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HCG (5000IU Vial)
Hormonal

HCG (5000IU Vial)

Gonadotrofina coriônica humana para suporte hormonal.

Classificação
Glicoproteína hormonal (placenta humana)
Meia-Vida
~24-36 horas
Aprovado (FDA/EMA)Reconstituição: Moderada
Também conhecido como: Human Chorionic Gonadotropin, hCG, β-hCG
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O Que É HCG (5000IU Vial)

A HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana, Human Chorionic Gonadotropin) é um hormônio glicoproteico heterodímero composto por duas subunidades: a subunidade α (idêntica à do LH, FSH e TSH) e a subunidade β (específica da hCG, com 145 aminoácidos e uma extensão carboxiterminal de 24 aminoácidos ausente no LH), unidas por ligações não-covalentes. É sintetizada e secretada pelo sinciciotrofoblasto placentário a partir da segunda semana após a implantação, atingindo pico sérico de 100.000 mUI/mL entre 8 e 10 semanas de gestação. A função primária da hCG na gravidez é manter o corpo lúteo ovariano garantindo a produção de progesterona até que a placenta assuma essa função. A hCG recombinante (rhCG) e a hCG urinária purificada (uhCG) foram aprovadas pela FDA para múltiplas indicações: indução de ovulação em mulheres com infertilidade anovulatória, gatilho da maturação final de oócitos em ciclos de FIV, pesquisa do hipogonadismo hipogonadotrófico masculino e criptorquidismo em meninos. Em pesquisa com homens adultos, a hCG é investigada como adjuvante da TRT para preservar a função testicular: a testosterona exógena suprime o eixo HPG via feedback negativo, cessando os pulsos endógenos de LH e levando à atrofia testicular e azoospermia. A hCG mimetiza o LH com meia-vida de 24-36 horas — muito superior aos ~60 minutos do LH endógeno, devido à alta glicosilação da subunidade β (30% do peso molecular) que protege o peptídeo da depuração renal e endopeptidases circulantes. Isso restaura a estimulação das células de Leydig e mantém a produção intratesticular de testosterona em concentrações 50-100 vezes superiores aos níveis séricos, condição indispensável para suporte à espermatogênese. No contexto contemporâneo de endocrinologia reprodutiva masculina, a hCG é a principal alternativa farmacológica para homens em TRT que desejam preservar fertilidade: a testosterona exógena elimina os pulsos endógenos de LH por feedback negativo, levando à atrofia testicular e azoospermia reversível; a hCG, ao mimetizar o LH com meia-vida muito superior, mantém a estimulação LHCGR das células de Leydig. Em 2025, Hochu et al. (Translational Andrology and Urology; PMID 41522318) revisaram inovações em reposição hormonal que preservam espermatogênese, confirmando a hCG como componente central das estratégias de fertilidade em homens em TRT. Uma revisão de 2026 (Huijben et al., Reproduction and Fertility; PMID 42189927) consolidou as evidências do benefício gonadotrófico em hipogonadismo hipogonadotrófico masculino, documentando recuperação de espermatogênese em aproximadamente 70% dos homens tratados com gonadotrofinas exógenas — taxa dependente da duração do hipogonadismo antes do início do pesquisa. Uma meta-análise subsequente do mesmo grupo (Huijben et al., Andrology, 2026; PMID 41987691) reuniu 19 estudos controlados com 1.172 participantes e documentou que gonadotrofinas — com hCG como mimético de LH obrigatório — restauraram espermatogênese funcional em 67-72% dos casos de HH, com volume testicular aumentando em média 12 mL a partir de nadir de aproximadamente 3 mL em HH congênito. O sucesso foi inversamente correlacionado com a duração do HH não tratado antes do início da terapia, confirmando que a preservação do reservatório de espermatogônias é tempo-dependente e que a dose mínima eficaz de hCG para manter volume testicular em homens em TRT — quantificada em 500 UI duas vezes por semana — é suficiente para estimulação sustentada do eixo LHCGR/StAR/CYP11A1 nas células de Leydig. Clift AK, Johnson H, Huang DR et al. (The World Journal of Men's Health, 2026; PMID 42402873) conduziram estudo de coorte comparando o impacto da hCG e do clomifeno sobre o eixo hipofisário e a eficácia clínica em homens com hipogonadismo. O trabalho documentou que a hCG aumenta testosterona total e livre de forma direta e previsível ao ativar o receptor LHCGR nas células de Leydig — sem depender da integridade do eixo hipotalâmico-hipofisário, que pode estar comprometido em formas secundárias de hipogonadismo. Em contraste, o clomifeno atua bloqueando receptores de estrogênio hipotalâmicos para elevar LH endógeno, mecanismo que falha em homens com supressão iatrogênica do eixo (como em TRT) ou hipogonadismo primário. Os autores concluem que a hCG representa a abordagem de estimulação das células de Leydig de maior previsibilidade farmacológica, independente da funcionalidade do eixo HPG proximal — fundamento clínico que reforça o uso investigado da hCG como agente de suporte testicular em TRT e hipogonadismo masculino. Uma revisão clínica especializada (Esteves SC et al., Andrology, 2026; PMID 39901824) consolidou a evidência de hCG em protocolos de infertilidade masculina por azoospermia não-obstrutiva (NOA) — a forma mais severa de ausência de espermatozoides no ejaculado por falha primária da espermatogênese. Nessa condição, a estimulação farmacológica via LHCGR com hCG tem como objetivo elevar a testosterona intratesticular (TT) a níveis suficientes para apoiar focos residuais de espermatogênese que, de outra forma, seriam incapazes de completar o ciclo meiose-II. Esteves et al. documentaram que protocolos pré-cirúrgicos com hCG — administrado antes da extração cirúrgica de espermatozoides por microTESE — aumentaram significativamente as taxas de recuperação espermática, com o benefício correlacionado à elevação da TT intratesticular. Esse achado reforça que, em NOA de causa funcional ou hipotálamo-hipofisária, a restauração da sinalização LHCGR pode reverter focos de falência espermatogênica dependente de suporte hormonal local — distinguindo os casos respondedores (com reserva de células germinativas, mas déficit de TT) dos casos com defeito primário irreversível do epitélio germinativo.

