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HMG (75IU Vial)
Hormonal

HMG (75IU Vial)

Gonadotrofina menopáusica humana com LH e FSH.

Classificação
Gonadotrofina glicoproteica (LH + FSH)
Meia-Vida
~24 horas
Aprovado (FDA/EMA)Reconstituição: Moderada
Também conhecido como: Human Menopausal Gonadotropin, hMG, Menogon
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O Que É HMG (75IU Vial)

A HMG (Gonadotrofina Menopáusica Humana, Human Menopausal Gonadotropin) é um preparado glicoproteico extraído e purificado da urina de mulheres pós-menopausa, contendo tanto o hormônio luteinizante (LH) quanto o hormônio folículo-estimulante (FSH) em proporção aproximada de 1:1, além de traços de gonadotrofina coriônica humana (hCG). A HMG foi introduzida clinicamente na década de 1960 pelo endocrinologista italiano Bruno Lunenfeld, representando o primeiro pesquisa eficaz para indução de ovulação em mulheres anovulatórias — um marco histórico na medicina reprodutiva. Formulações modernas altamente purificadas (hp-HMG, como Menopur) apresentam relação LH:FSH definida com mínima contaminação por proteínas urinárias. Em medicina reprodutiva assistida, a HMG é utilizada na estimulação ovariana controlada (EOC) para FIV e ICSI e na indução de ovulação em mulheres com anovulação crônica (síndrome dos ovários policísticos, hipogonadismo hipogonadotrófico). Em homens, é investigada no pesquisa da infertilidade por hipogonadismo hipogonadotrófico (HH), onde o componente FSH estimula as células de Sertoli e a espermatogênese, enquanto o componente LH (ou hCG adjunto) estimula as células de Leydig para produção de testosterona intratesticular. A HMG é considerada comparável ao FSH recombinante puro em taxas de gravidez quando utilizada em protocolos adequados, com a vantagem da atividade LH-like complementar em situações onde a atividade de LH é insuficiente. A história da HMG é central à medicina reprodutiva moderna: Bruno Lunenfeld e colaboradores identificaram nos anos 1960 que mulheres pós-menopausa excretavam grandes quantidades de gonadotrofinas na urina — consequência da ausência de feedback negativo ovariano sobre a hipófise — e que esse material urinário, purificado, era capaz de estimular desenvolvimento folicular. Essa observação deu origem à indústria de gonadotrofinas urinárias e, décadas depois, à síntese de FSH e LH recombinantes (rFSH, Gonal-F; rLH, Luveris). A HMG urinária conserva vantagem farmacodinâmica em ciclos onde a atividade de LH endógena está suprimida por agonistas/antagonistas de GnRH: a componente LH da HMG co-estimula as células da teca ovariana de forma fisiológica, modulando o eixo teca-granulosa que os FSH puros não alcançam sem suplementação de rLH separada. Os dados comparativos mais recentes entre HMG e protocolos de FSH recombinante puro foram gerados em grande escala clínica. Fatemi et al. (Front Endocrinol 2026 — PMID 41694572) avaliaram 1.200+ ciclos de FIV em mulheres com dose de gonadotrofinas acima de 300 UI/dia, comparando rFSH+rLH versus HMG: o número de oócitos maduros (MII) foi comparável entre os grupos, mas o grupo HMG apresentou menor incidência de síndrome de hiperestimulação ovariana severa — possivelmente por mecanismos LH-mediados de maturação oocitária mais fisiológica que modulam picos de estradiol. Rao et al. (Reprod Fertil 2025 — PMID 40445794) conduziram ensaio head-to-head de duas preparações de hp-HMG altamente purificadas, demonstrando equivalência em taxas de gravidez por transferência e confirmando que a purificação moderna eliminou as preocupações históricas de contaminação proteica urinária — argumento que anteriormente favorecia as formulações recombinantes. Em protocolos de estimulação ovariana para mulheres com pobre resposta ovariana (POR), Ersoy et al. (Cureus, 2026; PMID 41939601) compararam diretamente rFSH+rLH versus rFSH+HMG, documentando que as duas abordagens produziram taxas de fertilização e número de embriões viáveis equivalentes, mas com distinções relevantes no perfil de resposta folicular: a HMG, pelo componente LH integrado e de atividade mais fisiológica, demonstrou melhor coordenação do eixo teca-granulosa em relação ao pico estrogênico — achado consistente com o modelo bicompartimental (two-cell, two-gonadotropin) que fundamenta a indicação preferencial da HMG sobre FSH puro em ciclos com supressão de LH endógeno por agonistas/antagonistas de GnRH. Em pacientes com POR, onde a reserva ovariana limitada exige máxima coordenação do desenvolvimento folicular, a entrega simultânea e proporcional de FSH+LH via HMG reduz a variabilidade farmacológica de um esquema que dependeria da co-titulação independente de dois recombinantes separados. Dois desenvolvimentos recentes ampliam o contexto de pesquisa com a HMG. Uma análise farmacêutica clínica de 2026 (Witz C et al., Reproductive BioMedicine Online; PMID 42270471) validou que uma formulação de HMG em caneta pré-preenchida é não-inferior à formulação convencional em pó quanto a parâmetros reprodutivos, abrindo perspectiva de simplificação dos protocolos de auto-administração sem impacto na eficácia. Em estudo de mundo real (Kim MJ et al., Scientific Reports, 2026; PMID 42156456), a comparação de rFSH versus rFSH+HP-hMG em ciclos de FIV-TE revelou desfechos clínicos equivalentes em taxas de gravidez, mas com diferenças no perfil de resposta folicular favorecendo a HMG em subgrupos com níveis basais de LH mais baixos — dado relevante para estratificação de protocolos em clínicas de reprodução assistida.

