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← Blog·peptideos04 de julho de 2026· 13 min de leitura

Quinolonas, aminoglicosídeos e macrolídeos — ciprofloxacino, gentamicina e azitromicina: mecanismo de ação, espectro, ototoxicidade e interações

Quinolonas/fluorquinolonas (ciprofloxacino, levofloxacino, moxifloxacino) inibem DNA girase (topoisomerase II) e topoisomerase IV → bactericidas. Aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina) ligam-se à subunidade 30S do ribossomo → erros de tradução → bactericidas; ototóxicos e nefrotóxicos. Macrolídeos (azitromicina/claritromicina) inibem subunidade 50S do ribossomo → bacteriostáticos; importantes para atípicos (Mycoplasma, Legionella, Chlamydia).

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BioPeptídeos Editorial
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Quinolonas e fluorquinolonas — mecanismo de inibição do DNA, espectro e toxicidades

Quinolonas / Fluorquinolonas — uma das classes mais importantes de antibióticos:

Mecanismo de ação (bactericida; dependente de concentração — AUC/MIC e Cmax/MIC são os preditores farmacodinâmicos):

  • A replicação do DNA bacteriano requer topoisomerases para resolver super-espiralizações (quando a dupla hélice é desenrolada durante a replicação, cria super-espirais positivas à frente da forquilha de replicação)
  • DNA girase (topoisomerase II bacteriana): introduz super-espirais negativas → relaxa super-espirais positivas; essencial para replicação em Gram-negativos; complexo de duas subunidades GyrA + GyrB
  • Topoisomerase IV: decatena cromossomos-filhos após replicação; essencial em Gram-positivos; complexo ParC + ParE (homólogos de GyrA e GyrB)
  • Quinolonas: interagem com o complexo DNA-girase-DNA ou DNA-topoisomerase IV-DNA → estabilizam o complexo clivado (o DNA é cortado mas não é re-selado) → forquilha de replicação colide com o complexo preso → quebras duplas de DNA → morte celular
  • Seletividade bacteriana: a DNA girase e topoisomerase IV bacterianas são estruturalmente diferentes das topoisomerases humanas (topoisomerase I e II eucarióticas) → as quinolonas têm alta afinidade pelas enzimas bacterianas e baixa pelas humanas (por isso são antibióticos bactericidas seguros para humanos)

Gerações de fluorquinolonas e espectro:

  • Quinolona de 1ª geração (ácido nalidíxico): apenas Gram-negativos entéricos; uso oral apenas; historicamente importantissimo mas hoje obsoleto
  • 2ª geração (ciprofloxacino, norfloxacino, ofloxacino): melhor Gram-negativos incluindo Pseudomonas; ciprofloxacino = o mais ativo contra P. aeruginosa da classe; cobertura modesta de Gram-positivos
  • 3ª geração (levofloxacino): melhor equilíbrio Gram-positivo + Gram-negativo; melhor cobertura de S. pneumoniae (pneumococo) que ciprofloxacino → "quinolona respiratória"
  • 4ª geração (moxifloxacino, gemifloxacino): excelente cobertura de Gram-positivos + S. pneumoniae resistente à penicilina + Legionella, Mycoplasma, Chlamydia; moxifloxacino cobre anaeróbios; NÃO cobre Pseudomonas; NÃO tem clearance renal adequado (uso urinário)

Ciprofloxacino (Cipro® — Bayer; genérico):

  • 500-750 mg VO 2x/dia; 200-400 mg IV 2x/dia; o mais potente contra P. aeruginosa da classe
  • Indicações: ITU complicadas, pielonefrite, prostatite bacteriana (excelente penetração prostática), diarreia infecciosa grave (Salmonella, Shigella, Campylobacter), osteomielite por Gram-negativos, antraz (inhalação — Bacillus anthracis), gonorréia (mas resistência crescente), profilaxia de meningocócica (alternativa à rifampicina)
  • Interações: quelação com multivalentes (Ca²⁺, Al³⁺, Mg²⁺, Fe²⁺, Zn²⁺) na absorção → tomar com 2h de distância de antiácidos, leite, suplementos; inibidor de CYP1A2 → eleva níveis de teofilina (risco de convulsões e arritmias com teofilina+ciprofloxacino), clozapina, cafeína

