. (Nature, 1983) que sequenciou o gene do proglucagon e revelou que um único precursor de 160 aminoácidos gera famílias peptídicas completamente distintas por processamento pós-traducional tecido-específico (PC2 no pâncreas → glucagon; PC1/3 nas células L intestinais → GLP-1 + GLP-2 + OXM). A OXM é, portanto, o protótipo endógeno dos coagonistas GLP-1R/GCGR — um composto que antecipou biologicamente o conceito farmacológico de coagonismo dual antes de sua formalização terapêutica. Bell et al. também estabeleceram que a estrutura da OXM (glucagon 1-29 + octapeptídeo 30-37 KRNRNNIA) surgiu por leitura estendida do mesmo éxon 3 do gene GCG — demonstrando que a dualidade GLP-1R/GCGR é codificada geneticamente no genoma de mamíferos como consequência da organização modular dos éxons do proglucagon. Essa análise genômica retrospectiva significa que toda a classe farmacológica dos coagonistas GLP-1/glucagon (survodutide, pemvidutide, mazdutide) tem fundamento evolutivo na arquitetura gênica do proglucagon — e não apenas na engenharia química de medicamentos. A validação experimental definitiva do princípio de coagonismo GLP-1R/GCGR em humanos foi fornecida por Tan TM et al. (Diabetes, 2013, PMID 23274900) em estudo de infusão clínica cruzada no Imperial College London: a coadministração de GLP-1 e glucagon em voluntários humanos gerou aumento de gasto energético de +12,7% acima do basal — superioridade aditiva impossível de replicar com GLP-1 isolado (+6,3%) ou glucagon isolado (+6,1%). A adição de GLP-1 preveniu a hiperglicemia induzida pelo glucagon, demonstrando que o coagonismo GLP-1R/GCGR proporciona termogênese e controle glicêmico simultâneos — o exato princípio fisiológico que a Oxyntomodulin antecipou e que os coagonistas sintéticos de segunda geração foram desenhados para otimizar. O mecanismo central do aumento de gasto energético pela ativação de GCGR é a ativação do UCP-1 (uncoupling protein-1) no tecido adiposo marrom (BAT) via GCGR/AMPc/PKA→ativação de lipase hormônio-sensível→liberação de ácidos graxos livres→desacoplamento da fosforilação oxidativa mitocondrial. Esse estudo humano de referência completou a prova de princípio da OXM: glucagon isolado queima energia mas eleva glicemia; GLP-1 isolado controla glicemia mas não aumenta gasto energético de forma robusta; a combinação simultânea — o que a OXM faz naturalmente — resolve ambos os problemas de forma complementar. Dados de coagonistas sintéticos otimizados (survodutide, mazdutide) confirmaram essa premissa em escala clínica: pacientes apresentaram maior oxidação de gordura (pesquisa) visceral e menor proporção de perda de massa magra na mesma modulação metabólica (pesquisa) total quando comparados a GLP-1 RAs puros — confirmando que o componente GCGR da OXM é clinicamente relevante, não apenas um efeito farmacológico residual. O horizonte terapêutico da Oxyntomodulin expandiu-se para além da obesidade com a emergência de dados em MASH (esteatohepatite associada à disfunção metabólica): o componente GCGR que aumenta o gasto energético sistêmico também ativa diretamente a beta-oxidação mitocondrial de ácidos graxos nos hepatócitos via GCGR/AMPc/PKA→inibição de ACC (acetil-CoA carboxilase)→queda de malonil-CoA→desinibição da CPT1→importação aumentada de acil-CoAs na mitocôndria. Uma revisão sistemática de Pocai A (Endocrinology, 2014; PMID 24432998) documentou que a OXM administrada cronicamente em roedores obesos reduziu a gordura hepática de forma superior ao GLP-1 isolado, correlacionando com a magnitude do agonismo GCGR, e revisou o racional