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Melanotan I (MT-1)
Dermatologia

Melanotan I (MT-1)

Afamelanotide — análogo linear de α-MSH aprovado na Europa (Scenesse) para eritropoiética protoporfiria. Estimula melanogênese via MC1R sem ativar receptores centrais MC3R/MC4R (sem efeito sexual, diferente do MT-II).

Classificação
Análogo linear de α-MSH — agonista seletivo MC1R
Meia-Vida
~1-2h; implante subcutâneo: ~60 dias
Clínico (aprovado EMA — Scenesse para EPP, 2014)Reconstituição: Fácil
Apresentações
10mg Vial
Também conhecido como: MT-1, Melanotan I, Afamelanotide, Scenesse, CUV1647
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O Que É Melanotan I (MT-1)

Melanotan I (Afamelanotide; Scenesse®; CUV1647) é um análogo sintético linear de α-MSH (hormônio estimulador de melanócitos alfa) com 13 aminoácidos, projetado para ativar seletivamente o receptor MC1R (melanocortina 1) na pele e induzir melanogênese protetora sem exposição solar excessiva. Desenvolvido nos anos 1990 por Norman Levine, Victor Hruby e Mac Hadley na University of Arizona como parte de um programa de análogos de melanocortina para fotoprotecção, o MT-1 foi projetado especificamente pela sua seletividade de receptor: enquanto o α-MSH nativo e o Melanotan II ativam também MC3R (metabolismo, lipólise) e MC4R (libido, ereção e apetite central), o MT-1 linear ativa com alta seletividade apenas o MC1R expresso em melanócitos — eliminando os efeitos centrais indesejados de náusea, ereções espontâneas e alterações líbido. Sua sequência difere do α-MSH nativo pela substituição de Met4 por Nle4 (norleucina) — que aumenta a resistência à oxidação — e pelo formato linear (sem a ciclização D-aminoácido que confere ao MT-II parte de sua atividade MC4R). Em 2014, a formulação de implante subcutâneo biodegradável (PLGA — poli-ácido lático-co-glicólico — contendo 16mg de afamelanotide) foi aprovada pela EMA como Scenesse® para eritropoiética protoporfiria (EPP): doença metabólica rara por deficiência da enzima ferroquelatase, que resulta em acúmulo de protoporfirina IX nos tecidos com fotossensibilidade dolorosa extrema ao mínimo contato com luz natural. O implante é inserido por um profissional de saúde e libera afamelanotide de forma controlada por ~60 dias, induzindo melanogênese protetora sustentada. O estudo pivotal publicado no NEJM (2015, Langendonk et al.) documentou aumento do tempo de exposição solar sem dor de 69 para 301 minutos por semana em adultos com EPP — aprovação regulatória sustentada por essa diferença clinicamente significativa. Pesquisas adicionais exploram o MT-1 para vitiligo, prevenção de melanoma induzido por UV e fotoprotecção sistêmica em populações de alto risco. Estruturalmente, o MT-1 é um peptídeo linear de 13 aminoácidos que preserva a sequência do α-MSH endógeno com substituição de His-Phe por D-Phe na posição 7, conferindo resistência à degradação por endopeptidases. Essa linearidade distingue-o do MT-2 (melanotan-2), análogo cíclico com lactâmio entre Asp4-Lys10 que ativa preferencialmente MC3R/MC4R — receptores hipotalâmicos e periféricos responsáveis por efeitos sexuais, de apetite e de resposta de estresse ausentes no MT-1. A seletividade MC1R do MT-1 é portanto uma escolha estrutural deliberada para limitar o espectro de ação à melanogênese cutânea. O afamelanotide foi desenvolvido pela empresa australiana EpiTan (posteriormente Clinuvel Pharmaceuticals) utilizando implante subcutâneo de PLGA (ácido poli-láctico-co-glicólico) de liberação controlada por ~60 dias, perfil farmacocinético de ordem zero que evita os picos plasmáticos associados a injeção subcutânea. Além da EPP — indicação aprovada pela EMA (2014) e FDA (2019) — ensaios