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← Blog·peptideos21 de junho de 2026· 13 min de leitura

Antifúngicos: fluconazol, voriconazol, anfotericina B e caspofungina — Candida, Aspergillus e ergosterol

Antifúngicos sistêmicos: azóis inibem a síntese de ergosterol (CYP51/Erg11); polienos (anfotericina B) ligam-se ao ergosterol e formam poros; equinocandinas (caspofungina, micafungina) inibem β-1,3-glucano sintase da parede celular fúngica. Candidemia, aspergilose invasiva, meningite criptocócica.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Ergosterol fúngico e as três classes de antifúngicos sistêmicos

Por que o ergosterol é o alvo dos antifúngicos?

Fungos são eucariotos — compartilham muita maquinaria celular com humanos. A diferença explorada terapeuticamente: ergosterol (análogo do colesterol fúngico) na membrana celular dos fungos vs colesterol na membrana humana. Essa distinção é a base de toda a farmacologia antifúngica sistêmica.

Parede celular fúngica — estrutura adicional ausente em mamíferos:

  • Glicoproteínas + quitina + β-1,3-glucano + β-1,6-glucano formam a parede rígida
  • β-1,3-glucano sintase (Fks1p/Fks2p) = alvo das equinocandinas — inibição sem alvo equivalente em humanos = seletividade excelente

As três classes principais e seus mecanismos:

| Classe | Mecanismo | Exemplos | Espectro principal | |---|---|---|---| | Azóis | Inibem CYP51/Erg11 (lanosterol 14α-demetilase) → depleção de ergosterol | Fluconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol, isavuconazol | Candida, Aspergillus (exceto fluconazol), Cryptococcus | | Polienos | Ligam-se ao ergosterol → formam canais iônicos → lise osmótica | Anfotericina B (convencional e lipídica), nistatina | Amplo espectro: Candida, Aspergillus, Cryptococcus, Mucor | | Equinocandinas | Inibem β-1,3-glucano sintase → parede celular enfraquecida → lise | Caspofungina, micafungina, anidulafungina | Candida (excelente), Aspergillus parcial; NÃO Cryptococcus nem Mucor |

Síntese de ergosterol — a via alvo dos azóis:

  • Acetil-CoA → esqualeno → lanosterol → (CYP51/Erg11/Cyp51A) → várias etapas → ergosterol
  • Azóis bloqueiam a CYP51 (lanosterol 14α-demetilase) → acúmulo de lanosterol e 14-metilesteróis → membrana fúngica disfuncional → fungistáticos
  • Resistência azólica em Candida: mutação ERG11 (sítio alterado) → menor afinidade; superexpressão de bombas de efluxo (CDR1, CDR2 — afastam azol); mutação ERG3 (torna o metil-esterol acumulado inerte)
  • Resistência azólica em Aspergillus fumigatus: mutações em Cyp51A (TR34/L98H no BR e Europa — exposição ambiental a fungicidas triazólicos agrícolas como tebuconazol)

Azóis: fluconazol, voriconazol, itraconazol e posaconazol — espectros e indicações

Triazóis sistêmicos — geração e características:

Fluconazol (Diflucan® / Zoltec® — Pfizer):

  • 1ª geração triazol; hidrossolúvel; biodisponibilidade oral ~90% → oral = IV; CSF/plasma ~80% (excelente penetração SNC); excreção renal (dose reduzir em DRC)
  • Espectro: Candida spp. (C. albicans, C. tropicalis = sensíveis; C. glabrata = dose-dependente a resistente; C. krusei = intrínseco resistente); Cryptococcus neoformans; sem atividade significativa para Aspergillus
  • Candidíase vulvovaginal (CVV): 150 mg dose única oral — eficácia 85-95% para C. albicans; 150 mg q72h × 3 doses para episódio grave; 150 mg/sem × 6 meses para CVV recorrente (≥4 episódios/ano)
  • Candidemia em não-neutropênico: 800 mg loading → 400 mg/dia (alternativa às equinocandinas para C. albicans/tropicalis sem critérios de gravidade; equinocandina preferida por IDSA para estado crítico e glabrata)
  • Meningite criptocócica — manutenção: após indução com anfotericina B + flucitosina × 2 sem, fluconazol 400-800 mg/dia × 8 sem (consolidação) → 200 mg/dia manutenção indefinida em AIDS (até CD4 > 100 cells/μL e CVL indetectável × 3 meses)
  • Candidíase orofaríngea/esofágica em AIDS: fluconazol 100-200 mg/dia × 7-21 dias
  • Interações: inibidor moderado-forte CYP2C9 e CYP3A4 → ↑ varfarina (INR duplica — monitorar), ↑ fenitoína, ↑ sulfonilureas, ↑ estatinas, ↑ tacrolimo, ↑ ciclosporina

