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Câncer de Próstata Resistente à Castração (CRPC): Docetaxel (TAX327), Cabazitaxel (TROPIC), 177Lu-PSMA-617 (VISION), Enzalutamida, Abiraterona e STAMPEDE

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BioPeptídeos Editorial
Equipe Peptídeos Bio
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Biologia do câncer de próstata — receptor androgênico, castração e resistência

Receptor androgênico (RA) e dependência hormonal: Câncer de próstata é hormônio-dependente em ~90% dos casos iniciais. RA (receptor androgênico): fator de transcrição nuclear. Androgênios (testosterona → DHT via 5α-redutase) → RA ativado → translocação nuclear → transcrição de genes pró-proliferativos (PSA, KLK2, FKBP5, NKX3.1, TMPRSS2). Privação androgênica (ADT): castração química (LHRH agonistas — leuprolida, gosserelina) ou cirúrgica → supressão de testosterona sérica a <50 ng/dL (castração) → resposta em 80-90%.

Progressão para CRPC (Câncer de Próstata Resistente à Castração): CRPC: progressão bioquímica (PSA em aumento) ou radiológica em andamento com ADT (testosterona sérica <50 ng/dL). Mecanismos de resistência: (1) Amplificação do gene AR → superprodução de RA, mais sensível a andrógenos baixos; (2) Mutações do AR (AR-LBD: T878A — resistência à bicalutamida → agonismo; F876L — resistência à enzalutamida); (3) AR splice variant 7 (AR-V7) — truncado, constitutivamente ativo, não precisa de andrógenos; preditor de resistência a enzalutamida e abiraterona; (4) Síntese intratumoral de andrógenos (adrenal, intracelular via CYP17A1); (5) Ativação de vias alternativas (PI3K/AKT, WNT, MAPK) que contornam RA.

Estadiamento PSA e PSMA: PSA (Antígeno Prostático Específico, KLK3): protease sérica produzida pelas células prostáticas. Elevado em câncer, mas inespecífico (prostatite, HPB). Usado para diagnóstico, rastreio, monitoramento de recaída bioquímica. PSA nadir após ADT: preditor de SG. PSMA (Prostate-Specific Membrane Antigen, FOLH1): glicoproteína transmembrânica superexpressa em câncer de próstata (especialmente em metastático e CRPC). Alvo para: imagem (Ga-68/F-18 PSMA PET — superior a osso cintilografia e CT em detecção) e terapia (177Lu-PSMA — VISION).

Metástases ósseas: Predominantemente blásticas (diferente do lítico de mama/pulmão). Lise óssea patológica via RANK-RANKL-OPG. Complicações esqueléticas (SREs): fratura, compressão medular, hipercalcemia. Agentes ósseos: ácido zolendrônico (ZA, bisfosfonato — CALGB 90202: redução SREs) ou denosumabe (anti-RANKL, RANK-1: superior ao ZA em prevenir SREs em CRPC). Radium-223 (223Ra, Xofigo): alfa emitente que se incorpora ao osso → irradiação de metástases ósseas. ALSYMPCA (Parker C et al., NEJM 2013): SG 14,9 vs. 11,3m em CRPC com metástases ósseas, pós-docetaxel ou inelegível. Aprovado FDA 2013.

Docetaxel (TAX327), cabazitaxel (TROPIC) e quimioterapia em mCRPC

TAX327 (Tannock IF et al., NEJM 2004, fase III) — docetaxel como padrão: 1006 pacientes mCRPC sintomático. 3 braços: (A) docetaxel 75 mg/m² q3w + prednisona 5 mg 2×/dia; (B) docetaxel 30 mg/m² semanal + prednisona; (C) mitoxantrona 12 mg/m² q3w + prednisona. SG braço A (docetaxel q3w): 18,9 vs. 16,5m com mitoxantrona (HR 0,76; P=0,009). Redução de PSA ≥50%: 45% vs. 32%. Melhora de dor: 35% vs. 22%. Braço B (semanal): SG não significativamente diferente de mitoxantrona (18,9 vs. 16,5m; HR 0,91; NS). Portanto, docetaxel q3w = padrão. → Aprovação FDA: maio 2004. Primeiro agente com sobrevida superior em CRPC.

TROPIC (De Bono JS et al., Lancet 2010, fase III) — cabazitaxel pós-docetaxel: 755 pacientes mCRPC pós-docetaxel. Cabazitaxel 25 mg/m² + prednisona vs. mitoxantrona + prednisona. SG: 15,1 vs. 12,7m (HR 0,70; P<0,001). SLP: 2,8 vs. 1,4m (HR 0,74; P<0,001). ORR: 14,4% vs. 4,4%. Aprovação FDA: junho 2010 para mCRPC pós-docetaxel. Cabazitaxel (Jevtana®): taxano de nova geração — supera resistência à P-glicoproteína (MDR1/ABCB1) à qual docetaxel pode ser substrato → atividade em células docetaxel-resistentes. Penetração no SNC: modesta. Toxicidade principal: neutropenia febril grau ≥3 em 8%. G-CSF recomendado profilaticamente.

