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Goserelin
Hormonal / GnRH

Goserelin

Agonista de GnRH em implante biodegradável subcutâneo (Zoladex) — o primeiro análogo de GnRH em formulação depot aprovado. Suprime testosterona a níveis de castração em 2-4 semanas. Aprovado para câncer de próstata, mama e endometriose; amplamente usado em pesquisa do eixo HPG.

Classificação
Agonista de GnRH em implante depot biodegradável
Meia-Vida
~4-5h (absorção contínua do depot por 28 dias ou 3 meses)
Aprovado FDA/EMAReconstituição: Fácil (implante pronto)
Apresentações
3.6mg Implant10.8mg Implant
Também conhecido como: Zoladex, ICI 118630
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O Que É Goserelin

Goserelin (Zoladex) é um análogo decapeptídico de GnRH desenvolvido pela ICI Pharmaceuticals (atual AstraZeneca) e aprovado pela FDA em 1989 — o primeiro análogo de GnRH em formulação depot já aprovado para uso clínico. A molécula é uma versão sinteticamente modificada do GnRH endógeno (decapeptídeo pGlu-His-Trp-Ser-Tyr-Gly-Leu-Arg-Pro-Gly-NH₂) com substituições nos resíduos 6 (D-Ser(tBu)) e 10 (AzGly-NH₂) que aumentam a afinidade pelo receptor GnRH-R e conferem resistência à degradação enzimática, resultando em meia-vida biológica de aproximadamente 4-5 horas — contra os escassos 2-4 minutos do GnRH nativo. A grande inovação do goserelin foi o sistema de entrega: o princípio ativo é encapsulado numa haste cilíndrica de ácido poliláctico-co-glicólico (PLGA) biodegradável, que hidrolisa progressivamente no tecido subcutâneo liberando goserelin em taxa constante por 28 dias (formulação 3.6mg) ou 90 dias (10.8mg). A inserção é realizada com uma agulha calibre 16 na parede abdominal anterior, sem necessidade de incisão cirúrgica. Esse regime de liberação contínua produz estimulação sustentada e não-pulsátil do GnRH-R hipofisário, que paradoxalmente leva à downregulation receptorial e ao colapso do eixo hipotálamo-hipófise-gonadas em 2-4 semanas — reduzindo testosterona a níveis de castração (<50 ng/dL) sem orquiectomia. Aprovado para câncer de próstata, câncer de mama hormônio-dependente, endometriose e miomatose uterina, o goserelin permanece o padrão de referência das terapias de privação hormonal depot por mais de três décadas. No câncer de mama receptor-hormonal positivo (RH+) pré-menopausal, o goserelin é utilizado em duas estratégias distintas: supressão ovariana adjuvante (SOA) em combinação com tamoxifeno ou inibidores de aromatase para reduzir a recorrência em pacientes com tumores luminais de risco intermediário-alto (ensaio SOFT/TEXT, NEJM 2018, demonstrou benefício significativo desta abordagem); e, paradoxalmente, proteção ovariana durante quimioterapia gonadotóxica — neste caso, o goserelin é administrado antes e durante os ciclos de quimio para colocar os ovários em estado de quiescência, preservando a função ovariana e a fertilidade futura. Dois meta-análises (POEMS, NEJM 2015; Lambertini et al., 2018) documentaram redução de 64-68% no risco de insuficiência ovariana prematura com essa estratégia. Em endometriose, o goserelin induz estado de pseudomenopausa por 6 meses, com regressão documentada de implantes peritoneais e melhora de dismenorreia; a terapia add-back com estradiol+progesterona em dose baixa permite mitigar sintomas vasomotores e perda óssea durante o pesquisa prolongado. A reversibilidade do eixo HPG após expiração do depot — com recuperação de ovulação em 90% das mulheres em até 6 meses — é uma das principais vantagens do goserelin sobre alternativas cirúrgicas. No câncer de próstata, a terapia de privação androgênica (ADT) com goserelin produz supressão de testosterona a <50 ng/dL — equivalente à orquiectomia bilateral em eficácia oncológica, com reversibilidade. Entretanto, a ADT crônica acarreta um espectro de efeitos adversos metabólicos reconhecidos que moldam as estratégias de manejo moderno: desmineralização óssea (perda de 2-5% de DMO por ano nos primeiros 2 anos; prevenção com denosumab ou bisfosfonatos), síndrome metabólica induzida por ADT (resistência à insulina em 30-40%, dislipidemia, aumento de circunferência abdominal), anemia normocítica leve-moderada (androgens estimulam eritropoietina — goserelin reduz hemoglobina em média 1-1,5 g/dL em 3 meses) e disfunção cognitiva leve (efeitos de testosterona no hipocampo). O ensaio LATITUDE (NEJM 2017) demonstrou que combinar goserelin + abiraterona (inibidor de CYP17A1) melhora a sobrevida global em ~38% versus goserelin isolado no câncer de próstata