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← Blog·peptideos19 de junho de 2026· 13 min de leitura

Aldosterona, sistema renina-angiotensina (SRAA): IECA, BRA, espironolactona e hiperaldosteronismo

Aldosterona é o principal mineralocorticoide — secretada pela adrenal em resposta à angiotensina II e hipercalemia. SRAA regula PA e volume. IECA (enalapril, ramipril) e BRA (losartana, valsartana) bloqueiam o eixo — primeira linha na HAS, IC e DRC. Espironolactona antagoniza aldosterona. Síndrome de Conn: hiperaldosteronismo primário.

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA): do rim ao coração

SRAA — o regulador mestre da pressão arterial e do volume:

Renina:

  • Protease aspartil secretada pelas células justaglomerulares (JG) do rim (arteríola aferente)
  • Estímulos para liberação: ↓ pressão de perfusão renal (hipotensão, hipovolemia) → receptor de pressão nas células JG; ↓ NaCl no mácula densa (sensor na alça de Henle); estimulação β1-adrenérgica (adrenalina, noradrenalina, beta-agonistas) → cAMP → ↑ renina
  • Inibição: ↑ PA, ↑ volume, angiotensina II (feedback negativo), FAN (fator atrial natriurético)

Angiotensinogênio (AGT) → Renina cliva → Angiotensina I (Ang I) (decapeptídeo inativo):

  • AGT: substrato produzido pelo fígado (hepatócito); induzido por cortisol, estrógeno, Ang II (feedforward positivo), citocinas
  • Estrógeno (incluindo OCP) → ↑ AGT → ↑ Ang II → HAS (mecanismo da hipertensão por anticoncepcionais)

ECA (Enzima Conversora de Angiotensina / ACE):

  • Zinco metalopeptidase; endotélio pulmonar (principal), renal, vascular
  • Ang I → ECA → Angiotensina II (Ang II) (octapeptídeo ativo) — remove 2 aminoácidos do C-terminal
  • Mesma ECA também inativa bradicinina → ↑ bradicinina quando ECA bloqueada (mecanismo da tosse seca por IECA!)

Angiotensina II (Ang II) — hormônio vasoativo multifuncional:

Receptor AT1 (Gq + Gi; principal):

  • Vasoconstrição de arteríolas sistêmicas → ↑ RVP → ↑ PA
  • Vasoconstrição da arteríola eferente renal (mais sensível a Ang II que aferente) → ↑ pressão de filtração glomerular (importância: em pacientes com DRC, IECA/BRA reduzem essa pressão → ↓ hiperfiltração → nefroprotetor)
  • Córtex adrenal: estimula síntese e secreção de aldosterona
  • Hipófise: estimula liberação de ADH (vasopressina)
  • Hipotálamo: sede e liberação de ADH
  • Coração/vasculatura: proliferação celular, fibrose, hipertrofia (remodelamento adverso em IC)
  • Rim: aumenta reabsorção de Na⁺ no TCP (via NHE3)

Receptor AT2 (Gi, Gq):

  • Ações opostas ao AT1 em muitos tecidos: vasodilatação, antiproliferativo, antiapoptótico
  • Expresso principalmente no feto; no adulto: tecido lesado, coração com IC
  • Bloqueio AT1 por BRA → ↑ Ang II → mais estimulação AT2 → pode contribuir para cardioprteção

Aldosterona:

  • Esteroide (zona glomerulosa adrenal); síntese induzida por: Ang II (principal) + hipercalemia (K⁺ alto) + ACTH (menor)
  • Receptor mineralocorticoide (MR) nuclear: coletores e nefron distal → ↑ expressão de ENaC (canal de Na epithelial) e Na/K-ATPase → reabsorção de Na⁺ + secreção de K⁺ e H⁺
  • Efeitos: ↑ volemia, ↑ PA; ↓ K+ sérico; ↓ H⁺ (alcalose metabólica com hiperaldosteronismo)
  • Fibrose cardíaca direta via MR em cardiomiócitos e fibroblastos — fundo de antagonistas de MR na IC

IECAs e BRAs: enalapril, ramipril, losartana, valsartana — indicações e diferenças

Inibidores da ECA (IECA / ACE inhibitors) — bloqueio de ECA → menos Ang II + mais bradicinina:

Mecanismo:

  • Ang II ↓ → AT1 menos estimulado → vasodilata (↓ RVP), menos aldosterona (natriurese), menos ADH
  • Bradicinina ↑ → potencia vasodilatação (via B2 receptor → NO e prostaciclina) + tosse seca (bradicinina + prostaglandinas no pulmão — efeito em 10-15% dos pacientes, mais em asiáticos até 30%)
  • Intra-renal: ↓ vasoconstrição da arteríola eferente → ↓ pressão intraglomerular → ↓ proteinúria