Levofloxacino (Levaquin® — Janssen; genérico):

  • 500-750 mg VO/IV 1x/dia; "quinolona respiratória"
  • Indicações: pneumonia comunitária (especialmente quando atípicos são suspeitos ou β-lactamas falharam), sinusite bacteriana, ITU, pielonefrite, prostatite, tuberculose (como fluorquinolona de 2ª linha nos esquemas MDR-TB)

Moxifloxacino (Avelox® — Bayer; genérico):

  • 400 mg VO/IV 1x/dia; NÃO excretado pela urina (uso urinário inadequado); INCLUI cobertura anaeróbia
  • Indicações: pneumonia comunitária, exacerbação de DPOC, infecções de pele e partes moles (com cobertura anaeróbia), tuberculose (MDR-TB), Mycobacterium abscessus

Toxicidades e contraindicações das fluorquinolonas:

  • Tendinite e ruptura de tendão: fluorquinolonas inibem a síntese de colágeno (mecanismo incerto) + causam degeneração dos tenócitos; tendão de Aquiles mais afetado; risco multiplicado com corticoide + quinolona em > 60 anos → FDA black box warning (2008); contraindicação relativa em idosos com histórico de problemas tendíneos e em uso de corticoide
  • Neuropatia periférica: parestesias, dor, fraqueza — podem ser irreversíveis; FDA black box warning (2013)
  • Efeitos no SNC: agitação, confusão, convulsões (especialmente ciprofloxacino + teofilina; em idosos; em epilépticos)
  • Prolongamento de QTc: todas as fluorquinolonas prolongam QTc de forma dose-dependente; moxifloxacino > levofloxacino > ciprofloxacino; contraindicadas com outros prolongadores de QT e em pacientes com QTc basal > 450 ms, síndrome do QT longo
  • Disrupção de microbioma e Clostridioides difficile: destruição de flora intestinal → risco de C. diff (3-4x); especialmente moxifloxacino
  • Hipoglicemia: fluorquinolonas (especialmente gatifloxacino — retirado do mercado por isso) podem causar hipoglicemia grave em diabéticos usando sulfonilureia ou insulina
  • Uso em crianças e gestantes: contraindicadas (inibem o crescimento da cartilagem em desenvolvimento); exceção: antraz e quando risco/benefício favorece
  • Resistência crescente: S. aureus, P. aeruginosa, E. coli e muitos entéricos têm resistência crescente às quinolonas (especialmente em áreas de alto uso); usar criteriosamente

Aminoglicosídeos e macrolídeos — mecanismos, ototoxicidade, indicações

AMINOGLICOSÍDEOS — Gentamicina, Tobramicina, Amicacina, Estreptomicina:

Mecanismo (bactericida; dependente de concentração — Cmax/MIC é o preditor farmacodinâmico):

  1. Aminoglicosídeos são moléculas policatiônicas que penetram na bactéria via: ligação eletrostática ao lipopolissacarídeo (LPS) na membrana externa de Gram-negativos (os cátions múltiplos se ligam ao LPS que é carregado negativamente) → disrupsão da membrana + transporte ativo para dentro (transporte dependente de potencial de membrana — REDP)
  2. Dentro da bactéria: ligam-se ao sítio A (acceptor site) da subunidade 30S do ribossomo → causam misreading (erros de leitura do mRNA) → síntese de proteínas aberrantes → as proteínas aberrantes se incorporam na membrana → formam poros adicionais → mais aminoglicosídeos entram → ciclo autopotenciante → morte celular
  3. Efeito pós-antibiótico prolongado: supressão do crescimento bacteriano persiste por horas após a concentração cair abaixo da MIC → justifica doses altas em intervalos prolongados (dose única diária — DUD)