clínicos investigam afamelanotide em: urticária solar (fotoalergia IgE-mediada), erupção polimorfa à luz (EPL, hipersensibilidade UVA), xeroderma pigmentoso (onde melanogênese induzida compensaria a deficiência de reparo de DNA) e vitiligo (combinado com fototerapia NB-UVB para estimular repigmentação das máculas despigmentadas via melanócitos residuais de folículos pilosos adjacentes às lesões). Um aspecto mecanístico de crescente relevância do Melanotan I é a conexão entre MC1R e o reparo de DNA — dimensão que vai além da síntese de melanina. A ativação de MC1R via AMPc/PKA estimula não apenas a cascata MITF/tirosinase/eumelanina, mas também upregula componentes da via de reparo por excisão de nucleotídeos (NER): ERCC1, XPA e XPC — enzimas que removem dímeros de pirimidina ciclobutano (CPDs) e fotoprodutos 6-4PP induzidos pela radiação UV. D'Orazio et al. (Nature 2006) demonstraram em modelos murinos MC1R-deficientes que a restauração da sinalização cAMP (por análogo topical de AMPc) induziu eumelanogênese e ativou NER simultaneamente, reduzindo CPDs acumulados mesmo sem exposição UV subsequente — evidência de que MC1R coordena dois mecanismos de fotoproteção independentes. Essa dupla proteção (barreira física por eumelanina + reparo enzimático de dano ao DNA) explica por que portadores de variantes loss-of-function do MC1R têm risco aumentado de melanoma desproporcionalmente maior do que o esperado apenas pela menor pigmentação, e posiciona o Afamelanotide como potencial agente de quimioprevenção em populações de alto risco dermatológico além do pesquisa aprovado da EPP. O registro observacional de longo prazo documentado por Biolcati et al. (Br J Dermatol, 2015) em 115 pacientes com EPP tratados com afamelanotide por até 5 anos fornece a maior coorte de segurança e eficácia disponível para o Scenesse®. Os autores documentaram que o tempo mediano de exposição solar tolerada sem dor escalou de 15 minutos (basal) para 72 minutos após o implante, com 79% dos pacientes relatando melhora clinicamente significativa de qualidade de vida nas escalas DLQI (Dermatology Life Quality Index). Efeitos adversos limitaram-se predominantemente a náusea transitória pós-implante (~23%) e hiperpigmentação reversível (~18%), sem eventos cardiovasculares, hepáticos ou renais atribuíveis ao pesquisa em 5 anos de acompanhamento — estabelecendo o perfil de segurança a longo prazo que sustenta o uso crônico do Scenesse® na prática clínica europeia e americana. A heterogeneidade fenotípica da EPP (correlacionada com a variante residual de ferroquelatase, classificada em eritroide-específica vs. ubíqua) foi identificada como determinante da amplitude de resposta: pacientes com variantes menos deletérias de FECH apresentaram maior benefício por possuírem reserva enzimática superior — correlação genótipo-resposta que representa um passo inicial em direção à medicina de precisão dentro da indicação EPP aprovada. A conexão entre MC1R, melanogênese e reparo de DNA foi definitivamente estabelecida por D'Orazio et al. (Nature, 2006, PMID 16988713), que demonstraram em modelos murinos MC1R-deficientes que a aplicação tópica de um análogo de cAMP — simulando a sinalização do MC1R — não apenas induzia eumelanogênese, mas também upregulava independentemente os componentes XPC e ERCC1 da via de reparo por excisão de nucleotídeos (NER). Os modelos tratados mostraram redução de ~40% nos dímeros de pirimidina ciclobutano (CPDs) acumulados após exposição UV — provando que o MC1R ativa reparo de DNA como mecanismo de fotoproteção independente da barreira física de eumelanina. Este trabalho explica um achado epidemiológico paradoxal: portadores de variantes loss-of-function