CARD (Fizazi K et al., NEJM 2019, fase III) — cabazitaxel vs. ARPI pós-ARPI pós-docetaxel: 255 pacientes mCRPC que progressiram com docetaxel + com enzalutamida ou abiraterona anterior. Cabazitaxel 25 mg/m² vs. ARPI (crossover para o outro ARPI não usado). SLP: 8,0 vs. 3,7m (HR 0,54; P<0,001). SG: 13,6 vs. 11,0m (HR 0,64; P=0,008). Conclusão CARD: em mCRPC pós-docetaxel e pós-ARPI, cabazitaxel é superior a tentar o outro ARPI — resistência cruzada entre ARPIs é alta.

Cabazitaxel 20 vs. 25 mg/m² (PROSELICA): Cabazitaxel 20 mg/m² não-inferior a 25 mg/m² em SG, com menos toxicidade. Dose 20 mg/m² pode ser considerada em idosos/fragilizados.

ARPIs (enzalutamida e abiraterona), olaparibe (PROfound) e STAMPEDE

Abiraterona (Zytiga®, inibidor CYP17A1) — COUGAR-AA-301 e COU-AA-302: COU-AA-301 (De Bono JS et al., NEJM 2011): 1195 pacientes mCRPC pós-docetaxel. Abiraterona 1000 mg/dia + prednisona 5 mg 2×/dia vs. placebo + prednisona. SG: 14,8 vs. 10,9m (HR 0,65; P<0,001). → Aprovação FDA 2011 (pós-quimio). Depois expandida para pré-quimio. COU-AA-302 (Ryan CJ et al., NEJM 2013): 1088 pacientes mCRPC quimio-virgem. Abiraterona + prednisona vs. placebo. SLP: 16,5 vs. 8,3m (HR 0,53; P<0,001). SG: 34,7 vs. 30,3m (HR 0,81; P=0,003). → Aprovação FDA 2012 para pré-quimio. Mecanismo: bloqueia CYP17A1 → inibe síntese de andrógenos nos testículos, adrenal e intratumoralmente. Precisa de prednisona (supressão do cortisol por feedback hipofisário causa hiperaldosteronismo → hipertensão, hipocalemia). Interação alimentar: tomar em jejum (comida aumenta Cmax 10×).

Enzalutamida (Xtandi®, antagonista de RA de 2ª geração) — PREVAIL e AFFIRM: AFFIRM (Scher HI et al., NEJM 2012): 1199 pacientes mCRPC pós-docetaxel. Enzalutamida 160 mg/dia vs. placebo. SG: 18,4 vs. 13,6m (HR 0,63; P<0,001). → Aprovação FDA 2012 (pós-quimio). PREVAIL (Beer TM et al., NEJM 2014): 1717 pacientes mCRPC quimio-virgem. Enzalutamida vs. placebo. SLP: 65% vs. 14% sem progressão a 6 meses (HR 0,19). SG: 32,4 vs. 30,2m (HR 0,71; P<0,001). → Aprovação FDA 2014 para pré-quimio. Mecanismo: antagonista competitivo do RA — bloqueia ligação de andrógenos, translocação nuclear e coativação de genes alvo. Sem ativismo parcial (diferente de bicalutamida em mutações de RA). Risco de convulsões (<1%) — contraindicado em epilepsia.

PROfound (Hussain M et al., NEJM 2020, fase III) — olaparibe em HRRm pós-ARPI: 387 pacientes mCRPC com mutação em genes de HRR (BRCA1/2, ATM, CDK12, FANCA, etc.) que progressiram com ARPI. Olaparibe 300 mg 2×/dia vs. ARPI (enzalutamida ou abiraterona). Coorte A (BRCA1/2, ATM): SLP 7,4 vs. 3,6m (HR 0,34; P<0,001). SG coorte A: 19,1 vs. 14,7m (HR 0,69). Coorte B (outros HRR): SLP 5,4 vs. 3,6m (HR 0,49). → Aprovação FDA: maio 2020 para mCRPC HRRm pós-ARPI. → BRCA1/2: maior benefício; teste germline + somático recomendado em todo mCRPC.