Dose única diária (DUD / One Daily Dosing):

  • Aminoglicosídeos são dependentes de concentração → dose alta → pico alto → efeito bactericida máximo → intervalo longo (24h) → concentração cai abaixo da MIC → menos toxicidade renal (as células tubulares renais têm mecanismo saturável de captação dos aminoglicosídeos — período de baixa concentração permite que as células renais recuperem os aminoglicosídeos saturados)
  • Gentamicina ou tobramicina: 5-7 mg/kg/dia IV 1x/dia (DUD) em adultos com função renal normal; amicacina: 15-20 mg/kg/dia 1x/dia
  • Monitoramento de nível: colher pico (30 min pós-infusão — alvo 5-10 μg/mL para gentamicina) e vale (antes da próxima dose — alvo < 2 μg/mL para gentamicina) para avaliar eficácia e toxicidade (especialmente em doses múltiplas ao dia ou insuficiência renal)

Indicações (em combinação — raramente como monoterapia):

  • Sepse de foco abdominal/urinário grave: Gram-negativos resistentes incluindo P. aeruginosa (combinação piperacilina-tazobactam + amicacina; ou carbapenemico + amicacina em MDR)
  • Endocardite por enterococo: ampicilina + gentamicina (sinergismo — a gentamicina penetra melhor no enterococo após a ampicilina danificar a parede)
  • Meningite neonatal (Gram-negativo): ampicilina + gentamicina IV em neonatos
  • Tuberculose: estreptomicina (amicacina em MDR-TB)
  • Fibrosite cística: tobramicina inalatória (TOBI®) para P. aeruginosa crônica nos pulmões

Toxicidades dos aminoglicosídeos:

  • Ototoxicidade (irreversível): as células ciliadas da cóclea (frequência alta, dano coclear → surdez) e do vestíbulo (vertigem, ataxia, nistagmo) são particularmente suscetíveis; as células ciliadas externas têm receptores (TRPV1) e transportadores que captam os aminoglicosídeos → acúmulo → geração de ERO → morte irreversível; estereocílios não se regeneram nos humanos; risco: amicacina > gentamicina = tobramicina (coclear); gentamicina > amicacina (vestibular); monitorar audiometria em uso prolongado
  • Nefrotoxicidade (geralmente reversível): células do túbulo contorcido proximal captam aminoglicosídeos via endocitose (receptor megalina) → acúmulo intracelular → disfunção lisossomal + ERO → necrose tubular; aumento de creatinina em 10-25% dos pacientes em cursos longos; geralmente reversível após suspensão; risco: vancomicina + aminoglicosídeo (sinergismo nefrotóxico — EVITAR combinação sempre que possível), anfotericina B + aminoglicosídeo, ciclosporina, cisplatina; monitorar creatinina diariamente em uso hospitalar
  • Bloqueio neuromuscular: alta dose IV → pode bloquear a liberação de Ach → fraqueza muscular, parada respiratória (especialmente em miastenia gravis ou com agentes de bloqueio neuromuscular)

MACROLÍDEOS — Azitromicina, Claritromicina, Eritromicina:

Mecanismo (bacteriostático — inibe crescimento sem matar; em concentrações altas pode ser bactericida):

  • Ligam-se ao sítio P (peptidyl site) da subunidade 50S do ribossomo → bloqueiam a translocação do peptídeo em crescimento (que move do sítio A para o sítio P) → síntese proteica para
  • Seletividade: ribossomo bacteriano 70S (30S + 50S) vs eucarioto 80S (40S + 60S) — macrolídeos têm muito maior afinidade pelo 70S bacteriano

Azitromicina (Zithromax® — Pfizer; Azitro® — EMS; genérico):