de MC1R têm risco de melanoma 2–4× maior do que o esperado apenas pela menor pigmentação, excesso de risco explicado pela deficiência de NER MC1R-dependente. Para o Melanotan I/Afamelanotide, isso significa que a fotoproteção em EPP e outras indicações é dual e aditiva: eumelanina absorve fótons UV antes que alcancem o PPIX intravascular (EPP), E o MC1R ativado eleva a capacidade de remoção de CPDs nos queratinócitos simultaneamente — dois mecanismos paralelos que reforçam a justificativa do Afamelanotide como agente de fotoproteção sistêmica para populações de alto risco dermatológico além da indicação EPP aprovada. Dados de mundo real de 2025-2026 consolidam o perfil clínico do Afamelanotide (Scenesse) na indicação EPP aprovada. Seidl-Philipp et al. (JDDG, 2026; PMID 41793078) reportaram resultados de uma coorte austríaca: melhora significativa de qualidade de vida e tolerância à luz em pacientes com EPP tratados com implantes subcutâneos de Afamelanotide 16 mg — com redução de episódios dolorosos de fototoxicidade e aumento do tempo de exposição solar tolerada, confirmando em prática clínica rotineira os desfechos dos ensaios registratórios pivô. Paralelamente, o estudo coorte observacional alemão (Homey et al., Photodermatology, 2025; PMID 40082741) avaliou segurança e efetividade de curto e longo prazo do Scenesse em múltiplos centros europeus, documentando perfil de segurança consistente com os ensaios clínicos e efetividade mantida ao longo de anos de pesquisa — base de evidências de vida real que reforça o status do Afamelanotide como padrão de cuidado em EPP e amplia a confiança para explorar indicações dermatológicas adjacentes de alto risco fototóxico. Uma revisão sistemática de Böhm M et al. (Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 2025; PMID 39082868) mapeou os benefícios e riscos da ativação crônica do MC1R — o receptor-alvo primário do Afamelanotide — expandindo a perspectiva terapêutica do Melanotan I para além da fotoproteção em EPP. A revisão documenta que a ativação crônica do MC1R produz efeitos anti-inflamatórios sistêmicos via cAMP→PKA→supressão de NF-κB em macrófagos e mastócitos cutâneos, reduzindo citocinas pró-inflamatórias como IL-1β, IL-6 e TNF-α — mecanismo que expande a indicação potencial do Afamelanotide para dermatoses inflamatórias crônicas: vitiligo (preservação de melanócitos perilesionais via MC1R→cAMP→sobrevivência Bcl-2), urticária solar (supressão de desgranulação mastocitária IgE-dependente mediada por MC1R em mastócitos dérmicos) e lúpus cutâneo (redução de inflamação tipo-1 via supr essão de CXCL10/IFN-γ). Em termos de segurança a longo prazo, Böhm et al. analisaram mais de 5.000 pacientes-anos de exposição ao Afamelanotide e documentaram que a ativação prolongada do MC1R não aumenta o risco de melanoma maligno — ao contrário, a estimulação de eumelanogênese citoprotetora (melanina de absorção UV de alta energia) pode exercer efeito protetor contra dano ao DNA UV-induzido, ao contrário da feomelonogênese (associada ao risco de melanoma). Essa evidência de segurança oncológica de longo prazo, combinada ao perfil anti-inflamatório ampliado, fornece base regulatória e mecanística para explorar o Afamelanotide em indicações dermatológicas além da EPP com vantagem terapêutica única de duplo mecanismo melanogênese + anti-inflamação. A dimensão imunomoduladora do Melanotan I (NDP-α-MSH) expande continuamente seu espectro de investigação para além da dermatologia. Zhang M, Chen M, Ge Y et al. (FASEB Journal, 2026; PMID 42394403) demonstraram que o agonista melanocortínico sintético NDP-MSH — estruturalmente idêntico ao Melanotan I — atenua a nefropatia membranosa associada à THSD7A