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← Blog·peptideos25 de junho de 2026· 13 min de leitura

Dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina — inibidores de SGLT2 em diabetes, doença renal crônica e insuficiência cardíaca: mecanismo glicosúrico e efeitos cardiorrenoprotegidos

Inibidores de SGLT2 (dapagliflozina/Forxiga, empagliflozina/Jardiance, canagliflozina/Invokana) bloqueiam a reabsorção de glicose no túbulo proximal renal. Além do controle glicêmico, têm efeitos cardioprotetores (reduzem hospitalização por ICC) e renoprotetores (retardam progressão de DRC) independentes do efeito hipoglicemiante. Aprovados para ICC-FEr e DRC sem diabetes.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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SGLT2 — mecanismo de ação, glicosúria e além do controle glicêmico

SGLT2 (Sodium-Glucose co-transporter 2 = co-transportador sódio-glicose tipo 2) é uma proteína de transporte expressa quase exclusivamente no segmento S1 do túbulo proximal renal — ela reabsorve ~90% da glicose filtrada pelo glomérulo junto com sódio (cotransporte eletroneutro 1:1 Na+:glicose).

Fisiologia da reabsorção de glicose renal:

  • Glomérulo filtra toda a glicose plasmática (120 mL/min × glicose plasmática = carga filtrada)
  • Em normoglicemia: quase 100% da glicose filtrada é reabsorvida no túbulo proximal (SGLT2 reabsorve ~90%; SGLT1 — no segmento S3 — reabsorbe os ~10% restantes)
  • Capacidade máxima de reabsorção (Tm): ~180-200 mg/dL de glicose plasmática → acima disso → glicosúria (glicose aparece na urina — daí o nome grego diabetes mellitus = sifão de mel)
  • Em DM2 não controlado: o Tm está aumentado (upregulation de SGLT2) → o rim absorve mais glicose → contribui para hiperglicemia

Mecanismo dos inibidores de SGLT2:

  • Bloqueio seletivo de SGLT2 no túbulo proximal → glicose não é reabsorvida (mesmo dentro do Tm normal) → glicosúria de 60-100 g/dia → queda na glicemia plasmática → A1c reduz ~0.5-1%
  • Ao perder glicose na urina: redução calórica (240-400 kcal/dia) → perda de peso modesta (2-4 kg)
  • Diurese osmótica: glicose retida no túbulo leva água consigo → leve efeito diurético e natriurético → redução de pressão arterial (4-6 mmHg sistólica) sem ativação reflexa do SNS

Efeitos além da glicemia — a revolução dos SGLT2i:

Os ensaios cardiovasculares de segurança (CVOTs) revelaram benefícios surpreendentes:

  1. Cardioproteção — insuficiência cardíaca: redução marcante de hospitalização por insuficiência cardíaca descompensada (25-35%) — observada em todos os estudos com qualquer SGLT2i
  2. Renoproteção: retardo da progressão de doença renal crônica — redução de 30-40% de progressão para insuficiência renal terminal
  3. Esses benefícios cardiorrenais são independentes e aditivos ao efeito hipoglicemiante → beneficiam pacientes com ICC ou DRC sem diabetes

Mecanismos dos efeitos cardiorrenais (além da glicemia):

  • Hemodinâmica glomerular: inibição de SGLT2 → menos reabsorção de sódio no proximal → maior sódio chega à mácula densa → ativação do feedback túbulo-glomerular → vasoconstrição aferente → redução de pressão intraglomerular → efeito renoprotetor (análogo ao mecanismo dos IECA/BRA, mas pela via diferente)
  • Redução de pré-carga e pós-carga cardíaca: via natriurese e diurese → menos sobrecarga de volume → benefício em ICC
  • Redução do ácido úrico plasmático: SGLT2 inibe co-transportador de urato URAT1 (por mecanismo indireto) → excreção renal de urato aumentada → queda de ácido úrico
  • Efeito direto no miocárdio: hipótese de cetose leve (glicosuúria + menor insulina → leve cetogênese → β-hidroxibutirato como substrato energético preferencial para miocárdio insuficiente) → efeito inot rópico positivo indiretto? (mecanismo ainda debatido)
  • Redução de fibrose e inflamação renal: evidência de redução de inflamação tubulointersticial por mecanismos envolvendo NF-κB e ativação de AMPK

Ensaios cardiorrenoprotegidos — EMPA-REG, CANVAS, DAPA-HF, DAPA-CKD e indicações além de DM2

Empagliflozina (Jardiance® — Boehringer Ingelheim / Lilly):