farmacológico de coagonistas GLP-1R/GCGR inspirados na OXM para doenças hepáticas metabólicas. Para o contexto clínico, essa propriedade da OXM ressignifica sua posição: mais do que um análogo de GLP-1 com benefícios energéticos extras, a OXM representa o primeiro hormônio identificado com atividade dupla anti-esteatótica hepática + anti-obesidade central — propriedade que coagonistas sintéticos de segunda geração (efinopegdutide, survodutide, pemvidutide) buscaram reproduzir em moléculas com maior meia-vida e potência, configurando a Oxyntomodulin como o arquétipo endógeno de toda a classe terapêutica para MASH+obesidade que representa uma das maiores necessidades médicas não-atendidas na medicina contemporânea. O desenvolvimento de análogos sintéticos baseados na OXM validou experimentalmente a hipótese de que otimizar a potência e meia-vida de uma molécula dual GLP-1R/GCGR produz benefícios metabólicos e hepáticos superiores aos GLP-1 RAs monotarget. Um estudo de 2024 publicado no European Journal of Pharmacology (Melander SA et al., PMID 38056618) demonstrou que o OXM-104 — análogo de OXM com substituição conferindo resistência à DPP-4 e meia-vida aumentada — reduziu simultaneamente peso corporal, gordura hepática e resistência à insulina em modelos pré-clínicos de obesidade, NASH e diabetes tipo 2, replicando e amplificando os efeitos metabólicos da OXM nativa. Esse resultado posiciona a Oxyntomodulin não apenas como protótipo conceitual, mas como molde farmacoquímico funcional do qual a geração de coagonistas sintéticos (mazdutide, survodutide, pemvidutide) é diretamente derivada, com a trajetória OXM → OXM-104 → coagonistas clínicos confirmando que o princípio dual endógeno da OXM é escalável para uso clínico com modificações estruturais adequadas. Um estudo de 2024 publicado na Nature Communications (Valdecantos MP et al., PMID 39609390) demonstrou que G49 — coagonista sintético dual GLP-1R/GCGR estruturalmente derivado da oxyntomodulin — mimetiza efeitos da cirurgia bariátrica em modelos pré-clínicos ao induzir reconfiguração metabólica multiorgânica e crosstalk interórgãos (fígado-tecido adiposo-músculo-intestino) comparável ao bypass gástrico. O estudo revelou que o coagonismo dual GLP-1R/GCGR coordena um programa de remodelação metabólica sistêmica que envolve sinalização entre órgãos — um nível de integração fisiológica que agonistas unimodais de GLP-1R isolado não reproduzem, validando o princípio dual endógeno da OXM como fundamento biológico dos coagonistas sintéticos de segunda geração. O desenvolvimento de novos agonistas duais baseados na estrutura da OXM continua ativo: Zhang X et al. (Peptides, 2023; PMID 36646385) descobriram novos agonistas GLP-1R/GCGR inspirados na OXM com melhorada resistência enzimática e perfil de agonismo otimizado — confirmando que a estrutura nativa de 37 aminoácidos permanece o template de escolha para descoberta de análogos, apesar de sua meia-vida curta de ~12 minutos in vivo. Camilleri M e Acosta A (British Journal of Pharmacology, 2024; PMID 37917871) revisaram o panorama das novas intervenções farmacológicas direcionadas a hormônios intestinais para obesidade, posicionando o coagonismo GLP-1R/GCGR — cuja versão endógena é a OXM — como a abordagem de segunda geração mais eficaz em doença hepática gordurosa metabólica, com a OXM nativa como princípio biológico validado que legitima a farmacologia dos coagonistas sintéticos de alta potência (survodutide, mazdutide, pemvidutide) que chegam às fases 3 em 2025-2026. Uma aplicação clínica inesperada da Oxyntomodulin — como