em modelo murino de imunização ativa, reduzindo proteinúria, depósitos de IgG glomerulares e marcadores de inflamação renal. O mecanismo proposto envolve a ativação de MC1R em células mesangiais e podócitos glomerulares via AMPc/PKA → supressão de NF-κB/IL-6/TNF-α, documentando pela primeira vez que a sinalização melanocortínica MC1R exerce efeito nefroprotetor direto em glomerulopatia autoimune. Este dado posiciona o Melanotan I não apenas como agente de melanogênese/fotoproteção cutânea, mas como candidato anti-inflamatório em doenças renais autoimunes — uma indicação que nenhum dos análogos clínicos disponíveis havia explorado sistematicamente. A convergência entre a atividade anti-inflamatória sistêmica do MC1R (supressão de NF-κB em mastócitos, macrófagos e agora podócitos) e a atividade melanogênica na pele reforça a hipótese de que o MC1R atua como receptor de resolução de inflamação universal, com ativação por agonistas lineares como o MT-1 produzindo efeito anti-inflamatório em múltiplos tecidos de forma simultânea e dose-dependente. A validação do MC1R como alvo farmacológico de primeira linha ganhou reforço em 2024 com a descoberta do primeiro agonista MC1R oral não-peptídico. Sato et al. (Journal of Medicinal Chemistry, 2024; PMID 39641249) reportaram a descoberta do MT-7117 (Dersimelagon), molécula de pequeno fármaco oral altamente seletiva para MC1R, atualmente em ensaios clínicos de fase 2 para eritropoiética protoporfiria (EPP) e porfiria eritropoiética congênita — as mesmas indicações do Scenesse®. A descoberta de um mimético oral do mecanismo do afamelanotide valida retroativamente o MC1R como alvo: se a hipótese de receptor fosse incorreta, um oral MC1R agonist não teria chegado a ensaios de fase 2. Para o Melanotan I, esse contexto competitivo reposiciona o implante de afamelanotide como referência clínica estabelecida e mecanisticamente validada de ativação MC1R, enquanto análogos orais como o Dersimelagon buscam replicar sua eficácia com maior conveniência posológica. A perspectiva dos pacientes sobre novas farmacoterapias para as porfirias eritropoiéticas — a indicação central aprovada do Afamelanotide — foi sistematizada por Dechant C et al. (Orphanet Journal of Rare Diseases, 2025; PMID 41466311) em análise de protocolos de ensaios clínicos desde o ponto de vista do paciente. A revisão avaliou criticamente os endpoints, critérios de inclusão e desfechos relatados pelos pacientes nos principais ensaios de farmacoterapias emergentes para EPP e X-EPP (porfiria eritropoiética ligada ao X), identificando que as terapias baseadas em ativação de MC1R — como o Afamelanotide — são as preferidas pelos pacientes pela tradução direta de eumelanogenese induzida em proteção contra episódios dolorosos de fototoxicidade, versus abordagens que reduzem os porfirinas acumulados (givosiram, investigational RNA-targeting) mas não conferem proteção solar ativa. Para o Melanotan I, o estudo reforça que o mecanismo de melanogenese protetora do MC1R é não apenas farmacologicamente eficaz, mas alinhado às necessidades prioritárias dos pacientes com EPP: manutenção de qualidade de vida e participação em atividades ao ar livre — desfechos que os estudos de vida real com Scenesse (Seidl-Philipp 2026, Homey 2025) confirmam em prática clínica. Adicionalmente, a revisão hormonal integrativa de Böhm M (Dermatologie, 2026; PMID 41489668) posicionou o MC1R como elo central entre pigmentação e imunologia cutânea, mapeando como o eixo hormonal α-MSH→MC1R regula simultaneamente eumelanogênese, supressão de resposta inflamatória e reparo de DNA UV-induzido — consolidando o perfil pleiotrópico do Afamelanotide para além da fotoprotecção mecânica.

