Use o cupom PRIMEIRA10 e ganhe 10% OFF na primeira compra
← Blog·peptideos23 de junho de 2026· 13 min de leitura

Aciclovir, valaciclovir e antirretrovirais (TARV) — antivirais contra herpes e HIV: mecanismo de ação, indicações e conceitos de resistência

Aciclovir e valaciclovir inibem a DNA polimerase viral do herpes-simplex e varicela-zóster. A terapia antirretroviral (TARV) no HIV usa combinações de ITRN, ITRNN, IP e IINI para suprimir a carga viral a níveis indetectáveis. Conceitos de resistência viral, profilaxia pré e pós-exposição (PrEP/PEP) e regimes modernos de 1ª linha.

B
BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
Compartilhar:

Antivirais do herpes — aciclovir, valaciclovir, fanciclovir: ativação viral e inibição de DNA pol

Herpesvírus é uma família de vírus de DNA de dupla fita que inclui: HSV-1 (herpes oral/labial), HSV-2 (herpes genital), VZV (varicela-zóster), CMV (citomegalovírus), EBV (Epstein-Barr), HHV-6, HHV-7, HHV-8 (Kaposi). Todos têm a capacidade de estabelecer latência nos nervos sensoriais (HSV, VZV) ou em células B e monócitos (EBV, CMV) → reativação periódica.

Aciclovir (Zovirax® — Glaxo; genérico) — mecanismo de ativação seletiva:

  • Aciclovir é um pró-fármaco → inativo por si só; precisa de ativação enzimática em 3 etapas de fosforilação:
  1. Passo 1 (a chave da seletividade): aciclovir → aciclovir-monofosfato, catalisado pela timidina quinase viral (TK viral) — enzima codificada pelos herpesvírus (HSV e VZV); a TK humana não fosforila aciclovir eficientemente → aciclovir se concentra APENAS em células infectadas com herpesvírus
  2. Passo 2 e 3: aciclovir-monofosfato → aciclovir-difosfato → aciclovir-trifosfato (ACV-TP), catalisados por quinases celulares do hospedeiro
  3. ACV-TP (forma ativa): inibe competitivamente a DNA polimerase viral do herpesvírus (muito maior afinidade por DNA pol viral que por DNA pol humana) → incorporação de ACV-TP no DNA viral → terminação de cadeia (ACV não tem grupo 3'-OH → DNA pol não consegue adicionar próximo nucleotídeo → replicação do DNA viral para)
  • Resultado: seletividade dupla (ativado só em células com vírus, age preferencialmente na enzima viral) → toxicidade muito baixa para células humanas não infectadas

Espectro de atividade do aciclovir: HSV-1 e HSV-2 (alta atividade), VZV (atividade menor → doses maiores necessárias), EBV (atividade in vitro mas benefício clínico limitado), CMV (FRACO — TK do CMV tem baixa afinidade por aciclovir → usa ganciclovir para CMV)

Indicações do aciclovir:

  • Herpes genital (HSV-2): episódio inicial grave → 200-400 mg 5x/dia × 7-10 dias (ou 400 mg 3x/dia); herpes recorrente: pode abortar ou encurtar episódio se iniciado precocemente (≤48-72h do início das lesões); supressão crônica (recidivas frequentes ≥6/ano): 400 mg 2x/dia continuamente → reduz recorrências em 70-80% e reduz transmissão ao parceiro
  • Herpes labial/oral (HSV-1): aciclovir ou valaciclovir acelera cura em casos moderados-graves; profilaxia pré-procedimentos dentários ou dermatológicos em portadores com histórico de recorrência
  • Varicela (catapora) em adultos e imunocomprometidos: 800 mg 5x/dia × 5-7 dias (doses maiores que herpes por menor sensibilidade de VZV); crianças imunocompetentes com varicela normal: aciclovir é opcional (benefício marginal) → VARIVAX® (vacina atenuada) = prevenção
  • Herpes-zóster (shingles — reativação de VZV): aciclovir 800 mg 5x/dia × 7-10 dias → reduz dor aguda e risco de neuralgia pós-herpética (quanto mais precoce, melhor — iniciar em ≤72h do rash); valaciclovir 1000 mg 3x/dia ou fanciclovir 500 mg 3x/dia preferíveis (esquema simplificado e equivalente em eficácia)
  • Encefalite herpética: emergência neurológica → aciclovir IV 10-15 mg/kg q8h × 14-21 dias (reduz mortalidade de 70% para ~20%)
  • HSV neonatal: aciclovir IV 20 mg/kg q8h × 14-21 dias

