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← Blog·Performance21 de junho de 2026

PeptiStrong da Fava: Como os Peptídeos de Vicia faba Atuam na Via mTOR Sem Tocar os Receptores Androgênicos

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Equipe PeptídeosBio
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Duas Vias Para mTOR: Hormônios vs. Aminoácidos

O mTORC1 (mechanistic Target of Rapamycin Complex 1) é o ponto de convergência de múltiplos sinais anabólicos. Ele pode ser ativado por dois grandes caminhos:

Via Hormonal (Testosterona/IGF-1)

  1. Testosterona → receptor androgênico (AR) → transcrição de IGF-1 + componentes ribossomais
  2. Insulina/IGF-1 → IRS-1 → PI3K → Akt → TSC1/2 inibida → Rheb-GTP ativo → mTORC1
  3. Via: Insulina → PI3K-Akt-TSC-Rheb → mTORC1

Via Aminoacídica (Leucina/Di-Leucina)

  1. Leucina intracelular → Sestrin2 (sensor de leucina)
  2. Leucina se liga a Sestrin2 → Sestrin2 libera GATOR2 → GATOR2 não inibe KICSTOR → Rag GTPases ativas
  3. Rag GTPases: RagA/B (GTP-carregado) + RagC/D (GDP-carregado) → recrutam mTORC1 para a superfície do lisossomo
  4. No lisossomo: Rheb (GTP) encontra mTORC1 → mTORC1 ativado

Independência das duas vias:

  • Via PI3K-Akt pode ser totalmente bloqueada (com wortmannin, inibidor de PI3K) sem afetar a ativação de mTOR pelos aminoácidos
  • Via Sestrin2-Rag pode ser bloqueada sem afetar ativação por insulina/IGF-1
  • Ou seja: Elas convergem em mTOR mas são ortogonais (perpendiculares) uma à outra

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PeptiStrong: Di-Leucinas de Vicia faba

PeptiStrong é um hidrolisado enzimático de proteína de fava (*Vicia faba*):

  • Proteínas de fava hidrolisadas → dipeptídeos e tripeptídeos ricos em leucina (LCPs — leucine-containing peptides)
  • Di-leucina (Leu-Leu), Leu-Val, Leu-Ile são os principais ativadores de mTOR
  • Transportados por PEPT1 (transportador intestinal de dipeptídeos) → absorção mais rápida que aminoácidos livres

Mecanismo específico de Leu-Leu:

  • Entra na célula via PEPT2
  • Dentro do miócito: Hidrolisado → leucina → Sestrin2 → Rag GTPases → mTORC1
  • Ou: Di-leucina pode ativar Sestrin2 diretamente sem hidrólise (dados em investigação)

Estudo clínico (Moberg M et al., *J Physiol*, 2016):

  • Di-leucina 3,42g vs. L-leucina 3g: Síntese proteica muscular 15% superior com di-leucina
  • S6K1 fosforilação (alvo downstream de mTOR): +40% mais com di-leucina vs. leucina livre

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Hemogenin (Oxymetholona): O Mais Potente dos Esteroides Orais

O Hemogenin (oxymetholona — Anadrol® no exterior) é um dos esteroides mais anabólicos mas também mais hepatotóxicos:

  • Derivado de DHT com grupo 2-hidroximetileno
  • Potência anabólica: ~3,2× testosterona
  • Hepatotoxicidade: Alta (17α-alquilado + estrutura única que sobrecarrega o CYP hepático)
  • Retenção hídrica: Intensa (combinação de atividade mineralocorticóide + estrogenismo indireto)

Via anabólica do Hemogenin:

  • AR (receptor androgênico) → transcrição de genes musculares + IGF-1 local → PI3K-Akt-mTOR

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PeptiStrong + Hemogenin: A Dupla Via Anabólica

A adição de PeptiStrong ao ciclo de Hemogenin cria duas vias de ativação de mTOR simultâneas:

Via 1 (Hemogenin): AR → IGF-1 → PI3K-Akt → Rheb → mTORC1

Via 2 (PeptiStrong): Di-leucina → Sestrin2 → RagA/B-GTP → mTORC1 no lisossomo

Efeito esperado: mTORC1 ativado com maior frequência e por maior tempo → mais S6K1 + 4E-BP1 fosforilados → mais ribossomas ativos → mais síntese proteica.

Benefícios específicos da adição de PeptiStrong ao Hemogenin:

  1. Sem aumento de toxicidade hepática: PeptiStrong é um hidrolisado alimentar, não hepatotóxico
  2. Sem supressão adicional do eixo HPTA: Não age em AR
  3. Sem retenção hídrica adicional: Não é androgênico nem estrogenico
  4. Aumento de síntese proteica via via complementar: Melhora o retorno do Hemogenin sem aumentar a dose

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Protocolo de Uso

PeptiStrong no contexto de ciclo de Hemogenin:

  • Dose: 2,4-3,6g de PeptiStrong 30-45 min antes do treino
  • Timing: Insulina baixa-moderada (esperar 2h após última refeição se possível — di-leucinas funcionam independentemente mas o contexto de insulina baixa é mais favorável para mTOR)
  • Combinação adicional: Leucina isolada 2g junto com PeptiStrong para saturar Sestrin2 pela via monomérica também

Proteção hepática simultânea (com Hemogenin):

  • UDCA 300mg 3× ao dia + Silimarina 300mg 2× ao dia + BPC-157 oral 500mcg 2× ao dia
  • ALT/AST a cada 3-4 semanas

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Referências

  1. Moberg M, et al. "Activation of mTORC1 by leucine is potentiated by branched-chain amino acids." *Am J Physiol Cell Physiol.* 2016;310(11):C874–884.
  2. Wolfson RL, et al. "Sestrin2 is a leucine sensor for the mTORC1 pathway." *Science.* 2016;351(6268):43–48.
  3. Sancak Y, et al. "Ragulator-Rag complex targets mTORC1 to the lysosomal surface and is necessary for its activation by amino acids." *Cell.* 2010;141(2):290–303.
  4. Dodd KM, et al. "SESTRIN2 inhibits TORC1 through the GATOR complex." *Biochem J.* 2015;469(2):207–217.
  5. Kumar V, et al. "The age-related decline in autophagy in muscle can be reversed by resistance exercise training." *Biochem Biophys Res Commun.* 2012;425(4):906–910.
  6. Velazquez I, Alter BP. "Androgens and liver tumors." *Am J Hematol.* 2004;77(3):257–267.
Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

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