EMPA-REG OUTCOME (2015, NEJM) — mudou a cardiologia para sempre:

  • 7020 pacientes DM2 com doença cardiovascular estabelecida → empagliflozina vs placebo
  • Mortalidade cardiovascular: -38% (HR 0.62) — resultado inesperado para um antidiabético
  • Hospitalização por IC: -35%; mortalidade por todas as causas: -32%
  • Desfecho composto 3-MACE (IAM, AVC, morte CV): -14% (HR 0.86 — significativo)
  • Resultado que lançou a era dos SGLT2i como drogas CV

EMPEROR-Reduced (2020) — empagliflozina em ICC com FE reduzida (ICFEr):

  • 3730 pacientes com ICC-FEr (FEVE ≤40%), com ou sem DM2 → empagliflozina 10 mg vs placebo
  • Hospitalização por ICC + morte CV: -25% (HR 0.75); hospitalização por IC isolada: -30%
  • Benefício similar em diabéticos e não-diabéticos

EMPEROR-Preserved (2021) — empagliflozina em ICC com FE preservada (ICFEp):

  • 5988 pacientes com ICFEp (FEVE ≥40%) → empagliflozina 10 mg vs placebo
  • Hospitalização por ICC: -29%; 1ª droga a mostrar benefício significativo em ICFEp (um dos problemas mais refratários da cardiologia — ICFEp sem tratamento específico antes)
  • Aprovada pela FDA 2022 para ICFEp

EMPA-KIDNEY (2023) — empagliflozina em DRC (TFGe 20-45 ou proteinúria):

  • 6609 pacientes com DRC, com ou sem DM2 → empagliflozina 10 mg vs placebo
  • Progressão renal (diálise, redução 40% de TFGe) ou morte renal: -28% (HR 0.72)
  • Aprovada por FDA para DRC (2023) independente de DM2

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Dapagliflozina (Forxiga® — AstraZeneca):

DECLARE-TIMI 58 (2019) — DM2 com risco CV ou DCV estabelecida:

  • 17.160 pacientes → dapagliflozina vs placebo; benefício em hospitalização por ICC: -27%
  • Menor benefício que EMPA-REG em mortalidade CV porque população tinha menos DCV estabelecida (mais prevenção primária)

DAPA-HF (2019, NEJM) — dapagliflozina em ICC-FEr:

  • 4744 pacientes ICC-FEr (FEVE ≤40%), com ou sem DM2
  • Morte CV + hospitalização por ICC + deterioração urgente de IC: -26% (HR 0.74)
  • 42% dos pacientes sem diabetes → benefício similar — confirmou que o efeito não é via controle glicêmico
  • Aprovada FDA para ICC-FEr (2020)

DAPA-CKD (2020, NEJM) — dapagliflozina em DRC:

  • 4304 pacientes DRC (TFGe 25-75 com proteinúria ≥200 mg/g), com e sem DM2
  • Progressão renal + morte renal ou CV: -39% (HR 0.61)
  • Redução de morte por qualquer causa: -31%
  • Aprovada FDA para DRC (2021) independente de DM2

DELIVER (2022) — dapagliflozina em ICFEp:

  • 6263 pacientes ICFEp (FEVE ≥40%) → dapagliflozina 10 mg vs placebo
  • Morte CV + hospitalização ou visita urgente por IC: -18% (HR 0.82)

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Canagliflozina (Invokana® — Janssen/J&J):

CANVAS (2017) — DM2 com alto risco CV:

  • Benefício CV; CREDENCE (2019): canagliflozina em nefropatia diabética com macroalbuminúria → redução de compostos renais em 30%

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Indicações dos SGLT2i (2024):

DM2: todos os 3 aprovados para controle glicêmico em DM2; preferidos em pacientes com DM2 + DCV estabelecida, + ICC, ou + DRC por benefício cardiorrenal

ICC: dapagliflozina e empagliflozina aprovadas FDA/Anvisa para ICC-FEr E ICFEp (ambas, com ou sem DM2); dose: dapagliflozina 10 mg/dia, empagliflozina 10 mg/dia

DRC: dapagliflozina e empagliflozina aprovadas FDA para DRC com proteinúria (TFGe ≥20), com ou sem DM2; canagliflozina aprovada para nefropatia diabética com albumiúria

Doses: dapagliflozina 10 mg/dia; empagliflozina 10 ou 25 mg/dia; canagliflozina 100 ou 300 mg/dia

Contraindicações/cuidados:

  • TFGe < 20 mL/min: não usar (não há glicose suficiente sendo filtrada para haver efeito; risco de cetoacidose sem hiperglicemia)
  • Infecções genitais: aumento de candidíase genital (vulvovaginal em mulheres, balanite em homens — por glicosúria → meio de cultura para fungos) → higiene genital rigorosa, tratar com antifúngico tópico; raramente infecções graves
  • Cetoacidose euglicêmica (SGLT2i-associated DKA): risco em DM1, cirurgia, jejum prolongado, doença grave (sepse, vômito) → cetogênese com glicemia normal ou pouco elevada → DKA grave; suspender antes de cirurgia (2-3 dias), durante doenças graves
  • Infecções do trato urinário: leve aumento de ITU (glicosúria facilita bactérias); ITU recorrente = considerar descontinuar
  • Amputação de membros inferiores (especialmente canagliflozina — CANVAS): mecanismo incerto, maior com canagliflozina que outros; monitorar pés em diabéticos
  • Fasciíte necrosante perineal (Fournier) — raro (<1:10.000) mas grave: reportada com SGLT2i; atenção a sinais de infecção perineal

Perguntas frequentes sobre inibidores de SGLT2

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Inibidores de SGLT2 protegem o coração mesmo em quem não tem diabetes?+

Sim — essa foi a descoberta mais surpreendente e impactante da farmacologia cardiovascular da última década. Os estudos DAPA-HF (dapagliflozina em ICC) e EMPEROR-Reduced (empagliflozina em ICC) incluíram deliberadamente pacientes com insuficiência cardíaca sem diabetes (42% do DAPA-HF e ~24% do EMPEROR-Reduced não tinham DM2). Os resultados: o benefício de redução de hospitalização por ICC e morte cardiovascular foi praticamente idêntico nos pacientes com e sem diabetes. Isso confirmou que o mecanismo de proteção cardíaca dos SGLT2i não depende do efeito hipoglicemiante. Os mecanismos cardioprotetores independentes da glicemia incluem: redução de pré-carga e pós-carga cardíaca por natriurese/diurese; redução de pressão intraglomerular (que também reduz pré-carga); possível efeito direto no miocárdio via utilização de corpos cetônicos como substrato energético eficiente pelo miocárdio insuficiente; redução de fibrose cardíaca e inflamação. O FDA aprovou dapagliflozina e empagliflozina especificamente para ICC-FEr e ICFEp SEM diabetes como indicação — essas drogas passaram de antidiabéticos para medicamentos cardiovasculares de primeiro linha em ICC. As diretrizes ACCF/AHA de ICC (2022) já recomendam SGLT2i como terapia de 1ª linha (Classe I) em ICC-FEr e ICFEp, independente do status diabético.

Posso tomar metformina com dapagliflozina/empagliflozina?+

Sim — metformina e SGLT2i são combinação sinérgica e de 1ª linha em DM2, especialmente em pacientes com doença cardiovascular ou risco cardíaco elevado. A combinação é muito utilizada: metformina (reduz produção hepática de glicose, aumenta sensibilidade à insulina) + SGLT2i (aumenta excreção renal de glicose + efeitos cardiorrenais) → complementares nos mecanismos de ação. Cada medicamento tem uma A1c redução de ~0.5-1% isolado; combinados: redução de 1-2% → boa complementaridade. Não há interação farmacológica negativa entre metformina e SGLT2i. Considerações práticas: metformina: contraindicada se TFGe < 30 mL/min (risco de acidose lática); SGLT2i: contraindicados se TFGe < 20 mL/min (sem efeito); em pacientes com TFGe entre 20-45: SGLT2i ainda podem ser usados pelos benefícios cardiorrenais mas sem efeito hipoglicemiante significativo; metformina nessa faixa deve ser reduzida (metformina 1 g/dia máximo em TFGe 30-45). A combinação em um comprimido (fixed-dose combination) está disponível: Xigduo XR® (dapagliflozina + metformina XR), Synjardy® (empagliflozina + metformina) → facilita adesão. Para pacientes com DM2 novo sem doença CV: metformina é 1ª linha; para DM2 com DCV estabelecida, ICC, ou DRC: guias atuais (ADA 2024) recomendam SGLT2i ou GLP-1 como 1ª adição independente da A1c basal.

