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Epithalon
Anti-aging

Epithalon

Peptídeo regulador de telomerase com propriedades anti-aging.

Classificação
Tetrapeptídeo biorregulador sintético
Meia-Vida
Curta (minutos); efeitos epigenéticos prolongados
Pré-clínicoReconstituição: Fácil
Apresentações
10mg Vial
Também conhecido como: Epitalon, AEDG, Ala-Glu-Asp-Gly, Epithalamin sintético
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O Que É Epithalon

O Epithalon (também grafado Epitalon) é um tetrapeptídeo sintético (Ala-Glu-Asp-Gly, AEDG) derivado do Epithalamin — um extrato natural da glândula pineal de bovinos —, desenvolvido no Instituto de Bioregulação e Gerontologia de São Petersburgo sob liderança do Prof. Vladimir Khavinson e colaboradores (Anisimov, Morozov), a partir de pesquisas iniciadas nos anos 1970-1980. O Epithalamin natural, obtido por extração e purificação da glândula pineal bovina, foi demonstrado em estudos pré-clínicos da era soviética como capaz de estender a sobrevida e normalizar a função neuroendócrina em roedores envelhecidos. O Epithalon sintético reproduz a sequência aminoacídica AEDG, o menor fragmento ativo identificado do extrato. A glândula pineal exerce papel central na regulação circadiana por ser o principal sítio de síntese de melatonina em mamíferos, controlada pelo eixo retina→núcleo supraquiasmático→gânglio cervical superior→pineal. Com o envelhecimento, há declínio progressivo da atividade pineal e redução da amplitude do ritmo de melatonina — fenômeno associado à dessincronização circadiana e ao aumento do risco de várias doenças. O Epithalon foi investigado principalmente pela capacidade de restaurar essa função pineal em animais envelhecidos. A descoberta mais relevante publicada pelo grupo foi que o Epithalon ativa a telomerase — especificamente a subunidade catalítica hTERT — em células epiteliais e linfócitos humanos normais in vitro, promovendo a extensão de telômeros além do limite de Hayflick. Isso o posicionou como único composto não-oncológico com evidência publicada de ativação de telomerase em células somáticas humanas normais. Estudos adicionais identificaram efeitos antioxidantes (redução de peroxidação lipídica, upregulation de SOD) e modulação epigenética em modelos de envelhecimento. A base de evidências é predominantemente pré-clínica; ensaios clínicos controlados em humanos são escassos e não replicados independentemente. O enquadramento dos telômeros como fatores biológicos causais do envelhecimento foi consolidado por Blackburn EH, Epel ES & Lin J (Science, 2015; PMID 26542567), que sistematizaram evidências de que telômeros criticamente curtos ativam a resposta de dano ao DNA (DDR), induzem senescência celular ou apoptose e se associam epidemiologicamente ao risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas. A telomerase endógena — enzima capaz de adicionar repetições TTAGGG e repor o comprimento telomérico — está ativa em células-tronco, germinativas e linfócitos, mas é silenciada na maioria das células somáticas diferenciadas por metilação do promotor do gene TERT, mecanismo evolutivo de supressão tumoral. O Epithalon é investigado como composto que, ao modular o promotor de TERT por interação no sulco menor do DNA, reativaria a telomerase em células somáticas normais — hipótese que, se validada de forma independente, representaria o único mecanismo descrito de ativação de telomerase