Voriconazol (Vfend® — Pfizer):

  • 2ª geração; oral/IV; absorção oral variável (~96% em jejum, mas alimento reduz AUC 24%); metabolismo extenso CYP2C19 (polimorfismo genético: metabolizadores rápidos/lentos → grande variabilidade); TDM recomendado (alvo trough 1-5 mg/L); penetra SNC e humor vítreo (endoftalmite)
  • Espectro ampliado vs fluconazol: inclui Aspergillus fumigatus e não-fumigatus (1ª linha aspergilose invasiva); Fusarium; Scedosporium; C. krusei (intrínseco resistente ao fluconazol mas sensível ao voriconazol); Cryptococcus
  • Aspergilose invasiva: voriconazol IV/oral → substituiu anfotericina B como padrão de tratamento (EORTC/IDSA — estudo Herbrecht 2002: voriconazol superior à anfotericina B em resposta e sobrevida); 6 mg/kg q12h IV × 2 doses loading → 4 mg/kg q12h IV → switch oral 200-300 mg q12h
  • Efeitos adversos únicos: perturbações visuais (fotopsias, visão turva, alucinações visuais — 30% dos pacientes nos primeiros dias, geralmente transitórias, relacionadas à inibição de fosfodiesterase retiniana); fototoxicidade (UVA) com uso prolongado → risco de carcinoma de células escamosas em transplantados de longa data; alucinações (encefalopatia em níveis elevados); hepatotoxicidade; QT prolongamento; fluoretos acúmulo ósseo/periósteo (uso prolongado → periostite, dor óssea)
  • Interações: inibidor potente CYP2C19, CYP2C9, CYP3A4 → interações ubíquas (rifampicina CONTRAINDICA — induz CYP3A4 e reduz voriconazol em 90%)

Itraconazol (Sporanox® — Janssen):

  • Absorção dependente de pH ácido e alimento lipídico; solução oral preferida à cápsula; IV disponível mas nefrotóxico (veículo ciclodextrina)
  • Espectro: Aspergillus, Histoplasma capsulatum, Blastomyces, Coccidioides, Sporotrichum, dermatófitos
  • Infecções endêmicas por fungos dimórficos: histoplasmose pulmonar e disseminada não-grave (itraconazol 200 mg 3x/dia × 3 dias → 200 mg 2x/dia × 12 meses); blastomicose; paracoccidioidomicose (alternativa ao cotrimoxazol e ao cetoconazol)
  • Insuficiência cardíaca: inotrópico negativo → contraindicado em IC descompensada

Posaconazol (Noxafil® — Merck):

  • Mais amplo dos triazóis; Mucorales (Rhizopus, Mucor, Lichtheimia) — ÚNICO azol com atividade anti-mucor significativa; Aspergillus, Candida
  • Indicações: profilaxia de infecções fúngicas em neutropênicos (quimioterapia de leucemia mieloide, transplante de CTMO — reduz Aspergillus e Candida invasivos); mucormicose (como alternativa/terapia de manutenção após anfotericina B lipídica)
  • Formulação oral suspensão (depende de alimento gordo para absorção) ou comprimido de liberação prolongada (MR — absorção melhorada sem dependência alimentar); IV

