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← Blog·peptideos07 de julho de 2026· 13 min de leitura

Antirretrovirais para HIV — tenofovir, emtricitabina, dolutegravir e darunavir: NRTI, INSTI, IP e PrEP

O tratamento antirretroviral (TARV) suprime o HIV com combinações de fármacos que atacam diferentes etapas do ciclo viral. NRTI (tenofovir/emtricitabina) inibem a transcriptase reversa por incorporação de nucleotídeos falsos. INSTI (dolutegravir/bictegravir) bloqueiam a integrase. IP (darunavir) inibem a protease viral. PrEP com TDF/FTC ou TAF/FTC é altamente eficaz na prevenção do HIV em populações de alto risco.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Ciclo de replicação do HIV e alvos farmacológicos

HIV (Human Immunodeficiency Virus) — retrovírus que infecta linfócitos T CD4⁺ e macrófagos:

Ciclo de replicação do HIV — cada etapa é um alvo potencial para antirretrovirais:

  1. Entrada (fusão): HIV usa sua glicoproteína de envelope gp120 para se ligar ao receptor CD4 da célula hospedeira + co-receptor CCR5 (em tropismos R5) ou CXCR4 (em tropismos X4 — mais tardio, mais virulento) → mudança conformacional na gp41 → fusão das membranas viral e celular

- Alvos: maraviroque (antagonista CCR5 — só para HIV R5-trópico); ibalizumabe (MAb anti-CD4); enfuvirtida (T-20 — inibidor de fusão que bloqueia gp41)

  1. Transcrição reversa (ÚNICO para retrovírus — alvos de NRTI e NNRTI):

- O RNA genômico viral é convertido em DNA dupla-fita (dDNA) pela transcriptase reversa (TR) viral (uma DNA polimerase RNA-dependente) - TR tem função de: RNA-dependente DNA polimerase + ribonuclease H (digere o molde de RNA enquanto sintetiza o DNA) + DNA-dependente DNA polimerase - NRTI (Nucleoside/Nucleotide Reverse Transcriptase Inhibitors): análogos de nucleosídeos/nucleotídeos → fosforilados intracelularmente → incorporados pela TR ao DNA viral em crescimento → TERMINADORES DE CADEIA (sem 3\'OH → impossível adicionar próximo nucleotídeo → síntese de DNA viral para) - NNRTI (Non-Nucleoside Reverse Transcriptase Inhibitors): ligam-se ao sítio alostérico da TR (não ao sítio ativo) → mudam a conformação da TR → inibem atividade enzimática

  1. Integração (alvo dos INSTI):

- O dDNA viral é transportado para o núcleo como parte do complexo de pré-integração → a integrase viral catalisa a integração do dDNA viral no DNA do cromossoma hospedeiro (provirus) → processo em 2 passos: processamento 3\' (integrase remove 2 nucleotídeos das extremidades 3\' do dDNA viral) + transferência de fita (nucleofilia dos 3\' OH ataca o DNA hospedeiro → ligação covalente) - INSTI (Integrase Strand Transfer Inhibitors): se ligam ao sítio catalítico da integrase + dois íons Mg²⁺ → bloqueiam especificamente a etapa de transferência de fita

  1. Transcrição e tradução: o provirus usa a maquinaria de transcrição da célula hospedeira (RNA pol II) → transcrição do RNA viral → tradução de poliproteínas virais (Gag-Pol, Env)
  1. Maturação/clivagem (alvo dos IP):

- Vírions imaturos brotam da célula hospedeira → a protease viral cliva as poliproteínas precursoras (Gag-Pol) em proteínas funcionais individuais (MA, CA, NC, TR, integrase, protease) → maturação → vírions infectivos - IP (Inibidores de Protease): análogos de substrato → ligam-se ao sítio ativo da protease viral → inibem a clivagem das poliproteínas → vírions imaturos não-infectivos

TARV (Terapia Antirretroviral) — princípios gerais:

  • Monoterapia = resistência rápida (alto turnover viral: 10⁸-10¹⁰ novos vírions/dia + TR sem proofreading = alta taxa de mutação → seleciona variantes resistentes em dias)
  • TARV combinado (≥ 3 fármacos de ≥ 2 classes diferentes) → probabilidade de resistência simultânea a todos muito baixa → supressão viral sustentada (CV indetectável < 50 cópias/mL)
  • Quando CV indetectável: sem progressão de doença, sistema imune recupera (CD4 sobe), não há transmissão sexual do HIV (U=U: Undetectable = Untransmittable)