em células somáticas humanas não-transformadas por um composto de baixo peso molecular. A biologia dos telômeros fornece o referencial teórico mais sólido para a investigação do Epithalon, embora a reprodução independente dos achados do grupo de Khavinson permaneça como requisito central para qualquer conclusão sobre eficácia translacional. Numa extensão investigativa de sua atividade antioxidante, Gatta M, Dovizio M, Milillo C et al. (Stem Cell Reviews and Reports, 2025; PMID 40493162) estudaram o Epitalon em modelo in vitro de retinopatia diabética — ambiente caracterizado por estresse oxidativo crônico elevado, comprometimento de células progenitoras retinianas e resistência à cicatrização. O estudo demonstrou que o tetrapeptídeo AEDG acelera a cicatrização de feridas em modelo celular de retinopatia diabética via atividade antioxidante direta: a redução de espécies reativas de oxigênio (ROS) pelo Epitalon restaura a capacidade migratória de células progenitoras e favorece a reorganização da matriz extracelular na retina, processos comprometidos pelo estresse oxidativo crônico. Esse achado acrescenta uma dimensão investigativa distinta da ação telomerase-dependente clássica: enquanto os estudos do grupo de Khavinson focam na ativação de hTERT em células somáticas normais, a ação no modelo de retinopatia diabética evidencia que o perfil antioxidante do AEDG é farmacologicamente relevante em contextos de estresse oxidativo patológico elevado — representando uma linha investigativa convergente com, mas independente da, hipótese telomérica central do composto. Uma linha investigativa de 2026 documenta a senescência da glândula pineal como patologia do envelhecimento com implicações diretas para a investigação do Epithalon. Altan et al. (Hormones, Athens, Greece, 2026; PMID 41400882) revisaram evidências de que a glândula pineal sofre calcificação progressiva (acúmulo de hidroxiapatita no parênquima), perda de pinealócitos secretores, fibrose intersticial e declínio de atividade de AANAT/ASMT — fenômenos coletivamente denominados senescência pineal — com início mensurável já na terceira década de vida e aceleração nas décadas seguintes. O trabalho caracteriza a senescência pineal como processo ativo, não apenas atrofia passiva: os pinealócitos sobreviventes de pineais calcificadas exibem marcadores de senescência celular clássicos — p16INK4a, β-galactosidase associada à senescência e downregulation de SIRT1 —, identificando o órgão como tecido senescente acumulador de SASP. Para a investigação do Epithalon, esse contexto é fundamental: enquanto estudos clássicos de Khavinson propõem que o AEDG restaura a função pineal em animais envelhecidos por modulação das enzimas AANAT/ASMT, a perspectiva de 2026 adiciona uma dimensão epigenômica — os pinealócitos senescentes apresentam hipermetilação dos promotores de AANAT e ASMT (via DNMT3a/3b recrutadas pelo SASP), redução de H3K4me3 permissiva nessas regiões e expansão de heterocromatina constitutiva (SAHFs, senescence-associated heterochromatin foci). A hipótese resultante é que o AEDG, ao intercalar no sulco menor do DNA de pinealócitos, pode reverter especificamente essa hipermetilação induzida pela senescência — ação de rejuvenescimento epigenômico pinealocitário distinta e mais profunda que a suplementação exógena de melatonina, que repõe o produto final sem corrigir o déficit secretório intrínseco do órgão senescente.