Isavuconazol (Cresemba® — Pfizer):

  • Triazol mais recente; espectro similar ao voriconazol + atividade anti-Mucor; menos fototóxico, menos perturbações visuais, menos interações QT (na verdade encurta QTc levemente); IV/oral
  • Mucormicose: isavuconazol = alternativa à anfotericina B lipídica (estudo VITAL); aspergilose: não-inferior ao voriconazol (SECURE trial)

Anfotericina B e equinocandinas: polienos, ergosterol e β-glucano

Anfotericina B (AnfB) — o antifúngico de maior espectro, porém mais tóxico:

Mecanismo dos polienos:

  • AnfB liga-se ao ergosterol da membrana fúngica (maior afinidade) e em menor grau ao colesterol mamífero (toxicidade)
  • Forma canais iônicos (poros) na membrana → extravasamento de K⁺, Mg²⁺, outros íons → despolarização → lise osmótica celular fúngica → fungicida
  • A toxicidade renal e a febre/calafrios são devidas à ligação ao colesterol de células tubulares renais e eritrócitos/células imunes

Formulações de Anfotericina B:

  • Convencional (desoxicolato): "Fungicida convencional" (Fungizone® — descontinuado nos EUA, ainda disponível em países em desenvolvimento); IV em SG5% (incompatível com SF); infusão lenta (4-6h) → nefrotoxicidade em 80% dos pacientes; hipocalemia, hipomagnesemia; febre, calafrios, cefaleia durante infusão (pré-medicar com paracetamol, difenidramina, meperidina); ainda usada por custo em países com baixa renda
  • Anfotericina B lipossômica (AmBisome® — Gilead): encapsulada em lipossomas → fagocitada preferencialmente por macrófagos em sítios de infecção → libera AnfB lá → menor contato tubular renal → MUITO menos nefrotóxica (5-10% vs 80%); menor febre/calafrios; dose usual 3-5 mg/kg/dia IV; mucormicose 5-10 mg/kg/dia; mais cara mas padrão em países de alta renda
  • Anfotericina B em complexo lipídico (ABLC/Abelcet®): fitas lipídicas; 5 mg/kg/dia; menos nefrotóxica que convencional, mais que lipossômica
  • Anfotericina B em dispersão coloidal (ABCD/Amphocil®): discos lipídicos; similar ao ABLC

Espectro AnfB — o mais amplo dos antifúngicos sistêmicos:

  • Candida spp. (todas, incluindo C. auris — mas equinocandinas preferidas), Aspergillus spp., Cryptococcus, Mucorales (Rhizopus, Mucor — AnfB lipídica = 1ª linha para mucormicose), Histoplasma, Coccidioides, Blastomyces, Fusarium, Trichosporon
  • Mucormicose invasiva: AnfB lipídica + cirurgia de debridamento + controle do fator predisponente (DM descompensado, cetoacidose diabética, imunossupressão) — mortalidade alta (30-90%)
  • Meningite criptocócica — indução: AnfB lipídica 3-4 mg/kg/dia + flucitosina (5-FC) 100 mg/kg/dia × 2 semanas (padrão OMS) → sinergia AnfB + 5-FC reduz mortalidade vs monoterapia
  • 5-Flucitosina (5-FC/Ancotil®): antimetabólito — convertida a 5-fluorouracil por citosina deaminase fúngica → inibe síntese de DNA e RNA fúngicos; oral; sinérgica com AnfB; nunca usar como monoterapia (resistência rápida)

Equinocandinas — os mais seguros dos antifúngicos sistêmicos:

Mecanismo:

  • Inibem a enzima β-1,3-glucano sintase (Fks1p/Fks2p) → não há β-1,3-glucano na parede celular → parede fúngica enfraquecida → lise celular → fungicida para Candida (efeito fungestático para Aspergillus — inibem crescimento apical das hifas)
  • β-1,3-glucano sintase não existe em humanos → seletividade excelente → mínimos efeitos adversos

Caspofungina (Cancidas® — Merck):

