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← Blog·peptideos23 de junho de 2026· 13 min de leitura

Cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, albendazol e praziquantel — antiparasitários e antimalariais: mecanismo de ação, indicações e uso em autoimunidade

Cloroquina e hidroxicloroquina são aminoquinolinas usadas em malária, lúpus e artrite reumatoide. Ivermectina atua em canais de Cl⁻ dependentes de glutamato nos parasitas. Albendazol e mebendazol inibem polimerização de tubulina parasitária. Praziquantel em esquistossomose e cisticercose. Efeitos adversos, mecanismos e uso racional.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Cloroquina e hidroxicloroquina — antimalariais com papel central em doenças autoimunes

Cloroquina e hidroxicloroquina (HCQ) são aminoquinolinas com múltiplas ações farmacológicas — antimalarial, anti-inflamatório, imunomodulador, antiviral. A HCQ é um derivado hidroxilado da cloroquina com perfil de segurança ligeiramente melhor.

Malária — mecanismo de ação das aminoquinolinas:

  • *Plasmodium* (parasita causador de malária) invade eritrócitos → digere hemoglobina em um vacúolo digestivo ácido → hemoglobina → heme livre (grupo ferro-porfirina) é tóxico para o parasita → normalmente o parasita polimeriza o heme em hemozoína (cristal de pigmento negro inerte)
  • Cloroquina acumula no vacúolo digestivo ácido (base fraca que fica protonada em pH ácido → fica presa no vacúolo = ion trapping) → inibe a polimerização do heme em hemozoína → heme livre se acumula → tóxico para membranas do parasita → morte do plasmodium
  • Age apenas nas formas eritrocíticas (intraeritrocitárias) → elimina parasitemia mas não elimina as formas hepáticas (hipnozoítas) de P. vivax e P. ovale
  • Resistência à cloroquina (P. falciparum resistente — comum em África subsaariana, sudeste asiático, Amazônia): mutações no transportador PfCRT (chloroquine-resistance transporter) → cloroquina não se acumula mais no vacúolo digestivo → alternativas: artemisinas (artesunato + lumefantrina ou amodiaquina = artemisinin-based combination therapy = ACT), mefloquina, atovaquona-proguanil

Malária — profilaxia e tratamento:

  • P. falciparum (malária grave): NÃO usar cloroquina (resistência) → artesunato IV (casos graves, hospitalares) ou ACT oral
  • P. vivax, P. ovale, P. malariae (regiões sensíveis): cloroquina oral ainda eficaz → 25 mg/kg total em 3 dias (dias 0, 0.5, 1, 2)
  • P. vivax/ovale: após cloroquina → adicionar primaquina (elimina hipnozoítas hepáticos, prevenindo recaídas) — contraindicada em deficiência de G6PD (causa hemólise hemolítica)
  • Profilaxia: cloroquina semanal (regiões sensíveis); mefloquina ou atovaquona-proguanil para regiões com falciparum resistente

Hidroxicloroquina (HCQ — Reuquinol® / Plaquinol® — genérico) em doenças autoimunes:

Mecanismo imunológico:

  • HCQ acumula em lisossomos das CPAs (células apresentadoras de antígenos) → aumenta o pH lisossomal → inibe a degradação proteolítica de antígenos nos lisossomos → menos processamento e apresentação de autoantígenos via MHC-II → menos ativação de células T autoreativas
  • Inibe produção de IFN-α pelas células dendríticas plasmocitoides (via TLR7/TLR9 — ácidos nucleicos de nucleossomas circulantes disparam TLR em LES → inibe esse sinal → reduz o loop inflamatório do lúpus)
  • Efeito antitrombótico modesto (relevante no LES com síndrome antifosfolípide)

Indicações de HCQ em doenças autoimunes:

  • LES (lúpus eritematoso sistêmico): pilar fundamental da terapia — reduz surtos lúpicos, melhora sobrevida em longo prazo, efeito cardioprotetor (reduz evento cardiovascular), efeito antitrombótico, reduz infecções; recomendada em TODOS os pacientes com LES (sem contraindicações): dose 5 mg/kg/dia de HCQ (máximo 400 mg/dia — limite para reduzir toxicidade retinal)
  • Artrite reumatoide: componente do protocolo triple therapy (HCQ + metotrexato + sulfassalazina) em AR leve-moderada
  • Sjögren primário: reduz sintomas sistêmicos
  • Lúpus cutâneo (sem sistêmico): HCQ eficaz nas lesões cutâneas

Toxicidade da HCQ:

  • Retinopatia (principal toxicidade grave): deposição de HCQ no epitélio pigmentar retiniano → toxicidade cumulativa → perda de células fotorreceptoras (cones e bastonetes) → padrão de lesão em bull's-eye (alvo) na macula → perda visual periférica progressiva e eventual perda central; geralmente irreversível; risco em <5 anos de uso: <1%; risco aumenta após 10 anos de uso contínuo; fatores de risco: dose > 5 mg/kg/dia, insuficiência renal (HCQ acumula), doença macular prévia; rastreamento: exame oftalmológico anual (campo visual, OCT macular) a partir do 5º ano (antes se fatores de risco); se detectada toxicidade: parar HCQ imediatamente
  • Náusea, diarreia (mais com cloroquina que HCQ)
  • Toxicidade cardíaca rara (bloqueio AV, miocardiopatia) com uso muito prolongado
  • Hemólise em deficientes de G6PD (teste antes de iniciar em populações de risco)
  • Cloroquina é mais tóxica que HCQ (retina e cardíaco) → prefere-se HCQ na prática clínica

Ivermectina, albendazol, mebendazol e praziquantel — anti-helmínticos e antiprotozoários

Ivermectina (Ivermec® / Revectina® / Mectizan® — MSD; genérico):

Mecanismo de ação:

  • Ivermectina se liga seletivamente a canais de Cl⁻ regulados por glutamato (GluCl channels) presentes apenas em invertebrados (insetos e helmintos) — ausentes em mamíferos → seletividade alta
  • GluCl channels nos neurônios e células musculares do parasita → ivermectina os abre constitutivamente → influxo de Cl⁻ → hiperpolarização celular → paralisia tônica de musculatura faríngea e somática → incapacidade de alimentação e de movimentação → morte do parasita
  • Também potencializa GABA em sinapses inibitórias dos helmintos
  • Em mamíferos: GluCl channels ausentes; ivermectina em doses terapêuticas não penetra bem a BHE (substrato de P-gp) → segura no SNC humano (ATENÇÃO: em pacientes com infecção por Loa loa com alta microfilaremia ou com LOA LOA encefalite pós-ivermectina se observa em algumas populações africanas; também contraindicada em animais com mutação MDR1/ABCB1 como Collies → encefalotoxicidade por aumento de penetração no SNC)

Indicações de ivermectina (em humanos):

  • Oncocercose (cegueira dos rios — Onchocerca volvulus): ivermectina mata microfilárias e reduz carga de vermes adultos → principal droga no programa de eliminação da OMS (Mectizan Donation Program — Merck/MSD doa ivermectina para populações endêmicas da África desde 1987 — um dos maiores programas de doação de medicamentos da história)
  • Estrongiloidíase (Strongyloides stercoralis — larva currens, síndrome de hiperinfecção): ivermectina 200 mcg/kg/dia × 2 dias = droga de escolha (mais eficaz que tiabendazol); em imunocomprometidos: S. stercoralis pode causar hiperinfecção fatal → tratar antes de imunossupressão
  • Escabiose (sarna — Sarcoptes scabiei): ivermectina 200 mcg/kg dose única oral (repetir em 2 semanas); eficaz mas permetrina tópica ainda é 1ª linha em não-complicada; ivermectina especialmente útil em sarna crostosa/norueguesa (carga parasitária altíssima) e em surtos institucionais
  • Pediculose capitis (piolho da cabeça): formulação tópica aprovada; dose oral usada off-label
  • Filariose (Wuchereria bancrofti — elefantíase): ivermectina + albendazol (programa de eliminação linfática)
  • Não aprovada para COVID-19 apesar de ampla publicidade — grandes ensaios randomizados (TOGETHER trial, ACTIV-6, PRINCIPLE) mostraram ausência de benefício em COVID leve-moderado

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Albendazol (Zentel® — GlaxoSmithKline; genérico) e Mebendazol (Vermox® — genérico):

Mecanismo:

  • São benzimidazóis → se ligam à β-tubulina parasitária com alta afinidade → inibem a polimerização dos microtúbulos → comprometem absorção de glicose pelo helminto (microtúbulos necessários para captação de glicose) → depleção energética → morte do verme
  • Albendazol tem melhor biodisponibilidade sistêmica (importante para infecções teciduais) → preferivelmente tomado com refeição gordurosa (aumenta absorção)
  • Mebendazol: má absorção sistêmica → age principalmente no lúmen intestinal → melhor para nematódeos intestinais luminais; menor eficácia em infecções teciduais

Indicações:

  • Albendazol 400 mg: ascaridíase, ancilostomíase, tricocefalíase, enterobíase (oxiúros), estrongiloidíase (mas ivermectina é preferível), giardíase (off-label), toxocaríase
  • Neurocisticercose (Taenia solium larvas no SNC — cisticercos): albendazol 15 mg/kg/dia × 8-30 dias + corticosteroide (dexametasona — para controlar inflamação causada pela morte dos cisticercos) = tratamento padrão; praziquantel alternativo
  • Equinococose/hidatidose (Echinococcus granulosus): albendazol pré e pós-cirurgia (reduz risco de implantação); pode ser usado como tratamento primário em casos inoperáveis
  • Mebendazol 500 mg dose única: ascaridíase, ancilostomíase; ou 100 mg 2x/dia × 3 dias para tricocefalíase

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Praziquantel (Cestox® / Biltricide® — Bayer; genérico):

Mecanismo:

  • Altera permeabilidade a Ca²⁺ do tegumento dos platelmintos (cestódeos e trematódeos) → influxo de Ca²⁺ → espasmo muscular → exposição de antígenos do tegumento (normalmente mascarados) → ataque pelo sistema imune do hospedeiro → morte
  • Muito eficaz contra platelmintos (cestódeos = tênias, trematódeos = esquistossomas) mas ineficaz contra nematódeos

Indicações:

  • Esquistossomose mansoni (Schistosoma mansoni — endêmica no Brasil — vários estados + Minas Gerais) e outras espécies: praziquantel 40-60 mg/kg dose única (S. mansoni) ou dividida em 2-3 tomadas; droga de escolha da OMS; altamente eficaz
  • Cisticercose intestinal (Taenia saginata e Taenia solium — forma intestinal): praziquantel 5-10 mg/kg dose única; niclosamida alternativa
  • Neurocisticercose (forma cerebral): praziquantel ou albendazol; albendazol preferido (melhor penetração no SNC)
  • Difilobortiose (Diphyllobothrium latum — tênia do peixe): praziquantel 25 mg/kg dose única
  • Clonorquíase, opistorquíase (trematódeos hepáticos): praziquantel 75 mg/kg/dia × 2 dias

Perguntas frequentes sobre antiparasitários e antimalariais

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Hidroxicloroquina realmente causa cegueira? Com que frequência e como prevenir?+

A retinopatia por hidroxicloroquina é real — mas é rara com uso correto e pode ser detectada precocemente antes de causar perda visual significativa. Frequência: com a dose recomendada de ≤5 mg/kg/dia (peso real, não ideal) o risco de retinopatia é <1% nos primeiros 5 anos de uso; aumenta para 2-4% com 6-10 anos e pode chegar a 5-20% após 20 anos de uso contínuo. A maioria dos casos históricos de retinopatia ocorreu com doses mais altas (antes de 2016 a dose era baseada em peso ideal e frequentemente ultrapassava 6.5 mg/kg/dia). Mecanismo: HCQ acumula lentamente no epitélio pigmentar retiniano → toxicidade cumulativa → lesão em bull's-eye (padrão circular na mácula) → perda visual periférica progredindo para central. Como prevenir: (1) Dose correta: ≤5 mg/kg/dia de HCQ (ajustada para peso real) — para a maioria: 200-400 mg/dia; (2) Rastreamento: exame oftalmológico antes ou no início do tratamento (basal); depois anualmente a partir do 5º ano de uso; antes se fatores de risco (insuficiência renal, doença retinal prévia, dose alta); os exames mais sensíveis: campo visual 10-2 automatizado + OCT macular (DAVFL — defect in the parafoveal visual field layer); (3) Parar imediatamente se toxicidade detectada — a retinopatia não progride muito após a suspensão (mas lesão estabelecida não reverte). Importante: o risco é muito menor que os benefícios do tratamento em LES (HCQ é uma das poucas drogas que aumenta a sobrevida no lúpus).

Ivermectina funciona contra COVID-19? O que mostram os estudos?+

Não — múltiplos ensaios clínicos randomizados de alta qualidade demonstraram que a ivermectina não oferece benefício em COVID-19. A hipótese inicial veio de estudos in vitro (células Vero) onde ivermectina em concentrações muito altas inibiu replicação do SARS-CoV-2 — mas as concentrações necessárias no estudo in vitro eram 10-100x maiores que os níveis que se atingem com doses seguras em humanos. Estudos clínicos relevantes: TOGETHER trial (Brasil, 2021, NEJM — 1500 pacientes): ivermectina 400 mcg/kg/dia × 3 dias vs placebo → sem diferença em hospitalização ou progressão de COVID; ACTIV-6 (EUA, 2022, JAMA): ivermectina 400 mcg/kg vs placebo em COVID ambulatorial leve-moderado → sem diferença em tempo de recuperação; PRINCIPLE trial (UK, 2023): ivermectina vs placebo em COVID não hospitalizado → sem benefício em recuperação. Meta-análises de 2022-2023 (incluindo Cochrane) concluem: sem evidência de benefício em COVID. A OMS, FDA, EMA, Anvisa/MS e a maioria das sociedades médicas não recomendam ivermectina para COVID-19 fora de ensaios clínicos. A ivermectina permanece medicamento essencial para oncocercose, estrongiloidíase, escabiose e outras parasitoses — onde sua eficácia é comprovada. O uso em COVID desviou atenção e doses de populações que realmente precisavam para indicações validadas.

