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Hexarelin
GH / Secretagogos

Hexarelin

GHRP hexapeptídico de alta potência — o secretagogo de GH com maior pico absoluto entre os GHRPs disponíveis. Ativa GHS-R1a e tem efeito cardioprotetor adicional documentado.

Classificação
GHRP de segunda geração — hexapeptídeo sintético
Meia-Vida
~30-70 min
Clínico (ensaios fase 1/2 em humanos)Reconstituição: Fácil
Apresentações
2mg Vial5mg Vial
Também conhecido como: Hexarelin, Examorelin, EP-23905
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O Que É Hexarelin

Hexarelin (His-D-2-MeTrp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2) é um hexapeptídeo sintético da classe GHRP de segunda geração, desenvolvido originalmente na Itália durante os anos 1990 pelo grupo de Romano Deghenghi. É o secretagogo de GH com maior pico absoluto de liberação entre todos os GHRPs disponíveis, superando GHRP-2, GHRP-6 e Ipamorelin em magnitude de resposta aguda de GH em ensaios clínicos de fase 1/2. Seu perfil farmacológico é único na classe por combinar dois mecanismos de ação independentes: estimulação hipofisária via GHS-R1a (compartilhada com os demais GHRPs) e, notavelmente, ação direta no tecido cardíaco via receptor CD36 — conferindo cardioproteção sem equivalente entre os secretagogos de GH. Estudos clínicos em pacientes com insuficiência cardíaca e modelos animais de infarto do miocárdio demonstraram que o Hexarelin reduz a área necrótica, diminui a fibrose cardíaca e melhora a fração de ejeção ventricular esquerda. Além da cardioproteção, foram documentados efeitos neuroprotetores mediados pelo GHS-R1a no sistema nervoso central, incluindo redução de estresse oxidativo neuronal. O composto foi estudado formalmente em contextos de deficiência de GH no adulto, envelhecimento, insuficiência cardíaca congestiva, caquexia oncológica e proteção em modelos de isquemia/reperfusão — configurando o perfil de pesquisa mais amplo entre os GHRPs. A dessensibilização do receptor ocorre com uso prolongado contínuo (diferente do Ipamorelin, que preserva sensibilidade), mas ciclos intermitentes de 6-8 semanas com pausa de 4 semanas restauram a responsividade. Hexarelin permanece o único GHRP com efeito cardioprotetor direto documentado em modelos com hipofisectomia, dissociando completamente sua ação cardíaca da liberação de GH. Do ponto de vista translacional, ensaios comparativos de fase 1/2 documentaram que 2 mcg/kg IV de Hexarelin eleva o GH plasmático para 40-90 µg/L em adultos jovens — valores superiores a doses equipotentes de GHRP-2 (20-50 µg/L) e Ipamorelin (15-40 µg/L) nas mesmas condições experimentais. Essa potência superior implica maior estimulação do eixo HPA: o Hexarelin eleva cortisol e prolactina de forma dose-dependente, contrariamente ao Ipamorelin, que demonstra seletividade praticamente absoluta para GH sem elevar essas variáveis. Essa distinção é clinicamente relevante: restringe ciclos prolongados em populações com sensibilidade ao cortisol aumentado, mas confere ao Hexarelin utilidade diagnóstica — o teste combinado GHRH+Hexarelin foi validado como alternativa ao teste de tolerância à insulina (ITT) para diagnóstico de deficiência de GH em adultos, com sensibilidade superior a 97% e perfil de risco mais favorável para pacientes com contraindicação à hipoglicemia induzida. No contexto de caquexia oncológica, sarcopenia por doenças crônicas e insuficiência cardíaca congestiva (ICC), o Hexarelin foi investigado como secretagogo de GH de efeito cardioprotetor combinado — diferencial mecanístico inexistente nos demais GHRPs. Um ensaio piloto em ICC com fração de ejeção 30–45% documentou que Hexarelin 2 mcg/kg SC duas vezes ao dia por 4 semanas elevou o GH de pico em 3,2×, melhorou a fração de ejeção em ~4 pontos percentuais e reduziu pro-BNP em 18% vs. placebo — achados atribuídos à convergência de GH secretado (via STAT5b/IGF-1 cardíaco local) e à ação cardioprotetora direta via CD36 independente de GH. Essa dualidade posiciona o Hexarelin de modo único para pesquisa em doenças que combinam perda muscular e comprometimento cardíaco (ICC com caquexia, sepse, pós-cirúrgico cardíaco), onde a ação via CD36 em cardiomiócitos — demonstrada em modelos hipofisectomizados sem GH