  • 70 mg loading IV → 50 mg/dia; dose hepática reducida em Child-Pugh ≥7
  • Espectro: Candida spp. (incluindo azol-resistentes, C. glabrata, C. krusei, C. auris); Aspergillus spp. (efeito fungestático); NÃO Cryptococcus, NÃO Mucorales
  • Candidemia 1ª linha (IDSA 2016): equinocandina (caspofungina, micafungina ou anidulafungina) = PRIMEIRA LINHA para candidemia e candidíase invasiva (superiores ao fluconazol em estudos por menor falência e menor mortalidade em estado crítico); switch para fluconazol oral após 5-7 dias se: espécie sensível ao azol confirmada, melhora clínica, sem foco em SNC/olho
  • Endocardite/infecção ocular por Candida: AnfB lipídica ± 5-FC preferidas (equinocandina tem penetração ocular fraca)

Micafungina (Mycamine® — Astellas):

  • 100-150 mg/dia IV (150 mg para Aspergillus); sem loading; metabolismo hepático (sem ajuste renal)
  • Profilaxia em transplante de células-tronco: micafungina 50 mg/dia superior ao fluconazol para profilaxia de infecções fúngicas invasivas em CTMO

Anidulafungina (Ecalta® / Eraxis® — Pfizer):

  • 200 mg loading IV → 100 mg/dia; não metabolizada enzimaticamente (degradação química espontânea no plasma — única do grupo) → sem interações hepáticas, segura em hepatopatas

Resistência às equinocandinas:

  • Mutações nos "hot spots" do gene FKS1 (e FKS2 para Candida glabrata) → FKS com menor sensibilidade à equinocandina
  • C. glabrata (agora Nakaseomyces glabrata): resistência FKS mais comum entre as Candidas → monitorar sensibilidade
  • C. auris: frequentemente multirresistente (azóis, frequentemente polienos, emergindo equinocandinas) → problema emergente de saúde pública hospitalar

Perguntas frequentes sobre antifúngicos

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Por que minha candidíase não melhora com fluconazol? Pode ser resistência?+

Existem várias razões para falha do fluconazol em candidíase: (1) Espécie resistente intrinsecamente: C. krusei é 100% resistente ao fluconazol; C. glabrata tem resistência dose-dependente ou resistência franca em proporção crescente (40-70% nos EUA são resistentes ao fluconazol); C. auris — resistente. Se a candidíase é recorrente ou não resolve, a identificação da espécie é essencial; (2) Resistência adquirida em C. albicans: pode ocorrer com uso repetido de fluconazol (mutações ERG11 ou bombas de efluxo CDR1/CDR2) — especialmente em candidíase orofaríngea em HIV/AIDS com uso prolongado; (3) Foco persistente: material protético infectado (cateter venoso central em candidemia, prótese articular, valva cardíaca — biofilme) — equinocandina é mais ativa em biofilme; (4) Imunossupressão profunda: sem resposta imune, o fungistático não elimina o fungo. Alternativas ao fluconazol: equinocandinas (caspofungina, micafungina), voriconazol (ativo em C. krusei), anfotericina B, posaconazol. Para candidíase vaginal recorrente por C. albicans sensível com fluconazol falhando: descartar diabetes, HIV, usar fluconazol 150 mg q72h × 3 doses (dose tripla) para episódio agudo.

Anfotericina B convencional ainda é usada? Por que não usar sempre a lipossômica?+

A anfotericina B lipossômica (AmBisome) é claramente superior em segurança — muito menos nefrotóxica, menos reações infusionais. Mas a barreira é o custo: AmBisome custa 10-50x mais que a convencional. Em países de alta renda e em imunocomprometidos graves, lipossômica é o padrão. Em países em desenvolvimento (Brasil incluído no SUS para muitas indicações, África, Ásia), a convencional ainda é amplamente usada para meningite criptocócica, candidemia grave e histoplasmose disseminada, por questões de acesso e custo. Para minimizar a nefrotoxicidade da convencional: hidratação vigorosa com SF 0,9% (500-1000 mL pré e pós-infusão), reposição de potássio e magnésio, evitar outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, AINES), monitorar creatinina e eletrólitos diariamente. A mucormicose é talvez a principal indicação onde lipossômica em dose alta (5-10 mg/kg) é fortemente preferida sobre convencional por eficácia superior além da segurança.

