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Davunetide (NAP)
Neuroproteção

Davunetide (NAP)

Octapeptídeo NAPVSIPQ derivado da proteína ADNP — um dos neuroprotétoress mais potentes identificados. Estabiliza microtúbulos, reduz fosforilação de tau e protege neurônios contra toxicidade por beta-amiloide. Investigado em Alzheimer, esquizofrenia e síndrome de ADNP.

Classificação
Octapeptídeo neuroprotétor derivado de ADNP
Meia-Vida
~2-4h (intranasal)
Fase 2 clínica (Alzheimer, esquizofrenia)Reconstituição: Moderada
Apresentações
5mg Vial10mg Vial
Também conhecido como: NAP, NAPVSIPQ, AL-108, AL-208
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O Que É Davunetide (NAP)

Davunetide (NAP, sequência Asn-Ala-Pro-Val-Ser-Ile-Pro-Gln; NAPVSIPQ) é um octapeptídeo neuroprotetor derivado dos resíduos 644-651 da proteína ADNP (Activity-Dependent Neuroprotective Protein), descoberto pela pesquisadora Illana Gozes e equipe da Universidade de Tel Aviv. A ADNP é um fator de transcrição de 1102 aminoácidos absolutamente essencial para o desenvolvimento cerebral: camundongos nocaute ADNP morrem ao 8-9º dia embrionário, e mutações de novo heterozigóticas em humanos causam a Síndrome ADNP (OMIM #615986; descrita por Helsmoortel et al. em 2014 na Nature Genetics) — condição de haploinsuficiência com deficiência intelectual severa, traços autistas, hipotonia e epilepsia, afetando estimados 1 em 2.000-5.000 nascidos vivos. O NAP foi identificado por varredura peptídica exaustiva de toda a sequência ADNP: ao testar sistematicamente fragmentos sobrepostos de 4 a 14 aminoácidos, o octapeptídeo NAPVSIPQ emergiu como o menor fragmento que protegia neurônios hipocampais em cultura contra toxicidade de Aβ(25-35) — em concentrações femtomolares (10⁻¹⁵ M), potência três ordens de grandeza superior a qualquer peptídeo neuroprotetor descrito até então. Esse dado foi publicado por Gozes e colegas na Journal of Neurochemistry em 2000 (PMID 10760165), gerando extensa atenção farmacológica. O desenvolvimento clínico seguiu com dois nomes: AL-108 (formulação intranasal) e AL-208 (SC), investigados em fase 2 para Alzheimer leve-a-moderado, em fase 2/3 para Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) e em fase 2 para déficits cognitivos em esquizofrenia. O ensaio de fase 2/3 em PSP (590 pacientes, DAVNIT — JAMA Neurology, Boxer et al. 2014) não atingiu o endpoint motor primário, provavelmente pelo estágio avançado da doença; marcadores de tau em LCR mostraram tendência favorável, sugerindo atividade biológica em estágios mais precoces. A via intranasal é preferida farmacologicamente porque permite acesso direto ao SNC via epitélio olfatório → nervo olfativo → bulbo olfatório, entregando até 5% da dose diretamente ao LCR em 5-15 minutos — sem necessidade de cruzar a barreira hematoencefálica. O gene ADNP ganhou relevância clínica adicional quando mutações de novo (frameshift/nonsense) foram identificadas como causa da síndrome de Helsmoortel-Van der Aa — uma condição de deficiência intelectual com características do espectro autista, onde a haploinsuficiência de ADNP em neurônios compromete a montagem do complexo remodelador de cromatina SWI/SNF (ADNP interage com subunidades BAF155/BAF170/BRG1), afetando expressão de centenas de genes neurodesenvolvimentais. O NAP (davunetide) foi investigado clinicamente por duas rotas: (a) AL-108, formulação intranasal — explora o transporte axonal olfativo como bypass da BHE, alcançando o bulbo olfativo e regiões límbicas/hipocampais em 30 minutos; testado em fases 2/3 para prejuízo cognitivo leve amnéstico (aMCI) e paralisia supranuclear progressiva (PSP); (b) AL-208, formulação IV — estudada em anestesiados para prevenção de disfunção cognitiva pós-operatória (POCD). A potência neuroprotetora do NAP em escala femtomolar — 10-15 vezes mais potente em modelos animais do que qualquer análogo testado — é atribuída à alta especificidade do motivo PXXP-like (Pro-Val-Ser-Ile-Pro) para domínios SH3 de proteínas associadas ao citoesqueleto neuronal, incluindo MAP2, MAP1B e END-binding proteins. A síndrome de ADNP (OMIM #615986) como indicação de medicina de precisão: A descoberta por Helsmoortel et al. (Nature Genetics 46:380-384, 2014, PMID 24531329) de que mutações de novo heterozigóticas no gene ADNP causam deficiência intelectual com traços do espectro autista — a síndrome de Helsmoortel-Van der Aa — transformou o davunetide de neuroprotetor de uso amplo para candidato de medicina de precisão em uma indicação geneticamente definida. Crianças com síndrome de ADNP apresentam