Principais IECAs:

  • Captopril (1ª geração, 1981): oral 3x/dia; histórico — SAVE trial: pós-IAM com FE reduzida → captopril → mortalidade -19%
  • Enalapril (2ª geração): oral 2x/dia; pró-droga (ativa por enalaprilato); CONSENSUS I: enalapril em IC grave → mortalidade -40%!
  • Ramipril (HOPE trial, 2000): ramipril 10 mg/dia em pacientes de alto risco CV (sem IC, não só HAS) → MACE -22%, mortalidade -16%; "vascular protection"; um dos ensaios mais influentes da cardiologia
  • Lisinopril: já ativo (não é pró-droga); excreção renal pura (ajustar em DRC); GISSI-3, ATLAS
  • Perindopril: alta ligação tecidual; EUROPA trial: perindopril em coronariopatia estável → MACE -20%
  • Outros: quinapril, benazepril, fosinopril (dupla excreção renal/hepática)

Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA / ARBs — "sartanas") — bloqueio competitivo de AT1:

Vantagem sobre IECA: mesmos efeitos sem a tosse (bradicinina não aumenta pois ECA não é alvo); mesma ou levemente menor eficácia em PA e nefroproteção vs IECA

  • Losartana (Cozaar® — Merck): pioneira oral 1994; dose 50-100 mg/dia; LIFE trial: losartana > atenolol em hipertensos com HVE → menos AVC -25% e mortalidade CV -25%; RENAAL: losartana em DRC2 + diabetes → ↓ duplo endpoint renal -16%
  • Valsartana (Diovan® — Novartis): 80-320 mg/dia; Val-HeFT: valsartana adicionada em IC → morbidade -13%; VALIANT: pós-IAM com IC → não inferior ao captopril
  • Candesartana (Atacand®): CHARM: candesartana em IC tanto FEr (↓ mortalidade) quanto FEp (↓ hospitalizações)
  • Olmesartana: potente; ROADMAP: ↓ microalbuminúria em DM2
  • Telmisartana: longa meia-vida (24h); TRANSCEND: similar ao ramipril em proteção vascular (HOPE-like em intolerantes a IECA)
  • Irbesartana, eprosartana, azilsartana

Combinação IECA + BRA: ONTARGET trial (2008) demonstrou que enalapril + telmisartana → mais efeitos adversos (hipotensão, disfunção renal, hipercalemia) SEM benefício adicional em desfechos CV → combinação IECA+BRA contraindicada (exceto em contextos específicos sob supervisão intensiva)

Inibidor direto de renina:

  • Aliskiren (Rasilez® — Novartis): inibe renina diretamente → menos Ang I → menos Ang II + menos aldosterona
  • ALTITUDE trial: aliskiren + IECA/BRA em DM2 → mais eventos adversos → contraindicado com IECA/BRA
  • Uso limitado na prática; aprovado HAS; 2ª/3ª linha

Indicações com evidência forte para IECA/BRA:

  1. HAS: ambos = 1ª linha; especialmente útil em HAS + DM, HAS + DRC, HAS + proteinúria
  2. IC com FE reduzida (ICFEr): IECA obrigatório (ou BRA se intolerância à tosse); base terapêutica
  3. Pós-IAM com FE reduzida: IECA (ramipril, captopril, lisinopril) reduz mortalidade — iniciar 24-48h pós-IAM
  4. DRC diabética e não-diabética com proteinúria: IECA/BRA = nefroproteção (reduz progressão de DRC e proteinúria)
  5. Prevenção CV de alto risco (HOPE-like): ramipril, perindopril

Contraindicações:

  • Gravidez (qualquer trimestre — fetotóxico, especialmente 2º/3º: oligodrâmnio, aplasia tubular renal, hipocalvária; = FDA categoria D/X)
  • Estenose bilateral de artéria renal (↓ pressão eferente → IRA; necessária pressão elevada para filtrar em rim com estenose)
  • Hipercalemia grave (>5.5 mEq/L)
  • Angioedema prévio por IECA (contraindicado usar IECA novamente; BRA pode ser usado mas ~8% cruzam)
  • IRA recente ou hipotensão

Antagonistas da aldosterona: espironolactona, eplerenona e hiperaldosteronismo primário

Antagonistas do Receptor Mineralocorticoide (ARM / MRA):

Espironolactona (Aldactone® — Pfizer / genérico):