NRTI, INSTI, IP, NNRTI e PrEP — os principais antirretrovirais

NRTI (Inibidores de Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos/Nucleotídeos):

Tenofovir — dois pró-fármacos:

  • TDF (tenofovir disoproxil fumarate) — Viread® (Gilead; genérico): pró-fármaco oral → convertido intracelularmente em tenofovir difosfato (TDPP) que inibe a TR; excelente atividade + barreia genética moderada; efeitos adversos: nefrotoxicidade (injúria tubular proximal → síndrome de Fanconi tubular: perda de fosfato, glicose, aminoácidos; medir creatinina e fósforo sérico regularmente); desmineralização óssea (osteopenia, osteoporose — especialmente em adolescentes); monitorar RFG a cada 6 meses
  • TAF (tenofovir alafenamide) — Vemlidy® (hepatite B), dentro de co-formulações (Descovy®, Biktarvy®, Odefsey®, Genvoya®): pró-fármaco mais estável → concentração plasmática muito menor (90% menor que TDF) mas concentração intracelular similar → mesma eficácia antiviral com muito menor toxicidade renal e óssea; preferido sobre TDF especialmente em pacientes com risco renal ou osteoporose

Emtricitabina (FTC) — Emtriva® (Gilead; dentro de co-formulações como Truvada®, Biktarvy®, etc.): análogo de citidina; excelente tolerabilidade; meia-vida intracelular longa; muito poucos efeitos adversos; hiperpigmentação palmo-plantar em negros (benigno)

Lamivudina (3TC) — Epivir® (ViiV; genérico): histórico; ainda muito usado em combinações, especialmente em países de renda baixa e média (Kaletra® + 3TC, etc.); barreia genética menor que FTC

Abacavir (ABC) — Ziagen® (ViiV; dentro de Kivexa® = ABC+3TC, Triumeq® = ABC+3TC+DTG):

  • REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE GRAVE a abacavir: febre, rash, sintomas GI, sintomas respiratórios → se rechalenge após suspensão → anafilaxia grave com hipotensão → MORTE; mediada por HLA-B*5701 → **triagem OBRIGATÓRIA de HLA-B*5701 antes de prescrever abacavir** → se positivo (prevalência 5-8% em europeus, muito raro em africanos e asiáticos), NÃO usar abacavir; se negativo, risco de hipersensibilidade é mínimo

NNRTI (Não-Nucleosídeos):

  • Efavirenz (Sustiva® — BMS; genérico; dentro de Atripla® = TDF+FTC+EFV): histórico; 600 mg/dia ao deitar (metabolizado por CYP2B6 → tomar à noite minimiza os efeitos SNC ao adormecer; induz CYP3A4 e CYP2B6 fortemente → muitas interações); efeitos SNC: sonhos vívidos/pesadelos, tontura, agitação, confusão nos primeiros 2-4 semanas (80% dos pacientes) → melhora progressivamente; teratogênico (defeitos do tubo neural — contraindicado em gravidez 1º trimestre; debate sobre risco nos outros trimestres)
  • Nevirapina (Viramune® — Boehringer; genérico): hepatotóxica em CD4 > 250 (mulheres) ou > 400 (homens) no início → não iniciar nesses casos; rash grave incluindo SJS
  • Rilpivirina (Edurant® — Janssen; dentro de Complera®/Odefsey®): excelente tolerabilidade; APENAS para CV < 100.000 cópias/mL e CD4 > 200 (falha mais frequente em alta carga viral); tomar com refeição calórica (absorção aumentada); interação com IBP (reduz rilpivirina → não usar IBP com rilpivirina; usar antiácido com 2h de distância)
  • Doravirina (Pifeltro® — MSD; dentro de Delstrigo®): nova geração; excelente tolerabilidade; sem restrição alimentar

INSTI (Inibidores de Integrase — mais modernos, preferidos):

Dolutegravir (DTG) — Tivicay® (ViiV; dentro de Triumeq®= ABC+3TC+DTG, Dovato® = DTG+3TC):