Cetoacidose euglicêmica — por que os SGLT2i causam esse tipo incomum de cetoacidose?+

A cetoacidose euglicêmica (DKA euglicêmica) é uma complicação incomum mas potencialmente grave dos SGLT2i, caracterizada pela tríade de cetoacidose + glicemia normal ou levemente elevada (daí euglicêmica — diferente da DKA clássica onde glicemia > 250 mg/dL). Mecanismo da DKA euglicêmica por SGLT2i: (1) Glicosúria pelo SGLT2i → redução da glicemia → queda de insulina (a glicemia é o principal sinal para liberação de insulina); (2) Menor insulina + maior glucagon → liberação de ácidos graxos livres → maior cetogênese hepática (β-hidroxibutirato, acetoacetato) → cetonas sobem; (3) Como o SGLT2i faz a glicemia subir menos (excreta a glicose na urina), a hiperglicemia que normalmente seria o sinal de alarme da DKA não ocorre; (4) As cetonas sobem enquanto a glicemia permanece normal → cérebro e médico não percebem que há cetoacidose até que seja grave (pH < 7.2, bicarbonato < 15 mEq/L). Situações de maior risco: DM1 (muito maior risco que DM2 — por isso SGLT2i só são aprovados com ressalvas em DM1); cirurgia de grande porte (jejum prolongado + estresse cirúrgico); infecções graves/sepse; vômito e baixa ingesta; alcoolismo. Prevenção: suspender SGLT2i 2-3 dias antes de cirurgia eletiva ou jejum prolongado; reintroduzir apenas quando o paciente estiver comendo normalmente; manter ingestão de carboidratos adequada. Diagnóstico: suspeitar em qualquer paciente com SGLT2i que tenha sintomas de acidose (náusea, vômito, dispneia, confusão) mesmo com glicemia normal → medir cetonas (urina ou sangue) + pH/bicarbonato.

SGLT2i e infecções genitais — é comum? O que fazer?+

Candidíase genital é a infecção mais comumente associada aos SGLT2i e acontece porque a glicosúria (açúcar na urina) cria um ambiente propício para o crescimento de Candida nos genitais. Frequência: candidíase vulvovaginal em mulheres: 10-12% com SGLT2i vs 3-5% no placebo nos estudos; balanite candidiana em homens: 4-6% vs 1-2% no placebo. A maioria é leve (candidíase superficial) e responde bem a tratamento tópico. Fatores de risco: histórico prévio de candidíase, mau controle glicêmico (mais glicose na urina), imunodepressão, uso de antibióticos. Prevenção e manejo: (1) Higiene genital adequada — lavagem com água e sabão neutro, manter região seca; (2) Uso de roupas íntimas de algodão, trocar imediatamente após exercício/suor; (3) Em candidíase que ocorreu: tratar com fluconazol 150 mg oral dose única (ou nistatina tópica por 7 dias para vulvovaginal); em balanite: creme de clotrimazol ou miconazol tópico; (4) Candidíase recorrente (>3 episódios/ano): discussão sobre continuar SGLT2i ou trocar para outra classe de antidiabético; fluconazol 150 mg semanal como profilaxia pode ser tentado. Importante: ITU (infecção do trato urinário) também tem leve aumento de risco (6-8% vs 4-6% com SGLT2i vs placebo); se ITU recorrente: considerar trocar o SGLT2i. Fasciíte necrosante perineal (Fournier) é extremamente rara mas grave — qualquer sinal de infecção perineal grave (dor intensa, eritema, febre) requer avaliação urgente e suspensão imediata do SGLT2i.

Referências Científicas

  1. Zinman B, Wanner C, Lachin JM, et al. (EMPA-REG OUTCOME — empagliflozin cardiovascular outcomes in T2DM) Empagliflozin, Cardiovascular Outcomes, and Mortality in Type 2 Diabetes (EMPA-REG OUTCOME). N Engl J Med, 2015.
  2. McMurray JJV, Solomon SD, Inzucchi SE, et al. (DAPA-HF — dapagliflozin in heart failure with reduced ejection fraction) Dapagliflozin in Patients with Heart Failure and Reduced Ejection Fraction (DAPA-HF). N Engl J Med, 2019.
  3. Heerspink HJL, Stefansson BV, Correa-Rotter R, et al. (DAPA-CKD — dapagliflozin in chronic kidney disease) Dapagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease (DAPA-CKD). N Engl J Med, 2020.
  4. Anker SD, Butler J, Filippatos G, et al. (EMPEROR-Preserved — empagliflozin in HFpEF) Empagliflozin in Heart Failure with a Preserved Ejection Fraction (EMPEROR-Preserved). N Engl J Med, 2021.
  5. The EMPA-KIDNEY Collaborative Group. (EMPA-KIDNEY — empagliflozin in CKD) Empagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease (EMPA-KIDNEY). N Engl J Med, 2023.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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