biomarcador de risco metabólico — foi documentada por Zwierz M et al. (Journal of Translational Medicine, 2025; PMID 41408640) em avaliação preliminar de 128 adultos com obesidade (IMC 30-45 kg/m²). O estudo demonstrou que os níveis basais de OXM circulante estão inversamente correlacionados com parâmetros de síndrome metabólica (glicemia de jejum, HOMA-IR, circunferência abdominal, triglicerídeos) e diretamente correlacionados com adiponectina — o perfil de um hormônio cujo esgotamento sinaliza comprometimento progressivo do eixo incretínico. Esses dados revelam que a OXM não é apenas um hormônio de efeito farmacológico em infusão clínica, mas um marcador circulante que reflete a integridade funcional do sistema de regulação energética via coagonismo GLP-1R/GCGR endógeno. Para o contexto da pesquisa de coagonistas sintéticos, esse achado é clinicamente relevante: pacientes com OXM basal mais baixa — revelando maior comprometimento do eixo incretínico endógeno — podem ser justamente a população que mais se beneficia de coagonistas sintéticos de alta potência (survodutide, mazdutide, pemvidutide) que compensam farmacologicamente o déficit do co-agonismo natural. A proposta de Zwierz et al. de usar a OXM como biomarcador de estratificação de risco representa uma nova dimensão translacional do hormônio: de protótipo endógeno dos coagonistas GLP-1R/GCGR para potencial guia de seleção de pacientes para a terapia de segunda geração baseada em seu próprio princípio fisiológico.\n\nO posicionamento da oxyntomodulin no contexto das doenças hepáticas metabólicas recebeu nova sistematização com o surgimento dos agonistas triplos (GLP-1R/GIPR/GCGR). Argano C, Maggio D, Pollicino C et al. (Frontiers in Pharmacology, 2026; PMID 42947668) revisaram a fisiopatologia da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e o landscape terapêutico emergente de agonistas duais e triplos, situando o coagonismo GLP-1R/GCGR — do qual a OXM é o protótipo endógeno — como a abordagem de maior efeito combinado anti-esteatótico hepático: o agonismo GCGR reduz lipogênese de novo hepática via AMPc/PKA→inibição de SREBP1c e ACC, enquanto o agonismo GLP-1R reduz influxo de ácidos graxos livres e inflamação lobular (via supressão de NF-κB em células de Kupffer). A revisão posiciona os coagonistas GLP-1/GCGR (incluindo análogos sintéticos derivados da OXM como survodutide e pemvidutide) na fronteira terapêutica mais promissora para MASLD com fibrose avançada — condição onde GLP-1 RAs puros produzem resolução parcial, mas o componente GCGR adicional é necessário para abordar a beta-oxidação mitocondrial deficiente como causa raiz da esteatose persistente. O contexto MASLD reafirma a importância histórica da OXM: ela não apenas precedeu farmacologicamente toda a geração de coagonistas como permanece o modelo endógeno de referência para compreender por que o coagonismo GLP-1R/GCGR é mecanisticamente superior ao GLP-1 isolado para doenças hepáticas metabólicas. A relação entre oxyntomodulin e síndrome dos ovários policísticos (SOP) como nova dimensão patofisiológica do eixo incretínico foi investigada por Damasceno RC, Lima AS, Schiavon CR et al. (Archives of Endocrinology and Metabolism, 2025; PMID 40532052), que avaliaram os níveis plasmáticos de OXM em mulheres com SOP versus controles com perfil antropométrico equiparado. O estudo documentou uma dissociação paradoxal: mulheres com SOP apresentaram níveis de OXM circulante que não se correlacionaram com os marcadores metabólicos esperados (IMC, HOMA-IR, triglicerídeos, circunferência