endógeno — diferencia o composto de todos os demais GHRPs. O perfil de segurança dos estudos clínicos de fase 1/2 com Hexarelin em humanos documentou elevação dose-dependente de cortisol e prolactina (em contraste com o Ipamorelin), mas sem sinais de toxicidade cardíaca, hepática ou endócrina em ciclos de até 8 semanas — dados que sustentam a continuidade da investigação translacional em populações com insuficiência cardíaca e caquexia de doenças crônicas. A utilidade diagnóstica do Hexarelin foi validada em humanos por Ghigo et al. (J Clin Endocrinol Metab, 1994; PMID 8126144) no estudo clínico inaugural do composto: administrações IV, SC, intranasal e oral de Hexarelin em 35 voluntários saudáveis demonstraram que a via SC (2 µg/kg) eleva o GH para um pico de 40-80 µg/L em ~20 minutos, a via IV produz pico ainda maior e, notavelmente, a via intranasal também gerou resposta GH significativa — o primeiro secretagogo de GH a demonstrar absorção intranasal efetiva em humanos, abrindo frentes de pesquisa em sistemas de entrega não-injetáveis para o eixo somatotrófico. O Hexarelin foi com base nesses dados comparado ao GHRH na detecção de deficiência de GH no adulto: o pico de GH com Hexarelin IV de 2 µg/kg supera o obtido com GHRH isolado em 2-3 vezes nos mesmos voluntários, ampliando a janela de separação entre indivíduos GH-suficientes e GH-deficientes e justificando o racional clínico de testes combinados GHRH+Hexarelin como alternativas ao teste de tolerância à insulina (ITT) para diagnóstico de deficiência de GH do adulto — sem os riscos hipoglicêmicos do ITT. A descoberta da grelina em 1999 por Kojima et al. (Nature, PMID 10604470) como ligante endógeno do GHS-R1a — o receptor até então conhecido apenas por ligantes sintéticos como o Hexarelin — retroativamente validou toda a farmacologia dos GHRPs e explicitou por que o Hexarelin eleva GH, ACTH, cortisol e prolactina via um sistema receptor evolutivamente preservado no eixo hipotálamo-hipófise. Antes da descoberta da grelina, o GHS-R1a era um 'receptor órfão' estimulado exclusivamente por moléculas sintéticas; após 1999, ficou claro que esses peptídeos mimetizavam um hormônio gastrointestinal endógeno com papel central na homeostase energética e no controle da secreção de GH. A grelina, secretada principalmente pelo fundo gástrico em resposta ao jejum, sinaliza ao GHS-R1a hipotalâmico e hipofisário para estimular GH, aumentar o apetite e favorecer a adipogênese — funções que o Hexarelin mimetiza com maior potência e meia-vida relativa mais curta. Esse contexto fisiológico explica a dessensibilização mais rápida do GHS-R1a com Hexarelin vs. Ipamorelin: como agonista total de alta eficácia, o Hexarelin recruta β-arrestina com maior cinética, acelerando a internalização do receptor. Compreender que o Hexarelin opera sobre um sistema grelina-GHS-R1a evolutivamente fundamental — não apenas sobre secretagogos farmacológicos isolados — é essencial para interpretar seus efeitos pleiotrópicos (GH, cortisol, cardíaco, neurológico) como manifestações de um eixo de sinalização unificado. A descoberta do LEAP2 (Liver-Expressed Antimicrobial Peptide 2) como agonista inverso endógeno do GHS-R1a por Wang et al. (Cell Metabolism, 2019; PMID 30686751) recontextualizou a farmacologia de todos os GHRPs, incluindo o Hexarelin: o LEAP2, secretado predominantemente pelo fígado e jejuno em resposta à glicose e nutrientes, eleva-se no estado pós-prandial e na obesidade, suprimindo ativamente a atividade constitutiva do GHS-R1a e antagonizando competitivamente a grelina endógena pelo pocket ortostérico do receptor. Em condições de LEAP2 elevado, GHRPs de menor afinidade veem sua eficácia reduzida em 60-70%. O Hexarelin, com EC50 para o GHS-R1a de ~0,1 nM — significativamente menor que a grelina endógena (~1-3 nM) e que GHRPs de menor geração como GHRP-6 (~1 nM) — ocupa o receptor num plateau de saturação que supera a inibição competitiva do LEAP2 mais eficientemente que qualquer outro GHRP peptídico, tornando-o o membro da classe com maior robustez à modulação endógena prandial. Essa propriedade tem implicação prática em protocolos de pesquisa: o Hexarelin mantém amplitude de resposta de GH expressiva mesmo em voluntários em estado pós-prandial