✅ Benefícios Estudados

Preservação da fertilidade e espermatogênese durante TRT com testosterona exógena
Manutenção do volume testicular por estimulação das células de Leydig
Restauração da produção intratesticular de testosterona
pesquisa do hipogonadismo hipogonadotrófico masculino
Suporte à indução de ovulação e protocolos de FIV femininos

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-2
Aumento dos níveis intratesticulares de testosterona.
2
Semana 3-6
Manutenção do volume testicular e espermatogênese.
3
Mês 2-3+
Preservação sustentada da fertilidade e função gonadal.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Dose-Dependent Increase in Intratesticular Testosterone by Very Low-Dose hCG in Normal Men with Experimental Gonadotropin Deficiency. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2005.Mostra que doses baixas de hCG (análogo de LH) mantêm a testosterona intratesticular em homens com deficiência de gonadotrofina — base do uso para preservar fertilidade. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Human Chorionic Gonadotropin monotherapy for the treatment of hypogonadal symptoms in men with total testosterone > 300 ng/dL. Estudo clínico (revisado por pares), 2019.Avalia a monoterapia com hCG para sintomas de hipogonadismo, com melhora da testosterona. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Therapeutic benefits of gonadotropins in male hypogonadotropic hypogonadism: a focus on spermatogenesis and fertility. Reproduction and Fertility (revisão), 2026.Revisao consolidando a evidência de recuperacao espermatogenica (aprox. 70% dos casos) com gonadotrofinas exogenas como a hCG em hipogonadismo hipogonadotrofico masculino — dependente da duracao do hipogonadismo pre-tratamento. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Preserving spermatogenesis in testosterone deficiency: innovations in replacement and stimulatory therapies. Translational Andrology and Urology (revisao), 2025.Revisao de estrategias de preservacao da espermatogenese em homens com deficiencia de testosterona, destacando a hCG como componente central das abordagens que mantêm fertilidade durante TRT. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Luteinizing hormone receptor knockout mouse: What has it taught us?. Andrology (revisão, revisado por pares), 2026.Huhtaniemi IT revisou as lições do modelo knockout do receptor de LH (LHCGR) — o mesmo receptor que a hCG ativa — documentando que a ausência de sinalização LHCGR resulta em ausência de células de Leydig funcionais, azoospermia e hipoandrogenismo severo em machos, enquanto em fêmeas causa infertilidade por ausência do pico ovulatório de LH; esses dados genéticos validam que toda a esteroidogênese testicular e a espermatogênese dependem criticamente da sinalização LHCGR→StAR→CYP11A1 que a hCG farmacológica mimetiza. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Boosting Male Fertility: The Impact of Gonadotropin Therapy on Hypogonadotropic Hypogonadism — A Systematic Review and Meta-Analysis. Andrology (revisão sistemática e meta-análise, revisada por pares), 2026.Huijben M et al. reuniram 19 estudos controlados com 1.172 participantes e documentaram que gonadotrofinas (incluindo hCG como mimético de LH) restauram espermatogênese em 67-72% dos casos de HH, com volume testicular aumentando em média 12 mL; o sucesso é inversamente correlacionado com a duração do HH não tratado, e 500 UI hCG 2x/sem é a dose mínima eficaz para estimulação sustentada LHCGR/StAR/CYP11A1. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Pituitary Axis Impacts and Effectiveness of Clomiphene and Human Chorionic Gonadotropin in Treating Hypogonadism: Cohort Study. The World Journal of Men's Health (estudo de coorte, revisado por pares), 2026.Clift AK et al. compararam hCG e clomifeno em homens com hipogonadismo: a hCG eleva testosterona diretamente via LHCGR nas células de Leydig sem depender do eixo hipotalâmico-hipofisário — maior previsibilidade farmacológica em TRT e hipogonadismo secundário com supressão de LH. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Human chorionic gonadotropin-based clinical treatments for infertile men with non-obstructive azoospermia. Andrology (revisão clínica, revisada por pares), 2026.Esteves SC et al. consolidaram a evidência sobre hCG em infertilidade masculina por NOA: protocolos pré-cirúrgicos via LHCGR/StAR/CYP11A1 aumentaram significativamente as taxas de recuperação espermática em microTESE, com benefício correlacionado à elevação da testosterona intratesticular — validando a estimulação de células de Leydig via hCG como mecanismo central de recuperação da espermatogênese em formas funcionais de NOA. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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