Valaciclovir (Valtrex® — Glaxo; genérico):

  • Éster de L-valina do aciclovir → pró-fármaco com biodisponibilidade oral 3-5x maior que aciclovir (54% vs 10-20%) → doses menos frequentes (simplifica adesão)
  • Conversão por valaciclovirase intestinal e hepática → aciclovir
  • Doses: herpes genital recorrente: 500 mg 2x/dia × 3-5 dias; herpes-zóster: 1000 mg 3x/dia × 7 dias
  • PEP de herpes genital para parcerias sorodiscordantes: valaciclovir 500 mg 1x/dia (supressão) reduz transmissão em 48% (Valacyclovir HSV Transmission Study, 2004)

Fanciclovir (Famvir® — Novartis; genérico): pró-fármaco de penciclovir com boa biodisponibilidade oral; similar ao valaciclovir em indicações e eficácia

Resistência ao aciclovir: mutação na TK viral (principal mecanismo — TK mutante não ativa aciclovir) ou mutações na DNA polimerase viral; mais comum em imunocomprometidos com uso prolongado; tratamento de HSV/VZV resistente a aciclovir: foscarnet IV (inibe DNA pol viral diretamente, sem necessidade de ativação por TK) ou cidofovir IV (nucleotídeo pré-fosforilado, não depende de TK para 1ª fosforilação)

Ganciclovir (Cytovene® — Roche; genérico) e valganciclovir (Valcyte® — Roche) para CMV:

  • Ganciclovir é análogo de aciclovir com maior atividade anti-CMV; ativado pelo produto do gene UL97 do CMV (quinase viral do CMV — diferente da TK do HSV)
  • Indicações: retinite por CMV em imunodeprimidos (AIDS avançada), pneumonite por CMV, colite por CMV pós-transplante; profilaxia de CMV em transplantados (valganciclovir 900 mg/dia)
  • Toxicidade: mielossupressão (neutropenia) — limitante; monitorar CBC semanalmente

Antirretrovirais (TARV) no HIV — classes, mecanismo e estratégias modernas

HIV (vírus da imunodeficiência humana) é um retrovírus de RNA de fita simples que infecta células CD4+ (linfócitos T helper, macrófagos, células dendríticas) → depleção progressiva de CD4 → imunodeficiência → AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida).

Ciclo replicativo do HIV e alvos da TARV:

  1. Gp120 do HIV → liga-se ao CD4 + co-receptor CCR5 ou CXCR4 → fusão do envelope viral com membrana celular
  2. RNA viral entra no citoplasma → Transcriptase Reversa (TR) converte RNA → DNA (daí retrovírus = transcreição reversa do dogma central)
  3. DNA viral entra no núcleo → Integrase insere o DNA viral no genoma humano → pró-vírus (permanente)
  4. Pró-vírus transcrito → proteínas virais → Protease cliva poliproteínas em proteínas funcionais → partículas virais maduras → brotam e infectam novas células

Classes de antirretrovirais (ARVs):

ITRN — Inibidores de Transcriptase Reversa análogos de Nucleosídeos/Nucleotídeos:

  • Pró-fármacos fosforilados dentro da célula → incorporam na cadeia de DNA em construção pela TR → terminação de cadeia (sem grupo 3'-OH, como aciclovir)
  • Exemplos: tenofovir alafenamida (TAF) e tenofovir disoproxil fumarato (TDF) — análogos de nucleotídeo de adenosina; emtricitabina (FTC) = análogo de citidina; abacavir (ABC) = análogo de guanosina; lamivudina (3TC) = análogo de citidina; zidovudina (AZT — histórico — 1º antirretroviral aprovado, 1987)
  • FTC + TAF ou FTC + TDF = dupla backbone de ITRN em quase todos os regimes modernos de 1ª linha