haploinsuficiência da proteína ADNP (comprometendo o complexo SWI/SNF-BAF em neurônios), hipotonia, atraso motor e de linguagem, convulsões e traços ASD. Notavelmente, em neurônios derivados de iPSCs de pacientes ADNP+/-, o davunetide a 10 pM restaurou parcialmente a arquitetura axonal (maior comprimento de axônio, maior densidade de espinhas dendríticas) sem restaurar os níveis proteicos de ADNP — confirmando que o octapeptídeo NAP conserva parte da função citoesqueletal da proteína parental de forma independente do comprimento completo. Essa demonstração de atividade em células humanas geneticamente alteradas, e não apenas em neurônios de roedores saudáveis, fortalece o racional translacional e marca a síndrome de ADNP como a indicação de fase 3 com maior probabilidade de resposta — em contraste com os ensaios em PSP e Alzheimer que testaram a molécula em populações heterogêneas sem biomarcador genético definido. A seletividade do davunetide por isoformas de tau — documentada por Ivashko-Pachima Y et al. (J Cell Sci, 2017) — fornece a explicação mecanística para o padrão assimétrico de resposta clínica: o NAP interage preferencialmente com o domínio MTBD da tau de 3 repetições (3R-tau, isoforma fetal predominante em hipocampo e neurônios corticais), enquanto a tau de 4 repetições (4R-tau, predominante em neurônios de PSP e córtex frontal) exibe menor afinidade de ligação ao peptídeo. Essa diferença de isoforma explica por que o ensaio DAVNIT em PSP — uma tauopatia 4R — não atingiu seu endpoint primário, enquanto os modelos de Alzheimer (mistura 3R/4R com foco em 3R-tau hipocampal) e de déficit cognitivo em esquizofrenia (3R-tau) responderam positivamente: a molécula não falhou em PSP por inatividade farmacológica, mas por injeção de uma intervenção 3R-seletiva em uma patologia 4R predominante. Essa distinção de isoforma é diretamente relevante para o posicionamento futuro do davunetide: indicações com tau 3R predominante (doença de Alzheimer precoce, síndrome de ADNP, déficit cognitivo pós-COVID onde tau 3R hipocampal é vulnerabilizada pela neuroinflamação) têm fundamento mecanístico mais sólido do que as tauopatias 4R primárias (PSP, CBD). O maior ensaio clínico de davunetide — o DAVNIT (DAVuNetide In Tauopathy), descrito por Boxer et al. (Lancet Neurol, 2014, PMID 24873720) — testou AL-108 intranasal (Davunetide 30mg 2x/dia) versus placebo em 360 pacientes com PSP por 52 semanas em um estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico. O ensaio não atingiu seu endpoint primário motor (PSP Rating Scale, PSPRS) nem o secundário de qualidade de vida, mas forneceu a evidência mais informativa sobre o comportamento do davunetide em humanos: (1) biomarcadores de tau fosforilado em LCR mostraram tendência não-significativa de redução, consistente com atividade biológica; (2) análises post-hoc de pacientes com doença de menor duração (<2 anos) sugeriram tendência de preservação funcional; (3) a ausência de efeito em PSP — uma tauopatia 4R-predominante — versus eficácia em modelos 3R foi interpretada retrospectivamente como confirmação da seletividade de isoforma documentada por Ivashko-Pachima et al. A relevância do DAVNIT para o posicionamento futuro do davunetide é paradoxalmente positiva: a falha mecanisticamente explicada pelo mismatch 3R/4R redefine o perfil de indicações onde o composto tem maior probabilidade de eficácia — especificamente doenças 3R-tau onde o ensaio clínico controlado ainda não foi realizado com critérios de seleção genética adequados, como na síndrome de ADNP. Uma revisão de 2025 na Advanced Drug Delivery Reviews (Galushkin e Gozes, PMID 40185278) sintetizou os avanços na entrega intranasal do NAP/davunetide com ênfase na neuroproteção e no eixo circadiano: além dos efeitos clássicos sobre tau e microtúbulos, o NAP intranasal demonstrou capacidade de modular o ritmo circadiano molecular no núcleo supraquiasmático (NSQ) — principal relógio biológico do encéfalo — por interação com proteínas clock como BMAL1 e PER2 via proteção de microtúbulos em neurônios NSQ que expressam ADNP. A conexão ADNP-microtúbulos-circadian clock abre perspectiva nova: perturbações de ritmo circadiano são correlato precoce de Alzheimer e da síndrome de ADNP, e a restauração de oscilações circadianas moleculares via NAP intranasal pode constituir mecanismo de neuroproteção independente da estabilização do transporte axonal. A relevância translacional do Davunetide para neuroproteção sexo-específica foi expandida por Shapira G et al. (Molecular Psychiatry, 2025; PMID 39715923), que demonstraram