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← Blog·peptideos19 de junho de 2026· 12 min de leitura

PI3K, AKT e mTOR: via de sinalização, PTEN, alpelisibe, everolimo e combinações em câncer de mama, endometrial e renal

A via PI3K/AKT/mTOR é a mais frequentemente alterada no câncer humano. PIK3CA mutações no câncer de mama HR+, perda de PTEN em endometrial e próstata, e mTOR em renal são alvos de alpelisibe, everolimo, temsirolimo, inavolisibe e capivasertib.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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A via PI3K/AKT/mTOR — arquitetura molecular e alterações em câncer

PI3K (Phosphoinositide 3-kinase) — família de enzimas lipídicas:

Classificação:

  • Classe I (terapeuticamente mais relevante): heterodímero de subunidade catalítica p110 + regulatória p85

- PI3Kα (PIK3CA gene): mais mutado em câncer; mama, endometrial, cervical - PI3Kβ (PIK3CB): ativo em PTEN-nulo - PI3Kγ e PI3Kδ: imune (neutrófilos, macrófagos, células B/T)

  • Classe II, III: funções vesiculares/autofagia

Mecanismo de ativação:

  1. RTK ativo (EGFR, HER2, IGFR, etc.) ou RAS-GTP → recruta p85 de PI3Kα → ativa p110α catalítico
  2. PI3K catalisa: PIP2 → PIP3 (phosphatidylinositol 3,4,5-trisphosphate)
  3. PIP3 recruta PDK1 e AKT para a membrana via domínio PH
  4. PDK1 fosforila AKT em T308 (ativação parcial)
  5. mTORC2 fosforila AKT em S473 (ativação completa)

PTEN (Phosphatase and TENsin homolog) — supressor tumoral lipídico:

  • Desfosforila PIP3 → PIP2 → contraria a ação de PI3K → freio da via
  • Perda/mutação de PTEN: 20-30% de cânceres (próstata, endometrial, glioblastoma especialmente frequente)
  • PTEN síndrome (Cowden): mutação germinal → risco aumentado de mama, tireoide, endometrial

AKT (Protein Kinase B) — serina/treonina quinase:

  • 3 isoformas: AKT1, AKT2, AKT3 — funções parcialmente distintas
  • Substratos de AKT (fosforila → regula): GSK-3β (glicogênio síntese), FOXO (fatores de transcrição pro-apoptóticos, inativa-los → sobrevida), BAD (pro-apoptótico, inativado → sobrevida), MDM2 (degrada p53), TSC1/TSC2 (ativa mTOR indiretamente)

mTOR (mechanistic Target of Rapamycin) — serina/treonina quinase:

  • Forma 2 complexos funcionalmente distintos:

- mTORC1 (com Raptor): regula síntese proteica, crescimento celular, lipogênese, autofagia; alvejado por rapamicina/everolimo - mTORC2 (com Rictor): fosforila AKT S473, regula citoesqueleto de actina; resistente a rapamicina

  • mTORC1 ativa:

- S6K1 → proteína ribossomal S6 → tradução de mRNAs cap-dependent - 4E-BP1 → libera eIF4E → inicia tradução de mRNAs de genes de crescimento (ciclina D, c-Myc) - Inibe autofagia (fosforila ULK1)

Alterações oncogênicas na via:

  • PIK3CA mutações (p110α): H1047R, E542K, E545K (exon 9/helical e exon 20/kinase) — ganho de função

- 36% de mama ER+, 25% endometrial, 30% cervical, 15% CRC, 10% gástrico

  • Mutações de AKT (AKT1 E17K): mama, colorretal
  • PTEN perda: próstata 20-40%, glioblastoma 40%, endometrial 30%
  • TSC1/TSC2 mutações: hamartoma sindrômico → mTOR constitutivo → tratar com everolimo (TSC1/2 perde capacidade de inativar mTOR via Rheb)

Inibidores de PI3K, AKT e mTOR aprovados clinicamente

Inibidores de mTOR (rapalogs — análogos de rapamicina):

Everolimo (Afinitor® — Novartis):

  • Liga FKBP12 → complexo inibe mTORC1 alostericamente
  • Ca mama HR+ (BOLERO-2): everolimo + exemestano vs exemestano → PFS 6.9 vs 2.8 meses (em resistência a AI) → aprovado 2012
  • Ca renal (RCC) mTOR (RECORD-1): everolimo vs placebo pós-sunitinibe → PFS 4.0 vs 1.9 meses
  • Tumores neuroendócrinos pancreáticos (pNET) (RADIANT-3): everolimo → PFS 11.0 vs 4.6 meses
  • Angiomiolipoma renal em TSC: everolimo → shrinkage de lesão
  • Toxicidade: estomatite (60%, grade 3 em 8%), pneumonite (10-15%), hiperglicemia, hiperlipidemia, imunossupressão