ITRNN — Inibidores de Transcriptase Reversa não-Nucleosídeos:

  • Ligam-se diretamente (não-competitivos) a um sítio alostérico da TR (bolso NNRTI) → mudança conformacional → inibição da TR
  • Efavirenz (EFV — Sustiva®/Stocrin®): 1ª linha histórico; efeitos neuropsiquiátricos (pesadelos, confusão mental — concentração pico noturno → tomar ao deitar; geralmente melhoram em 2-4 semanas); teratogênico → contraindicado no 1º trimestre
  • Rilpivirina (RPV — Edurant®): mais tolerada que efavirenz; requer refeição para absorção (tomada com alimento ≥400 kcal); interação com IBPs (omeprazol reduz absorção)
  • Doravirina (DOR — Pifeltro®): 2ª geração ITRNN; sem efeitos neuropsiquiátricos; sem interação com alimentos

IP — Inibidores de Protease:

  • Inibem a protease do HIV → proteínas imaturas → partículas virais não-infecciosas
  • Darunavir (DRV — Prezista® — Janssen): principal IP moderno; sempre boosted com cobicistate ou ritonavir em baixa dose (inibe CYP3A4 → aumenta níveis de DRV dramaticamente = farmacocinético booster)
  • Ritonavir: IP mas hoje usado primariamente como booster de outros IPs/INSTIs
  • Cobicistate (COBI): booster farmacológico (sem atividade antirretroviral própria — apenas inibe CYP3A4)
  • IPs com booster: DRV/COBI ou DRV/r (ritonavir 100 mg)
  • Toxicidades: dislipidemia (aumento de LDL e triglicerídeos); lipodistrofia com IPs mais antigos (redistribuição de gordura — obsoletos); interações extensas via CYP3A4

IINI — Inibidores de Integrase (INSTIs):

  • Inibem a enzima integrase do HIV → DNA viral não se integra no genoma humano
  • Dolutegravir (DTG — Tivicay® — ViiV Healthcare): INSTI de 2ª geração; atualmente o principal componente dos regimes de 1ª linha; meia-vida longa → 1x/dia; alta barreira genética à resistência (raramente mutações emergem sob DTG); bem tolerado; leve aumento de peso (encontrado em estudos ADVANCE, NAMSAL); teratogenicidade possível (defeito do tubo neural) → cuidado no 1º trimestre → oferecer alternativa a mulheres em idade fértil sem contracepção segura, informar o risco
  • Bictegravir (BIC — componente de Biktarvy® com FTC + TAF): INSTI de 2ª geração similar ao DTG; regime de 1 comprimido por dia
  • Raltegravir (RAL — Isentress®): 1ª geração INSTI; 2x/dia; usada em situações especiais (gravidez, interações)
  • Cabotegravir (CAB): forma injetável de longa ação (CAB + rilpivirina injetável = Cabenuva® a cada 2 meses = TARV de manutenção injetável)

Regime de 1ª linha no Brasil (PCDT/MS 2023-2024):

  • TDF + 3TC + DTG (tenofovir 300 mg + lamivudina 300 mg + dolutegravir 50 mg) = 1 comprimido ao dia = Trivenz® ou genérico (Farmanguinhos/Lafepe) → fornecido gratuitamente pelo SUS/Programa Nacional de DST/AIDS
  • Alternativa para mulheres em idade fértil sem contracepção: TDF + 3TC + EFV (ainda disponível); ou substituir DTG por RAL
  • Objetivo: carga viral indetectável (HIV RNA < 50 cópias/mL) em 24-48 semanas → mantida indefinidamente → Indetectável = Intransmissível (I=I — consenso científico desde 2017: carga viral indetectável em TARV suprime transmissão sexual do HIV a praticamente zero)

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV):

  • TDF + FTC (Truvada® / genérico) = 1 comprimido/dia antes de exposição de risco → reduz transmissão HIV em 99% em HSH e populações de risco quando tomada corretamente
  • Disponível gratuitamente no SUS em Centros de Prevenção (CTA/SAE) para populações elegíveis
  • Alternativa: CAB injetável (Apretude® — 600 mg a cada 2 meses) = PrEP injetável — superior ao TDF/FTC em mulheres e comparável em homens (HPTN 083, 084)