  • Antagonista de MR competitivo, não-seletivo (também bloqueia receptor de androgênios e progesterona)
  • Mecanismo: bloqueia MR → menos expressão de ENaC e Na/K-ATPase → menos reabsorção de Na⁺ → ↑ excreção de Na⁺ e H₂O + retenção de K⁺ (diurético poupador de potássio)
  • Efeitos antiandrogênicos: ginecomastia (homens), irregularidade menstrual, diminuição de libido em homens — por bloqueio de receptor de androgênio (dose-dependente)

Indicações:

  1. IC com FEr (RALES trial): espironolactona 25 mg + IECA + diurético em IC grave (FE<35%) → mortalidade -30%; ARMs = um dos 4 pilares da IC
  2. Hiperaldosteronismo primário: espironolactona controla HAS e hipocalemia
  3. HAS resistente (não controlada com ≥3 medicamentos): 4ª droga; PATHWAY-2: espironolactona melhor que bisoprolol e doxazosina em HAS resistente
  4. Ascite e edema em cirrose hepática: espironolactona ± furosemida (razão 100 mg:40 mg)
  5. Acne e hirsutismo em mulheres (off-label): bloqueio androgênico
  6. SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos): espironolactona para componente androgênico (off-label)

Eplerenona (Inspra® — Pfizer):

  • ARM seletivo (sem atividade antiandrogenica/antiprogestínica) → sem ginecomastia
  • EPHESUS trial: pós-IAM com IC/diabetes → eplerenona → mortalidade -15%
  • 2x o custo da espironolactona; preferida quando ginecomastia é problema

Finerenona (Kerendia® — Bayer) — ARM não-esteroidal, novo (2021):

  • MR antagonista seletivo mais potente em rins/coração; distribui mais para esses tecidos
  • Aprovado para DRC em DM2 (estágios 1-4 com proteinúria)
  • FIGARO-DKD + FIDELIO-DKD: finerenona em DRC+DM2 → ↓ eventos renais e CV significativamente vs placebo em cima de IECA/BRA
  • Menor hipercalemia que espironolactona/eplerenona (menos efeito tubular renal de curto prazo)

Hiperaldosteronismo Primário (HAP / Síndrome de Conn):

  • Excesso de aldosterona independente do SRAA (produção autônoma)
  • Causa: adenoma adrenal unilateral produtor de aldosterona (Conn — 35-40%); hiperplasia adrenal bilateral idiopática (60-65%); raramente carcinoma
  • Suspeitar em: HAS + hipocalemia espontânea; HAS refratária a ≥3 drogas; incidentaloma adrenal com HAS
  • Prevalência: 5-10% dos hipertensos (muito subdiagnosticado)

Clínica do HAP:

  • HAS (frequentemente severa/resistente)
  • Hipocalemia → fraqueza muscular, câimbras, poliúria, alcalose metabólica
  • Ausência de edema (fenômeno de escape da aldosterona - renin-independent aldosterone escape)

Diagnóstico:

  1. Rastreio: Relação Aldosterona/Renina (ARR): aldosterona elevada + renina suprimida; ARR > 20-30 (em ng/dL por ng/mL/h) = suspeito
  2. Confirmação: teste de sobrecarga salina IV (4L SF 4h → se aldosterona >10 ng/dL = confirmado); captopril challenge; mineralocorticoide (fludrocortisona)
  3. Localização: TC adrenal bilateral; cateterismo adrenal bilateral (CVS — sinal de ouro para lateralização antes de cirurgia)

Tratamento do HAP:

  • Adenoma unilateral (Conn): adrenalectomia laparoscópica → cura da hipocalemia em 100%; cura da HAS em 30-70%; melhora HAS em quase todos
  • Hiperplasia bilateral: espironolactona ou eplerenona indefinidamente; melhora HAS e hipocalemia mas raramente cura

Aldosteronismo hiporeninemico hipoaldosteronismo (tipo 4 RTA):

  • DM + DRC → hipoaldosteronismo hiporeninêmico → hipercalemia + acidose
  • Causa mais comum de hipercalemia em DM2; tratamento: fludrocortisona, bicarbonato, dieta pobre em K, SRAA-modificação

Perguntas frequentes sobre SRAA, IECA, BRA e aldosterona

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Por que IECA causa tosse seca e o que fazer?+

A tosse seca é um efeito adverso de classe de todos os IECAs — ocorre em 10-15% dos pacientes ocidentais e até 30-40% em asiáticos. O mecanismo: IECAs inibem ECA → bradicinina não é degradada → acumula no pulmão → estimula receptores B2 nas fibras C aferentes bronquiais → tosse seca, não-produtiva, geralmente piora à noite. A tosse inicia geralmente nas primeiras semanas e persiste enquanto o IECA está sendo tomado. O que fazer: substituir por um BRA (bloqueador de receptor de angiotensina — sartana). BRAs não aumentam bradicinina (bloqueiam AT1 sem afetar ECA) → sem tosse. Valsartana, losartana, olmesartana etc. têm benefícios equivalentes ao IECA na maioria das indicações. Importante: NÃO tentar outro IECA (a tosse voltará), e verificar se não há outra causa de tosse (DRGE, gotejamento pós-nasal, asma, IC descompensada — que também causam tosse).