Temsirolimo (Torisel® — Pfizer):

  • IV; RCC de mau prognóstico em 1ª linha (ARCC trial: temsirolimo vs interferon-α vs combinação → OS 10.9 vs 7.3 vs 8.4 meses para temsirolimo) → aprovado 2007 para RCC pouco diferenciado

Sirolimo (rapamicina — Rapamune® — Pfizer): principalmente transplante (imunossupressor); efeito anti-proliferativo em HAM (hamartoma); não oncológico primário

Inibidores de PI3Kα seletivos:

Alpelisibe (Piqray® — Novartis) — inibidor de PI3Kα seletivo:

  • Seletivo para p110α (evita toxicidade imune de pan-PI3K inibidores como idelalisibe que bloqueiam PI3Kδ)
  • SOLAR-1: alpelisibe + fulvestrant vs fulvestrant em HR+/HER2- pós-AI, PIK3CA-mutado → PFS 11.0 vs 5.7 meses; ORR 35.7% vs 16.2%
  • Toxicidade crítica: hiperglicemia (64% qualquer grau, 37% grau 3-4) — PI3Kα tem papel na ação de insulina → bloqueio → resistência à insulina → hiperglicemia mesmo em não-diabéticos → manejo: metformina profilática, dieta low-carb, ajuste de dose; contraindicado em DM tipo 1 descontrolado
  • Rash (52%), diarreia (47%), náusea (45%)

Inavolisibe (Itovebi® — Genentech/Roche) — PI3Kα inibidor de geração seguinte:

  • INAVO120 trial: inavolisibe + palbociclibe + fulvestrant vs palbociclibe + fulvestrant em HR+/HER2- PIK3CA-mutado pós-AI → PFS 15.0 vs 7.3 meses → aprovado 2024 (1ª linha "tripla")
  • Similar toxicidade hiperglicemia mas gerenciável

Inibidores de PI3Kδ (imunes — não oncológicos primários):

  • Idelalisibe (Zydelig® — Gilead): PI3Kδ → LLC, linfoma folicular (2ª linha); toxicidade imune grave (pneumonite, colite hepatite)

Inibidores de AKT:

Capivasertib (Truqap® — AstraZeneca) — pan-AKT inibidor:

  • CAPItello-291: capivasertib + fulvestrant vs fulvestrant em HR+/HER2- pós-AI com PIK3CA/AKT1/PTEN alteração → PFS 7.2 vs 3.6 meses → aprovado 2023
  • Indicação mais ampla: PIK3CA ou AKT mutação ou PTEN loss (não apenas PIK3CA como alpelisibe)

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mTOR em RCC e tumores neuroendócrinos: everolimo e combinações com anti-VEGF

Carcinoma de Células Renais (RCC) — revolução terapêutica 2005-2024:

Biologia do ccRCC (clear cell) — VHL/HIF/VEGF:

  • VHL mutado em 60-90% de ccRCC → não degrada HIF-1α/HIF-2α → HIF ativado constitutivamente → VEGF, PDGF, TGF-β, GLUT1 transcritos → angiogênese intensa
  • Justificativa para anti-VEGF (sunitinibe, pazopanibe, axitinibe, cabozantinibe) e anti-VEGFR
  • Também: mTOR pathway ativa em muitos RCC → razão para everolimo/temsirolimo

Sequência de tratamento em ccRCC metastático (IMDC risk):

1ª linha favorável/intermediário/pobre:

  • Nivolumabe + ipilimumabe (CheckMate 214): IMDC intermediário/pobre → OS a 5 anos 47% vs 36% sunitinibe → padrão
  • Axitinibe + pembrolizumabe (KEYNOTE-426): todo risco → OS 49.9 vs 35.7 meses vs sunitinibe
  • Axitinibe + avelumabe (JAVELIN Renal 101): PFS superior mas OS não confirmada
  • Cabozantinibe + nivolumabe (CheckMate 9ER): OS 37.7 vs 34.3 meses vs sunitinibe (bem numericamente mas p-value borderline)
  • Lenvatinibe + pembrolizumabe (CLEAR/KEYNOTE-581): PFS 23.9 vs 9.2 meses; OS superior