Existe antifúngico oral para unhas (onicomicose) que funcione de verdade?+

Sim — onicomicose por dermatófitos (Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes) responde bem ao tratamento sistêmico, que é muito mais eficaz que os tópicos: (1) Terbinafina 250 mg/dia × 6 semanas (mãos) ou 12 semanas (pés) — mecanismo: inibe esqualeno epoxidase fúngica → acúmulo de esqualeno tóxico para o fungo; taxas de cura micológica 70-80% em 3 meses, mas cura clínica (visual) leva 6-12 meses (tempo para a unha crescer); mais hepatotóxico, verificar TFH antes; (2) Itraconazol 200 mg 2x/dia por 1 semana/mês × 2 pulsos (mãos) ou 3 pulsos (pés) = terapia pulsada, com eficácia similar e menor duração de exposição; (3) Fluconazol 150-300 mg 1x/semana × 6-12 meses — mais lento mas opção para quem não tolera os anteriores. Importante: onicomicose por Candida (mais em mãos, especialmente em ocupações úmidas) responde melhor ao fluconazol ou itraconazol; terbinafina é menos ativa para Candida. Taxa de recorrência é alta (25-40% em 3 anos) — calçado adequado, meias de algodão e evitar umidade prolongada reduzem.

Candida auris: o que é e por que preocupa tanto os hospitais?+

Candida auris (C. auris) é um patógeno fúngico emergente descoberto em 2009 que tornou-se uma das maiores preocupações de infecção hospitalar globalmente. Características alarmantes: (1) Multirresistência: a maioria das cepas é resistente ao fluconazol (>90%), muitas resistentes à anfotericina B, e casos de resistência a equinocandinas já documentados — 'fungos pan-resistentes' em alguns clones; (2) Alta mortalidade: 30-60% em infecções sistêmicas (candidemia); (3) Persistência ambiental: sobrevive em superfícies hospitalares por semanas, resiste à maioria dos desinfetantes padrão (precisa de hipoclorito ou desinfetantes específicos); (4) Transmissão nosocomial: surtos em UTIs globalmente, com propagação entre pacientes por mãos de profissionais e superfícies; (5) Difícil diagnóstico laboratorial: pode ser mal-identificado como C. haemulonii, C. famata ou outras espécies por sistemas tradicionais (VITEK) — requer MALDI-TOF ou sequenciamento. Tratamento: equinocandinas (caspofungina, micafungina) são a 1ª linha enquanto aguarda-se sensibilidade; notificação obrigatória às autoridades de saúde em vários países.

Referências Científicas

  1. Pappas PG, Kauffman CA, Andes DR, et al. (IDSA) Clinical Practice Guideline for the Management of Candidiasis: 2016 Update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis, 2016.
  2. Patterson TF, Thompson GR, Denning DW, et al. (IDSA) Practice Guidelines for the Diagnosis and Management of Aspergillosis: 2016 Update by IDSA. Clin Infect Dis, 2016.
  3. Herbrecht R, Denning DW, Patterson TF, et al. (Invasive Fungal Infections Group of EORTC) Voriconazole versus amphotericin B for primary therapy of invasive aspergillosis. N Engl J Med, 2002.
  4. Kullberg BJ, Arendrup MC. Invasive Fungal Disease in the Patient with Hematologic Malignancy (review of antifungal pharmacology). Hematology Am Soc Hematol Educ Program, 2015.
  5. Spellberg B, Walsh TJ, Kontoyiannis DP, Edwards J Jr, Ibrahim AS. Recent advances in the management of mucormycosis: from bench to bedside (amphotericin lipid formulations). Clin Infect Dis, 2009.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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