de alto risco metastático — consolidando o regime de ADT potencializado como novo padrão de cuidado. No contexto de portadoras de BRCA1/2 em risco de câncer de ovário, o goserelin é investigado como quimioprevenção cirúrgica — suprimindo a atividade ovariana menstrual que impõe ciclos repetitivos de ativação/reparo do epitélio ovariano, possível contribuinte ao risco neoplásico, embora evidência definitiva ainda esteja em avaliação clínica. O ensaio POEMS (Prevention of Early Menopause Study; Moore HC et al., NEJM 2015; PMID 25938537) estabeleceu o goserelin como padrão de cuidado para proteção ovariana durante quimioterapia em mulheres pré-menopauzais com câncer de mama receptor hormonal negativo: n=218, randomizado, o grupo com goserelin concomitante apresentou taxa de insuficiência ovariana prematura de 8% vs. 22% no controle (P=0,002), com maior taxa de gravidez pós-pesquisa (21% vs. 11%) e sem detrimento de sobrevida livre de doença. O mecanismo de proteção é a indução de quiescência folicular: com FSH suprimido a <0,5 mUI/mL pelo goserelin, os folículos primordiais permanecem em G0 do ciclo celular e são significativamente menos vulneráveis a agentes citotóxicos (ciclofosfamida, doxorrubicina) que exercem genotoxicidade seletiva em células em divisão ativa. Em paralelo, o ensaio TEXT/SOFT (Pagani O et al., NEJM 2018; PMID 30291342) consolidou o goserelin + exemestano como regime de supressão ovariana adjuvante superior ao tamoxifeno em pacientes de alto risco hormonal-positivo pré-menopauzais: ganho absoluto de 7,5% em sobrevida livre de doença a 8 anos (91,1% vs. 83,6%), com seleção cuidadosa de candidatas pelo impacto da menopausa precoce farmacológica sobre qualidade de vida. Esses dois ensaios transformaram o goserelin de agente exclusivamente oncológico ou endocrinológico em ferramenta de preservação da fertilidade oncogerenciada — posicionando-o na interseção entre oncologia, ginecologia reprodutiva e medicina de precisão hormonal. O ensaio pivô que consolidou o goserelin como padrão de cuidado oncológico é o EORTC 22863 (Bolla M et al., NEJM 1997, PMID 9205049): 415 pacientes com câncer de próstata localmente avançado (T3-T4 ou N+) randomizados para radioterapia isolada vs radioterapia + goserelin imediato e contínuo. Sobrevida global a 5 anos: 79% vs 62% (p<0,001); sobrevida livre de progressão: 85% vs 48% — diferença de magnitude suficiente para encerrar o ensaio prematuramente. O mecanismo pelo qual a privação androgênica radiossensibliza células tumorais envolve inibição da via AR→DNA-PKcs que normalmente facilita o reparo de dano por DSBs (quebras de dupla-fita do DNA) induzidas pela radioterapia: na ausência de androgênio, os tumores perdem essa capacidade de reparo e sucumbem às doses de radiação. Esse sinergismo goserelin+radioterapia, documentado no EORTC 22863, transformou o paradigma do câncer de próstata localmente avançado de radiossensibilidade variável para protocolo combinado mandatório — e estabeleceu os análogos de GnRH depot como componente irrenunciável do armamentarium oncológico urológico moderno. A dimensão de preservação da fertilidade do goserelin foi quantificada em escala populacional no maior estudo de coorte nacional já conduzido sobre o tema: Rodriguez-Wallberg KA et al. (EClinicalMedicine, 2024; PMID 38314058) avaliaram 24.922 mulheres suecas diagnosticadas com câncer entre 1993 e 2019 que receberam quimioterapia, com seguimento de fertilidade por até 26 anos. O grupo que recebeu GnRHa (predominantemente goserelin) durante a quimioterapia apresentou taxas de nascidos vivos pós-pesquisa significativamente superiores ao grupo sem proteção gonadal — dados de vida real com poder estatístico que os ensaios randomizados menores (POEMS, n=218) não podiam fornecer. O achado crítico é que o efeito protetor do GnRHa é mais pronunciado nas pacientes mais jovens (<35 anos) e naquelas expostas a regimes alquilantes de alto impacto gonadotóxico (ciclofosfamida cumulativa >6g/m²), confirmando que o mecanismo de quiescência folicular induzida pelo goserelin (supressão de FSH → folículos primordiais em G0 → resistência a genotoxicidade de células em divisão ativa) é clinicamente relevante na prática oncológica rotineira sueca — não apenas em condições controladas de ensaio clínico. O estudo de Rodriguez-Wallberg et al. 2024 reforça a recomendação do ESMO e ASCO de oferecer GnRHa como opção padrão de preservação gonadal em todas as mulheres pré-menopauzais em idade reprodutiva que iniciam quimioterapia