✅ Benefícios Estudados

Ativação da subunidade catalítica hTERT da telomerase em células somáticas humanas normais investigada in vitro, com potencial de retardar o encurtamento replicativo dos telômeros
Modulação do ritmo circadiano da melatonina por restauração da função da glândula pineal investigada em modelos de envelhecimento e em estudos com primatas
Propriedades antioxidantes celulares: redução de peroxidação lipídica e upregulation de SOD investigadas em modelos de envelhecimento acelerado
Regulação epigenética via modulação da metilação de promotores gênicos associados ao envelhecimento, incluindo o gene TERT
Potencial extensão da longevidade saudável investigada em estudos de longa duração em roedores, com redução da incidência de neoplasias em modelos específicos
Melhora da qualidade do sono e sincronia circadiana investigada em modelos de envelhecimento em primatas

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Semana 1-4
Melhora do sono e regulação circadiana.
2
Mês 1-3
Ativação da telomerase e efeitos antioxidantes.
3
Mês 3-6+
Efeitos anti-aging e epigenéticos de longo prazo.

Artigos sobre Epithalon

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. Overview of Epitalon — Highly Bioactive Pineal Tetrapeptide with Promising Properties. Revisão científica (revisada por pares), 2025.Revisão dos efeitos geroprotetores do Epitalon: estímulo à melatonina pineal, ativação de telomerase e efeitos antioxidantes/neuroprotetores. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Synthetic tetrapeptide epitalon restores disturbed neuroendocrine regulation in senescent monkeys. Estudo em primatas (revisado por pares), 2001.Em macacos senescentes, o Epitalon normalizou a secreção de melatonina e a regulação neuroendócrina alterada pela idade. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Human Telomere Biology: A Contributory and Interactive Factor in Aging, Disease Risks, and Protection. Science (revisado por pares), 2015.Blackburn, Epel & Lin contextualizam os telômeros como fatores causais do envelhecimento e a telomerase como reguladora do comprimento telomérico — referencial biológico central para a investigação do Epithalon como potencial ativador de hTERT em células somáticas. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. Epigenetic modification under the influence of peptide bioregulators on the 'old' chromatin. Georgian Medical News (revisado por pares), 2023.Lezhava T et al. demonstraram que biorreguladores peptídicos curtos (da classe estudada por Khavinson) induzem modificações epigenéticas na cromatina envelhecida — incluindo alterações de metilação e acetilação de histonas em regiões promotoras — fornecendo evidência citológica adicional para o mecanismo de ação proposto do Epithalon (AEDG) por interação direta com o DNA de células somáticas. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. Targeting telomere dynamics with plant-derived compounds: Molecular strategies against aging. Current Research in Pharmacology and Drug Discovery (revisado por pares), 2025.Akter R et al. revisaram estratégias moleculares de modulação da dinâmica telomérica como abordagem antienvelhecimento, sistematizando os mecanismos pelos quais compostos ativos podem preservar o comprimento dos telômeros — contexto farmacológico relevante para posicionar o Epithalon dentro do espectro de intervenções investigativas que atuam no eixo telômero/telomerase. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. Peptidergic regulation of expression of cellular aging marker proteins in buccal epithelium. Advances in Gerontology / Uspekhi Gerontologii (revisado por pares), 2024.Ivko OM, Trofimova SV et al. demonstraram que biorreguladores peptídicos da classe AEDG (Epithalon) modulam a expressão de marcadores de senescência celular — p16INK4a, p21, β-galactosidase associada à senescência — no epitélio bucal de indivíduos envelhecidos in vivo, ampliando as evidências do efeito anti-senescência do Epithalon para além de modelos in vitro. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. The Antioxidant Tetrapeptide Epitalon Enhances Delayed Wound Healing in an in Vitro Model of Diabetic Retinopathy. Stem Cell Reviews and Reports (estudo pré-clínico, revisado por pares), 2025.Gatta M, Dovizio M, Milillo C et al. demonstraram que o tetrapeptídeo Epitalon (AEDG) acelera a cicatrização de feridas em modelo in vitro de retinopatia diabética via atividade antioxidante direta — reduzindo ROS, restaurando a migração de células progenitoras retinianas e favorecendo a reorganização da matriz extracelular. Evidência de ação antioxidante relevante em contexto de estresse oxidativo patológico elevado, distinta e complementar ao mecanismo telomerase-dependente clássico. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Pineal gland senescence: an emerging ageing-related pathology?. Hormones (Athens, Greece) (revisado por pares), 2026.Altan et al. revisaram a senescência da glândula pineal como patologia emergente do envelhecimento — calcificação progressiva, perda de pinealócitos, hipermetilação dos promotores de AANAT/ASMT e fenótipo senescente (p16INK4a/β-galactosidase/downregulation de SIRT1) —, fornecendo o substrato epigenômico para a hipótese de que o Epithalon (AEDG) pode reverter o silenciamento epigenético dos genes de síntese de melatonina em pinealócitos senescentes, além de meramente potencializar a transcrição de AANAT/ASMT em células funcionais remanescentes. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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