  • Semissintético (macrolídeo + anel lactona de 15 membros = azalida); meia-vida muito longa (68h) → dose 1x/dia por 3-5 dias (Z-pack nos EUA: 500 mg D1 + 250 mg D2-D5)
  • Concentra-se em tecidos e macrófagos (relação tecido/plasma ~50:1) → cobre bactérias intracelulares que se localizam em macrófagos e tecidos; excretada lentamente dos macrófagos após o término do tratamento (efeito continua por semanas após a última dose)
  • Indicações: pneumonia comunitária leve/moderada (Streptococcus pneumoniae sensível + Mycoplasma, Legionella, Chlamydia — "atípicos"); faringite estreptocócica (alérgicos à penicilina); sinusite; doenças de transmissão sexual por Chlamydia trachomatis (1 g dose única); cervicite/uretrite (1 g dose única); Mycobacterium avium complex (MAC) em HIV; tosse convulsa (Bordetella pertussis); criptosporidiose em imunossuprimidos; prevenção de MAC em HIV com CD4 < 50 (azitromicina 1200 mg/semana)
  • Interação com prolongação de QTc: azitromicina prolonga QTc → risco de torsades de pointes; FDA alerta 2013; combinar com outros prolongadores de QT (quinolonas, haloperidol, metadona) multiplica o risco

Claritromicina (Klaricid® — AbbVie; genérico):

  • 14 membros; metabolizada por CYP3A4 E inibidora potente de CYP3A4 → muitas interações (estatinas, tacrolimo, ciclosporina, bloqueadores de canais de cálcio, varfarina — aumentam muito seus níveis com claritromicina); meia-vida de 6h → 2 tomadas diárias; CR 2x
  • Indicações: pneumonia comunitária (cobertura de atípicos similar à azitromicina); H. pylori (triple terapia: IBP + claritromicina + amoxicilina); sinusite bacteriana; MAC (claritromicina + etambutol ± rifabutina); faringite estreptocócica (alérgicos à penicilina)
  • Sabor amargo característico

Eritromicina (Ery-Ped® — AbbVie; genérico; muito histórica, precursora dos macrolídeos modernos):

  • Muita toxicidade GI (ativa receptor de motilina → diarreia, náusea, cólicas) → hoje raramente usada para infecções (substituída por azitromicina/claritromicina); porém ainda usada como procinético (0.25 g oral 3-4x/dia antes das refeições — acelera esvaziamento gástrico em gastroparesia diabética ou pós-cirúrgica) e para preparação de colonoscopia

Resistência a macrolídeos: erm (erythromycin ribosome methylation) genes → metilação de rRNA 23S → impede ligação do macrolídeo; muito prevalente em S. pyogenes e S. pneumoniae em algumas regiões → taxa de resistência do pneumococo à azitromicina chega a 30-40% em algumas cidades brasileiras → não usar azitromicina como monoterapia para pneumonia em áreas de alta resistência sem cobertura adequada; mefA (efluxo de macrolídeo) em streptococci

Perguntas frequentes sobre quinolonas, aminoglicosídeos e macrolídeos

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Ciprofloxacino é seguro para tratar infecção urinária? Existem alternativas?+