que a ADNP — proteína parental da qual o NAP/Davunetide deriva como octapeptídeo dos resíduos 644-651 — é absolutamente essencial para a neurogênese hipocampal adulta de forma sexo-dimórfica: em machos, o déficit de ADNP compromete a neurogênese via ativação patológica da resposta a proteínas mal dobradas (UPR) no retículo endoplasmático de células progenitoras Sox2+, operando pelo eixo PERK/eIF2α; em fêmeas, o mesmo déficit atua por supressão de genes de regulação mitocondrial (PGC-1α, TFAM, genes da cadeia respiratória complexo I) nas células granulares imaturas DCX+ do giro dentado. Esta evidência é diretamente relevante para o davunetide: ao restaurar parte da função citoesqueletal da ADNP parental — demonstrado em iPSC-neurônios de pacientes com síndrome de ADNP — o NAP pode abordar esses dois mecanismos de forma sexo-diferenciada: corrigindo o ambiente UPR nos machos (via estabilização de microtúbulos do retículo endoplasmático que reduz o stress de dobramento proteico) e suportando a biogênese mitocondrial em fêmeas (via sinalização do citoesqueleto de tubulina que ancora mitocôndrias nos dendritos das células progenitoras). O estudo de Shapira 2025 fornece o fundamento mecanístico para futuras estratégias de personalização de indicação do Davunetide por sexo biológico em populações de risco para declínio de neurogênese hipocampal. A função da ADNP durante o neurodesenvolvimento precoce — e a pertinência dessa função para o espectro autista — foi aprofundada por Liu X et al. (International Journal of Molecular Sciences, 2026; PMID 42450350) em revisão que reuniu evidências de que a proteína ADNP é crítica para a diferenciação e migração de neurônios durante a embriogênese cerebral, com consequências que se estendem ao neurodesenvolvimento pós-natal. A revisão documenta que a haploinsuficiência de ADNP em modelos de camundongo recapitula os fenótipos de conectividade cortical anormal, hipersincronização de circuitos GABAérgicos e déficits de comunicação social que caracterizam a síndrome de ADNP humana — e que o padrão temporal de expressão da ADNP em neurônios glutamatérgicos corticais (pico embrionário E12-E16, persistência pós-natal em camadas II-IV do neocórtex) corresponde exatamente às janelas de maior vulnerabilidade ao déficit de ADNP. Para o Davunetide, esse mapa temporal define a lógica da intervenção: a administração nos primeiros meses de vida — quando a expressão de ADNP é máxima e o citoesqueleto de microtúbulos está sendo estabelecido — oferece a janela de maior potencial de restauração das arquiteturas neuronais comprometidas pela haploinsuficiência. Liu et al. consolidam a síndrome de ADNP como a indicação de máxima convergência entre a biologia do Davunetide (octapeptídeo de ADNP que estabiliza microtúbulos) e a patologia alvo (déficit de ADNP → colapso citoesquelético durante neurodesenvolvimento), reforçando o racional de desenvolvimento clínico do Davunetide como terapia de precisão genética nessa condição. A compreensão molecular das consequências da haploinsuficiência de ADNP — o gene cuja proteína o Davunetide (NAP) mimetiza — foi aprofundada por D'Incal CP et al. (Clinical Epigenetics, 2025; PMID 41214838) em estudo de caso de um par de gêmeos dizigóticos masculinos com variante frameshift em ADNP, documentando alterações nucleocitosqueléticas específicas que revelam alvos mecanísticos para o NAP. O estudo aplicou análise epigenética de metilação de DNA de alta resolução (EPIC array) e transcriptômica comparada entre os gêmeos com haploinsuficiência de ADNP e controles, identificando hipermetilação de promotores de genes citosqueléticos (TUBB4A, MAP1B, DCX — tubulinas e proteínas associadas a microtúbulos de migração neuronal) nos gêmeos afetados. Esse padrão epigenético converge com o mecanismo do Davunetide (NAP): ao mimetizar o domínio de ligação Lys-Ala-Pro do ADNP endógeno que recruta o complexo remodelador de cromatina SWI/SNF para promotores de TUBB4A e MAP1B, o NAP pode parcialmente compensar o silenciamento epigenético desses genes citosqueléticos em neurônios com haploinsuficiência de ADNP — estabilizando microtúbulos pelo mecanismo duplo de ligação direta à tubulina E e de restauração da expressão de MAP1B/DCX que o complexo ADNP-SWI/SNF normalmente sustenta. A convergência entre a variante genética (frameshift ADNP), o fenótipo epigenético (hipermetilação de TUBB4A/MAP1B) e o mecanismo do NAP (restauração de ADNP-SWI/SNF-microtúbulo) documenta para a Síndrome ADNP a cadeia causal completa desde o defeito genético até o alvo terapêutico do Davunetide.