Esquistossomose no Brasil — onde é endêmica e como é tratada?+

A esquistossomose mansônica (Schistosoma mansoni) é endêmica no Brasil e permanece um problema grave de saúde pública — com estimativas de 1.5 a 6 milhões de pessoas infectadas. Distribuição geográfica: principalmente nos estados do Nordeste (Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe), Minas Gerais, e focos no Espírito Santo, Pará e Rio de Janeiro; o litoral leste e interior nordestino têm as maiores prevalências; urbanização de periferias com saneamento precário criou focos urbanos. Ciclo: cercárias liberadas por caramujos do gênero Biomphalaria penetram a pele humana em contato com água doce contaminada → migração para veia porta → casal adulto de vermes vive nos vasos mesentéricos por anos → ovos causam granuloma hepático → fibrose hepatoesplênica crônica (forma grave) → hipertensão portal, varizes esofagogástricas, esplenomegalia. Diagnóstico: pesquisa de ovos nas fezes (Kato-Katz) — padrão de notificação; PCR ou biópsia retal para casos suspeitos com exame negativo; ultrassom hepático para avaliar fibrose. Tratamento: praziquantel 50-60 mg/kg em dose única oral (adultos) ou 60 mg/kg (crianças) — cura parasitológica em 70-90%; a fibrose hepática estabelecida não reverte completamente. Prevenção: saneamento básico (fossa, esgoto), educação sobre contato com água doce, tratamento em massa de populações endêmicas (programa do Ministério da Saúde — PCE, Programa de Controle da Esquistossomose).

Cloroquina e hidroxicloroquina são a mesma coisa? Posso tomar uma no lugar da outra?+

São drogas da mesma classe farmacológica (aminoquinolinas) com mecanismos similares, mas são diferentes e não são diretamente intercambiáveis na maioria das situações. Diferenças principais: (1) Potência: cloroquina é mais potente que HCQ (dose equivalente de cloroquina = 250 mg ≈ HCQ 400 mg), por isso a cloroquina tem mais toxicidade ao peso equivalente; (2) Toxicidade retinal: cloroquina tem maior toxicidade retinal que HCQ nas doses usadas clinicamente → preferência por HCQ em uso crônico; (3) Cardiotoxicidade: cloroquina tem risco maior de arritmias (QTc) e raramente cardiopatia crônica; HCQ tem risco menor; (4) Disponibilidade no Brasil: HCQ (Reuquinol®/Plaquinol® e genérico) está mais disponível em reumatologia; cloroquina fosfato (genérico) é usada principalmente em malária e oncocercose; (5) Usos: em doenças autoimunes (LES, AR, Sjögren), HCQ é o padrão atual — mais segura e igualmente eficaz; em malária, ambas funcionam onde há sensibilidade, mas cloroquina é mais usada historicamente (e onde HCQ não está disponível); em profilaxia de malária: ambas foram usadas, mas atovaquona-proguanil/mefloquina são mais práticas hoje. A substituição de uma pela outra requer ajuste de dose e avaliação do profissional de saúde — não fazer por conta própria.

Referências Científicas

  1. Marmor MF, Kellner U, Lai TY, et al. (AAO recommendations for HCQ retinopathy screening 2016) Recommendations on Screening for Chloroquine and Hydroxychloroquine Retinopathy (2016 Revision). Ophthalmology, 2016.
  2. Merck & Co. (Mectizan Expert Committee — ivermectin in onchocerciasis elimination) Mectizan Donation Program Annual Report 2022. Merck & Co. / Mectizan Expert Committee, 2022.
  3. Lim HS, Im JS, Cho JY, et al. (TOGETHER trial — ivermectin in COVID-19) Pharmacokinetics of hydroxychloroquine and its clinical implications in chemoprophylaxis against malaria. Antimicrob Agents Chemother, 2009.
  4. Reis G, Dos Santos Moreira-Silva EA, Medeiros-Silva DC, et al. (TOGETHER trial — ivermectin COVID RCT) Effect of Early Treatment with Ivermectin among Patients with Covid-19 (TOGETHER). N Engl J Med, 2022.
  5. WHO (2022). Guidelines for the Treatment of Malaria, 3rd edition. WHO Guidelines for the Treatment of Malaria. World Health Organization, 2022.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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