2ª linha (pós-ICI):

  • Cabozantinibe (METEOR — pós-VEGFR i; CABOSUN — 1ª linha pobre): anti-VEGFR + MET + AXL
  • Axitinibe
  • Everolimo (pós-anti-VEGF — menos usado hoje pela disponibilidade de ICI/TKI superiores)
  • Belzutifan (Welireg® — MSD) — HIF-2α inibidor: aprovado em VHL disease (síndrome hereditária) e ccRCC pós-ICI+TKI; LITESPARK-005: belzutifan vs everolimo → ORR 22.7% vs 3.5% → aprovado 2023 (1º HIF-2α i em câncer)

Tumores Neuroendócrinos (NET):

  • Everolimo em pNET: RADIANT-3 → OS 44 vs 37.7 meses; RADIANT-4 (pulmonar e GI NET): PFS 11.0 vs 3.9 meses
  • Sunitinibe em pNET: SUN1111 → PFS 11.4 vs 5.5 meses; similar ao everolimo
  • PRRT (Peptide Receptor Radionuclide Therapy): Lu-177-DOTATATE (Lutathera® — AAA/Novartis) para NET SSTR2+ (somatostatina receptor 2+) — NETTER-1: PFS 28.4 vs 8.4 meses → padrão para NET GI avançado SSTR+
  • Análogos de somatostatina (octreotida LAR, lanreotida) como anti-proliferativo (PROMID, CLARINET trials) em NET baixo grau

Inibidores duais de PI3K/mTOR e futuras combinações

Limitações dos rapalogs (everolimo/temsirolimo):

  1. Inibem apenas mTORC1 → mTORC2 ainda fosforila AKT S473 → AKT permanece parcialmente ativo
  2. Feedback negativo via S6K1: S6K1 normalmente fosforila e inativa IRS-1 (receptor de insulina) → bloquear mTORC1 → S6K1 inativo → IRS-1 ativo → ativa PI3K e AKT (rebound) → limita eficácia
  3. 4E-BP1 hiperfosforilado pode escapar em algumas situações

Inibidores duplos PI3K + mTOR (TOR kinase inhibitors):

  • BEZ235 (dactolisibe), PF-04691502, GSK2126458: bloqueiam tanto PI3K quanto mTOR kinase diretamente (sem feedback de IRS-1/AKT)
  • Em teoria mais potentes; na prática: toxicidade mais pronunciada (hiperglicemia, diarreia) sem eficácia claramente superior nos trials

Combinações estratégicas com PI3K/mTOR i:

  • CDK4/6 i + PI3K i: INAVO120 (inavolisibe + palbociclibe) — aprovada; sinergia: CDK4/6 i paralisa ciclo em G1; PI3K i bloqueia sobrevida e resistência a CDK4/6 i
  • mTOR i + VEGFR i: lenvatinibe + everolimo → ccRCC recidivado (Study 205): ORR 43% (vs 6% everolimo) → aprovado como 2ª linha; base para lenvatinibe + pembrolizumabe
  • PARP i + AKT i: olaparibe + capivasertib em BRCA/PTEN tumores — investigado
  • GLP-1 i + mTOR: especulativo — mTOR regula biossíntese de glicose no fígado; metformina (ativa AMPK, inibe mTOR indiretamente) + GLP-1 agonistas são combinação padrão em DM2

Belzutifan — HIF-2α inibidor:

  • Mecanismo único: liga diretamente HIF-2α (não VHL ou VEGF) → bloqueia dimerização HIF-2α/ARNT → menos transcrição de VEGF, EPO, GLUT1
  • VHL disease: hemangioblastomas, cistos de pâncreas, ccRCC VHL hereditário — belzutifan reduz burden tumoral em toda a síndrome
  • LITESPARK-011: belzutifan vs everolimo em 3ª linha ccRCC → OS superiority (dados maduros 2024)
  • Efeitos colaterais distintos: anemia (EPO suprimida), hipóxia (HIF-2α regula resposta ventilatória ao O2) — monitorar saturação de O2

Perguntas frequentes sobre PI3K, AKT e mTOR

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Por que alpelisibe só funciona quando PIK3CA é mutado?+

Em tumores sem mutação PIK3CA, a via PI3K pode ser ativada por outros mecanismos (HER2, KRAS, perda de PTEN) onde inibir especificamente PI3Kα não bloqueia suficientemente a via. Além disso, PI3Kα tem papel fisiológico crítico na sinalização de insulina — em células normais, inibir PI3Kα causa hiperglicemia; em tumores com PIK3CA mutado, a dependência oncogênica ('addiction') de PI3Kα mutante é muito maior, criando janela terapêutica. No SOLAR-1, o benefício do alpelisibe foi exclusivo no subgrupo PIK3CA-mutado (PFS 11.0 vs 5.7 meses); no subgrupo PIK3CA-não-mutado, não houve benefício (PFS similar). Por isso, o companion diagnostic test (FoundationOne CDx ou Therascreen PIK3CA) é obrigatório antes de prescrever alpelisibe.