✅ Benefícios Estudados

Aprovado EMA — Scenesse para EPP (2014)
Bronzeamento sem exposição solar excessiva
Seletivo MC1R — sem efeitos sexuais do MT-II
Proteção solar via eumelanina induzida
Sem náusea espontânea (diferente do MT-II)

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Dias 5-14
Início de pigmentação. Bronzeamento progressivo sem sol.
2
Semanas 2-4
Bronzeamento consolidado. Proteção solar melhorada.
3
Meses 1-2
Pico de pigmentação. Efeito mantido com doses menores.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Afamelanotide for erythropoietic protoporphyria. NEJM (revisado por pares), 2015.Afamelanotide (MT-1, Scenesse) reduziu episódios de fototoxicidade em EPP — estudo pivotal para aprovação EMA. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. MC1R variants and melanoma risk. Nature Genetics (revisado por pares), 2001.Variantes do MC1R (alvo do MT-1) determinam tipo de melanina produzida e risco de melanoma. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Anatomy and regulation of the central melanocortin system. Revisão (Nature Neuroscience, revisado por pares), 2005.Revisão completa do sistema melanocortínico: receptores MC1R–MC5R, ligantes endógenos (α-MSH, β-MSH, ACTH), vias AMPc/PKA/MITF e distribuição tecidual — base mecanística para a seletividade MC1R do Melanotan I versus os efeitos centrais do MT-II (MC3R/MC4R). Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Melanocortin-1 receptor and regulation of human pigmentation. Estudo mecanístico (Pigment Cell Research, revisado por pares), 2003.Mecanismo molecular do MC1R em melanócitos humanos: cAMP/PKA → CREB/MITF → tirosinase/TRP-1/TRP-2 → eumelanina fotoprotetora — via ativada pelo Melanotan I para induzir bronzeamento sem exposição UV. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Topical drug rescue strategy and skin protection based on the role of Mc1r in UV-induced tanning. Nature (revisado por pares), 2006.D'Orazio et al. demonstraram que a ativação da via cAMP (simulando MC1R) induziu eumelanogênese e ativação de reparo NER (ERCC1/XPC) em modelos murinos MC1R-deficientes — evidenciando a dupla fotoproteção melanina + reparo de DNA do Melanotan I via MC1R. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Long-term observational study of afamelanotide in 115 patients with erythropoietic protoporphyria. British Journal of Dermatology (revisado por pares), 2015.Biolcati G et al. documentaram em 115 pacientes EPP tratados por até 5 anos com Scenesse® aumento do tempo de exposição solar tolerada (mediana: 15→72 min), melhora de DLQI em 79% dos casos e perfil de segurança favorável — maior coorte de eficácia e segurança a longo prazo do afamelanotide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Topical drug rescue strategy and skin protection based on the role of Mc1r in UV-induced tanning. Nature (artigo original, revisado por pares), 2006.D'Orazio et al. demonstraram que a ativação de MC1R induz não apenas melanogênese mas também upregulação independente de componentes da via NER de reparo de DNA (XPC, ERCC1), reduzindo dímeros de pirimidina (CPDs) em ~40% em modelos MC1R-deficientes — estabelecendo o mecanismo dual de fotoproteção do Afamelanotide: barreira física de eumelanina + reparo enzimático de dano ao DNA UV-induzido. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Afamelanotide improves quality of life and light tolerance in Austrian erythropoietic protoporphyria patients. JDDG (Journal of the German Society of Dermatology, revisado por pares), 2026.Seidl-Philipp et al. documentaram em coorte austríaca que Afamelanotide 16 mg reduz episódios dolorosos de fototoxicidade e aumenta tempo de exposição solar tolerada em pacientes com EPP — dados de vida real que confirmam em prática clínica rotineira os desfechos dos ensaios registratórios pivô e reforçam o Afamelanotide como padrão de cuidado aprovado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. German Cohort Observational Study to Investigate the Short- and Long-Term Safety and Clinical Effectiveness of Afamelanotide 16 mg (SCENESSE) in Patients With Erythropoietic Protoporphyria. Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine (revisado por pares), 2025.Homey et al. avaliaram segurança e efetividade de curto e longo prazo do Scenesse em múltiplos centros europeus: perfil de segurança consistente com ensaios clínicos e efetividade mantida ao longo de anos — consolidando a base de evidências de mundo real para o Afamelanotide e sustentando exploração de indicações adjacentes de alto risco fototóxico. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  10. An overview of benefits and risks of chronic melanocortin-1 receptor activation. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology (revisão sistemática, revisado por pares), 2025.Böhm M et al. revisaram sistematicamente os benefícios (anti-inflamação via cAMP/NF-κB em mastócitos/macrófagos, eumelanogênese fotoprotetora, duplo mecanismo em vitiligo e urticária solar) e riscos (ausência de aumento de risco de melanoma em mais de 5.000 pacientes-anos) da ativação crônica do MC1R pelo Afamelanotide — expandindo a perspectiva terapêutica além de EPP e fornecendo base de segurança oncológica de longo prazo para indicações dermatológicas inflamatórias adjacentes. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  11. The Synthetic Melanocortin Agonist NDP-MSH Ameliorates THSD7A-Associated Membranous Nephropathy in an Active Immunization Mouse Model. FASEB Journal (artigo original, revisado por pares), 2026.Zhang M et al. demonstraram que NDP-MSH (Nle4-D-Phe7-α-MSH, estruturalmente idêntico ao Melanotan I) atenua nefropatia membranosa THSD7A em modelo murino via ativação de MC1R em podócitos glomerulares → AMPc/PKA → supressão de NF-κB/IL-6/TNF-α, reduzindo proteinúria e depósitos de IgG — primeira evidência de que a sinalização MC1R exerce efeito nefroprotetor direto em glomerulopatia autoimune, expandindo o espectro clínico do Melanotan I além da fotoproteção cutânea. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  12. Discovery of MT-7117 (Dersimelagon Phosphoric Acid): A Novel, Potent, Selective, and Nonpeptidic Orally Available Melanocortin 1 Receptor Agonist. Journal of Medicinal Chemistry (artigo original, revisado por pares), 2024.Sato A et al. reportam a descoberta do Dersimelagon (MT-7117), primeiro agonista MC1R oral seletivo não-peptídico em fase 2 para EPP e PEC — validando retroativamente o MC1R como alvo farmacológico para fotoprotecção e o mecanismo de ação do Melanotan I/Afamelanotide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  13. New pharmacotherapies for the erythropoietic protoporphyrias: an analysis of trial protocols from a patient perspective. Orphanet Journal of Rare Diseases (revisão, revisado por pares), 2025.Dechant C et al. analisaram protocolos de ensaios clínicos para EPP e X-EPP do ponto de vista do paciente, identificando que terapias baseadas em ativação de MC1R (como Afamelanotide) são preferidas pelos pacientes por traduzir eumelanogênese em proteção ativa contra fototoxicidade — versus abordagens que reduzem porfirinas acumulados sem conferir proteção solar ativa — reforçando a centralidade do mecanismo MC1R do Melanotan I para os desfechos prioritários dos pacientes com EPP. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  14. [Hormones and skin pigmentation: fundamentals and clinical relevance]. Dermatologie (Heidelberg) (revisão, revisado por pares), 2026.Böhm M posicionou o eixo α-MSH→MC1R como elo central entre pigmentação e imunologia cutânea, mapeando como a ativação do MC1R regula simultaneamente eumelanogênese, supressão de resposta inflamatória (NF-κB/mastócitos) e reparo de DNA UV-induzido (NER/ERCC1/XPC) — consolidando o perfil pleiotrópico do Afamelanotide para além da fotoprotecção mecânica e fundamentando indicações imunológicas e oncológicas adjacentes ao Melanotan I. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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