  • Alta barreira genética (mutações que causam resistência são raras e têm alto custo de fitness ao vírus) → excelente para pacientes sem mutações de resistência e como resgate após falha de regimes de menor barreira
  • 50 mg/dia (independente de alimentos); excelente tolerabilidade
  • Interação com cátions divalentes (Ca²⁺, Mg²⁺, Fe²⁺, Al³⁺ dos antiácidos, suplementos de ferro, carbonato de cálcio) — quelar e reduzir absorção → tomar 2h antes ou 6h depois desses minerais; metformina (inibe transportador OCT que elimina metformina → monitorar glicemia e reduzir dose de metformina se necessário)
  • Risco de defeito do tubo neural na concepção/1º trimestre: dados do Botswana (Tsepamo study) 2019 mostraram risco levemente elevado (0.3% vs 0.1% com outros antirretrovirais) em mulheres que engravidaram usando DTG → ácido fólico 5 mg/dia obrigatório para mulheres em DTG que possam engravidar; dados de seguimento maiores mostraram risco muito menor que o inicialmente reportado; DTG continua recomendado em gestantes pelo benefício-risco

Bictegravir (BIC) — Biktarvy® (BIC/TAF/FTC 1cp/dia — Gilead):

  • Altíssima barreira genética (sem resistência documentada até o momento em trials); comprimido único 1x/dia; excelente tolerabilidade; sem interação com alimentos
  • Considerado o regime de primeira linha preferido pelo DHHS 2023 nos EUA para pacientes naive; no Brasil disponível pelo PCDT HIV/AIDS

Cabotegravir (CAB) — Vocabria® (ViiV): oral para PrEP; formulação de longa duração injetável (CAB-LA) — cabotegravir 600 mg IM a cada 2 meses (+ rilpivirina injetável a cada 2 meses para TARV = Cabenuva®, ViiV); primeiro regime de TARV injetável bimestral aprovado pelo FDA (2021)

IP (Inibidores de Protease — boosted):

  • IPs modernos usam booster farmacológico (ritonavir ou cobicistate em dose subclínica → inibem CYP3A4 → aumentam muito o nível do IP principal) para melhorar farmacocinética
  • Darunavir (DRV) — Prezista® (Janssen): mais moderno e com alta barreira genética entre os IPs; DRV/cobicistate (Rezolsta®, 1x/dia) ou DRV/ritonavir (600 mg 2x/dia em tratamento-experienced com resistência)
  • Efeitos adversos dos IPs: dislipidemia (triglicérides e LDL elevados), lipodistrofia (especialmente IPs mais antigos — indinavir, lopinavir), hiperglicemia/DM; diarreia
  • Ritonavir em dose plena (Norvir® 600 mg/dia) raramente usado como antiviral hoje mas amplamente usado como booster (100 mg/dia); interações farmacocinéticas massivas como booster (inibe CYP3A4, CYP2D6 fortemente) — cuidado com estatinas metabolizadas por CYP3A4 (usar preferência rosuvastatina ou pravastatina)

PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP):

  • TDF/FTC (Truvada®, genérico) 1 comprimido/dia VO: redução de 92-99% do risco de aquisição de HIV em soronegativo de alto risco (homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, parceiros sorodiscordantes de pessoas com HIV indetectável) — trials iPrEx, Partners PrEP, TDF2
  • TAF/FTC (Descovy®): aprovado FDA 2019; mesma eficácia; melhor perfil renal e ósseo; NÃO aprovado para mulheres cis e pessoas trans femininas (não incluídas no trial DISCOVER)
  • CAB injetável (Apretude® — 600 mg IM D1, D29, então a cada 2 meses): superior ao TDF/FTC oral na PrEP (HPTN 083 e HPTN 084 trials): 66-89% mais eficaz que TDF/FTC oral em MSM e mulheres cisgênero africanas, respectivamente; aprovado FDA 2021; opção para adesão oral difícil
  • No Brasil: PrEP com TDF/FTC disponível gratuitamente pelo SUS em UDSTs e serviços de referência; critérios: relações sexuais anais sem camisinha com parceiros HIV+ ou status desconhecido; uso de drogas injetáveis; parceiro sorodiscordante sem supressão viral
  • PEP (profilaxia pós-exposição): TDF/FTC + DTG (ou RAL) por 28 dias — iniciar em até 72h da exposição; eficácia diminui com o tempo

Perguntas frequentes sobre antirretrovirais e HIV

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Uma pessoa com HIV em tratamento pode transmitir o vírus para o parceiro?+