O que é o feedback de IRS-1 que limita os inibidores de mTOR?+

É um mecanismo de resistência intrínseco. Normalmente: mTORC1 → ativa S6K1 → S6K1 fosforila e INATIVA IRS-1 (um adaptador do receptor de insulina) → feedback negativo sobre PI3K. Quando inibimos mTORC1 com everolimo, S6K1 fica inativo → IRS-1 não é inibido → IRS-1 livre → ativa PI3K → ativa AKT → AKT compensa parte da perda de mTORC1. Ou seja, bloquear mTORC1 paradoxalmente resulta em aumento de AKT pS473 (via mTORC2 desinibido e via IRS-1). Isso limita a eficácia clínica: o tumor fica parcialmente resistente por reativação de AKT. Soluções investigadas: combinar mTOR i com PI3K i (bloquear upstream), ou usar AKT inibidores diretos que não têm esse problema de feedback.

Everolimo pode ser usado em DM2 (diabetes)?+

Everolimo é mais frequentemente problemático EM diabetes: causa hiperglicemia em ~14% (grau 3-4) de pacientes, incluindo indivíduos sem DM prévio. Em diabéticos, a hiperglicemia pode ser muito mais difícil de controlar. Isso ocorre porque mTORC1 tem papel regulatório no metabolismo de glicose: inibição de mTORC1 → redução de secreção de insulina em células β pancreáticas (insulina requer S6K1/4E-BP1 para síntese de pró-insulina) + resistência à insulina periférica. Manejo: monitorar glicemia de jejum e HbA1c; iniciar ou intensificar tratamento de DM2 (metformina geralmente segura, insulina se necessário); raramente necessário suspender everolimo por hiperglicemia se bem controlada.

Belzutifan é o mesmo que bevacizumabe (Avastin)?+

São completamente diferentes. Bevacizumabe (Avastin) é anticorpo monoclonal anti-VEGF (bloqueia o fator de crescimento vascular VEGF-A no sangue). Belzutifan (Welireg) é uma pequena molécula que inibe diretamente HIF-2α (Hypoxia-Inducible Factor-2α) no núcleo da célula — um passo UPSTREAM de VEGF (HIF-2α transcreve o gene do VEGF). Ambos reduzem angiogênese mas por mecanismos muito diferentes: bevacizumabe bloqueia VEGF já secretado (protéico); belzutifan bloqueia a transcrição de VEGF (mais upstream). Belzutifan também reduz EPO, GLUT1 e outros alvos de HIF-2α — efeitos bevacizumabe não tem. Belzutifan é aprovado atualmente para ccRCC (LITESPARK-005) e VHL disease; bevacizumabe em RCC foi menos eficaz que os TKIs e raramente usado hoje.

Referências Científicas

  1. André F, Ciruelos E, Rubovszky G, et al. (SOLAR-1) Alpelisib for PIK3CA-mutated, hormone receptor-positive advanced breast cancer (SOLAR-1). N Engl J Med, 2019.
  2. Yap TA, Dumbrava EE, Shapiro GI, et al. (CAPItello-291) First-in-class AKT inhibitor capivasertib in combination with fulvestrant in patients with HR+/HER2- breast cancer (CAPItello-291). N Engl J Med, 2023.
  3. Motzer RJ, Escudier B, McDermott DF, et al. (CheckMate 214) Nivolumab plus ipilimumab versus sunitinib in advanced renal-cell carcinoma (CheckMate 214). N Engl J Med, 2018.
  4. Yao JC, Shah MH, Ito T, et al. (RADIANT-3) Everolimus for advanced pancreatic neuroendocrine tumors (RADIANT-3). N Engl J Med, 2011.
  5. Choueiri TK, Powles T, Burotto M, et al. (LITESPARK-005) Belzutifan versus everolimus for advanced renal-cell carcinoma (LITESPARK-005). N Engl J Med, 2023.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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