gonadotóxica, consolidando o papel do goserelin na onco-fertilidade além do oncológico clássico. A abrangência das indicações ginecológicas do goserelin foi sistematizada em 2026 por Huang X et al. (Drug Design Dev Ther; PMID 42226753), que revisaram o papel clínico do composto nos principais distúrbios ginecológicos hormônio-dependentes: endometriose (regressão de implantes peritoneais e alívio de dor pélvica pela pseudomenopausa farmacológica de 6 meses), miomatose uterina (redução pré-operatória de volume tumoral de até 50% em 3 meses, facilitando miomectomia minimamente invasiva com menor perda sanguínea), puberdade precoce central feminina (desaceleração do avanço de idade óssea e preservação de estatura adulta final) e reprodução assistida (supressão hipofisária nos protocolos de estimulação ovariana controlada, prevenindo picos prematuros de LH que comprometem a qualidade dos oócitos recuperados). A revisão documenta que o perfil multi-indicação do goserelin no âmbito ginecológico é único entre os análogos de GnRH depot de primeira geração, posicionando-o como o mais versátil entre os agonistas de GnRH para ginecologia reprodutiva e oncológica — desde o pesquisa conservador de endometriose estágio III/IV até a proteção ovariana durante quimioterapia citotóxica, com o mecanismo de supressão hipofisária de FSH e LH como eixo unificador de toda a farmacodinâmica do composto em indicações femininas. A perspectiva histórica de longo prazo sobre o papel do goserelin e dos análogos de GnRH na terapia androgênica deprivativa (ADT) para câncer de próstata foi documentada por Sandhu K et al. (International Urology and Nephrology, 2026; PMID 41518446) em análise de 29 anos de dados nacionais sobre tendências na terapia direcionada ao androgênio em câncer de próstata avançado. O estudo revelou que o goserelin, ao longo de quase três décadas, manteve participação de mercado significativa e consistente entre os análogos de GnRH depot — evidência de que sua combinação de eficácia estabelecida, formulação de implante biodegradável e reversibilidade do eixo HPG conferiu uma durabilidade clínica sem paralelo entre os primeiros agentes de privação androgênica aprovados. A análise documenta a mudança progressiva no padrão de prescrição: do uso exclusivo de análogos de GnRH agonistas (como o goserelin) para combinações com agentes hormonais de nova geração (abiraterona, enzalutamida, darolutamida), refletindo a crescente evidência — incluindo o ensaio LATITUDE e os dados de intensificação de ADT — de que a privação de testosterona pelo goserelin é mais eficaz como plataforma da qual outros agentes são adicionados do que como monoterapia crônica em doença metastática de alto risco. A persistência do goserelin como componente da ADT combinada por 29 anos de tendências nacionais consolida sua posição não apenas como fármaco pioneiro, mas como âncora farmacológica durável do armamentarium de câncer de próstata avançado. A revisão sistemática de Chen N et al. (Therapeutic Advances in Medical Oncology, 2025; PMID 39975513) sistematizou o duplo papel do goserelin no câncer de mama pré e perimenopausal com receptor hormonal positivo — a indicação que melhor exemplifica a versatilidade única do composto dentro da classe dos GnRH agonistas. O trabalho identificou dois eixos de utilização clinicamente opostos mas mecanisticamente convergentes: (1) supressão ovariana adjuvante em combinação com inibidores de aromatase ou tamoxifeno para reduzir o drive estrogênico sobre células tumorais RH+ (benefício de sobrevida documentado no TEXT/SOFT), e (2) proteção ovariana temporária durante quimioterapia gonadotóxica para preservar a fertilidade futura (benefício de fertilidade documentado no POEMS e no estudo sueco de 24.922 mulheres). A revisão quantificou que o goserelin reduz a incidência de insuficiência ovariana prematura em 50-68% quando administrado concomitantemente à quimioterapia, com taxas de recuperação ovariana pós-pesquisa superiores a 90% — e que a supressão ovariana adjuvante com goserelin + exemestano confere benefício absoluto de ~7,5% em sobrevida livre de doença a 8 anos em pacientes pré-menopauzais de risco intermediário-alto. O ponto central da revisão é que o goserelin é o único GnRH agonista com nível de evidência fase 3 simultâneo para as duas funções — supressão oncológica ativa e preservação gonadal preventiva — posicionando-o como a âncora farmacológica de referência no cruzamento entre oncologia e medicina reprodutiva no câncer de mama pré-menopausal.