abdominal) — dissociação comportamental que não ocorre em controles sem SOP, onde a OXM sobe fisiologicamente pós-prandial em resposta à ingestão de gorduras e carboidratos via células L intestinais do íleo e cólon. Esse desacoplamento OXM-marcadores metabólicos na SOP sugere que o hiperandrogenismo crônico característico da condição produz uma disfunção específica na regulação da secreção de OXM pelas células L intestinais — possivelmente via receptores androgênicos expressos no epitélio enteroendócrino ileal — desacoplando o sinal incretínico dual GLP-1R/GCGR do controle metabólico periférico. Essa disfunção pode contribuir para o fenótipo de menor responsividade a GLP-1 RAs observado em subpopulações de pacientes com SOP e obesidade, onde a via incretínica endógena está funcionalmente comprometida pela SOP além do que o IMC ou a resistência insulínica isolados explicariam. Para o contexto farmacológico da OXM, os dados de Damasceno et al. têm implicação translacional relevante: pacientes com SOP e déficit funcional de OXM endógena seriam candidatas ideais para coagonistas sintéticos GLP-1R/GCGR — que supririam farmacologicamente o sinal incretínico dual que a SOP suprime via disfunção de células L —, expandindo o espectro de indicações potenciais dos análogos de OXM de base endócrina (survodutide, mazdutide, pemvidutide) além do contexto obesidade/MASLD para o amplo grupo de mulheres em idade reprodutiva com SOP e resistência insulínica de base incretínico-ovariana — nova janela clínica que a fisiologia endógena da OXM ilumina mas que sua meia-vida curta impede de explorar diretamente. Uma revisão sistemática de Hong SH e Choi KM (Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes, 2024; PMID 38511400) sistematizou o papel dos hormônios intestinais — incluindo a oxyntomodulin — na regulação do apetite e no controle metabólico, contextualizando o coagonismo GLP-1R/GCGR como a abordagem de segunda geração de maior eficácia no espectro dos incretinomiméticos: a dualidade de alvos moleculares da OXM — redução de ingestão via GLP-1R e aumento de gasto energético via GCGR — representa o princípio farmacológico que separa os coagonistas sintéticos de segunda geração dos GLP-1 RAs monotarget em termos de magnitude de modulação metabólica (pesquisa) e benefícios metabólicos secundários, confirmando o papel central da oxyntomodulin como arquétipo endógeno de toda a classe terapêutica de maior impacto clínico em obesidade. Uma análise de dados agrupados de três grandes ensaios clínicos randomizados (SELECT, FLOW e SOUL) publicada na The Lancet Diabetes & Endocrinology (Mann JFE, Badve SV, Baeres FMM et al., 2026; PMID 42567173) avaliou de forma pré-especificada os desfechos renais do semaglutide em 17.602 participantes com e sem diagnóstico estabelecido de doença renal crônica. Os resultados demonstraram redução significativa do composto de desfechos renais — incluindo declínio sustentado de taxa de filtração glomerular, início de terapia renal substitutiva e morte de causa renal — independentemente do nível basal de função renal, do uso concomitante de inibidores de SGLT2 ou da presença de diabetes tipo 2. A análise consolida a nefroproteção como efeito de classe dos GLP-1 RAs, ampliando o espectro investigativo do semaglutide para a nefropatia não-diabética e posicionando os GLP-1 RAs como adjuvantes nefroprotetores na síndrome cardiorrenal.
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Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.
Referências Científicas
Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.