STAMPEDE (James ND et al., NEJM 2015/2016/2022) — quimio e ARPIs em hormônio-sensível: STAMPEDE: plataforma multibraço, multistage. Key resultados:

  • Docetaxel upfront em hormônio-sensível: SG com ADT + docetaxel 78 vs. 71m (HR 0,78, P=0,006) — benefício especialmente em alto volume (≥4 metástases ósseas ou metástase visceral). CHAARTED (Sweeney et al., NEJM 2015): SG 57,6 vs. 44,0m (HR 0,61) com alto volume → docetaxel upfront agora padrão em mHSPC alto volume.
  • Abiraterona upfront: SG 53,3 vs. 45,0m (HR 0,66; P=0,001) no braço STAMPEDE.
  • ARPIs triplete: PEACE-1 (abiraterona + docetaxel + ADT em mHSPC): SLP 2,0 vs. 1,0 anos (HR 0,54; P<0,001) com benefício de SG em doença de alto volume.
  • Enzalutamida upfront: ENZAMET (Davis ID et al., Lancet 2019): SG 67% vs. 57% a 3 anos (HR 0,67; P=0,002). ARCHES (Armstrong AJ et al., JCO 2019): SLP: não atingida vs. 19,0m (HR 0,39).

177Lu-PSMA-617 (VISION) — terapia radioligante em mCRPC

PSMA como alvo terapêutico: PSMA (Prostate-Specific Membrane Antigen, FOLH1): glicoproteína transmembrânica superexpressa em >90% de carcinomas de próstata, especialmente na doença metastática e resistente à castração. PSMA é internalizado após ligação ao ligante → acumula no intracelular. Usado para: diagnóstico (68Ga/18F-PSMA PET: detecta doença com sensibilidade superior à TC + cintilografia óssea, especialmente em PSA <1 ng/mL e em pós-prostatectomia bioquímica) e terapia (lutetio-177).

177Lu-PSMA-617 (Pluvicto®, lutetio PSMA-617, Novartis): Estrutura: PSMA-617 (ligante peptidomimético com alta afinidade para PSMA) + quelante DOTA + lutetio-177 (β-emissor — elétrons β que percorrem ~1-2mm nos tecidos → morte celular intracelular e em células vizinhas). Administração IV. Dose: 7,4 GBq a cada 6 semanas × 6 ciclos.

VISION (Sartor O et al., NEJM 2021, fase III) — 177Lu-PSMA-617 em mCRPC: 831 pacientes mCRPC pós-ARPI e pós-1-2 taxanos, PSMA-positivo por PET/CT (≥1 lesão PSMA-positiva, sem lesões PSMA-negativas importantes). 177Lu-PSMA-617 + melhores cuidados de suporte vs. melhores cuidados de suporte. SG: 15,3 vs. 11,3m (HR 0,62; P<0,001). SLP por imagem: 8,7 vs. 3,4m (HR 0,40; P<0,001). ORR: 51% de redução de PSA ≥50%. Toxicidade: fadiga (43%), náusea (35%), anemia (32%), xerostomia — glândulas salivares expressam PSMA → síndrome sicca. Sem cardiotoxicidade. → Aprovação FDA: março 2022 para mCRPC PSMA-positivo pós-ARPI e pós-taxano.

PSMAfore (2024, fase III) — 177Lu-PSMA pré-quimio: Comparação 177Lu-PSMA-617 vs. ARPI (crossover de abiraterona para enzalutamida ou vice-versa) em mCRPC pós-1 ARPI, quimio-virgem. SLP por imagem: 11,6 vs. 5,6m (HR 0,41; P<0,001). Pedido de aprovação para uso mais precoce (pré-taxano) submetido à FDA.

Seleção de pacientes PSMA: PSMA PET obrigatório (68Ga-PSMA-11 [Locametz] ou 18F-DCFPyL [Pylarify]): critério VISION = ≥1 lesão PSMA-expressando + ausência de lesões PSMA-negativas significativas (CT/PET discordante pode predizer resposta menor). Pacientes com doença PSMA-negativa (neuroendócrina transformação): não se beneficiam.

Sequência moderna em mCRPC (2025): Hormônio-sensível (mHSPC): ADT + ARPI (enzalutamida ou abiraterona ± darolutamida ou apalutamida) ± docetaxel (alto volume). mCRPC 1ª linha: ARPI alternativo OU docetaxel (se progressão rápida ou sintomático). mCRPC 2ª linha: cabazitaxel OU 177Lu-PSMA (se PSMA PET positivo, pós-ARPI+taxano). Olaparibe em BRCA1/2 mutado. Metástases ósseas: denosumabe ou ácido zolendrônico. Radium-223 (somente ósseas, sem visceral).

Aviso Editorial

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, produzido pela equipe editorial da Peptídeos Bio com base em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não constitui conselho médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica. Peptídeos de pesquisa não possuem aprovação regulatória da ANVISA para uso clínico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer protocolo. Leia o aviso médico completo.