Ciprofloxacino é eficaz para infecções urinárias (ITU) por Gram-negativos sensíveis, mas seu uso deve ser criterioso pelas toxicidades e resistência crescente. Para cistite simples (mulher, sem complicações, sem pielonefrite): ciprofloxacino 250 mg 2x/dia por 3 dias ou 500 mg dose única é eficaz, mas as diretrizes atuais preferem outras opções de primeira linha para preservar as fluorquinolonas para infecções mais graves. Primeira linha recomendada para cistite simples (IDSA guidelines 2011, atualizadas): nitrofurantoína macrocristalina (Macrobid® 100 mg 2x/dia por 5-7 dias) — excelente atividade na bexiga, pouca resistência, sem efeito em ESBL colônica; fosfomicina trometamol (Monuril® 3 g dose única) — cobertura de E. coli e Enterococcus incluindo ESBL; trimetoprim-sulfametoxazol (TMP-SMX 160/800 mg 2x/dia por 3 dias) — se sensível no antibiograma local (resistência crescente em muitas áreas). Quando usar quinolona em ITU: pielonefrite aguda (ciprofloxacino 500 mg 2x/dia por 7 dias é de primeira linha), prostatite bacteriana (ciprofloxacino ou levofloxacino por 4-6 semanas — excelente penetração prostática), ITU complicada (cateter, obstrução, IR), quando cultura mostrar ESBL com sensibilidade a quinolona mas resistência a outros agentes de 1ª linha. Evite usar quinolonas em cistites simples para preservar as fluorquinolonas e pelo risco de toxicidades sérias (tendão, neuropatia periférica, QTc) que não se justificam para infecções leves.

Azitromicina cura pneumonia? Quando é suficiente e quando não é?+

Azitromicina é adequada para pneumonia comunitária em certos contextos, mas não universal. Pneumonia comunitária leve em paciente ambulatorial saudável sem comorbidades (CAP CURB-65 score 0-1 — tratado em casa): azitromicina 500 mg/dia por 5 dias OU claritromicina 500 mg 2x/dia por 7-10 dias é adequada para cobrir tanto pneumococo (se sensível) quanto atípicos (Mycoplasma, Chlamydophila, Legionella). No entanto, devido à resistência crescente do pneumococo aos macrolídeos (20-40% em algumas regiões), muitas diretrizes atuais preferem amoxicilina 1g 3x/dia (cobre pneumococo mas não atípicos) ou amoxicilina + azitromicina em combinação como primeira escolha. Pneumonia moderada-grave hospitalar (CURB-65 ≥ 2 ou necessidade de internação): β-lactâmico (ceftriaxona 1-2g IV/dia) + macrolídeo (azitromicina IV/VO) ou β-lactâmico + quinolona respiratória (levofloxacino). A combinação com β-lactâmico é importante porque a cobertura do pneumococo com macrolídeo isolado é questionável com altas taxas de resistência. Pneumonia por Legionella pneumophila: macrolídeo (azitromicina IV) OU levofloxacino — ambos são de primeira linha (intracelular, os β-lactamas não funcionam). Pneumonia grave em UTI: β-lactâmico IV + azitromicina IV (IDSA/ATS guidelines). Conclusão: azitromicina oral é adequada em pneumonia leve ambulatorial, mas não substitui um β-lactâmico na pneumonia grave; e a resistência local deve ser sempre considerada.

Referências Científicas

  1. Mandell LA, Wunderink RG, Anzueto A, et al. (IDSA/ATS consensus guidelines community-acquired pneumonia 2007) Infectious Diseases Society of America/American Thoracic Society Consensus Guidelines on the Management of Community-Acquired Pneumonia in Adults. Clin Infect Dis, 2007.
  2. Nicolle LE, Gupta K, Bradley SF, et al. (IDSA clinical practice guideline for uncomplicated urinary tract infection in women 2011) Clinical Practice Guideline for the Management of Asymptomatic Bacteriuria: 2019 Update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis, 2019.
  3. Zhanel GG, Walkty AJ, Karlowsky JA. (Azithromycin QTc prolongation — clinical review) Azithromycin in the era of macrolide-resistant pneumococcus: does the antibacterial activity matter?. Can J Infect Dis Med Microbiol, 2014.
  4. FDA Drug Safety Communication. (Fluoroquinolone antibiotics: serious psychiatric, neurological adverse events — FDA 2018) FDA updates warnings for fluoroquinolone antibiotics on risks of mental health and low blood sugar adverse reactions. FDA Drug Safety, 2018.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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