- Oxyntomodulin and glucagon-like peptide-1 differentially regulate murine food intake and energy expenditure. Gastroenterology (revisado por pares), 2004.OXM reduz ingestão calórica e aumenta gasto energético via GLP-1R e GCGR simultaneamente. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Hamster preproglucagon contains the sequence of glucagon and two related peptides. Nature (revisado por pares), 1983.Bell et al. sequenciaram o gene do proglucagon e descobriram que um único precursor gera glucagon, GLP-1 e oxyntomodulin por processamento pós-traducional tecido-específico — estabelecendo a base genômica do coagonismo GLP-1R/GCGR endógeno da OXM. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Coadministration of glucagon-like peptide-1 during glucagon infusion in humans results in increased energy expenditure and amelioration of hyperglycemia. Diabetes (revisado por pares), 2013.Tan TM et al. demonstraram, em estudo randomizado, duplo-cego e cruzado com 10 voluntários com sobrepeso ou obesidade sem diabetes, que o gasto energético de repouso não se alterou com GLP-1 isolado, aumentou com glucagon e aumentou em grau semelhante com glucagon + GLP-1, e que a adição de GLP-1 reduziu a hiperglicemia causada pelo glucagon; os autores concluem que fármacos com atividade agonista de glucagon e GLP-1 podem ser úteis no diabetes tipo 2 e na obesidade, e que são necessários estudos de longo prazo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Action and therapeutic potential of oxyntomodulin. Molecular Metabolism (revisado por pares), 2014.Pocai A revisou a farmacologia da Oxyntomodulin como arquétipo endógeno de coagonismo GLP-1R/GCGR, documentando redução de gordura hepática superior ao GLP-1 isolado em roedores obesos e estabelecendo o racional para o desenvolvimento de coagonistas sintéticos para MASH e obesidade. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Preliminary evaluation of oxyntomodulin as a biomarker for metabolic risk stratification in adults with obesity. Journal of Translational Medicine (revisado por pares), 2025.Zwierz M et al. avaliaram a oxyntomodulin como biomarcador de estratificação de risco metabólico em adultos com obesidade, documentando correlações entre níveis circulantes de OXM pós-prandial e parâmetros cardiometabólicos — primeiro estudo a posicionar OXM como ferramenta diagnóstica além de sua função fisiológica hormonal. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Proglucagon-derived peptides: human physiology and therapeutic potential. Physiological Reviews (revisão, revisado por pares), 2026.Gasbjerg LS et al. revisaram toda a família de peptídeos derivados do proglucagon (GLP-1, GLP-2, glucagon, oxyntomodulin, glicentin) em fisiologia humana e potencial terapêutico — a revisão de referência mais atualizada contextualizando OXM como arquétipo endógeno dos coagonistas sintéticos GLP-1/GCGR de segunda geração. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Oxyntomodulin - past, present and future. Peptides (revisão, revisado por pares), 2025.Holst JJ e Rosenkilde MM, dois dos principais especialistas mundiais em biologia do proglucagon, revisaram o estado da arte da oxyntomodulin — da sua descoberta como hormônio gastrointestinal até o presente como arquétipo endógeno dos coagonistas GLP-1R/GCGR sintéticos de segunda geração, e as perspectivas futuras do coagonismo dual em obesidade, MASH e metabolismo energético, com análise comparativa dos análogos sintéticos mazdutide, survodutide e pemvidutide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- OXM-104, a potential candidate for the treatment of obesity, NASH and type 2 diabetes. European Journal of Pharmacology (revisado por pares), 2024.Melander SA et al. avaliaram OXM-104 — análogo sintético de Oxyntomodulin com resistência à DPP-4 e meia-vida estendida — em modelos pré-clínicos de obesidade, NASH e diabetes tipo 2; o composto reduziu peso corporal, melhorou resistência à insulina e reverteu esteatose hepática, demonstrando que análogos baseados na estrutura da OXM com potência otimizada nos receptores GLP-1R e GCGR preservam e ampliam o perfil metabólico-hepático dual da molécula ancestral. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- The dual GLP-1/glucagon receptor agonist G49 mimics bariatric surgery effects by inducing metabolic rewiring and inter-organ crosstalk. Nature Communications (revisado por pares), 2024.Valdecantos MP et al. demonstraram que o coagonista GLP-1R/GCGR G49 (derivado estrutural da OXM) mimetiza efeitos bariátricos ao induzir remodelação metabólica multiorgânica e crosstalk interórgãos — validando que o coagonismo dual da OXM coordena integração fisiológica sistêmica que agonistas GLP-1R isolados não replicam. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Discovery of novel OXM-based glucagon-like peptide 1 (GLP-1)/glucagon receptor dual agonists. Peptides (revisado por pares), 2023.Zhang X et al. desenvolveram novos agonistas duais GLP-1R/glucagon baseados na estrutura da OXM com melhorada estabilidade enzimática — confirmando que a OXM nativa é o template molecular de referência para descoberta de análogos sintéticos com perfil de coagonismo dual otimizado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Newer pharmacological interventions directed at gut hormones for obesity. British Journal of Pharmacology (revisão, revisado por pares), 2024.Camilleri M e Acosta A revisaram as intervenções farmacológicas emergentes baseadas em hormônios intestinais para obesidade, posicionando o coagonismo GLP-1R/GCGR — cujo arquétipo endógeno é a OXM — como a estratégia de segunda geração com maior eficácia combinada em doença hepática gordurosa metabólica, validando a relevância translacional da fisiologia da OXM para o desenvolvimento de survodutide, mazdutide e pemvidutide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Preliminary evaluation of oxyntomodulin as a biomarker for metabolic risk stratification in adults with obesity. Journal of Translational Medicine (estudo clínico, revisado por pares), 2025.Zwierz M et al. documentaram em 128 adultos com obesidade que níveis basais de OXM circulante correlacionam inversamente com parâmetros de síndrome metabólica (HOMA-IR, glicemia de jejum, triglicerídeos) e diretamente com adiponectina — propondo a OXM como biomarcador de comprometimento do eixo incretínico endógeno e potencial guia de estratificação de risco para seleção de pacientes candidatos a coagonistas sintéticos GLP-1R/GCGR. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- From pathophysiology to therapy: dual and triple agonists as a new frontier in metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease. Frontiers in Pharmacology (revisão, revisado por pares), 2026.Argano C, Maggio D, Pollicino C et al. revisaram a fisiopatologia da MASLD e o landscape de agonistas duais (GLP-1/GCGR) e triplos — posicionando o coagonismo GLP-1R/GCGR como superior ao GLP-1 isolado na redução de esteatose hepática e fibrose avançada, com base no efeito AMPc/PKA→ACC-inibição do componente GCGR que a OXM endógena antecipou. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Dissociation of plasma oxyntomodulin levels from anthropometric measures and metabolic markers in women with polycystic ovary syndrome. Archives of Endocrinology and Metabolism (estudo clínico, revisado por pares), 2025.Damasceno RC, Lima AS, Schiavon CR et al. documentaram que mulheres com SOP apresentam dissociação paradoxal entre níveis de OXM circulante e marcadores metabólicos (IMC, HOMA-IR, triglicerídeos) — ausente em controles — sugerindo que o hiperandrogenismo da SOP disfunciona a secreção de OXM pelas células L intestinais, desacoplando o sinal incretínico dual GLP-1R/GCGR do controle metabólico periférico e identificando mulheres com SOP como potencial população-alvo para coagonistas sintéticos que supram o déficit de sinal dual endógeno. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Gut hormones and appetite regulation: clinical implications for the treatment of obesity. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes (revisão, revisado por pares), 2024.Hong SH e Choi KM revisaram o papel dos hormônios intestinais — incluindo a oxyntomodulin — na regulação do apetite e do controle metabólico, contextualizando o coagonismo GLP-1R/GCGR como abordagem de segunda geração de maior eficácia no espectro dos incretinomiméticos para tratamento da obesidade. Acessar estudo (PubMed/PMC)
- Effect of semaglutide on kidney outcomes in the SELECT, FLOW, and SOUL trials: a prespecified pooled analysis. The lancet. Diabetes & endocrinology, 2026.Análise agrupada de 17.602 participantes em três ensaios clínicos demonstra que o semaglutide reduz desfechos renais compostos (declínio de TFG, diálise, morte renal) independentemente do nível basal de função renal, do uso de SGLT2i ou presença de diabetes tipo 2 — consolidando nefroproteção como efeito de classe dos GLP-1 RAs. Acessar estudo (PubMed/PMC)