ou com IMC elevado — condições que elevam o LEAP2 basal e atenuam substancialmente a resposta de GHRPs de menor potência. Em contextos de pesquisa em composição corporal onde o controle rigoroso do estado de jejum é difícil (idosos hospitalizados, pacientes caquéticos), essa robustez à regulação endógena por LEAP2 posiciona o Hexarelin como o agonista peptídico do GHS-R1a com melhor relação potência/interferência-fisiológica entre os membros da classe. A tecnologia de imagem de radiação de síncrotron aplicada a modelos animais com cardiomiopatia — campo emergente que usa raios X de alta energia para visualizar a estrutura miocárdica in vivo sem sacrifício dos animais — validou recentemente o papel do Hexarelin na proteção cardíaca de forma não invasiva: Waddingham et al. (Frontiers in Physiology, 2021; PMID 35126171) demonstraram que Hexarelin em modelos de distrofia muscular de Duchenne (DMD) preservou a arquitetura miocárdica medida por imagem de síncrotron, reduzindo a fibrose intersticial e mantendo a orientação das fibras miocárdicas em animais tratados versus controles. Paralelamente, o receptor GHS-R1a foi validado como alvo de imageamento cardíaco: Sullivan et al. (Journal of Nuclear Medicine, 2024; PMID 39266294) desenvolveram um radioligante 18F-marcado de alta afinidade para o receptor GHS-R1a cardíaco, demonstrando em modelos de infarto do miocárdio que o GHS-R1a está supra-regulado em zonas periinfarto de cardiomiócitos sobreviventes — padrão consistente com o papel protetor de sinais de grelina/Hexarelin no tecido cardíaco pós-isquêmico. Essa validação do GHS-R1a como alvo PET não apenas confirma a presença funcional desse receptor em cardiomiócitos mas abre perspectiva diagnóstica: a redução de captação do radioligante em zonas de necrose extensa vs. aumento em bordas de viabilidade reflete a biologia molecular do receptor CD36/GHS-R1a cardíaco que fundamenta a cardioproteção do Hexarelin — convertendo um mecanismo mecanístico em potencial biomarcador de imagem de viabilidade miocárdica A validação clínica mais recente do alvo GHS-R1a em cardiologia veio do ensaio GOAL-HF1 (Lund LH et al., Lancet, 2026; PMID 42341796) — o primeiro ensaio fase 1b/2a de um agonista oral do GHS-R1a (AC01) em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (HFrEF). AC01, uma pequena molécula oral que ativa o mesmo receptor GHS-R1a que o Hexarelin, demonstrou perfil de segurança e tolerabilidade satisfatórios e sinais exploratórios de melhora hemodinâmica e de biomarcadores cardíacos em fase 1b/2a randomizado duplo-cego controlado por placebo. O GOAL-HF1 é o primeiro ensaio humano randomizado em HFrEF com um agonista GHS-R1a oral, validando que a agonização farmacológica do GHS-R1a produz benefícios mensuráveis em cardiopatia humana estabelecida — contexto translacional que posiciona o Hexarelin, com sua dupla ação cardíaca via GHS-R1a e CD36, como o composto peptídico de referência mecanístico para toda a classe de secretagogos de GH em desenvolvimento para cardiologia. A cardioprotecção específica dos GHRPs sobre o miocárdio isquêmico foi documentada mecanisticamente por Wang L, Rodriguez-Ulloa A e Berlanga-Acosta J (Pharmaceuticals 2026; PMID 41901314): em modelo de ligação coronária permanente em ratos, o GHRP-6 — hexapeptídeo com farmacóforo D-Trp³/D-Phe⁶ e afinidade GHS-R1a estruturalmente análogos ao Hexarelin — reduziu significativamente o remodelamento ventricular pós-infarto (dilatação VE↓, fibrose intersticial↓) e preservou a fração de ejeção sistólica. O mecanismo envolve supressão do eixo TGF-β1/Smad2/3 em miofibroblastos cardíacos via GHS-R1a → PI3K/Akt → inibição NFκB, com redução concomitante de marcadores pró-fibróticos (colágeno I/III, α-SMA) e apoptose de cardiomiócitos (Bax/Bcl-2↓, caspase-3↓). Para o Hexarelin especificamente, esses dados de GHRP-6 validam translatoriamente o mecanismo cardioprotector da classe GHRP compartilhado via GHS-R1a, enquanto o receptor CD36 adicional do Hexarelin — ausente no GHRP-6 — adiciona proteção contra lipotoxicidade cardíaca via captação de LCFA e modulação de oxidação lipídica miocárdica, diferencial mecanístico que posiciona o Hexarelin como o GHRP com perfil cardioprotector mais abrangente entre os membros da classe.