✅ Benefícios Estudados

Primeiro GnRH depot aprovado (1989, Zoladex)
Implante SC — sem injeções mensais (1 inserção = 28 dias ou 3 meses)
Supressão de testosterona a nível de castração
Aprovado para câncer de próstata, mama e endometriose
Reversível: eixo HPG se recupera após expiração do implante

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Dias 1-7
Flare de testosterona (estímulo inicial antes da downregulation).
2
Semana 2-4
Supressão de testosterona a nível de castração.
3
Mês 1-3 (contínuo)
Manutenção da supressão hormonal.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Goserelin: a review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties. Drugs (revisado por pares), 1990.Revisão completa da farmacologia do goserelin depot — mecanismo, PK e eficácia clínica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. GnRH agonist depot in prostate cancer: 3-month vs 1-month formulations. European Urology (revisado por pares), 2001.Comparação de goserelin mensal vs trimestral — eficácia equivalente de supressão de testosterona. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Goserelin in endometriosis: a systematic review. Human Reproduction Update (revisado por pares), 2009.Eficácia do goserelin na redução de lesões de endometriose e dor pélvica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. LHRH agonists: flare phenomenon and prevention strategies. Journal of Urology (revisado por pares), 2005.Mecanismo do flare inicial e estratégias de prevenção com antiandrogênios no início do GnRH agonista. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Goserelin for ovarian protection during breast-cancer treatment. New England Journal of Medicine — POEMS trial (revisado por pares), 2015.Moore HC et al.: n=218, goserelin reduziu insuficiência ovariana prematura de 22% para 8% e aumentou gravidez pós-quimioterapia — estabeleceu goserelin como padrão de proteção ovariana oncológica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Improved survival in patients with locally advanced prostate cancer treated with radiotherapy and goserelin. New England Journal of Medicine — EORTC 22863 (revisado por pares), 1997.Bolla M et al.: n=415, radioterapia + goserelin imediato vs radioterapia isolada — sobrevida global a 5 anos 79% vs 62% (p<0,001); ensaio pivô do EORTC 22863 que consolidou a terapia de privação androgênica adjuvante com análogo de GnRH como padrão de cuidado em câncer de próstata localmente avançado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. GnRHa during chemotherapy and post-cancer childbirths: a nationwide population-based cohort study of 24,922 women diagnosed with cancer in Sweden. EClinicalMedicine (estudo de coorte nacional, revisado por pares), 2024.Rodriguez-Wallberg KA et al. documentaram em 24.922 mulheres suecas com câncer que o uso de GnRHa durante quimioterapia aumentou significativamente as taxas de nascidos vivos pós-tratamento — maior evidência de mundo real validando a proteção gonadal farmacológica com goserelin como padrão de cuidado ESMO/ASCO para mulheres em idade reprodutiva expostas a quimioterapia gonadotóxica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Sex and age disparities in goserelin safety: a global pharmacovigilance study. Naunyn-Schmiedeberg's Archives of Pharmacology (farmacovigilância, revisado por pares), 2026.Liu Z et al. analisaram dados globais de farmacovigilância para o goserelin, documentando disparidades por sexo e idade no perfil de eventos adversos — estudo de mundo real que complementa os ensaios clínicos controlados com dados de segurança de longo prazo em populações amplas tratadas com goserelin para câncer de próstata, endometriose e proteção gonadal oncológica. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. Evaluation of adverse event profiles for leuprolide and goserelin: Insights from the FDA adverse event reporting system following STROBE guidelines. Medicine (farmacovigilância, revisado por pares), 2026.Zhou F et al. compararam os perfis de eventos adversos de leuprolide e goserelin usando o sistema FAERS (FDA Adverse Event Reporting System): goserelin apresentou perfil de segurança similar ao leuprolide para eventos cardiovasculares e ósseos, com diferenças significativas em reações no local de implante — dados relevantes para seleção individualizada de análogo de GnRH. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  10. Luteinizing hormone-releasing hormone receptor agonists and antagonists in prostate cancer: effects on long-term survival and combined therapy with next-generation hormonal agents. Cancer Biology & Medicine (revisado por pares), 2024.Zhao J et al. analisaram o impacto de agonistas de LHRH (incluindo goserelin) versus antagonistas de GnRH na sobrevida em longo prazo de câncer de próstata, e os dados de combinação com agentes hormonais de nova geração (abiraterona, enzalutamida) — fornecendo o contexto clínico atual para posicionamento do goserelin no arsenal terapêutico do câncer de próstata avançado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  11. Roles of Goserelin in Gynecological Disorders. Drug Design, Development and Therapy, 2026.Huang X et al. revisaram o papel clínico do goserelin nos principais distúrbios ginecológicos hormônio-dependentes — endometriose, miomatose uterina, puberdade precoce central e reprodução assistida —, documentando o perfil multi-indicação único do composto entre análogos de GnRH depot de primeira geração. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  12. Long-term trends in androgen-directed therapy in advanced prostate cancer: a 29-year national analysis. International Urology and Nephrology (análise nacional, revisado por pares), 2026.Sandhu K, Wells C, Newton MMH et al. documentaram 29 anos de tendências nacionais na terapia direcionada ao androgênio em câncer de próstata avançado — incluindo goserelin como análogo de GnRH depot de referência —, revelando sua persistência como plataforma farmacológica da ADT combinada com agentes de nova geração e consolidando o goserelin como âncora durável do armamentarium oncológico urológico por quase três décadas. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  13. Comparative Cardiovascular Safety of Gonadotropin-releasing Hormone Antagonists and Agonists Among Patients Diagnosed with Prostate Cancer: A Systematic Review and Meta-analysis of Real-world Evidence Studies. European Urology Oncology (revisão sistemática com meta-análise, revisado por pares), 2025.Patel S, Zhu K, Dave CV et al. conduziram meta-análise de estudos de mundo real comparando a segurança cardiovascular de antagonistas de GnRH versus agonistas (incluindo goserelin) em pacientes com câncer de próstata — dados que quantificam o diferencial de risco cardiovascular entre as classes e orientam a seleção entre goserelin e antagonistas como degarelix/relugolix em pacientes com comorbidade cardiovascular. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  14. Interventions for fertility preservation in women with cancer undergoing chemotherapy. Cochrane Database of Systematic Reviews (revisão sistemática Cochrane, revisado por pares), 2025.Weterings MA et al. revisaram sistematicamente as intervenções para preservação da fertilidade em mulheres com câncer submetidas a quimioterapia — incluindo goserelin e análogos de GnRH como supressão ovariana temporária —, consolidando o nível de evidência Cochrane para a proteção gonadal farmacológica com GnRHa como padrão de cuidado em mulheres pré-menopauzais em idade reprodutiva. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  15. Efficacy of goserelin in ovarian function suppression and preservation for pre- and perimenopausal breast cancer patients: a systematic review. Therapeutic Advances in Medical Oncology (revisão sistemática, revisado por pares), 2025.Chen N et al. sistematizaram o duplo papel do goserelin no câncer de mama pré/perimenopausal RH+: supressão ovariana adjuvante (benefício de sobrevida livre de doença em TEXT/SOFT) e preservação gonadal durante quimioterapia (redução de insuficiência ovariana prematura em 50-68% com recuperação ovariana >90% pós-tratamento) — o goserelin é o único GnRH agonista com evidência de fase 3 simultânea para ambas as funções oncológica e protetora gonadal. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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