PEP (Profilaxia Pós-Exposição):

  • Dentro de 72h de exposição ocupacional ou sexual → TDF + 3TC + DTG × 28 dias → reduz transmissão HIV ≥80%

Perguntas frequentes sobre antivirais do herpes e HIV

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

Aciclovir cura o herpes ou só controla os surtos?+

Aciclovir (e valaciclovir, fanciclovir) controla os surtos mas não cura a infecção por herpes. O HSV-1 e HSV-2 estabelecem latência nos gânglios nervosos sensoriais (gânglio trigêmeo para HSV-1 oral, gânglio sacral para HSV-2 genital) — o DNA viral fica dormente dentro dos neurônios, integrado ou em forma epissomal, praticamente inerte metabolicamente. O aciclovir exige a timidina quinase viral para ser ativado — durante a latência, o vírus não replicar, não há TK viral ativa → aciclovir não consegue chegar ao DNA viral latente → não elimina o reservatório. Quando o vírus recidiva (estresse, imunossupressão, trauma, menstruação) — começa a replicar e expressar TK → aí o aciclovir pode agir. Por isso o tratamento antiviral do herpes: (1) encurta a duração do surto ativo; (2) reduz a gravidade das lesões; (3) em terapia supressora contínua (400 mg aciclovir 2x/dia ou 500 mg valaciclovir 1x/dia), reduz a frequência de recorrências e a transmissão ao parceiro — mas ao parar o medicamento, o vírus volta a reativar com frequência similar. Pesquisa em andamento busca estratégias para reativar o vírus da latência de forma controlada e eliminá-lo com antiviral — a chamada shock-and-kill strategy, similar à pesquisa em HIV — mas ainda experimental.

Uma pessoa com HIV em tratamento (indetectável) pode transmitir o vírus?+

Não — quando em tratamento antirretroviral com carga viral indetectável, o HIV não é transmissível por via sexual. Isso é o princípio Indetectável = Intransmissível (I=I), confirmado por três grandes estudos clínicos: HPTN 052 (2011 — 1763 casais sorodiscordantes, 0 transmissões no grupo com TARV supressora); PARTNER (2016 — 1166 casais, 58.000 relações sexuais sem preservativo, 0 transmissões relacionadas ao parceiro com carga indetectável); e Opposites Attract (2017). Condições para I=I: TARV regularmente tomada por pelo menos 6 meses; carga viral < 200 cópias/mL (ou indetectável < 50) confirmada em dois exames consecutivos com intervalo de 3-6 meses; sem interrupção de TARV. Importante: I=I se aplica apenas à transmissão sexual e uso de preservativo ainda é recomendado para prevenção de outras ISTs (gonorreia, sífilis, clamídia, HPV) que não são prevenidas pela TARV. Também: transmissão sanguínea (compartilhamento de agulhas) e perinatal têm lógica diferente — TARV reduz muito mas as recomendações são específicas. A declaração I=I foi endossada pela OMS, UNAIDS, CDC e mais de 990 organizações científicas e de saúde no mundo — é consenso científico robusto.

PrEP é segura? Quais os efeitos adversos do tenofovir a longo prazo?+

A PrEP com TDF + FTC (Truvada®) tem sido amplamente estudada — mais de 10 anos de dados em populações de alto risco — e o perfil de segurança é bem estabelecido. Efeitos adversos comuns (inicialmente, primeiras 4-8 semanas): náusea, tontura, dor de cabeça, diarreia — leves e transitórios em >90% dos usuários; raramente requerem parar a PrEP. Efeito adverso relevante de longo prazo: nefrotoxicidade do TDF (tenofovir disoproxil fumarato — a forma mais antiga): redução leve da taxa de filtração glomerular (creatinina sobe levemente) e disfunção tubular proximal (síndrome de Fanconi com perda de fosfato, glicosúria) — monitoramento renal a cada 3-6 meses; contraindicada se TFG < 60 mL/min; reversível com a interrupção. Perda de densidade mineral óssea (pequena e reversível): TDF pode causar pequena diminuição de DMO — relevante em adolescentes e pessoas com osteoporose; TAF (tenofovir alafenamida, formulação mais nova — Descovy® = FTC + TAF) tem menos nefrotoxicidade e menos efeito ósseo que TDF → preferida quando disponível. Raridade: reação grave; sem evidência de aumento de câncer, doenças autoimunes ou outros problemas sérios em longo prazo nos estudos de PrEP. A PrEP é considerada intervenção altamente segura para prevenção do HIV — a relação risco-benefício é amplamente favorável para pessoas em risco substancial de infecção.