✅ Benefícios Estudados

Estimulação ovariana controlada em protocolos de FIV/ICSI
Indução de ovulação em anovulação crônica (SOP, hipogonadismo hipogonadotrófico)
Suporte à espermatogênese em hipogonadismo hipogonadotrófico masculino
Ação combinada FSH + LH: coordenação do eixo teca-granulosa ovariano
Alternativa ao FSH recombinante puro com atividade LH complementar
Disponível em formulações altamente purificadas (hp-HMG) com composição definida

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Dias 1-5
Início da estimulação folicular ou testicular.
2
Semana 2-3
Desenvolvimento folicular ou espermatogênico progressivo.
3
Mês 1-3
Resultados de fertilidade mensuráveis.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Application of Human Menopausal Gonadotropins in the Treatment of Idiopathic Hypogonadotropic Hypogonadism-Based Infertility. Estudo clínico (revisado por pares), 2023.A HMG (FSH + LH de urina de pós-menopausa) estimula foliculogênese/esteroidogênese e é usada no tratamento de infertilidade hipogonadotrófica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Efficacy of different gonadotropin combinations to support ovulation induction (rFSH/rLH vs highly purified HMG). Estudo clínico (revisado por pares), 2012.Compara protocolos de gonadotrofinas (incl. HMG altamente purificada) na indução de ovulação. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Development of gonadotropins for clinical use in the treatment of infertility. Human Reproduction Update, 2004.Lunenfeld B — revisão histórica e mecanística do desenvolvimento das gonadotrofinas urinárias e recombinantes, incluindo hp-HMG: documenta o modelo de dois compartimentos (two-cell two-gonadotropin) e a necessidade de co-estimulação FSH+LH para maturação folicular completa, validando a relevância clínica da HMG sobre o FSH puro em ciclos com supressão hipofisária profunda. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Optimizing mature oocyte yield in IVF: clinical comparison of r-hFSH+r-hLH and HMG in women with high stimulation dosage. Frontiers in Endocrinology — Estudo clínico (revisado por pares), 2026.Fatemi H et al.: em 1.200+ ciclos de FIV com dose acima de 300 UI/dia de gonadotrofinas, rFSH+rLH e HMG produziram número comparável de oócitos MII; o grupo HMG apresentou menor incidência de SHO severa, possivelmente por mecanismos LH-mediados de maturação oocitária mais fisiológica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Clinical efficacy and safety of two highly purified human menopausal gonadotropins in women undergoing in vitro fertilization. Reproduction & Fertility — Ensaio clínico (revisado por pares), 2025.Rao KA et al.: ensaio head-to-head de duas preparações de hp-HMG demonstrou equivalência em taxas de gravidez clínica por transferência, confirmando que a purificação moderna eliminou preocupações de contaminação urinária e consolida hp-HMG como alternativa confiável ao FSH recombinante em protocolos de estimulação ovariana controlada. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Effect of pubertal induction with combined gonadotropin therapy on testes development and spermatogenesis in males with gonadotropin deficiency: a cohort study. Human Reproduction Open — Estudo de coorte (revisado por pares), 2025.Castro S et al.: em homens com hipogonadismo hipogonadotrófico congênito, a indução puberal com FSH+LH (gonadotrofinas combinadas, análogo da HMG) restaurou espermatogênese completa em 78% em 24 meses — documentando a dependência sequencial FSHR/CREM-τ + LH/testosterona intratesticular para espermiogênese funcional em déficit congênito de GnRH. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Evaluation of Recombinant FSH Plus Recombinant LH and rFSH Plus HMG Combination Therapies in Patients With Poor Ovarian Response Undergoing Ovarian Stimulation. Cureus (revisado por pares), 2026.Ersoy E et al.: em mulheres com pobre resposta ovariana (POR), rFSH+rLH e rFSH+HMG produziram taxas de fertilização e número de embriões equivalentes, com a HMG demonstrando melhor coordenação do eixo teca-granulosa — consistente com o modelo two-cell/two-gonadotropin e apoiando a indicação da HMG em ciclos com supressão de LH endógeno onde a entrega integrada FSH+LH reduz a variabilidade farmacológica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Human menopausal gonadotrophin in a pre-filled injection pen is non-inferior to the US-approved powder formulation. Reproductive BioMedicine Online (ensaio clínico, revisado por pares), 2026.Witz C et al. — validaram que formulação de HMG em caneta pré-preenchida é não-inferior à formulação convencional em pó em parâmetros reprodutivos, abrindo perspectiva de simplificação de auto-administração sem impacto na eficácia. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. Comparing clinical outcomes of rFSH versus rFSH+HP-hMG in women undergoing in vitro fertilization-embryo transfer in real-world practice: a retrospective study. Scientific Reports (estudo de mundo real, revisado por pares), 2026.Kim MJ et al. — comparação de rFSH vs rFSH+HP-hMG em ciclos reais de FIV-TE: desfechos equivalentes em gravidez, com diferenças no perfil folicular favorecendo HP-hMG em subgrupos com LH basal mais baixo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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