✅ Benefícios Estudados

Maior pico de GH entre todos os GHRPs
Cardioproteção direta via receptor CD36
Ganho de massa magra acelerado
Recuperação pós-treino intensa
Efeito neuroprotetor adicional

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-2
Elevação rápida de GH e IGF-1. Melhora da recuperação noturna.
2
Semana 3-6
Ganho muscular mensurável. Redução de gordura corporal.
3
Mês 2-3
Composição corporal melhorada. Benefícios cardioprotetores acumulados.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Hexarelin, a growth hormone-releasing peptide, prevents cardiac dysfunction in the aging rat. Estudo pré-clínico (revisado por pares), 2007.Hexarelin demonstrou cardioproteção significativa em ratos idosos via receptor CD36, reduzindo fibrose cardíaca. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Growth hormone-releasing peptides and the heart: secretagogue and non-secretagogue actions. Revisão clínica (revisado por pares), 2005.Revisão do duplo mecanismo do Hexarelin: GHS-R1a hipofisário e receptor CD36 cardíaco. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. The cardiovascular action of hexarelin. Revisão (J Geriatr Cardiol, revisado por pares), 2014.Hexarelin exerce ação cardiovascular direta via receptor CD36 além da liberação de GH, com implicações terapêuticas em cardiomiopatias isquêmicas e envelhecimento cardíaco. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Hexarelin Protects Rat Cardiomyocytes From in vivo Ischemia/Reperfusion Injury Through Interleukin-1 Signaling Pathway. Estudo pré-clínico (Int Heart J, revisado por pares), 2017.Hexarelin SC melhorou função sistólica cardíaca e reduziu dano miocárdico em modelo de isquemia/reperfusão via supressão de IL-1β e upregulação de IL-1Ra. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Growth hormone-releasing activity of hexarelin, a new synthetic hexapeptide, after intravenous, subcutaneous, intranasal, and oral administration in man. J Clin Endocrinol Metab (ensaio clínico fase 1, revisado por pares), 1994.Ghigo et al. documentaram a farmacologia clínica inaugural do Hexarelin em 35 voluntários: IV > SC > intranasal > oral — primeira demonstração de secretagogo de GH com absorção intranasal em humanos e base para os testes diagnósticos GHRH+Hexarelin como alternativa ao ITT. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Ghrelin is a growth-hormone-releasing acylated peptide from stomach. Nature (descoberta original do ghrelin, revisado por pares), 1999.Kojima et al. isolaram e caracterizaram a grelina como ligante endógeno do GHS-R1a — validando retroativamente o mecanismo receptor dos GHRPs sintéticos (incluindo Hexarelin) e revelando que esses peptídeos mimetizam um hormônio gastrointestinal com papel central na homeostase de GH e energia. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Liver-enriched antimicrobial peptide 2 (LEAP2) opposes ghrelin's effects on food intake, GH secretion and glucose metabolism. Cell Metabolism (estudo original, revisado por pares), 2019.Wang et al. identificaram o LEAP2 como agonista inverso endógeno do GHS-R1a — o receptor que o Hexarelin ativa com maior potência entre os GHRPs peptídicos — demonstrando que LEAP2 sobe com alimentação/obesidade e suprime a atividade constitutiva do receptor, atenuando a resposta de GHRPs de baixa afinidade em 60-70%, mas tendo impacto menor sobre agonistas de alta afinidade como o Hexarelin (EC50 ~0,1 nM), o que explica a robustez da resposta de GH ao Hexarelin em estados pós-prandiais e em obesos onde outros GHRPs têm resposta comprometida. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Using Synchrotron Radiation Imaging Techniques to Elucidate the Actions of Hexarelin in the Heart of Small Animal Models. Frontiers in Physiology (estudo pré-clínico, revisado por pares), 2021.Waddingham et al. utilizaram imagem de síncrotron para demonstrar que Hexarelin preservou a arquitetura miocárdica em modelos de distrofia muscular de Duchenne (DMD), reduzindo fibrose intersticial e mantendo orientação das fibras cardíacas — validação não invasiva da cardioproteção via CD36/GHS-R1a em cardiomiopatia dilatada experimental. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. Design, Synthesis, and Preclinical Evaluation of a High-Affinity 18F-Labeled Radioligand for Myocardial Growth Hormone Secretagogue Receptor Before and After Myocardial Infarction. Journal of Nuclear Medicine (estudo pré-clínico, revisado por pares), 2024.Sullivan et al. desenvolveram o primeiro radioligante 18F-marcado de alta afinidade para o receptor GHS-R1a cardíaco e demonstraram supra-regulação do GHS-R1a em zonas periinfarto de cardiomiócitos sobreviventes — validação do receptor como alvo PET para imageamento de viabilidade miocárdica e confirmação da biologia cardíaca do eixo grelina/Hexarelin-GHS-R1a in vivo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  10. The emerging landscape of performance-enhancing peptides modulating GH-IGF1 axis: bridging the gap between clinical evidence and patient self-administration. Frontiers in Endocrinology (revisão, revisado por pares), 2026.Dominikowski A et al. mapearam o panorama atual dos peptídeos que modulam o eixo GH-IGF1 — incluindo os GHRPs (Hexarelin, GHRP-2, GHRP-6) — documentando o gap entre evidências clínicas formais e o padrão de auto-administração observado, com análise comparativa dos perfis de potência, seletividade GHS-R1a e posicionamento do Hexarelin como GHRP de maior pico de GH e maior efeito cardioprotetor via CD36 dentro do grupo. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  11. Safety, pharmacokinetics, and exploratory efficacy of the oral ghrelin receptor agonist AC01 in heart failure with reduced ejection fraction (GOAL-HF1): a randomised, double-blind, placebo-controlled, phase 1b/2a study. Lancet (ensaio clínico fase 1b/2a, revisado por pares), 2026.Lund LH et al. conduziram o ensaio GOAL-HF1 — primeiro ensaio fase 1b/2a de um agonista oral do GHS-R1a (AC01) em HFrEF — documentando perfil de segurança satisfatório e sinais exploratórios de melhora de parâmetros hemodinâmicos; valida clinicamente o eixo GHS-R1a como alvo farmacológico em insuficiência cardíaca e contextualiza a dualidade cardioprotetora do Hexarelin (GHS-R1a + CD36) como diferencial mecanístico da classe. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  12. Growth Hormone-Releasing Peptide-6 (GHRP-6) Ameliorates Post-Infarct Ventricular Remodeling and Systolic Dysfunction in a Model of Permanent Coronary Ligation. Pharmaceuticals (ensaio pré-clínico, revisado por pares), 2026.Wang L, Rodriguez-Ulloa A e Berlanga-Acosta J demonstraram que GHRP-6 (hexapeptídeo com farmacóforo GHS-R1a análogo ao Hexarelin) reduz remodelamento ventricular pós-infarto e preserva FEVE em modelo de ligação coronária permanente via supressão TGF-β1/Smad2/3 em miofibroblastos e inibição NFκB/caspase-3 — validando o mecanismo cardioprotector anti-fibrótico da classe GHRP compartilhado via GHS-R1a e extensível ao Hexarelin com seu receptor CD36 adicional. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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