Qual a diferença entre HIV e AIDS?+

HIV (vírus da imunodeficiência humana) é o agente etiológico — o vírus em si. AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) é o estágio avançado da infecção pelo HIV, definido clinicamente. Uma pessoa pode ter HIV (infectada) sem ter AIDS (ainda com imunidade preservada). A progressão: exposição → infecção aguda por HIV (síndrome retroviral aguda: febre, linfadenopatia, faringite, rash — 2-4 semanas, sintomas inespecíficos) → fase crônica assintomática (sem TARV: pode durar 8-10 anos em média, com CD4 caindo progressivamente) → AIDS. Definição de AIDS (CDC/OMS): infecção por HIV + CD4 < 200 células/mm³ OU presença de infecção ou neoplasia definidora de AIDS (independente do CD4): pneumocystosis (PCP), toxoplasmose cerebral, criptococose, CMV (retinite), micobacteriose atípica disseminada, sarcoma de Kaposi, linfoma de SNC, esofagite herpética, criptosporidiose, histoplasmose disseminada, entre outras. Com TARV eficaz: a grande maioria das pessoas com HIV nunca desenvolve AIDS — a TARV iniciada precocemente (hoje recomendado iniciar assim que o diagnóstico é feito, independente de CD4) mantém CD4 alto e carga viral indetectável → sem AIDS e com expectativa de vida quase normal. Diagnosticou hoje, inicia TARV → sem AIDS. Por isso 'HIV positivo' e 'com AIDS' não são sinônimos.

Referências Científicas

  1. Elion GB. (Nobel Lecture — acyclovir discovery and antiviral drug design) The purine path to chemotherapy (Nobel Prize Lecture). Science, 1989.
  2. Corey L, Wald A, Patel R, et al. (Valacyclovir HSV Transmission Study — valaciclovir suppression reduces HSV-2 transmission) Once-Daily Valacyclovir to Reduce the Risk of Transmission of Genital Herpes. N Engl J Med, 2004.
  3. Rodger AJ, Cambiano V, Bruun T, et al. (PARTNER study — U=U HIV undetectable untransmissible) Sexual Activity Without Condoms and Risk of HIV Transmission in Serodifferent Couples When the HIV-Positive Partner Is Using Suppressive Antiretroviral Therapy (PARTNER). JAMA, 2016.
  4. Grant RM, Lama JR, Anderson PL, et al. (iPrEx trial — TDF/FTC PrEP in MSM) Preexposure Chemoprophylaxis for HIV Prevention in Men Who Have Sex with Men (iPrEx). N Engl J Med, 2010.
  5. Ministerio da Saude Brasil (PCDT — Protocolo Clinico e Diretrizes Terapeuticas para Manejo da Infeccao pelo HIV em Adultos 2023) PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos. Ministerio da Saude / DIAHV, 2023.

Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

#aciclovir#valaciclovir#antirretroviral#TARV#HIV#herpes#PrEP#tenofovir#dolutegravir#antiviral

Avalie este conteúdo

Seja o primeiro a avaliar

Comentários

Faça login para deixar um comentário.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro.

Pronto para começar?

Explore nosso catálogo de peptídeos com qualidade farmacêutica e COA.

Ver Catálogo →
Aciclovir, valaciclovir e antirretrovirais (TARV) — antivirais contra herpes e HIV: mecanismo de ação, indicações e conceitos de resistência | Peptídeos Bio