IECA/BRA são seguros em pacientes com doença renal crônica?+

Sim — são, na verdade, primeira linha de tratamento em DRC, especialmente com proteinúria. O paradoxo aparente: IECA/BRA podem causar elevação de creatinina de 10-30% no início (por reduzir pressão intraglomerular → menos filtração), mas este aumento transitório é ESPERADO e DESEJÁVEL — indica que o medicamento está reduzindo a hiperfiltração protetora. Isso não deve levar à descontinuação, a menos que a elevação seja >30-35% em 2-4 semanas após início (sugere estenose de artéria renal). A nefroproteção a longo prazo é clara: estudos RENAAL (losartana), IDNT (irbesartana) e ADVANCE (perindopril) mostram redução de 20-35% na progressão para doença renal terminal. Monitorar: creatinina e K⁺ 1-2 semanas após início e após cada ajuste de dose. Hipercalemia real (K+ >5.5) pode requerer redução de dose ou descontinuação.

O que é hiperaldosteronismo primário e como diferenciá-lo da hipertensão comum?+

O hiperaldosteronismo primário (HAP) é subdiagnosticado — estima-se afetar 5-10% dos hipertensos (anteriormente considerado raro). Diferença principal: na HAS comum (essencial), a renina é normal ou alta e aldosterona é normal; no HAP, a produção de aldosterona é autônoma (independente da renina) → aldosterona alta + renina suprimida. Quando suspeitar: (1) Hipocalemia (K+ <3.5) em paciente hipertenso sem uso de diurético ou com diurético em doses habituais; (2) Hipocalemia severa com K+ <3 que apareceu ao iniciar diurético; (3) HAS resistente (≥3 drogas em doses máximas sem controle); (4) HAS de início antes dos 40 anos, especialmente se grave; (5) Incidentaloma adrenal + HAS; (6) História familiar de HAS severa ou AVC em jovem. Screening: relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (ARR) > 20-30. Simples, barato, e deveria ser feito em todos os hipertensos com características suspeitas.

Podem-se combinar IECA com espironolactona?+

Sim — é uma combinação eficaz e recomendada em IC grave (com monitoramento), mas com risco de hipercalemia que deve ser manejado cuidadosamente. RALES trial usou espironolactona 25 mg + IECA em IC grave — benefício de mortalidade enorme. Na prática clínica pós-RALES, houve aumento de hospitalizações por hipercalemia severa (quando a combinação foi usada de forma menos cuidadosa do que no ensaio, com doses maiores e sem monitoria). Cuidados: iniciar espironolactona 12.5-25 mg/dia (não 50 mg+ de início); monitorar K+ e creatinina em 1-2 semanas; evitar se K+ basal >5.0 mEq/L ou clearance <30 mL/min; evitar AINEs (que retêm Na/K e antagonizam o efeito diurético + aumentam K+); evitar suplementação de K+ desnecessária; educar o paciente a evitar alimentos muito ricos em potássio se K+ já borderline. Em mãos experientes com monitoramento, é uma das combinações mais eficazes em cardiologia.

Referências Científicas

  1. Yusuf S, Sleight P, Pogue J, et al. (HOPE trial) Effects of an angiotensin-converting enzyme inhibitor, ramipril, on cardiovascular events in high-risk patients (HOPE trial). N Engl J Med, 2000.
  2. Pitt B, Zannad F, Remme WJ, et al. (RALES trial) The effect of spironolactone on morbidity and mortality in patients with severe heart failure (RALES). N Engl J Med, 1999.
  3. Funder JW, Carey RM, Mantero F, et al. The management of primary aldosteronism: case detection, diagnosis, and treatment (Endocrine Society Guideline 2016). J Clin Endocrinol Metab, 2016.
  4. Bakris GL, Agarwal R, Anker SD, et al. (FIDELIO-DKD) Effect of finerenone on chronic kidney disease outcomes in type 2 diabetes (FIDELIO-DKD). N Engl J Med, 2020.
  5. Dahlöf B, Devereux RB, Kjeldsen SE, et al. (LIFE study) Cardiovascular morbidity and mortality in the Losartan Intervention For Endpoint reduction in hypertension study (LIFE). Lancet, 2002.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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