Quando a pessoa com HIV está em tratamento antirretroviral com carga viral indetectável (CV < 50 cópias/mL), a transmissão sexual é praticamente zero — este é o princípio U=U (Undetectable = Untransmittable), apoiado por evidências científicas sólidas de múltiplos grandes estudos. Os estudos mais importantes: PARTNER 1 (2014): 888 casais sorodiscordantes (HIV+ com CV indetectável + parceiro HIV-), quase 60.000 relações sexuais sem camisinha → 0 infecções vinculadas ao parceiro HIV+ indetectável; PARTNER 2 (2019): exclusivo de casais de HSH (homens que fazem sexo com homens), 783 casais, 77.000 relações sem preservativo → 0 transmissões; OPPOSITES ATTRACT (2017): 343 casais de HSH, 22.000 relações → 0 transmissões. Todos três estudos com seguimento de 1-8 anos mostraram taxa de transmissão = 0 para parceiros de pessoas com HIV indetectável. Contudo, para transmissão = zero ser garantida: (1) a CV precisa estar realmente indetectável (verificada por exame laboratorial recente — checar pelo menos a cada 6 meses); (2) a supressão viral precisa ser mantida com adesão ao TARV; (3) Sem DSTs/ISTs ativas (gonorreia, sífilis, herpes genital aumentam o risco de transmissão independentemente); (4) Sem uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas. Resumindo: U=U é cientificamente válido para relações sexuais quando a CV está suprimida de forma documentada e sustentada. Isso não elimina a importância do preservativo para prevenção de outras ISTs, mas significa que o HIV com tratamento adequado não precisa mais ser uma barreira para relacionamentos íntimos.

O que é PrEP e quem deve usar no Brasil?+

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas HIV-negativas para PREVENIR a aquisição do HIV antes de uma exposição de risco. A PrEP disponível no Brasil pelo SUS é o comprimido combinado de tenofovir disoproxil fumarate 300 mg + emtricitabina 200 mg (TDF/FTC — Truvada® ou genérico) — 1 comprimido/dia, todo dia, independentemente de ter relação sexual no dia ou não. Eficácia quando tomada corretamente: redução de 92-99% do risco de aquisição de HIV. Quem tem indicação de PrEP no Brasil (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde): pessoas HIV-negativas que se enquadram em: relações sexuais anais ou vaginais desprotegidas (sem camisinha consistente) com parceiros HIV positivos sem supressão viral confirmada ou status desconhecido; uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas/agulhas; diagnóstico de IST bacteriana (gonorreia, clamídia, sífilis) nos últimos 6 meses; profissionais do sexo; parceiro sorodiscordante (HIV+) com desejo de concepção. Como acessar no Brasil GRATUITAMENTE: comparecer a uma Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) ou serviço de referência em IST/HIV/AIDS com o Cartão SUS → o profissional avalia e indica PrEP se houver indicação → medicamento fornecido gratuitamente. Requisitos para manutenção: teste de HIV a cada 3 meses (para detectar soroconversão se ocorrer — HIV durante PrEP é raro mas requer diagnóstico imediato para ajuste de tratamento), monitoramento de função renal (TDF tem pequena nefrotoxicidade). A PrEP não protege contra outras ISTs (gonorreia, sífilis, HPV, herpes) — uso de preservativo ainda recomendado para proteção completa.

Referências Científicas

  1. Grant RM, Lama JR, Anderson PL, et al. (iPrEx — tenofovir/emtricitabine PrEP in MSM) Preexposure Chemoprophylaxis for HIV Prevention in Men Who Have Sex with Men. N Engl J Med, 2010.
  2. Rodger AJ, Cambiano V, Bruun T, et al. (PARTNER 2 — zero HIV transmission with undetectable viral load in MSM) Risk of HIV transmission through condomless sex in serodifferent gay couples with the HIV-positive partner taking suppressive antiretroviral therapy (PARTNER): final results of a multicentre, prospective, observational study. Lancet, 2019.
  3. Sax PE, Wohl D, Yin MT, et al. (GS-US-292-0104/0111 — Genvoya vs Stribild: TAF vs TDF safety — renal and bone) Tenofovir alafenamide versus tenofovir disoproxil fumarate, coformulated with elvitegravir, cobicistat, and emtricitabine, for initial treatment of HIV-1 infection: two randomised, double-blind, phase 3, non-inferiority trials. Lancet, 2015.
  4. Landovitz RJ, Donnell D, Clement ME, et al. (HPTN 083 — cabotegravir long-acting vs TDF/FTC for PrEP) Cabotegravir for HIV Prevention in Cisgender Men and Transgender Women. N Engl J Med, 2021.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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