Perguntas Frequentes

O que é câncer de próstata resistente à castração e por que ele é difícil de tratar?+

Câncer de próstata resistente à castração (CRPC) é quando o tumor continua crescendo apesar de os níveis de testosterona estarem extremamente baixos (castração química ou cirúrgica). Ele ocorre em a maioria dos pacientes com doença metastática, geralmente após 2-3 anos de bloqueio hormonal inicial. A razão pela qual é difícil de tratar é que as células tumorais 'aprendem' a contornar a dependência do hormônio através de vários mecanismos: amplificam o gene do receptor androgênico (ficam mais sensíveis a quantidades ínfimas de andrógenos), produzem formas truncadas do receptor que funcionam sem precisar de andrógenos, sintetizam seus próprios andrógenos de dentro do tumor, e ativam rotas de sinalização alternativas. Os tratamentos modernos — enzalutamida, abiraterona, cabazitaxel, 177Lu-PSMA — prolongaram a sobrevida de CRPC metastático de poucos meses (na era da quimioterapia inicial com mitoxantrona) para mais de 3 anos com as sequências atuais.

O que é 177Lu-PSMA e como funciona no tratamento do câncer de próstata?+

177Lu-PSMA-617 (Pluvicto) é um tipo de terapia chamada 'radioligante' — une um marcador radioativo (lutetio-177) a uma molécula (PSMA-617) que se prende especificamente ao PSMA, uma proteína superexpressa na superfície das células do câncer de próstata. Pense como um 'míssil guiado': o PSMA-617 leva o lutetio-177 diretamente para dentro das células cancerosas. Lutetio-177 é um emissor de partículas beta (elétrons de alta energia) que percorrem apenas 1-2mm no tecido — matando as células que expressam PSMA e as vizinhas imediatas, com dano mínimo a tecidos distantes. No estudo VISION, 177Lu-PSMA prolongou a sobrevida em cerca de 4 meses (15,3 vs. 11,3 meses) em pacientes muito pré-tratados (pós-ARPI e pós-taxano). Um efeito colateral específico é a boca seca (xerostomia) porque as glândulas salivares também expressam PSMA — o tratamento também as atinge levemente.

O que é PSMA PET e por que é melhor do que a cintilografia óssea no câncer de próstata?+

PSMA PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons com PSMA) é um exame de imagem nuclear que utiliza um traçador radioativo (68Ga-PSMA-11 ou 18F-DCFPyL) que se liga ao PSMA — proteína abundante nas células do câncer de próstata. Comparado à cintilografia óssea (cintilografia com tecnécio-99, que detecta apenas metabolismo ósseo aumentado) e à TC (que detecta linfonodos aumentados ≥1cm), PSMA PET é muito mais sensível. Detecta metástases em linfonodos de tamanho normal, metástases ósseas muito pequenas e recidiva bioquímica com PSA tão baixo quanto 0,2 ng/mL — cenário onde a cintilografia é quase sempre negativa. Um exemplo concreto: estudos mostram que PSMA PET detecta doença em ~68% dos pacientes com recidiva bioquímica pós-prostatectomia com PSA <0,5 ng/mL, enquanto cintilografia + TC detectam <10%. Isso tem mudado completamente as decisões de tratamento — inclusive o uso de radioterapia de salvamento.

Quando se deve usar docetaxel no câncer de próstata: na fase hormônio-sensível ou esperar o CRPC?+

As evidências atuais (CHAARTED e STAMPEDE) mostram que adicionar docetaxel precocemente — na fase hormônio-sensível metastático (mHSPC), junto ao bloqueio hormonal (ADT) — prolonga a sobrevida, especialmente em pacientes com doença de 'alto volume' (4 ou mais metástases ósseas, ou metástase visceral). No CHAARTED, a sobrevida mediana foi de 57,6 vs. 44,0 meses (mais de 13 meses extra) com docetaxel precoce em alto volume. A lógica clínica é que, antes de a doença se tornar resistente à castração, as células estão mais uniformemente dependentes de andrógenos e mais sensíveis à quimio — tratar tudo que é sensível ao mesmo tempo. Em doença de 'baixo volume' (<4 metástases, sem visceral), o benefício é menor ou ausente, e os ARPIs (enzalutamida, abiraterona) sozinhos são preferidos como primeira escolha de combinação com ADT pela melhor tolerabilidade. Portanto: alto volume → ADT + docetaxel (± ARPI); baixo volume → ADT + ARPI (sem docetaxel upfront obrigatório).

Referências Científicas

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Ver Metodologia Editorial para critérios de seleção e classificação das evidências. Ver Política Editorial para padrões de qualidade.

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