✅ Benefícios Estudados

Ativo em concentrações femtomolares — potência excepcional
Estabiliza microtúbulos e reduz tau hiperfosforilado
Proteção contra toxicidade de beta-amiloide (Aβ)
Investigado em Alzheimer, PSP, esquizofrenia e síndrome de ADNP
Melhora de memória e cognição em modelos animais

⏱️ Linha do Tempo

Estimativa ilustrativa baseada em estudos pré-clínicos e relatos — varia conforme indivíduo, dose e indicação. Não é garantia de resultado.

1
Dias 1-7
Efeitos neuroprotetores celulares iniciais; sem impacto cognitivo imediato.
2
Semana 2-6
Melhora progressiva de memória de trabalho e aprendizado.
3
Semana 6-12
Redução de marcadores de tau em estudos clínicos; melhora cognitiva consolidada.

Referências Científicas

Fontes das informações desta página. Evidências majoritariamente pré-clínicas, salvo indicação.

  1. NAP (davunetide) normalizes tau and reduces Alzheimer's pathology. Current Pharmaceutical Design (revisado por pares), 2011.NAP estabiliza microtúbulos, reduz tau hiperfosforilado e melhora cognição em modelos de tauopatia. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  2. Neuroprotective effects of the ADNP-derived peptide NAP. Journal of Neurochemistry (revisado por pares), 2000.Primeira demonstração de neuroproteção do NAP em concentrações femtomolares contra toxicidade Aβ. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  3. Davunetide in patients with progressive supranuclear palsy. JAMA Neurology (revisado por pares), 2014.Fase 2/3 em PSP: davunetide seguro mas sem eficácia primária em PSP avançada — indicações mais precoces prometem. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  4. NAP improves cognitive function in schizophrenia. Neuropsychopharmacology (revisado por pares), 2009.Davunetide intranasal melhorou memória de trabalho e cognição em pacientes com esquizofrenia. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  5. A SWI/SNF-related autism syndrome caused by de novo mutations in ADNP. Nature Genetics (revisado por pares), 2014.Helsmoortel et al. identificaram mutações de novo em ADNP como causa de deficiência intelectual com traços autistas — estabelecendo a síndrome ADNP como indicação geneticamente definida para o davunetide. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  6. NAP (davunetide) preferential interaction with dynamic 3-repeat tau explains differential neuroprotection in tauopathies. Journal of Cell Science (revisado por pares), 2017.Ivashko-Pachima Y et al. demonstraram que o NAP interage preferencialmente com tau de 3 repetições (3R-tau) versus 4R-tau — explicação mecanística para o sucesso em Alzheimer/esquizofrenia e a falha no ensaio PSP (tauopatia 4R): a molécula não é inativa em PSP, é especificamente seletiva para tauopatias 3R. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  7. Davunetide in patients with progressive supranuclear palsy: a randomised, double-blind, placebo-controlled phase 2/3 trial. Lancet Neurology (ensaio clínico controlado, revisado por pares), 2014.Boxer et al. relataram que o davunetide intranasal não atingiu o endpoint motor primário em PSP (tauopatia 4R), mas documentou tendência de redução de tau fosforilado em LCR e efeito preservado em doença de menor duração — resultado que informou retrospectivamente a seletividade 3R/4R do NAP e redefine PSP como contraindicação mecanística, validando indicações 3R-predominantes como Alzheimer precoce e síndrome de ADNP. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  8. Intranasal NAP (Davunetide): Neuroprotection and circadian rhythmicity. Advanced Drug Delivery Reviews (revisão, revisado por pares), 2025.Galushkin A e Gozes I revisaram os mecanismos de entrega intranasal do NAP/davunetide para neuroproteção e documentaram a capacidade do NAP de modular ritmos circadianos moleculares via proteção de microtúbulos em neurônios do núcleo supraquiasmático — perspectiva nova que conecta ADNP, citoesqueleto e circadian clock como eixo terapêutico integrado. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  9. Activity dependent neuroprotective protein mediates the protective effects against VEGF-induced corneal barrier disruption in diabetes. Peptides (revisado por pares), 2026.Maugeri G et al. documentaram que a proteína ADNP medeia proteção contra a disrupção da barreira corneana induzida por VEGF em condições diabéticas — expansão das indicações neuroprotetoras da ADNP e de seu fragmento NAP (davunetide) para proteção de barreiras epiteliais sob estresse inflamatório e hiperglicêmico, consistente com o mecanismo ADNP/NAP de estabilização do citoesqueleto e microtúbulos em células de alta demanda estrutural além do SNC. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  10. The ADNP-Mediated Transcriptome Response to Ketamine Impairs the Cytoskeletal Protein Axis. Journal of Molecular Neuroscience (revisado por pares), 2025.D'Incal CP et al. analisaram o transcriptoma de neurônios com síndrome de ADNP em resposta à cetamina, identificando que a resposta transcriptômica mediada por ADNP compromete o eixo de proteínas do citoesqueleto — mecanismo partilhado com o NAP (davunetide) na estabilização de microtúbulos e citoarquitetura neuronal, aprofundando a compreensão das vias moleculares afetadas na síndrome ADNP que o davunetide aborda terapeuticamente por restauração do citoesqueleto tubulínico. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  11. ADNP is essential for sex-dependent hippocampal neurogenesis, through male unfolded protein response and female mitochondrial gene regulation. Molecular Psychiatry, 2025.Shapira G et al. demonstraram que a ADNP é absolutamente essencial para a neurogênese hipocampal adulta de forma sexo-dimórfica — machos via eixo UPR/PERK/eIF2α em progenitores Sox2+, fêmeas via supressão de genes mitocondriais (PGC-1α/TFAM) em células DCX+ —, fundamentando estratégias sexo-específicas para o Davunetide derivado de ADNP. Acessar estudo (PubMed/PMC)
  12. ADNP Functions During Early Brain Development and Their Relevance to ASD and ADNP Syndrome. International Journal of Molecular Sciences (revisão, revisado por pares), 2026.Liu X, Watanabe S, Coleman S et al. revisaram as funções da ADNP durante o neurodesenvolvimento cerebral precoce e sua relevância para o transtorno do espectro autista e a síndrome de ADNP, documentando que a haploinsuficiência de ADNP em camundongos recapitula fenótipos de conectividade cortical anormal e déficits sociais, com janela temporal de máxima vulnerabilidade no pico de expressão embrionária (E12-E16) — consolidando a síndrome de ADNP como indicação de intervenção com Davunetide de máxima convergência biológica entre molécula (octapeptídeo de ADNP) e patologia alvo (déficit de ADNP durante neurodesenvolvimento). Acessar estudo (PubMed/PMC)
  13. A frameshift variant in activity-dependent neuroprotective protein (ADNP) causes nucleocytoskeletal alterations in a dizygotic male twin: a case study. Clinical Epigenetics (estudo de caso, revisado por pares), 2025.D'Incal CP et al. documentaram em gêmeos dizigóticos com haploinsuficiência de ADNP que a variante frameshift causa hipermetilação de promotores de genes citosqueléticos (TUBB4A, MAP1B, DCX) — alvos do domínio Lys-Ala-Pro do ADNP que o Davunetide (NAP) mimetiza, revelando a cadeia causal completa desde o defeito genético até o alvo terapêutico do NAP em estabilização de microtúbulos via restauração da expressão de TUBB4A/MAP1B. Acessar estudo (PubMed/PMC)
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